Mediateca de Proximidade no Cazenga, Luanda, Abriu Esta Semana ao Público

mediatEsta semana marcou a abertura ao público da primeira Mediateca de Proximidade em Luanda, localizada no Cazenga. O espaço, que pode acolher até 30 utentes em simultâneo, é um projecto da Rede de Mediatecas de Angola, e pretende beneficiar a população, afirmando-se como um importante instrumento de trabalho para a comunidade.

“Cazenga beneficia hoje desta Mediateca de Proximidade em função, e por antecipação, daquela que está a ser construída. É portanto apenas um prelúdio daquilo que os usuários poderão encontrar na mediateca fixa”, explicou o Director da Mediateca Central de Luanda, Luís Armindo, em nota a que o VerAngola teve acesso. “Não estão aqui todos os serviços que uma mediateca pode oferecer, mas garantimos que estão aqui os serviços mais essenciais”, acrescentou o responsável.

Com este conceito móvel, a informação pode ser levada aos municípios mais remotos das províncias de Angola, sendo que estará presente todo o conhecimento e a maioria dos serviços disponíveis numa Mediateca tradicional, desde materiais didácticos, livros, conteúdos multimédia e projecção de cinema ao ar livre. As Mediatecas de Proximidade serão também um veículo de promoção das Mediatecas tradicionais e um complemento noutro tipo de actividades, independentemente do local onde ocorram, na medida que se poderão aproximar dos eventos que acolham grandes fluxos e permanência de pessoas.

Trata-se de um investimento de grande retorno educativo, social e político, ajudando a colmatar as dificuldades das populações mais distantes, bem como as dos grandes centros, quer haja a tradicional Mediateca ou não, explica a Rede de Mediatecas de Angola.

Dotadas de todas as infraestruturas necessárias para o seu correto funcionamento, nomeadamente energia, comunicações satélite (voz e dados), entre outras, as Mediatecas de Proximidade são 100 por cento autónomas (geradores, parabólica, etc.) embora possam também ser ligadas à rede de energia, comunicações e água.

VerAngola


O Grupo Angolano Skyna Hotels Vai Abrir Hotel de 4 Estrelas na Avenida da Liberdade em Lisboa

hotel_skyna_lisboaO grupo Skyna Hotels, cadeia hoteleira angolana pertencente ao Grupo Socinger, irá abrir um hotel de 4 estrelas em Portugal, situado no centro de Lisboa, divulgou o site de turismo português Publituris.

O primeiro hotel da cadeia, o Skyna Hotel Luanda, foi inaugurado em Angola em 2009, tendo agora o grupo chegado a Portugal, com o objectivo de criar um “intercâmbio entre as melhores práticas da hotelaria portuguesa e a hospitalidade e do povo angolano”.

A unidade apresenta-se como um espaço ideal para uma estadia em viagem de negócios, com várias vantagens competitivas para empresários e turistas.

Localizado junto à Avenida da Liberdade, o Skyna Hotel Lisboa pretende oferecer, num único espaço, “requinte e facilidade de acessos, tanto por estrada como pedonais”, uma vez que esta é uma zona rica em espaços comerciais e de restauração.

Expansão


Junto às Praias Vénus e da Equimina na Província de Benguela, Nasce um Paraíso Chamado Binga

binga-resort-580Angola, direcção Benguela. Cerca de 160 quilómetros para sul. Junto às praias Vénus e da Equimina. Entre as montanhas e o mar. Aqui nasce um pequeno paraíso chamado Binga. Um resort de luxo, com 70 quartos, spa, bares na praia e restaurantes. A ele juntar-se-à um Museu da Pesca. Toda a beleza da costa angolana, com praias de areia fina e água azul-esverdeada, à espera de ser descoberta, em Benguela.

Desafiada a desenvolver o projecto, a Meireles Architects apostou num espaço “arquitectonicamente inovador e até algo arrojado”, explicou Mário Meireles ao VerAngola. “Normalmente os resorts no nosso continente são muito agarrados à arquitectura africana, com as madeiras e os colmos, e isso não tem nada de mal, muito pelo contrário, no entanto nós sem esquecer essas referencias quisemos dar um ar fresco a este resort, oferecendo conceitos alternativos e tentando captar um publico diferente”, acrescentou o responsável.

