Má Gestão da Administração Municipal Denunciada Por Cidadãos do Lobito à PGR

um grupo de cidadãos e munícipes do Lobito fez chegar uma “carta aberta” a Procuradoria Geral da República denunciado má gestão da Administração Municipal. Entretanto, o antigo administrador do Lobito desmente todas as acusações.
Na carta, que o jornal OPAÍS teve acesso, assinada por António Pedrito de Almeida, Francisco Alberto Ventura, Raúl Segunda Binga e Virgílio Manuel Bongue, ao antigo governante da cidade ferro-portuária são-lhes imputadas uma série de acções danosas ao erário nos anos que vão de 2010 a 2016.

Os cidadãos, por acharem grave, pedem a intervenção não apenas da PGR, como também do Presidente João Lourenço. De entre as várias acções expostas na missiva, Amaro Ricardo é acusado pelos subscritores de supostamente ter subtraído dos cofres do Estado 500 mil dólares e os ter dado ao cidadão Joaquim Teixeira, também conhecido por Quim Transflamingo, um montante para a aquisição de quatro autocarros.

O indivíduo em causa apenas procedeu à entrega de um autocarro de marca Toyota Coaster, tendo o restante caído em parte incerta.

Acusam o ex-administrador de se ter aproveitado das verbas alocadas pelo Conselho de Ministros, de bens alimentares, bem como de materiais de construção destinados aos sinistrados da calamidade de 11 de Março de 2015, um desastre que ceifou muitas vidas. Num outro ponto da acusação, os subscritores dizem que Amaro Ricardo terá feito venda ilícita de terrenos na cidade dos flamingos.

PGR parte para a acção

Amaro Ricardo foi constituído arguido pela Procuradoria Geral em Benguela. Contactado pelo OPAÍS, Amaro Ricardo considera os seus acusadores de “desconhecidos e inexistentes” e revela que, confirma que em finais de 2018 foi ouvido pela PGR sobre alegadas práticas de má gestão à frente dos destinos da Administração Municipal do Lobito.

O ex-administrador, que não aceitou gravar entrevista, diz não temer nada, porquanto no antigo Governo, apesar de ter havido pessoas cujas práticas lesaram o interesse público, havia também gente bastante comprometida com as boas práticas de gestão e respeito pela coisa pública.

Ao OPAÍS disse que gostaria de esclarecer muitas coisas, mas ainda não chegou o momento para tal. Entretanto, numa carta resposta a que também tivemos acesso, o antigo governante aponta o ano 2010 como sendo o início daquilo que considera ser o seu “calvário” por causa de: “primeiro, depois d(e) o Governo Provincial de Benguela ter dado razão à Administração do Lobito e à Comissão de Moradores no conflito entre estes e o cidadão Agostinho Justo Mega”, relativamente à pretensão de se construir uma área comercial no espaço comum de um edifício habitacional no bairro do Compão, conforme Despacho do Governador Provincial 05114/DIGA/GPB/2010, de 18-11(Novembro).

Amaro Ricardo sublinha que o ponto alto aconteceu em 2013, quando o cidadão Agostinho Mega, aproveitando-se de uma jornada de campo do então governador Isaac dos Anjos, fez circular no Lobito informações de um possível envenenamento de que o governante visitante seria vítima durante a visita.

O assunto, disse, foi pronto e contundentemente esclarecido pelo Tribunal Provincial (do Lobito), culminando com a condenação do cidadão em causa a “4 meses de prisão suspensa e indemnização ao ofendido”.

O PAÍS/Constantino Eduardo

 

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