Fenda da Tundavala Eleita Uma das Sete Maravilhas Naturais de Angola, Torna o Lubango uma Referência Turística

lubango_6c02dbc739_bLubango comemora este sábado 91 anos como cidade e recebeu uma prenda antecipada: a eleição da Fenda da Tundavala como uma das Sete Maravilhas Naturais, o que vai estimular o crescimento do turismo na província da Huíla.

A sede da província, que já se chamou Sá da Bandeira, tem referências turísticas atraentes, algumas com novas infra-estruturas básicas e outras a necessitar de uma remodelação à altura. A Tundavala, a 15 quilómetros do Lubango, recebe visitas frequentes devido à facilidade de acesso.
A estrada foi requalificada. A construtora responsável pelas obras caprichou na empreitada. A inovação está na colocação de cubos de granito cinzento em partes do troço. A existência de várias curvas e zonas acidentadas exige dos automobilistas prudência na condução. As actuais condições são um chamariz para os turistas nacionais e estrangeiros. Alguns investidores do sector consideram ter chegado o momento de aplicação de taxas de acesso.
O Miradouro da Leba e monumento do Cristo Rei viram também reabilitados os acessos e trabalhos similares estão previstos para breve nas zonas turísticas da Cascata da Huíla e da Hungueria.
No centro do Lubango, é nova a estrada para a Nossa Senhora do Monte, cartão de visitas da cidade. Após a instalação da nova conduta de água potável, uma construtora local remodelou a via.Os bairros passam a ter nova imagem com a construção de novas avenidas. O propósito das empreitadas é criar novas alternativas para a circulação de veículos, descongestionar o trânsito no casco urbano e configurar melhor as ruas da periferia.
Os futuros acessos ligam Sófrio à Casa Pato e Boca da Humpata, a Escola de Sargentos à Estátua da Santa, a Escola 1º de Dezembro à OMA e o Estádio do Ferrovia à subestação da ENE situada no bairro Canguinda.
O Executivo investiu 240 milhões de kwanzas nas obras que têm a duração de oito meses.Ao todo, 13 quilómetros de estradas asfaltadas com oito metros de largura e respectivos passeios são implantadas nas áreas servidas pela rede de vias.Edifícios modernos estão a surgir no centro da cidade. O Lubango Center, com nove andares, colocou à disposição dos homens de negócios uma zona comercial, escritórios, habitação e parques de estacionamento privativo. O objectivo é minimizar a carência de espaços e responder às necessidades dos novos investidores.

Novos edifícios

O hotel Chick Chick é outra infra-estrutura emblemática do Lubango com uma ponte área que atravessa a rua das imediações dos Serviços Comunitários.
Estão neste momento em construção as instalações do Banco de Comércio Indústria, com seis pisos, as três torres da empresa AAA e outros imóveis.Os 15 mil milhões de kwanza) investidos em hotéis até finais do ano passado, resultaram no aumento para dois mil, o número de quartos em hotéis, além de restaurantes e similares.
As novas unidades hoteleiras com serviços de referência são o Hotel Lubango, Serra da Chela, Organizações Freitas, Dumas, Ivone Lar, Novo Hotel e Mirangol.
A criatividade e inovação dos investidores em imóveis turísticos deram lugar a diversos aldeamentos com arquitectura típica e cativante, que fazem a diferença no Lubango. O Kimbo do Soba, Casper Lodge, Lodge Vanjul e o recente Pululukwa estão ao serviço dos turistas.
No Pululukwa, os mentores do projecto transformaram a área de 150 hectares num espaço exótico com duas aldeias e um kimbo. Uma lagoa com patos banha a área. Zebras, gazelas, pavões e outros animais povoam o aldeamento.
O complexo turístico tem 61 quartos, repartidos pelos bungalows das duas aldeias e do kimbo. Há ainda uma residência, uma nave com a área de recepção, biblioteca, restaurante com capacidade para a150 pessoas e quatro parques para o estacionamento de viaturas.
O local apresenta uma mistura entre arbustos silvestres e arranjos modernos.

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O Casamento Precoce é Uma Ameaça Grave, Campanha Lançada Pela União Africana

casal africano“O casamento precoce é uma ameaça grave. É uma violação dos direitos fundamentais da menina”, diz Julitta Onabanjo, diretora regional do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP).

