Num Mês as Exportações de Angola Para a China Aumentaram Para Mais de 50%

Em Novembro de 2016 as exportações angolanas para a China, o principal parceiro comercial do país, aumentaram mais de 50% face ao mês anterior, interrompendo um ciclo de declínio. Mas o valor apurado até àquele mês ainda é desfavorável face a 2015.

As exportações angolanas para a China aumentaram 53,76% no passado mês de Novembro face ao anterior, superando USD 1,274 mil milhões, revelam os dados dos Serviços de Alfândega da China. Já as importações, por Angola, de produtos chinesas voltaram a declinar ligeiramente, situando-se em USD 169,4 milhões. A balança comercial continua a pender vincadamente para o lado angolano. A subida no valor das exportações tem a ver com a recuperação do preço do petróleo, sendo Angola o terceiro fornecedor da potência asiática.

A procura chinesa pela matéria-prima cresceu vigorosamente em Outubro, de acordo com a OPEP. De acordo com os dados do departamento chinês para as alfândegas, citados pelo Fórum Macau, as trocas comerciais entre Angola e a China aumentaram 44,04% em Novembro em comparação com o mês anterior, passando de pouco mais dos USD mil milhões apurados em Outubro para mais de USD 1,44 mil milhões. No que respeita aos valores acumulados, entre Janeiro e Novembro de 2016, as trocas de Angola com o seu principal parceiro comercial ainda se encontram mais de 22% abaixo do valor atingido em igual período de 2015.

Assim, nos onze primeiros meses de 2016 o comércio entre os dois países envolveu um valor de cerca de USD 14,23 mil milhões, menos USD 4 mil milhões que o observado no período homólogo de 2015. Em comparação com 2015 e até Novembro, o valor das exportações angolanas para a China mantém um sinal negativo (menos 14,77%), situando-se em USD 1,26 mil milhões. As importações, por Luanda, de produtos da China registam uma quebra muito superior, traduzindo as dificuldades que afectam a economia angolana, tendo embora uma expressão oito vezes inferior à das exportações (USD 1,58 mil milhões até Novembro).

Angola é o segundo maior parceiro da China entre os países de língua portuguesa, as quais são dominadas pelo Brasil que, de Janeiro a Novembro de 2016, exportou mais de USD 42 mil milhões para a China, tendo importado de Pequim produtos cujo valor anda perto de USD 20 mil milhões. As trocas comerciais entre a China e o Brasil atingiram, no período, perto de USD 62 mil milhões, menos 6,48% que entre Janeiro e Novembro de 2015, mas continuando a representar três quartas partes do conjunto do comércio efectuado entre a segunda maior economia do mundo e os países que falam português.

Entre eles, Portugal é o terceiro parceiro comercial da China, com trocas acumuladas, entre Janeiro e Novembro do último ano no valor de pouco mais de USD 5 mil milhões, sendo o saldo da balança entre Portugal e China favorável ao país asiático, com Lisboa a importar, no período em referência, USD 3,7 mil milhões de produtos chineses e a vender a Pequim mercadorias no valor de USD 1,4 mil milhões. Segue-se Moçambique, cujas transacções com a China valeram cerca de USD 17 mil milhões.

No seu conjunto, os países CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor Leste e São Tomé e Príncipe) efectuaram, nos primeiros onze meses de 2016 trocas com a China no valor de USD 83 mil milhões, quando, no período homólogo, as trocas haviam ascendido a USD 90,9 mil milhões, uma quebra de 8,4% no valor do total das transacções. As exportações da China para o referido grupo de países caíram muito mais que as importações dos países que o constituem fazem de Pequim. Entre Janeiro e Novembro do ano passado os países de língua oficial portuguesa exportaram para a China produtos com o valor de USD 56,5 mil milhões e importaram do país asiático bens com o valor de USD 26,7 mil milhões. L.F.

O PAÍS

 

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