A Sonair Subsidiária da Sonangol Negoceia Venda de Seus Aviões da Frota B-1900

A Sonair, subsidiária da Sonangol vocacionada para a prestação de serviços aéreos, está a negociar a venda de aviões da frota B-1900, com operadoras privadas.

Segundo apurou o VALOR, uma das primeiras vendas foi feita à operadora aérea Air Jet que adquiriu dois aparelhos. Mas o director comercial da Air Jet explica que os meios ainda não foram entregues, estando a empresa a aguardar pelo cumprimento de “burocracias administrativas” por parte da Sonangol.Estêvão Simba desconhece os meandros das negociações e as modalidades de pagamento, afirmando apenas que o negócio foi “firmado ao mais alto escalão”.

Para a Air Jet, a aquisição de dois novos aparelhos pode constituir um certo alívio. A companhia debate-se com constrangimentos operacionais, possui uma frota de apenas oito aeronaves, do tipo Embraer 120 (2), B200 (4) e Jetstream (2). Parte encontra-se paralisada na África do Sul, onde os aviões foram levados para manutenção, mas não regressaram por falta de divisas para o pagamento.

A Sonair, por sua vez, não confirma o negócio nem avança o número exacto de aviões que pretende despachar muito menos o valor de cada unidade. Mas fonte ligada ao processo detalhou que a operação poderá estar relacionada com a necessidade da renovação da frota da companhia detida pela petrolífera pública.

Com 50 aparelhos, 27 dos quais helicópteros, a Sonair transporta uma média de 20 mil passageiros por ano. E os seus aviões de fabrico norte-americano têm capacidade para transportar 19 passageiros, sendo utilizados em voos comerciais e privados.

Até ao fecho desta edição, a administração da Sonangol não tinha respondido às solicitações do VALOR.

 QUEDA DE RECEITA

 De acordo com o relatório e contas da Sonangol, em 2016, a Sonair voou cerca de 20 mil horas, repartidas em 10 mil no segmento de ‘Asa Rotativa’ (helicópteros) e 10 mil no segmento de ‘Asa Fixa’ (aviões). Teve uma redução de 47% comparativamente a 2015, que teve um impacto “relevante” nas receitas de aluguer de aeronaves, que sofreram uma redução de 74 mil milhões para os 45 mil milhões de kwanzas.

 Para a queda de receitas, contribuiu ainda o acidente, em Abril de 2016, na Noruega, que resultou na paragem mundial das aeronaves de tipo Super Puma (H225 e L2), que representam mais de 60% da frota de Asa Rotativa da Sonair. O acidente afectou a capacidade de prestação de serviços às operadoras petrolíferas, que dependiam deste meio para o transporte de tripulações para as plataformas offshore.

 Além disso, o documento ressalta que a diminuição da actividade do sector petrolífero, que afectou de forma particular a operação do Houston Express, impactou negativamente a operação ‘Asa Fixa’, sendo que, no âmbito do programa ‘Sonalight’, foram tomadas medidas de aumento de eficiência para defender e minimizar o impacto na rentabilidade da operação.

A Sonair é detentora de uma vasta experiência na aviação no sector petrolífero desde 1979. É a única a fazer a ligação entre Angola e EUA, com voo directo de Luanda para Houston.

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