Lista de Espera Com Mais de 900 Angolanos Para Tratamento Médico no Exterior

O presidente de direcção da Junta Nacional de Saúde, órgão do Ministério da Saúde vocacionado para o envio de pacientes para o exterior do país, adiantou que há mais de 900 pacientes angolanos em lista de espera para receber tratamentos fora de Angola, número que tende a aumentar.

Em declarações aos aos jornalistas no final da visita que os deputados da 6.ª comissão de trabalhos da Assembleia Nacional realizaram às instalações da Junta, em Luanda, esta terça-feira, 3, Augusto Lourenço defendeu que é preciso reforçar os orçamentos dos hospitais, “para que deixe de haver necessidade de se mandar pacientes para a Junta”.

O responsável lembra que o investimento nos serviços de saúde nacionais já deu frutos no tratamento da insuficiência renal, que deixou de ser motivo para tratamentos no exterior.

“Essa situação foi ultrapassada com a criação de centros de hemodiálise aqui no país, a referência feita aos doentes renais em Portugal é em relação aos doentes mais antigos que foram evacuados para lá numa altura em que o país não tinha ainda esse procedimento”, esclareceu, recomendando o reforço dos meios nas áreas de ortopedia, oncologia, cirurgia cardiotorácica e oftalmologia.

O repto do presidente de direcção da Junta Nacional de Saúde foi ouvido pelos parlamentares.

“Penso que será esse o trabalho do Parlamento. Solicitar que se reforcem os recursos para a Junta Nacional diminuir o envio de pacientes e passar-se então a prestar serviços a nível local, pelos que os custos serão reduzidos”, disse o deputado Pereira Alfredo, presidente em exercício da 6.ª comissão parlamentar.

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