Imunizar Contra Várias Doenças Pelo Menos 124.300 Crianças em Luanda

vacinacaoAs autoridades sanitárias da província de Luanda têm as condições logísticas criadas para darem hoje início à campanha de intensificação da vacinação de rotina. A campanha visa imunizar contra várias doenças pelo menos 124.300 crianças menores de um ano e mulheres em idade fértil, informou ao Jornal de Angola a chefe de secção de Saúde Pública, Regina António.

A informação foi avançada ontem ao Jornal de Angola pela chefe de secção de Saúde Pública da Direcção Provincial de Luanda, Regina António, que disse terem sido mobilizados para a mega actividade mais de mil técnicos de saúde, que vão estar envolvidos em 80 equipas avançadas.
Estas brigadas vão trabalhar em 154 postos fixos, que vão estar abertos ao público-alvo até ao dia 30 de Outubro. As crianças vão ser imunizadas através da administração da vacina injectável Pneumo 13, que protege contra 13 sorotipos do pneumococo, bactéria que causa doenças como meningite, pneumonia e inflamações de ouvido.
O esquema habitual inclui três doses (aos dois, quatro e seis meses de idade) e mais o reforço, que é feito entre os 12 e os 15 meses.
Lançada, oficialmente, pelo Ministério da Saúde e parceiros em Junho deste ano, a Pneumo 13 é uma intervenção estratégica do Programa Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS), que decorre atéao ano 2025 e se destina a acelerar a redução da mortalidade infantil. A província de Luanda é a primeira do país a ministrar a Pneumo 13.
Com a realização da campanha, acrescentou Regina António, a Direcção Provincial de Saúde de Luanda tem como propósito vacinar o maior número possível de crianças, para que seja cumprida a meta preconizada pelo Ministério da Saúde, de imunizar a população infantil beneficiária com três doses de todas as vacinas que constam do calendário de vacinação.
O Ministério da Saúde calcula que, havendo uma taxa de cobertura superior a 85 por cento, a vacina pode evitar, anualmente, cerca de 19 mil óbitos de crianças menores de um ano. Além disso, a estratégia pode provocar uma redução de 730 milhões de kwanzas nos custos de tratamento dos casos de pneumonia, que é a segunda causa da mortalidade infantil em Angola.
O lançamento da campanha tem lugar hoje de manhã, no campo do Felício, bairro da Sagrada Esperança, distrito urbano da Maianga, sob a presidência do governador de Luanda, Bento Bento. O ministro da Saúde, José Van-Dúnem, vai estar presente na abertura da campanha.

Jornal de Angola


Juventude Solicita Encontro com Presidente de Angola José Eduardo dos Santos

jesDesaparecimento misterioso de Alves Kamulingue e Isaías Cassule, seca no sul de Angola, a nomeação do filho de dos Santos ao cargo de presidente do fundo soberano de Angola e a realização do mundial de hóquei em Patim são os temas que um grupo de jovens quer abordar no encontro solicitado com o presidente angolano José Eduardo dos Santos.

Os jovens que no passado estiveram envolvidos em manifestações antigovernamentais foram excluídos de um encontro realizado recentemente entre o Presidente da República de Angola e os representantes das organizações juvenis de partidos políticos, igrejas e cívicas.

A carta solicitando o encontro foi entregue esta segunda-feira ao Gabinete do Presidente José Eduardo a solicitarem uma audiência.

Nito Alves um dos activistas sublinha que de entre os temas que querem abordar consta o desaparecimento misterioso de Alves Kamulingue e Isaías Cassule assim como a nomeação do filho dos Santos ao cargo de presidente do fundo soberano de Angola.

Kamulingue e Cassule desapareceram h pouco mais de um ano quando participavam na organização de manifestações antigovernamentais.

“Queremos falar com o senhor presidente sobre da problemática da seca no sul do país, os nossos amigos desaparecidos Alves Kamolingue e Isaías Cassule assim como a nomeação do filho do Presidente ao cargo de presidente do fundo soberano de Angola,” frisou.

A solicitação do encontro acontece num período em que o presidente da República se encontra no exterior do país em visita privada há quase um mês.

Os jovens protestatórios do regime de José Eduardo dos Santos acreditam que venham ser recebidos pelo Presidente angolanos, José Eduardo dos Santos.

“Nós temos fé que o senhor presidente vai nos receber,” disse acrescentando que a sua exclusão do encontro anterior apenas serviu para “diluir” o seu impacto e importância.

Os jovens haviam anteriormente rejeitado dois convites de encontro com o Ministro da Juventude e Desportos por alegadamente não terem sido convidados a esse encontro com José Eduardo dos Santos.

Voz da América


Em Moçambique a Renamo Faz Novo Ultimato

maputoO líder da Renamo, Afonso Dhlakama, deu o prazo de uma semana para se chegar a uma solução, no diálogo com o governo e ultrapassar o impasse político-militar assinalado por violentos ataques no centro de Moçambique.

Afonso Dhlakama disse que a 14.ª ronda negocial, adiada para 5 de Agosto, deve demonstrar avanços, caso contrário a Renamo não se vai curvar às “manobras do governo”.

A Renamo reúne-se até amanhã em Sadjundjira, distrito de Gorongosa, Sofala, centro do país, no III Conselho Nacional, alargado às bases do partido, para “avaliar a sua saúde política”, além de discutir a situação socioeconómica e política, projectar o futuro do partido e analisar o “boicote” do partido às eleições autárquicas de 20 de Novembro e gerais de 2014.

