Obras do Projecto Hidroeléctrico de Caculo Cabaça no Cuanza Norte Arrancam em Maio

Foto AngopMinistro da Energia e Águas, João Baptista Borges, anunciou hoje (sábado), em Laúca, província de Malanje, que as obras do projecto hidroeléctrico de Caculo Cabaça, no Cuanza Norte, arrancam em Maio próximo.

As obras deste empreendimento que terá uma capacidade instalada de dois mil e 100 megawatts, um aumento de mais 30 megawatts em relação a Laúca, com 2070 MW, poderão terminar em 2022.

Segundo o ministro, que falava na cerimónia de fecho do túnel nº 2 que permitiu o desvio do rio Kwanza, para construção da barragem de Laúca, Caculo Cabaça vai reforçar a linha Cuanza/Huambo. “Vamos ter aqui dois pontos de abastecimento que serão as províncias do Cuanza Sul e Huambo.

Essa linha será depois estendida para Lubango e Xamutete (Huíla), quando construímos Caculo Cabaça, que deverá ser concluída em 2022”, esclareceu o ministro na cerimónia na qual o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, acionou o botão para o fecho do túnel nº para dar inicio ao enchimento da albufeira de Laúca.

Nesta cerimónia, testemunhada por auxiliares do Titular do Poder Executivo, autoridades tradicionais, líderes religiosos e de partidos políticos, o ministro João Baptista Borges, reconheceu o papel desempenhado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, a visão estratégica e o acompanhamento e atenção que sempre deu ao sector eléctrico.

O ministro sublinhou que, por ser um sector de infra-estrutura básica sobre o qual assenta todo o desenvolvimento e não obstante à crise que o país vive, projectos do sector como Laúca, nunca pararam, trabalhando 24 por 24 horas.

“Laúca conta agora com 8500 trabalhadores engajados e isso só é possível com a visão e sapiência do nosso líder que sempre demonstrou que é prioridade cimeira dada a este sector”, reconheceu.

Lauca é a segunda maior barragem em construção no continente Africano, depois da grande represa do renascimento etíope, com custos estimados em 6,4 mil milhões de dólares norte americanos e uma capacidade geracional de energia de seis mil MW.

A entrada em funcionamento da central principal de Laúca, com seis grupos geradores de cada 334 MW, a partir de Julho, e da central ecológica com 67 MW, em 2018,  permitirá beneficiar mais de oito milhões de pessoas e os pólos industriais em construção nas regiões norte, centro e sul do país.

As obras para o desvio do rio, em Laúca, iniciadas em 2012, compreenderam a escavação de dois túneis na margem direita do Kwanza, de 14 metros e meio de diâmetro e duraram 20 meses.

A segunda fase do projecto consistiu na construção da obra principal (paredão), a central principal, a central ecológica, enquanto a terceira fase inclui a componente electromecânica e das linhas de transporte para escoar toda energia para os grandes centros consumidores.

ANGOP

 

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