Angola é o País Mais Corrupto da SADC e o Quinto Pior da União Africana

Pela primeira vez na sua história, a Procuradoria-Geral da República criou um Plano Estratégico de Prevenção e Combate à Corrupção que visa estancar toda a acção de corrupção no País, numa altura em que a ONG Transparência Internacional coloca Angola na posição 5 dos países mais corruptos da União Africana e África Subsariana, sendo o mais corrupto ao nível da SADC.

Os dados constam do Plano Estratégico de Prevenção e Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República, apresentado esta manhã no Palácio da Justiça, na presença de vários membros do Poder Executivo, Legislativo e Judicial.

Hélder Pitta-Grós, Procurador-Geral da Republica, disse, na abertura, que a PGR, em cooperação com os Ministérios do Interior, da Justiça, das Finanças, IGAE, Tribunal de Contas e outros órgãos, já traduziu em tribunal alguns processos de grande envergadura e repreensão social.

“O sinal do combate à prática ilícita já anunciada, que corrói a sociedade angolana, foi dado. Quem até então se sentia ou se considerava acima da lei, teve de atender à notificação da justiça” salientou Hélder Pitta-Grós.

O Procurador-Geral da República convidou todas as instituições públicas e privadas da sociedade civil a apoiarem esta tarefa.

A Procuradora-Geral adjunta da República, Inocência Maria Gonçalo Pinto, referiu que o presente Plano Estratégico de Prevenção e Combate à Corrupção começa a ser aplicado a partir de Janeiro próximo e que todos os angolanos devem participar.

“O plano não envolve só a Direcção Nacional de Prevenção e Combate à Corrupção, mas toda a sociedade, para que possamos combater a corrupção em Angola”, afirmou.

Já o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, disse que o Executivo de João Lourenço representa o fim da lapidação e desvio do erário público para fins pessoais.

“A corrupção é um fenómeno que ataca a boa governação, mina a confiança das instituições e usurpa direitos das pessoas”, disse o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil.

“Vamos melhorar a transparência no acesso à informação na administração pública e exigir que sejam geridos com idoneidade e responsabilidade os recursos humanos na administração pública e fortalecer as regras de contratação pública”.

Segundo Frederico Cardoso, o Executivo vai melhorar o quadro legal de combate à corrupção e aprimorar os procedimentos para tornar mais célere o tratamento administrativo e judicial nos casos de corrupção.

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