Produção de Cartas Geológicas, Geotécnicas e Hidrogeológicas com Voos Sobre o Território Angolano

luanda_miradouro_luaO ministro da Geologia e Minas disse ao Jornal de Angola que em Maio começam os voos sobre o território angolano para a produção de cartas geológicas, geotécnicas e hidrogeológicas.

O primeiro voo vai partir da cidade de Malanje, referiu Francisco Queiroz, que informou já ter sido efectuado o pagamento às três empresas que ganharam o concurso público para a empreitada. “A fase contratual e financeira foi concluída em Janeiro último”, indicou.
Com base nisso, acrescentou Francisco Queiroz, as três empresas estão a transportar do estrangeiro os equipamentos que vão calibrar os aviões.
Para o Ministério da Geologia e Minas, 2014 é considerado o ano do Plano Nacional de Geologia e Minas (Planageo) do Executivo, que vai dar a conhecer com elevada margem de segurança todo o potencial do sector mineiro angolano, para que possa planear a exploração mineira de forma sustentável nos próximos anos.
Em relação aos laboratórios para análises dos produtos colectados pelos pesquisadores geólogos, Francisco Queiroz informou que já foi lançada a primeira pedra para a construção do principal laboratório em Luanda. Para o começo das obras está a faltar a indicação do fiscal, o que é da responsabilidade do Ministério da Construção. Espera-se também fazer o lançamento dos outros dois laboratórios regionais, um na Lunda Sul e o outro na Huila. O ministro adiantou que o Ministério da Construção já solicitou o envio do projecto para verificar e avançar com o trabalho. As obras têm a duração de 18 meses. “Os laboratórios vão dar suporte a toda a informação do Planageo”, referiu.

Aumenta produção artesanal

A produção artesanal de diamantes em Angola é cerca de 500.000 quilates por ano, e este ano deve atingir os 600.000 quilates, informou, ontem, em Luanda, mo ministro Francisco Queiroz. O ministro esclareceu que a empresa de comercialização de diamantes Sodiama tem pontos de compra de diamantes espalhadas por todas as localidades onde se exploram diamantes de forma artesanal.
Para impedir que o diamante seja comercializado fora do país, especialmente nos países vizinhos, República Democrática do Congo e Congo Brazaville, o ministro explicou terem sido criadas senhas para a compra de diamantes produzidos de modo artesanal. O sistema de compras de diamantes é o mesmo que se pretende fazer com Cabinda em relação à exploração artesanal do ouro, “com as devidas adaptações”, precisou Francisco Queiroz.
“A experiência das Lundas vai ajudar a prevenir os problemas em Cabinda, uma vez que o nosso propósito é fazer com que o enquadramento seja empresarial, com empresas licenciadas para fazer a exploração do ouro e criando empregos para todas as pessoas vocacionadas para explorar o ouro”, referiu o ministro Francisco Queiroz.

Jornal de Angola/Madalena José


Os Melhores Lugares das Lojas Angolanas São Para os Bens Importados

grandes_areasFabricantes angolanos queixam-se de que os hipermercados reservam os melhores lugares das lojas para os bens importados. Distribuidores respondem que se limitam a utilizar critérios comerciais.

As grandes superfícies privilegiam os produtos estrangeiros relativamente aos nacionais nos seus pontos de venda, acusam os fabricantes nacionais. À excepção dos produtos frescos agrícolas, nas restantes gamas, continua a imperar a “paixão” pela importação e “a quase totalidade da oferta nas grandes superfícies é centrada na mercadoria vinda do exterior”, concretiza José César Macedo, director-geral da Lactiangol.

A problemática da exposição dos produtos made in Angola nos pontos de venda não é nova. Já em 2010 os produtores nacionais se queixaram ao Expansão de que as grandes superfícies comerciais davam primazia aos similares importados, por exemplo, arrumando-os em posições mais acessíveis aos olhos dos potenciais clientes, comparativamente aos nacionais.

Quatro anos depois, o Expansão constatou que, actualmente, em algumas das principais superfícies comerciais, os produtos nacionais, sobretudo as bebidas, encontram-se em posições mais concorrenciais.

Porém, a realidade ainda está longe da desejada, pelo menos na opinião de alguns produtores. “Infelizmente, apesar de algumas operações de cosméticas levadas a cabo pelas empresas da moderna distribuição e muito publicitadas, o tratamento dado aos produtos nacionais em pouco se alterou”, garante César Macedo.

“Uma das maiores empresas de cash and carry sediadas no nosso País apenas aceita receber os nossos produtos quando tem ruptura dos produtos importados. Somos tratados como tapa-buracos da importação”, exemplificou. Ainda recentemente, reforçou, “a Lactiangol foi contactada por uma empresa exportadora europeia, para saber se estaria interessada em fornecer leite embalado com a marca de uma rede de hipermercados angolana, acrescentou que estava a consultar para essa compra”. O desconhecimento da oferta nacional por parte dos gestores das grandes superfícies pode ser uma das causas da realidade actual.

