Ministro Britânico dos Negócios Estrangeiros Anunciou Pedido de Angola Para Aderir à Commonwealth

“É esplêndido que Angola se queira juntar à família da Commonwealth. Saudamos o empenho do Presidente (João) Lourenço em fazer reformas, no combate à corrupção e na melhoria dos direitos humanos. Esperamos saudá-lo brevemente no Reino Unido”, escreveu Johnson na sua conta Twitter citada pelo diário estatal Jornal Angola.

País de expressão lusófona em resultado da sua colonização por Portugal, Angola é atualmente membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização também integrada por Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal, Brasil e Timor-Leste.

O país já manifestou igualmente a sua intenção de integrar a Organização Internacional da Francofonia (OIF), que congrega países de língua oficial francesa ou com estatuto privilegiado.

Esta intenção foi anunciada semana passada pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço, durante a sua visita oficial de três dias a França, onde reconheceu o “importante papel” que a OIF desempenha no mundo.

Nesta sua primeira deslocação à Europa enquanto Presidente de Angola, João Lourenço revelou, em conferência de imprensa, em Paris, ter manifestado o interesse de Angola ser membro da OIF num encontro que manteve com o seu homólogo anfitrião, Emmanuel Macron.

“Reafirmo aqui a vontade de Angola em estreitarmos cada vez mais as nossas relações. Daí o facto de termos manifestado também o interesse em sermos membros, de alguma forma – ou como observadores ou membros de pleno direito – da OIF, pelo importante papel que esta organização joga no mundo, mas muito em particular, no nosso continente, em África”, afirmou.

Na ocasião, Emmanuel Macron exprimiu, por seu turno, o apoio de França à candidatura de Angola a membro de pleno direito da organização.

O estadista francês declarou-se “muito sensível” e agradeceu a João Lourenço por “ter escolhido França para primeiro destino na Europa desde a sua eleição”, em agosto de 2017, manifestando o desejo de “continuar a aprofundar as relações e a trabalhar em conjunto”.

“Quero agradecer por ter decidido ter um papel acrescido na francofonia (…) e espero que, no âmbito das ambições para a francofonia que temos todos, o seu país possa ter o seu lugar pleno”, afirmou o chefe de Estado francês.

Criada em 1970 na capital nigerina, Niamey, e com sede em Paris, a OIF é uma organização internacional que se fundamenta igualmente no compartilhamento dos valores humanistas veiculados pela língua francesa.

Tem por missão promover solidariedade ativa entre os Estados e governos que a compõem, sendo 58 membros e 26 observadores, ou seja, mais de um terço dos Estados-membros das Nações Unidas, totalizando uma população de mais de 890 milhões de pessoas.

Por seu turno, a Commonwealth of Nations (Comunidade das Nações), normalmente referida como Commonwealth e anteriormente conhecida como a Commonwealth britânica, é também uma organização intergovernamental composta por 53 países-membros independentes.

Todas as nações-membros da organização, com exceção de Moçambique (outra antiga colónia portuguesa), Rwanda (ex-colónia belga) e Namíbia (antiga colónia alemã), faziam parte do Império Britânico, do qual se separaram.

Os Estados-membros cooperam num quadro de valores e objetivos comuns, conforme descrito na Declaração de Singapura, incluindo a promoção da democracia, direitos humanos, boa governação, Estado de Direito, liberdade individual, igualitarismo, livre comércio, multilateralismo e a paz mundial.

Não sendo uma união política, ela é uma organização intergovernamental através da qual os países com diversas origens sociais, políticas e económicas são considerados como iguais em status.

As atividades da Commonwealth são realizadas através do permanente Secretariado da Commonwealth, chefiado pelo secretário-geral, e por reuniões bienais entre os chefes de governo da Commonwealth.

O símbolo da sua associação livre é o chefe da Commonwealth, que é uma posição cerimonial atualmente ocupada pela rainha Isabel II da Inglaterra, que é também a monarca, separada e independentemente, de 16 membros da Commonwealth conhecidos como os “reinos da Commonwealth”.

África 21 Digital

 

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