Uma campanha visando interromper os casamentos forçados bem como a discriminação contra as menores que se opõem a estes casamentos em África foi lancada em Addis Abeba sob a égide da União Africana.

A prática que consiste em tirar meninas da escola e enviá-las a esposos antes da idade adulta provocou numerosas amarguras maternas ligadas ao parto, afectando muitas mulheres em África.

O vice-primeiro-ministro etíope, Demeke Mekonnen, convocou quinta-feira uma reunião ministerial de 48 horas consagrada às medidas a tomar para proteger estes grupos vulneráveis.

“Esta campanha pode criar um movimento que afeta todas as comunidades para produzir resultados tangíveis”, declarou o diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Martin Mogwanja.

As agências da ONU advertem que os casamentos precoces provocam o isolamento das raparigas e uma separação indesejável das suas famílias e dos seus amigos.

As meninas opostas a tais práticas fazem face a ameaças de morte, nomeadamente pela lapidação, quando acusadas de desrespeitar as suas famílias, denunciam.

“O casamento precoce é uma ameaça grave. É uma violação dos direitos fundamentais da menina”, disse Julitta Onabanjo, diretora regional do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP).

“Não podemos deixar os casamentos precoces aniquilar o pleno potencial das raparigas”, acrescentou.

A campanha da UA visará dez países de África onde os casos de casamentos precoces vão de 30 a 70%.

A campanha foi lançada numa altura em que os ministros dos Assuntos Sociais abriram o seu debate com base num plano que analisa os desafios ligados à família, nomeadamente à proteção das pessoas idosas, das pessoas portadoras de deficiências e das meninas vulneráveis.

O plano visa melhorar os serviços destinados a todas as categorias da sociedade, particularmente depois de a pesquisa ter mostrado que a pobreza no seio da família encoraja os seus membros a recorrerem a tais práticas como compensação.

“O lançamento da campanha testemunha que as raparigas em África se exprimem e que a UA as ouve”, indicou Nyaradzayi Gumbonzvanda, embaixador de boa vontade da UA para esta campanha.

Durante esta campanha de dois anos, as agências onusinas e várias organizações internacionais se comprometem a controlar o ritmo dos progressos realizados e pedir aos responsáveis governamentais contas se não agirem.

“Devemos trabalhar a nível comunitário para melhorarmos a prevenção. Necessitamos duma resposta urgente para pararmos o casamento de 39 mil meninas todos os dias levando apoio e proteção para qualquer emergência”, acrescentou Gumbonzanda.

Segundo o comissário da UA encarregue dos Assuntos Sociais, Mustapha Kalolo, o lançamento desta operação inscreve-se no quadro dos esforços dos dirigentes africanos para se certificarem de que o crescimento económico beneficia todos os grupos mais vulneráveis.

África 21


Unidade de Liquidificação de Gás Natural da Angola LNG Só Recomeça a Produção em Meados de 2015

lngA unidade de liquidificação de gás natural da empresa Angola LNG deverá retomar a produção apenas a meio do ano de 2015, anunciou um porta-voz do grupo petrolífero americano Chevron.

Este projecto, onde foram aplicados mais de 10 mil milhões de dólares, tem enfrentado grandes dificuldades no carregamento de navios com gás natural liquefeito devido a uma sucessão de problemas técnicos, como o afundamento de uma plataforma, incêndios, fugas, o último dos quais uma ruptura num cabo.

“Na sequência da investigação ao acidente ocorrido a 10 de Abril de 2014, a empresa decidiu antecipar uma paralisação já planeada a fim de permitir que o empreiteiro Bechtel possa corrigir os problemas e endereçar outros relativos à capacidade de produção da unidade”, disse o porta-voz, citado pela agência financeira Bloomberg.

Em Abril passado, a agência financeira Reuters noticiou que a Angola LNG tinha estabelecido contactos no sentido de alugar a sua frota completa, uma primeira indicação de que a unidade do Soyo ficaria paralisada durante muito tempo.

A Angola LNG é uma parceria entre os grupos Chevron, com 36,4%, Sonangol, com 22,8%, estando o restante dividido entre a Total, BP e ENI.

(macauhub/AO)


A Centralidade “Horizonte” em Quilomoço no Uíge Já Leva Construídas 1010 Casas

centralidade_QuilomoçoO projecto habitacional “Horizonte”, que prevê a construção de quatro mil e 500 casas na província do Uíge, tem actualmente nesta primeira fase já construídas mil e 10 residências no Quilomoço.

