Parque Nacional do Maiombe Avaliado Pelo Governo Sobre a Caça Furtiva

Foto Angop

Um diagnóstico sobre a caça furtiva no Parque Nacional do Maiombe, em Cabinda, está a ser elaborado pelo Ministério do Ambiente, no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES).

A informação foi avançada hoje (terça-feira) à Angop pelo director do Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação, Aristófanes Fontes, frisando que a iniciativa surge no reforço do quadro legislativo para a implementação do CITES e a aplicação da lei do crime contra à vida selvagem em Angola.

Segundo ele, o programa destina-se ainda a ajudar a conservar as espécies ameaçadas listadas pelo CITES, as que são vítimas da caça furtiva no Parque Nacional de Maiombe, assim como as que podem entrar nos mercados de tráfico ilegal.

“Estas incluem o papagaio cinzento africano, o leopardo, o pangolim de barriga branca e o pangolim gigante”, referiu.

O responsável acrescentou que o chimpanzé central, o gorila das terras baixas e o elefante da floresta, por partilharem o mesmo habitat, enfrentam riscos semelhantes e, como tal, também deverão se beneficiar deste projecto.

O projecto inclui actividades específicas como reforço do quadro legislativo para a implementação do CITES e a aplicação da lei do crime contra à vida selvagem, a melhoria em formações específicas que desenvolvam a capacidade e eficácia nacionais na implementação do CITES, bem como o desenvolvimento de um sistema de licenças e um banco de dados da aplicação da lei.

Em 2016, Angola emitiu vários decretos centrados na vida selvagem e fechou um dos maiores mercados que comercializava marfim e outros animais selvagens (vivos e produtos) para venda em Benfica, Luanda.

Estas acções, acrescenta Aristófanes Fontes, demonstram o empenho e a necessária vontade política do governo angolano para enfrentar a crise global do tráfico de vida selvagem.

Nesta conformidade, apontou, o projecto irá capitalizar-se nos esforços recentes, incluindo a criação da Unidade de Crimes contra à Vida Selvagem em Angola (WCU) e a adopção de um Plano de Acção para Crimes contra à Vida Selvagem, criando um ambiente propício para a implementação reforçada do CITES e condenações por crimes contra a vida selvagem.

ANGOP

 

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