“O chefe de compras de produtos nacionais de uma das principais cadeias de distribuição a operar em Angola está sediado na África do Sul”, revelou o director- geral da Lactiangol. O cash & carry Alimenta Angola recusa qualquer privilégio aos produtos importados. Pelo contrário, diz ser uma cadeia que prioriza os produtos nacionais, garante Luís Matos, gerente da Alimenta Angola.

A excepção que confirma a regra é “quando o preço dos produtos nacionais é superior ao dos similares importados”. Segundo o gestor, as decisões sobre a exposição dos produtos baseiam-se em critérios comerciais.

A política de compras é definida “em função do nível de procura dos mesmos”, explica. “Não existe privilégio para qualquer marca independentemente de ser importada ou nacional, a compra e a quantidade exposta dos produtos é proporcional às vendas respectivas”, reforçou, destacando os sumos Nutry, os refrigerantes e os produtos da marca Valinho entre os nacionais com maior procura e, consequentemente, exposição.

Produtos com campanhas promocionais também podem beneficiar de maior destaque, em função da expectativa do aumento nas vendas, acrescentou. “As cadeias de distribuição fazem exigências de descontos muitas vezes incomportáveis”, responde uma fonte ligada à produção salientando que, em alguns casos, são aplicados descontos e débitos unilateralmente.

O desrespeito total pelos prazos de pagamento acordados é outra das queixas apresentadas. O pouco desenvolvimento da produção nacional como razão da suposta preferência dos vendedores pela importação é negada por estes.

“Em alguns sectores, a produção nacional apenas responde por cerca de 5% das referências comercializadas pelas cadeias. Se os distribuidores se limitassem a expor os produtos nacionais, as prateleiras ficariam vazias”, justificam. Por outro lado, “há marcas internacionais que têm de estar obrigatoriamente nas grandes superfícies”, concluem os especialistas.

Jornal Expansão/César Silveira


Luanda Vai Receber na Próxima Semana Mais de 70 Empresários Espanhóis

angola_espanhaUma delegação de mais de 70 empresários espanhóis chega a Luanda na próxima semana para avaliar oportunidades de negócio e assinar eventuais acordos de cooperação com congéneres angolanos, revelou terça-feira, em Luanda, a embaixadora e Espanha em Angola.

A embaixadora Julia Alicia Olmo e Romero adiantou à agência noticiosa Angop que a visita da delegação espanhola enquadra-se nos acordos bilaterais para o fomento das relações comerciais entre os dois estados.

À margem da 56ª Edição da Reunião da Organização Mundial do Turismo para África, que decorre desde segunda-feira, em Luanda, a diplomata disse que a comitiva espanhola abrange vários sectores de negócios, desde a prestação de serviços, comércio e educação à indústria.

“A deslocação de mais de 70 empresários espanhóis reflecte com precisão a boa relação entre Angola e Espanha, numa altura em que se consolida a nossa relação em todas as vertentes, política, económica ou comercial”, disse Julia Alicia Olmo e Romero.

De acordo com a responsável, neste momento decorrem os preparativos e a preparação da agenda de trabalho dos empresários, cujo ponto alto recai num encontro entre “homens de negócios” de ambos os países.

Quanto às trocas comerciais entre os dois estados, Julia Alicia Olmo e Romero considerou-as satisfatórias, sobretudo pelos números provenientes desta relação comercial nos últimos meses.

Até ao último semestre de 2013, as trocas comerciais entre Angola e Espanha cifraram-se em 3500 milhões de dólares, vendendo Angola petróleo e diamantes e Espanha materiais de construção, automóveis, produtos alimentares e tecnologia diversa.

(macauhub/AO)


Divórcio Entre a Portugal Telecom (PT) e os Accionistas Angolanos da Unitel Pode Estar por Dias

unitelAccionistas angolanos escrevem à gestão da PT, anunciando querer exercer o direito de preferência sobre a participação da operadora lusa na Unitel, devido à sua fusão com a Oi. PT quis vender acções em 2013, mas não fechou negócio.

O divórcio entre a Portugal Telecom (PT) e os accionistas angolanos da Unitel pode estar por dias. A empresária Isabel dos Santos e as sociedades Mercury e Vidatel, que detêm 75% da Unitel, escreveram à administração da operadora portuguesa, revelando a sua intenção de exercer o direito de preferência sobre os 25% que a PT detém na companhia angolana. Porquê? A fusão da PT com a brasileira Oi levará à extinção da PT SGPS. Até ao final de Abril, os angolanos querem uma resposta da PT.

Na carta, a que o Expansão teve acesso, os angolanos argumentam que, “segundo as informações a que tiveram acesso (pela imprensa e não pela sua co-accionista), a sociedade PT SGPS irá extinguir-se como resultado desta fusão [com a Oi], sendo incorporada na CorpCo”.