O Resort Binga, terá cerca de 70 quartos, um campo de golfe com nove buracos, spa, restaurantes, bares na praia, um pavilhão para eventos, quatro lojas de artesanato tradicional angolano e de produtos para a praia, pontos de observação de baleias, ancoradouro de apoio aos desportos marítimos e um aeródromo para aviões de pequena dimensão, bem como vários edifícios de apoio ao funcionamento do resort e uma enfermaria.

Outro dos pontos de interesse será um Museu da Pesca. “A nossa intervenção concentra-se em vários momentos distintos, sejam eles de lazer ou culturais. Por exemplo, vamos recuperar um edifício existente, pertencente a uma antiga aldeia piscatória que estava instalada no local e vamos transforma-lo em museu. Estamos neste momento a recolher o acervo que será exposto. Teremos também uma praça que acolherá várias iniciativas culturais, tais como feiras de artesanato, actividades lúdicas, concertos, danças etc.”, avança ainda o responsável pelo projecto.

A abertura desta lufada de ar fresco no turismo da região está prevista para 2015: “Um resort com esta dimensão requer algum tempo de projecto e de construção, no entanto, acreditamos que as primeiras unidades possam entrar em funcionamento já em 2015, acrescenta Mário Meireles”.

A Meireles Architects define-se como um atelier de autor. “Procuramos desenvolver projectos estruturados com clientes estruturados, não queremos desenvolver projectos para ficarem no papel mas sim para serem executados. Ao longo do tempo temos desenvolvido vários programas, tais como, habitação, serviços, hotelaria, equipamentos, restaurantes, bares, discotecas, retail e parques industriais. Felizmente temos sido imensamente solicitados e estamos a desenvolver vários projectos ao mesmo tempo, a nossa estrutura tem estado em crescimento constante e acredito que já encontramos o nosso posicionamento no mercado, grande parte dos nossos clientes já conhecem o nosso trabalho quando nos procuram e é exactamente isso que queremos, que nós procurem pela qualidade e empenho que dedicamos a todos os nossos projectos”, conclui o responsável.

VerAngola


Reabilitação de Estradas Secundárias e Construção de Novas Pontes em Nambuangongo

nambuangongoA população de Caiengue a­guarda com grande expectativa a reabilitação dos 38 quilómetros de estrada que liga a Nambuangongo e Muxaluando.

O director-geral do Instituto de Estradas de Angola, António Resende, revelou que as obras ficam concluídas dentro de dois anos. O maior obstáculo para a conclusão dos 110 quilómetros de estrada entre Caxito e a vila de Nambuangongo é a ponte sobre o rio Onzo, destruída pela UNITA durante a guerra.
O director-geral do Instituto de Estradas de Angola disse na localidade do Onzo, que foi testemunhar o arranque das obras e “agora nunca mais param até a estrada ser aberta ao trânsito”. António Resende teve uma reunião com o administrador municipal de Nambuangongo, Manuel Dembo, representantes do poder tradicional e habitantes do Onzo. Revelou que a empresa que antes foi contratada para a construção da estrada e da ponte “mostrou incapacidade, por isso tivemos que contratar outra”.
A garantia dada pelo responsável máximo do INEA alegrou os presentes, ansiosos por verem terminadas as enormes dificuldades que o município atravessa, devido ao quase isolamento causado pelo estado da via entre Caiengue, sede da comuna de Canacassala, e Muxaluando, passando pelo Onzo.
O soba Abílio Bento referiu que Nambuangongo tem condições para se desenvolver, mas “os empresários, muitos dos quais filhos da terra, fogem devido ao mau estado das vias”. O chefe tradicional acrescentou que “está na hora dos filhos e amigos de Nambuangongo darem vida a este município, que recebeu muitos combatentes da luta armada de libertação nacional. Não quero falar muito, mas Nambuangongo tem História”.
O administrador Manuel Dembo, no cargo há um mês, a­cenou com a cabeça em sinal de concordância com as palavras do soba e a seguir pediu à população que preste todo o apoio à nova empresa responsável pelas obras. “Vamos esperar. Está tudo acertado. Os trabalhos já começaram. Nambuangongo vai voltar a ser uma região reconhecida pela sua grandeza. Quem aqui está é o director-geral do INEA, uma instituição do Ministério da Construção. A sua presença aqui diz tudo”, referiu.
Um jovem que ouvia com atenção as intervenções dos responsáveis, pediu autorização para falar e perguntou de forma frontal ao director-geral do Instituto de Estradas para quando se prevê a conclusão da estrada. António Resende respondeu sem vacilar: “Daqui a dois anos. Existem todas as condições para concluir as obras nesse período”.

