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Distribuição de Parcelas de Terra Para a Agricultura, Água Potável Escolas e Postos de Saúde em Ngonguembo no Kwanza-Norte

agriculturaA administração municipal do Ngonguembo, província do Kwanza-Norte, está a proceder à distribuição de parcelas de terra para a agricultura, construção de centros de captação e tratamento de água potável, escolas e postos de saúde.

A administradora Felismina Domingos disse que as autoridades privilegiam a distribuição de solos aráveis, sementes e imputes agrícolas à população, bem como a criação e reorganização de associações de camponeses.
Nos últimos três anos foram construídas 23 escolas, o que permitiu a inserção de mais 2.422 alunos, desde o ensino primário ao segundo ciclo do ensino secundário. Um total de 1.573 alunos, de 15 escolas do Ngonguembo, beneficia da merenda escolar, desde Maio deste ano, diminuindo deste modo, significativamente, o índice de absentismo.

Construção de escola

Felismina Domingos anunciou a construção de mais três escolas com seis salas cada. O programa de alfabetização e aceleração escolar tem enorme adesão no município, com o envolvimento de 19 alfabetizadores e 12 facilitadores, para 520 pessoas organizadas em 32 turmas. O município do Ngonguembo possui um hospital, localizado no Quilombo dos Dembos, com três enfermarias e pediatria, além de cinco postos de saúde, nos bairros periféricos e comunas de Cavunga e Camame.
A administradora, que não a­vançou números, referiu que a malária, febre tifóide e diarreias bacterianas são as doenças mais frequentes na região. “Para reduzir as várias enfermidades e a mortalidade materno-infantil, os técnicos de saúde estão a trabalhar na sensibilização das comunidades sobre os cuidados ­primários de saúde”, sublinhou. A energia eléctrica é distribuída através de geradores instalados na sede municipal de Ngonguembo e nas á­reas do Yango, Madeira e Salafunda, e a água potável deixou de ser um problema desde Agosto do ano passado, com a construção de um novo sistema de captação e distribuição.
No município há ainda outros projectos, como a criação e apetrechamento do centro de tuberculose, uma morgue, reabilitação da administração e palácio comunal de Camame.

Jornal de Angola/Marcelo Manuel


Lubango Vai Ter Mais de 1.500 Ligações Domiciliares no Quadro do Projecto Águas do Lubango

aguas_lubangoAlguns bairros da cidade do Lubango vão ter nos próximos dias mais de 1.500 ligações domiciliares, no quadro do projecto “Águas do Lubango”. O director geral do grupo Gauff, que está a realizar os trabalhos, Markus Elbert, informou que o projecto decorre com normalidade.

O projecto está a ser financiado pelo governo alemão, num valor de 90 milhões de euros. Neste momento, disse, decorrem com sucesso os trabalhos de substituição da antiga rede de distribuição no centro da cidade, após ter sido substituída a antiga conduta que liga a nascente da Tundavala à cidade do Lubango.
Os técnicos estão agora a trabalhar no bairro Comercial, na cidade do Lubango, na colocação da rede de distribuição de água, com o uso de tubo do tipo polietileno, com o diâmetro de 150 e 200 milímetros.
O responsável informou que dois quilómetros, dos 31 da rede de distribuição, estão já concluídos no centro da cidade do Lubango e prevê-se efectuar 1.500 ligações domiciliares.
“A colocação das condutas adutoras que liga a Tundavala à cidade do Lubango já está operacional desde o ano passado”, disse, assegurando que os testes de pressão também já foram efectuados em alguns troços.
A remodelação da rede de distribuição de água potável à cidade do Lubango permitiu a colocação de 40 caixas de distribuição.
O projecto de remodelação das captações, produção e distribuição de água permitiu criar 200 postos de trabalho directo a jovens locais. Markus Elbert disse que o projecto contempla ainda a abertura de três furos na área da Tundavala, que começam a ser ensaiados nos próximos dias.
Ao longo dos trabalhos foram encontradas algumas dificuldades por causa das fossas colocadas nos passeios, onde estão a ser colocados os tubos, o que fez com que os prazos de entrega dos trabalhos sejam apenas em Dezembro e não em Outubro, como inicialmente estava previsto. A abertura de mais furos na nascente da Tundavala, constante no projecto, fez com que se aumentasse os níveis de água a ser distribuída na cidade do Lubango, nos próximos dias.
O secretario de Estado das Á­guas, Luís Filipe da Silva, visitou as obras de reabilitação da rede de distribuição de água à cidade do Lubango.
Acompanhado pelo director Nacional das Águas, Lucrécio Costa e do vice-governador provincial da Huíla para o sector económico, Sér­gio da Cunha Velho, o secretário de Estado das Águas disse que o projecto em curso, no centro da cidade do Lubango, vai permitir aumentar e melhorar os níveis de abastecimento e abrangência à população local. Luís Filipe da Silva assegurou que o nível de execução das o­bras no Lubango está a decorrer sem sobressaltos e estão dentro dos prazos estipulados.
“Houve progressos aceitáveis na execução dos trabalhos”, reconheceu o responsável, adiantando que a obra tem um prazo previsto entre dois a dois anos e meio e os trabalhos estão decorrem dentro do ritmo normal, ou seja, sem qualquer constragimento”, disse.

