Em Díli-Timor Leste, Tudo Está a Mudar e as Marcas da Destruição Estão a Desaparecer

?????????????????Ousaram, acreditaram e sofreram. E milhares de mortos depois, tantos como os dias que passaram, os timorenses conseguiram num país destruído, mas seu, restaurar a independência roubada.

Efervescente é a melhor forma para caracterizar a capital de Timor-Leste. Em Díli, tudo está a mudar e as marcas da destruição deixadas pelo fim da ocupação indonésia e da crise política e militar de 2006 começam a desaparecer. As bicicletas deram lugar às motorizadas e os veículos das Nações Unidas foram substituídos por automóveis, propriedade de timorenses. O único centro comercial da cidade oferece internet gratuita e as estreias mundiais de cinema.

Os voos para Bali, na Indonésia, e Singapura estão sempre cheios. Há competitividade. Abriram mais hotéis, apareceram mais restaurantes, lojas que vendem de tudo e ginásios. As obras não param, já chegaram aos distritos, e começaram a ser construídos edifícios com mais de dois andares. À capital chegam empresários. Procuram setores de investimento, parcerias com o Governo, uma oportunidade de negócio num país em obras e com um Fundo Petrolífero de 14,6 mil milhões de dólares.

O fim da missão de manutenção de paz da ONU, em dezembro de 2012, não teve impacto económico. Mas, segundo estimativas do Banco Mundial referentes a 2010, 41 por cento dos pouco mais de um milhão de habitantes do país vive com menos de um dólar por dia. Um número que as autoridades timorenses querem contrariar. Para tal, começaram a ser pagas reformas e pensões aos veteranos.

A aposta passa também por melhorar a educação, saúde e por criar uma economia nacional forte, capaz de criar emprego, sem estar dependente das receitas do petróleo.

Leia versão integral na edição impressa da revista África21 (N.º 81, dezembro 2013-janeiro 2014). Para assinar a revista contacte: jbelisario.movimento@gmail.com

África 21

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