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Parque Nacional da Cangandala Melhora Condições de Habitabilidade para Palanca Negra Gigante

palanca_negra_giganteO Parque Nacional da Cangandala, em Malange, vai passar, em breve, a ter melhores condições de habitabilidade para palanca negra gigante, garantiu o director provincial do Ambiente.

João Miguel Correia falava a propósito da visita efectuada pelo governador de Malanjg ao santuário da palanca destinada a avaliar a situação no terreno, depois de um caçador furtivo ter abatido uma fêmea daquela espécie.
Norberto dos Santos alertou os seguranças para a necessidade de protegerem o local e realçou o importante papel que têm desempenhado na protecção da palanca negra gigante, uma espécie em vias de extinção e apenas existente em Angola.
“Os fiscais tiveram a coragem de deter o caçador furtivo que matou uma palanca. Foi uma acção positiva, porque se um dia acabarem com esta espécie isso vai ser uma vergonha para o país”, realçou.
O que se pretende, acrescentou, não é apenas cuidar da espécie, mas também estimular a reprodução e fazer com que a palanca negra seja vista e preservada como uma jóia.
Em relação às queimadas a­nár­quicas que ocorrem no município, Norberto dos Santos manteve uma conversa com as autoridades tradicionais locais na aldeia de Cassache, no sentido de sensibilizarem as populações no sentido de não o fazerem.
Aproveitou, ainda, a oportunidade para conversar com as autoridades tradicionais sobre a necessidade de se agruparem as aldeias, uma acção que está a ser levada a cabo em todos os municípios da província. O objectivo é permitir ao Governo Provincial fazer a distribuição organizada e coerente dos serviços básicos à população, desde a água potável, educação, saúde, entre outros.

Alfabetizadores em acção

Mais de 50 pessoas dos 14 municípios de Malange estão agora melhor preparadas para dar aulas de alfabetização, depois de terem participado no primeiro ciclo de formação de formadores sobre o método “Sim, eu posso”, que teve como objectivo facilitar a aprendizagem dos alunos, no âmbito do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, levado a cabo em todo o país pelo Ministério da Educação.
A acção formativa durou três dias, sob orientação de especialistas cubanos. Foram abordados temas teóricos e práticos, relacionados com o método “Sim, eu posso” dos módulos 1,2 e 3 do ensino primário, educação de adultos e ensino geral.
O assessor do Ministério da E­ducação para a área de alfabetização da cooperação cubana, Alfredo Fuentes, disse que a formação vai facilitar e dinamizar o processo de aceleração escolar e melhorar as técnicas de ensino de adultos.
O método “Sim eu posso”, usado em 28 países, está a facilitar a aprendizagem de muitos adultos.
O director provincial da Educação, Ciências e Tecnologia disse que o país e a província de Malanje, em particular, têm vindo a registar progressos significativos no combate ao analfabetismo. Gabriel Boaventura garantiu que este método, adoptado pelo Ministério da Educação em todo o território nacional, está a permitir reduzir os níveis de analfabetismo, a melhorar a vida da população e a combater a fome e a pobreza.

Jornal de Angola/Filipe Eduardo e Luísa Victoriano