Desde 1990 Refugiada na Finlândia, Regressa à Somália Para se Candidatar a Presidente do Seu País

fadumo-dayibFadumo Dayib era apenas uma jovem quando, em 1990, a Somália mergulhou na guerra civil.

Em Mogadíscio, a sua família gastou o que tinha para enviar a rapariga, de 18 anos, para longe da violência que se avizinhava.

Fadumo Dayib tornou-se especialista em saúde pública, foi reconhecida como ativista. Preparou-se ao longo de anos até que um dia decidiu que ia abandonar o norte da Europa para voltar à Somália.

Em outubro, será a única mulher entre 18 candidatos à presidência. Ela sabe que não vai ganhar. “Se não és corrupto, não entras no sistema”, diz ao The Guardian.

As eleições que aí vêm são consideradas entre a comunidade internacional as primeiras verdadeiramente democráticas em décadas. Mas estão longe de serem eleições normais. As diferentes comunidades, algumas tribais, vão eleger delegados e são eles – perto de 14 mil – quem irá votar. Ainda assim, são um primeiro passo para um verdadeiro sufrágio universal que, espera-se, possa ocorrer em 2020.

Entretanto, o regresso de Fadumo Dayib é notícia. A decisão tem-lhe valido ameaças de morte. Mas da Finlândia, a sua «casa» durante tantos anos, chegam também mensagens de apoio a esta mulher que fugiu um dia como refugiada e cujo regresso à Somália é uma autêntica lição de vida.

A grande vitória agora foi ter conseguido fazer-se ouvir. Para 2020, as expectativas já são outras. “Vamos ter eleições democráticas… e vamos ganhar”.

África 21 online

 

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