Fez Um Ano Que o Angosat 1 Desapareceu

No dia 26 de Dezembro, o que acabava de ser comemorado como o primeiro grande passo de Angola em direcção ao mundo tecnológico dava lugar à apreensão.

O Angosat-1, o primeiro satélite angolano, colocado em órbita a partir do cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão (Rússia), perdia contacto, momentos após o lançamento.

Da manhã de 27 de Dezembro até à noite do dia seguinte, os especialistas tentam restaurar a conexão com o satélite em órbita. A empresa russa RKK Energia, que liderou o consórcio que construiu o aparelho, admitia interrupção “temporária, com perda de telemetria”.

Na capital russa, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, desvalorizava os cenários criados no sentido de um eventual prejuízo. “Não há razões para alarmes.

É normal que haja preocupação, visto ser a primeira vez que Angola entra para o domínio espacial”, explicava o ministro, que integrava a comissão saída de Luanda para a cerimónia de lançamento do Angosat-1, no cosmódromo Baikonur.


Prejuízos Acumulados Pela Sonangol São Superiores ao Lucro do Exercício de 2017

A petrolífera estatal Sonangol não vai distribuir os dividendos do exercício de 2017 devido aos prejuízos acumulados de anos anteriores, que ascendiam, no final do ano passado, a mais de 2.100 milhões de euros.

Segundo o Relatório e Contas da empresa a que a Lusa teve hoje acesso, referente a 2017 – só validado este mês pelo acionista Estado -, no último ano da gestão de Isabel dos Santos na petrolífera, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol)registou um resultado operacional positivo de 197.538 milhões de kwanzas (1.060 milhões de euros, à taxa de câmbio de 31 de Dezembro de 2017).

Contudo, lê-se igualmente no documento, a Sonangol, ao abrigo Lei das Sociedades Comerciais, “não poderá efectuar a distribuição dos resultados, até à cobertura integral dos prejuízos acumulados dos exercícios anteriores”.

Esses prejuízos acumulados ascendiam, no final do ano passado, segundo o documento, a 398.178 milhões de kwanzas (2.160 milhões de euros, à taxa de câmbio de 31 de Dezembro de 2017).


No Norte de Moçambique Grupo Armado Faz Novo Ataque

 

Homens armados mataram na quarta-feira à noite uma pessoa e destruíram seis casas na aldeia de Inguane, distrito de Macomia, norte de Moçambique.

As fontes contaram que a vítima mortal é um homem e que os atacantes estavam munidos de catanas e uma arma de fogo do tipo AK-47.

Os residentes terão conseguido avistar pelo menos sete elementos do grupo que atacou a aldeia, que se localiza noPosto Administrativo de Mucojo, na província de Cabo Delgado, a mais de dois mil quilómetros de Maputo.

O ataque de quarta-feira foi o primeiro à aldeia de Inguane, mas outros pontos do distrito de Macomia já foram alvos de ataques por parte de grupos armados que têm protagonizado ações de violência em distritos de Cabo Delgado, desde outubro do ano passado.

Dezenas de pessoas morreram na sequência dos ataques, que provocaram o deslocamento de populações das suas aldeias.


Adiamento da Introdução do IVA em Angola Devido a Imposto Especial Sobre o Tabaco, Álcool e Joalharia

O adiamento da introdução do IVA em Angola para a segunda metade de 2019 vai ser compensado pela criação de um imposto especial sobre as bebidas, a joalharia, o álcool e o tabaco, diz o FMI.

De acordo com um conjunto de documentos colocados no site do Fundo Monetário Internacional (FMI) a propósito da ajuda financeira solicitada pelo Governo de Angola, haverá um “aumento de esforços na mobilização da receita não petrolífera, que será sustentada pela introdução do imposto sobre o valor acrescentado (IVA) durante a segunda metade de 2019”.

A declaração assinada pelo diretor do FMI para Angola, Dumisani Hebert Mahlinza, e pelo representante do Governo angolano no grupo africano no Fundo, Jorge Essuvi, que acompanha o comunicado de imprensa e o relatório técnico preparado pelos analistas do FMI, detalha ainda que este adiamento de receita para o segundo semestre de 2019 será também compensado por um “aumento no setor imobiliário não residencial e pela recuperação de pagamentos de impostos em atraso”.


Angola Já Não Vendia Petróleo a Um Preço Tão Alto Há Quatro Anos

A exportação petrolífera rendeu a Angola 8.700 milhões de euros em receitas fiscais até novembro, mês em que cada barril de crude foi vendido, em média, a quase 80 dólares, o valor mais alto em quatro anos.

Segundo à Lusa, citando relatórios do Ministério das Finanças, até novembro, Angola exportou 491.862.592 barris de petróleo, a um preço médio de 70,82 dólares por barril, quando no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2018 o Governo tinha inscrito uma previsão de 50 dólares por barril.

Só no mês de novembro, cada barril de petróleo foi vendido a 79,32 dólares.

Trata-se do valor mais alto desde novembro de 2014, quando, então, cada barril de crude foi exportado a 84,51 dólares.
A forte quebra na cotação internacional de petróleo desencadeada em finais de 2014 chegou a colocar o barril de crude vendido por Angola nos 30 dólares.

Contudo, em 11 meses de 2018, as vendas de petróleo por Angola já totalizam 34.833 milhões de dólares (30.466 milhões de euros), que resultaram em receitas fiscais de 3,067 biliões de kwanzas (8.700 milhões de euros).

O petróleo exportado por Angola já tinha atingido um pico, no preço, em outubro, ao ser exportado a 78,49 dólares, em média, cada barril.