Jornal de Angola/Arão Martins


Estão Livres de Minas as Zonas Afectas ao Projecto Okavango Zambeze

desminagemTodas as vias de acesso às localidades do Kuando-Kubango inseridas no projecto turístico transfronteiriço Okavango Zambeze (KAZA), estão livres de minas. As populações e os turistas podem agora circular à vontade na região.

A constatação é dos membros da Comissão Executiva de Desminagem, que durante oito dias percorreram dois mil quilómetros de estradas das localidades do Cuangar, Calai, Dirico, até à comuna do Mucusso, onde constataram os trabalhos de desminagem das zonas afectas ao projecto Okavango Zambeze.
Os trabalhos a cargo do Instituto Nacional de Desminagem (INAD), Brigada de Engenharia Militar das Forças Armadas Angolanas e da Policia de Guarda Fronteira permitiram desde 2011 até agora a desminagem de 979 quilómetros de estradas, no troço rodoviário Cuangar/Calai, Cuangar/Rito, Dirico/Rito, a sede do Dirico/Mucusso, Savate/Catuitui e Caìla/Cuangar.
As operações de desminagem estão neste momento focadas nos 66 quilómetros de estrada do Mucusso à sede municipal do Rivungo, passando pela aldeia de Licua e dos 86 quilómetros do Mucusso ao Bico de Angola.
A brigada que procedeu à desminagem entre Savate e Catuitui, até ao município de Calai, passando pelo Cuangar e Rito, num percurso de 340 quilómetros, não encontrou minas. Apenas 230 engenhos explosivos abandonados, entre os quais munições e mais de oito milhões de fragmentos de metais dispersos pela mata.
Em declarações à imprensa, o chefe das operações do INAD, Kiuíla Pedro, disse que 60 sapadores prepararam o local onde está a ser erguida a ponte de betão de 250 metros de comprimento e 11 de largura, na localidade de Caíla. “Neste momento os sapadores desminam uma área de 2.741 quilómetros quadrados que compreende a reserva fundiária e zonas de cultivo da comuna de Savate no município do Cuangar”, referiu.
Nas estradas de Calai a Nancova, Rito ao Dirico, Dirico ao Mucusso, do Mucusso a Rivungo e Mucusso ao Bico de Angola, ao longo das zonas limites com a Zâmbia e Namíbia, num percurso de 639 quilómetros, foram removidos 1.870 engenhos explosivos não detonados e duas minas anti-tanque.
O Segundo comandante da brigada de engenharia militar das FAA, João Jocas, disse que o processo de desminagem na estrada entre Nancova e Dirico pode ser concluído em Dezembro, caso não falte combustível e viaturas para transportar as brigadas.
O administrador municipal do Cuangar, Manuel Franessa enalteceu o processo de desminagem na sua zona, o que está a permitir a construção e reabilitação de de infra-estruturas económicas e sociais em todo o município.

Jornal de Angola/Nicolau Vasco


Ponto Obrigatório Numa Aventura Turística é Conhecer a Fortaleza Real do Namibe, Antiga Moçâmedes

Fortaleza do Namibe

namibeErguida pelos navegadores portugueses no século XIX (1838 – 1844), no então Morro da Ponta Negra, a estrutura serve como Base Naval do Namibe (BNN), desde 1991. A sua história é “buscada” regularmente por muitos estudantes e pesquisadores.

Os relatos, quase cinematográficos a sua volta, fizeram atrair profissionais da Angop, nesta série de reportagem sobre o Namibe.

A equipa subiu ao topo da fortaleza, a milhares de metros de altura, e em alguns minutos viveu a mesma emoção dos navegadores europeus.

A sensação de observar a cidade deste ponto é fascinante. Quem por lá passa “ganha” uma visão privilegiada da antiga Moçâmedes e ao longe contempla o mar e as paisagens naturais.

Deste local, alcança-se com grande facilidade toda e qualquer embarcação ou outro aparelho clandestino de navegação sobre as águas.

Este trabalho é hoje feito por bravos profissionais angolanos da Base Naval do Namibe. Mas no passado, cabia aos navegadores europeus, saídos de Portugal.

(Fortaleza mantêm traços do passado)

A Fortaleza de São Fernando, uma das opções para os turistas que vierem ao Namibe assistir ao Mundial de Hóquei em Patins, há anos deixou de apresentar-se com o mesmo formato, a mesma função e os mesmos protagonistas do Século XIX.

Hoje, tornou-se património cultural e pelo seu interior estão ainda guardadas provas de como os navegadores lusos continham as invasões holandesas.

Passou já por trabalhos de restauro, mas mantém os traços do passado, mostrando a cada visitante como eram, por exemplo, encarcerados os escravos rebeldes.

António Bamby é tenente de navio e chefe da secção de educação patriótica da Base Naval do Namibe. É a si que recai a missão de mostrar os cantos da “casa” e explicar, ao detalhe, como se transformou a fortaleza.

O oficial está na unidade há apenas um ano, mas o seu serviço e espírito de investigação dão-lhe alguma notabilidade.

Explica que o espaço tem hoje duplo carácter, sendo ao mesmo tempo a Base Naval e um importante ponto turístico já elevado a monumento cultural.

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