A centralidade “Horizonte” recebeu hoje, no Uíge, a visita do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

As obras de edificação das construções estão bastante avançadas, podendo já encontrar no local a quadra modelo e a casa modelo.

A centralidade vai prever todas as infra-estruturas, tais como sistema de produção e abastecimento de energia eléctrica e acessos viários. Vai também dar início, no segundo semestre deste ano, a construção dos vários equipamentos sociais, tais como, centros infantis, jardins infantis, escolas primárias, escolas secundárias, escolas técnico profissionais, centro de saúde, postos de saúde e complexo desportivo.

Todas as casas são de tipologia T3 e apresentam uma área de aproximadamente 100 metros quadrados. A centralidade Horizonte integra prédios de quatro pisos, com oito apartamentos cada e moradias de um e dois pisos.

A nova centralidade contempla também a construção de prédios mistos, que incluem uma zona comercial, no piso zero, e outra habitacional, nos três pisos superiores.

Segundo o director-geral da Kora-Angola, Nimrod Gerber, “este é um projecto especial, pois traz consigo a concretização dos sonhos de muitas famílias do Uíge, ter a sua própria casa. Um sítio seguro e confortável, onde podem criar os seus filhos”.

“Este é o novo conceito de comunidade urbana que desenvolvemos, abre de facto, espaço ao crescimento de novos pólos de desenvolvimento social e económico, e em última instância, à descentralização do crescimento populacional em Angola”, concluiu o responsável.

Angop


Quase Que Nem Há Trânsito em Luanda Devido ao Censo

censoSe há coisa que o censo já mostrou é que acontecimentos desta dimensão podem ter benefícios múltiplos a médio e longo prazo, mas também, imediatos.

Graças ao censo, quase que nem há trânsito em Luanda e, assim deve continuar por mais uma semana enquanto os funcionários públicos só trabalham pela manhã. Por agora, o impacto que essa medida pode ter na produtividade pública, não é relevante pode até ser significativo, no entanto sabe bem aproveitar mais uns dias sem o habitual stress depois de um dia de trabalho.

E desta forma ficámos a saber que a maioria dos trabalhadores, pelo menos em Luanda, é funcionário público ou não, provavelmente alguns privados também se aproveitaram do despacho. É possível… O censo está a decorrer e sendo a primeira vez, será normal que se registem atropelos aqui ou ali.

E mesmo depois de concluído o processo, os resultados podem afinal, não espelhar um retrato fiel da população em Angola. Nestas circunstâncias espera-se com alguma naturalidade até, que a margem de erro seja elevada. Mas a informação recolhida ainda que não traga grandes novidades, poderá pelo menos aproximar-se de uma realidade que até ao momento, baseava- se apenas em estimativas. Toda a gente agora refere as previsões para reforçar a importância do censo e coloca maior ênfase na grande necessidade de saber o número total da população.

É sobremaneira importante saber quantos somos, mas também é crucial saber o que se fará depois de se tirar o retrato da população. Existe já uma noção do retrato que estará prestes a ser redesenhado quando forem publicados os dados do censo.

Na verdade grande parte das informações recolhidas pelo censo não constituem novidade alguma para quem lida no terreno com a escassez de médicos, enfermeiros, hospitais, medicamentos, professores, salas de aula ou mão-de-obra qualificada… a lista infelizmente é grande, mas é o que já se sabe.

Novidade mesmo é o exercício e a expectativa que deve acompanhar cada cidadão que ao abrir as portas da sua casa, expõe-se ao Estado para que depois use essa “exposição” com eficácia ou seja, faça uma gestão cuidada e precisa dos recursos, colocando-os onde são efectivamente necessários. Ao fim e ao cabo, em quase todo o território diga-se, mas já não vale falar de cor ou ter uma ideia de, há que ser rigoroso.

Tal como já não é aceitável dizer a idade pela altura da planta do milho, é preciso verbalizar e registar dados concretos se assim não for não chegaremos lá. Onde? A resposta virá depois do censo quando começarmos a ver ou talvez não, os resultados. A tónica deste exercício nacional, portanto, não deve estar apenas sobre “o quanto somos”, mas também o quanto se compromete o Estado depois de ver o retrato “real” da população.

Que será imperfeito já todos nós sabemos, mas não se espera que a informação seja ignorada ou arrumada numa compilação cheia figuras e gráficos apelativos só para inglês ver…

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