“Isto implica, indirectamente, uma alteração na estrutura accionista da Unitel, uma vez que a accionista de controlo final da PTI [PT Internacional, que detém, via Africatel, a participação da PT na empresa angolana] deixará de ser a PT SGPS e passará a ser a Oi e a CorpCo.”

Esta mudança, dizem os angolanos, “impõe o início de negociação tendente a transmitir as acções da accionista para os restantes accionistas”, como previsto no acordo parassocial, que data de 2000.

“Considerando a real e efectiva possibilidade de violação do acordo parassocial pela PTI (…), vêm os restantes accionistas da Unitel reiterar o seu interesse e comunicar que pretendem exercer o direito de preferência que a lei angolana e o acordo parassocial e os estatutos da sociedade lhes conferem”, diz a carta.

A carta lembra que a PT cedeu, em 2007, a terceiros, parte das suas acções na Unitel “numa clara e manifesta atitude de violação do acordo parassocial (…), sem comunicar aos restantes accionistas”. O tema foi abordado numa assembleia-geral em Novembro de 2012, de onde “resultou claro a quebra de confiança entre os accionistas”.

Em, Julho de 2013, a PT, “em carta dirigida às restantes accionistas”, ofereceu as suas acções para venda, ao que os angolanos “responderam positivamente”. Mas o negócio acabou por não avançar, “por razões alheias” aos angolanos.

A PT colocou na Africatel a sua participação na Unitel, tendo vendido, em 2007, 25% da holding ao fundo nigeriano Helius. A operação foi vista como hostil e deu início a um percurso atribulado entre as partes.

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De Um Dia Para o Outro Aumento de 100% no Preço do Parqueamento das Viaturas no Capossoca em Luanda

catamaras_luandaO aumento de 100% no preço do parqueamento das viaturas no Capossoca está a gerar uma onda de insatisfação por parte dos utilizadores das ligações marítimas Porto de Luanda-Samba, que viram aquele valor subir, de dia para noite, dos 50 para os 100 kwanzas.

Ainda mais quando este aumento contraria que foi dito pelos responsáveis do Ministério dos Transportes na altura da abertura da rota, no dia 07 deste mês.

Então, de acordo com o director do Instituto Marítimo e Portuário de Angola, Victor de Carvalho, o parqueamento iria custar 50 kwanzas/ hora. A verdade é que esse valor só vigorou durante os primeiros 12 dias, porque desde segunda- -feira, 21, passaram a ser cobrados 100 kwanzas/hora. Tudo isto sem qualquer aviso prévio.

“Fomos surpreendidos com o novo valor de 100 kwanzas. Porque até a semana passada pagávamos 50 Kwanzas e hoje dizem-nos que é 100 kwanzas”, disse, agastado, um dos utilizadores do parque que se considera enganado pelo Ministério dos Transportes.

“Fomos enganados. Porque quando o barco começou, o Ministério dos Transportes disse que eram 50 kwanzas/hora o parque. O objectivo era o custo total com a viagem ficar mais barato que os candongueiros e fazer com que as pessoas passassem a utilizar este transporte. Em nenhum momento foi dito que depois de 15 dias os preços iriam aumentar”, disse. Com este aumento, os potenciais utilizadores dos “catamarãs” passam a desembolsar mais de 1000 kwanzas/dia caso queiram deixar as viaturas em segurança.

“Agora fica cara a ligação e começa a deixar de interessar usar o barco. Porque o bilhete da classe económica, ida e volta, são 500 Kwanzas, mais os 700 do parqueamento, correspondente a sete horas, sobe para 1200 kwanzas [eram 850]. Multiplicando por 22 dias úteis, são 26.400 Kwanzas [seriam 18.700]. O que é muito para o nosso bolso. Assim é melhor levar o carro para a cidade porque não gasto esse valor mensal em gasolina”, disse o nosso interlocutor.

Maria Manuela, utente regular do barco, considerou este aumento um atropelo a qualquer tentativa de facilitar a vida do cidadão.

“Se o objectivo era facilitar a nossa vida, desta forma só estão a prejudicar-nos. E mostra mais uma vez que muitos dirigentes não merecem a confiança que lhes foi depositada. Na inauguração prometeram mundos e fundos. Era para nos enganar ou enganar o Presidente da República?”, questionou.

Além disso, os utentes evitam estacionar fora do parque do terminal de Capossoca [nos terrenos próximos] por temerem que os carros sejam assaltados, como já aconteceu em muitos casos.

Um fonte ligada ao sector dos transportes contactada pelo NJ para comentar a situação, admitiu que o aumento no preço do parqueamento também possa estar relacionado com a empresa gestora do mesmo.

Alegadamente, adiantou, a empresa ganhou esse direito sem qualquer concurso público.

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