“Um Símbolo da Paz”, Angola Está a Construir Uma Fábrica Para Transformar Armamento em Barra de Aço

guerra_civil_angolaA African Business Magazine destaca Angola, e desta vez devido ao negócio do aço. A publicação lembra que se está a construir uma fábrica, no valor de 300 milhões de dólares, que, 17 anos após o fim da guerra civil, terá como função transformar armamento em aço em barra, para uso no desenvolvimento do país.

Mais do que um símbolo da paz, a fábrica equivale também a uma forte aposta económica, esperando-se desenvolver o mercado nacional e de exportação continental e mundial, mesmo perante a queda do preço das matérias-primas.

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«Devemos usar os recursos que temos para criar produtos de valor acrescentado e exportar. O foco principal é garantir o fornecimento ao mercado angolano. Este projeto chega na altura certa», diz Georges Choucair, CEO da K2L Capital, dona da ADA – Aceria de Angola. Este é um nível de confiança raro na indústria nos dias de hoje. O abrandamento mundial e a retração da China levaram ao adiamento ou mesmo ao cancelamento de grandes obras de infraestruturas – e o aço, como tantas outras commodities, ressente-se.

A produção de aço caiu 1,4% nos primeiros oito meses de 2015 em relação ao mesmo período de 2014. E este fator, juntamente com outros, mostra um ambiente dificilmente propício à abertura de uma nova fábrica em África, numa altura em que o continente batalha pelas suas próprias perspetivas de crescimento. Mas Choucair diz que há também uma série de vantagens, que garantirão o sucesso da ADA perante as dificuldades. «Aqui há algo que a Europa não tem, que é um baixo custo energético e um baixo custo de materiais usados. E há muitos materiais destes. Por isso há vantagens em produzir aço em Angola, em vez de o importar. Os nossos estudos mostram que seremos competitivos perante a importação.»

Essas reservas de materiais antigos – entre armas, caminhos-de-ferro desativados ou elementos diversos da indústria do petróleo – podem durar até três anos. E daqui a dois a ADA espera começar a produção de aço a partir de fontes locais de minério de ferro. 

Choucair explica ainda que a ADA vai focar-se no «promissor» mercado de exportação a nível continental, nomeadamente no Congo, na RDC e na Zâmbia. Estes três países estão a uma distância «razoável» de Angola e precisarão de matérias-primas para desenvolverem as suas infraestruturas nos próximos anos.

África 21 online

 

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