Entretanto o vice-ministro moçambicano do interior, José Mandra, manifestou hoje prontidão das Forças Armadas, para responder a qualquer acto de instabilidade que venhar a ser provocada pela Renamo, o maior partido da oposição nacional.
Para José Mandra, as declarações de Dhlakama são mais uma, de entre várias ameaças anteriores, mas que devem ser tomadas em conta.

O vice ministro reagia assim ao ultimato dado ontem ao governo, pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que falava aos seus partidários, durante a abertura do Conselho Nacional da Renamo.

Na ocasião, Dhlakama disse que caso a próxima ronda negocial entre o governo e o seu partido, prevista para a próxima segunda-feira não traga nenhum acordo, o seu partido irá romper com o diálogo e resolver, à sua maneira, as diferenças que tem com o executivo de Maputo.

Há cerca de três meses delegações nomeadas pelo governo e pela Renamo estão envolvidas em rondas de diálogo sobre questões eleitorais e político-económicas. Das onze rondas até aqui realizadas, o máximo que foi alcançado foram acordos parciais, prevalecendo divergências sobre questões de fundo.

Voz da América/William Mapote


242 Milhões e 430 Mil Dólares é o Valor Gasto por Angola em Evacuação de Doentes

médicosO governo angolano gastou 242 milhões e 430 mil dólares entre 1999 e 2012 no envio de 11.659 doentes para tratamento e diagnóstico médico no estrangeiro, soube-se segunda-feira de fonte oficial em Luanda.

Segundo o diretor da Junta Médica do Ministério da Saúde, Augusto Lourenço, citado pela agência de notícias Angola Press (Angop), o montante gasto durante 14 anos foi de cerca de 17 milhões de dólares americanos anuais.

Todavia, o diretor da Junta Médica não precisou os países de acolhimento dos pacientes.

Augusto Lourenço, que falava durante a visita duma delegação de deputados à Junta Nacional, disse que nestes 14 anos foram atendidas sobretudo as área de oncologia, ortopedia, oftalmologia, cirurgia cardiotoráxica, urologia, neurologia, otorrinolaringologia e nefrologia.

No entanto, o diretor da Junta Médica defendeu o investimento em hospitais públicos para os dotar de meios técnicos e humanos capazes de resolver muitas das situações, reforçando-se com programas de formação dirigida.

Adiantou que devem ser criados mecanismos tendentes a reduzir o tempo de permanência dos doentes no exterior do país, bem como criadas condições para o regresso de pacientes com insuficiência renal com ou sem transplante.

O diretor da Junta Médica defendeu igualmente a criação de farmácias para o atendimento de doentes com patologias crónicas em tratamento ambulatório com subvenção do Estado.

Devido às lacunas no sistema de saúde em Angola, vários pacientes são enviados anualmente pelo Ministério da Saúde para tratamento no estrangeiro, enquanto outros recorrem a meios próprios para tal.

África 21


Suspeita de Execução de Feridos em Confrontos Pela Polícia de São Paulo, no Trajeto ou no Hospital

Foto de Danilo Linhares

brasil_Quase a totalidade (95%) das pessoas feridas em confronto com a polícia paulista e que foram transportadas por policiais civis ou militares, entre 2 de janeiro e 31 de dezembro de 2012, morreram no trajeto ou no hospital.

Das 379 pessoas removidas, segundo os registros do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), 360 morreram. A análise foi feita pela organização não governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) e expressa a preocupação da entidade sobre a responsabilização de policiais que cometem execuções extrajudiciais. A HRW envia nesta segunda-feira (29) uma carta sobre o assunto às autoridades de segurança pública do estado.

A organização alerta que “os esforços legítimos para inibir a criminalidade foram prejudicados por policiais que forjavam ‘resistências seguidas de morte’ e alteravam as cenas dos crimes para minar o trabalho de perícia”, assinala o documento. Para o levantamento, foram analisados casos de mortes causadas por ação policial e foram entrevistadas autoridades policiais, promotores de Justiça, agentes, especialistas no tema, representantes da sociedade civil e parentes de vítimas.

Apesar da redução de aproximadamente 34% das mortes causadas por ação policial durante os seis primeiros meses de 2013, na comparação com o mesmo período do ano passado, a média de mortes, na avaliação da organização, permanece elevada, com seis mortes por semana. “Falsos registros de ocorrências policiais e outras formas de acobertamento são problemas sérios no estado”, alerta a entidade.

A HRW analisou 22 casos de morte em decorrência de intervenção policial, ocorridos entre os anos de 2010 e 2012. “As provas disponíveis lançam sérias dúvidas sobre o uso legítimo da força letal”, aponta. De acordo com a carta, as mortes causadas pelo Batalhão da Tropa de Choque, Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) despertam particular preocupação, tendo em vista que 247 pessoas foram mortas e 12 ficaram feridas em casos registrados como resistência seguida de morte ou de lesão corporal. Em contrapartida, nenhum soldado do batalhão foi morto nesses episódios.

Em um dos casos, um policial da Rota disse ter atirado em Caio Bruno Paiva em uma ocorrência de resistência no bairro Itaim Paulista, extremo leste da capital, em novembro de 2011. Uma testemunha declarou, em depoimento formal à Ouvidoria da Polícia, que o policial atirou em Paiva à queima-roupa enquanto ele declarava sua inocência. A HRW destaca também que relatos feitos por testemunhas à imprensa dão conta de que o policial atirou no ar enquanto chamava o Comando de Operações da Polícia Militar (Copom). Para a entidade, as evidências sugerem que um policial teria forjado um tiroteio.

Outro caso relatado na carta ocorreu em julho do ano passado, quando dois homens foram mortos a tiros em um caso registrado como “resistência seguida de morte”. César Dias de Oliveira e Ricardo Tavares da Silva foram levados para o Hospital Municipal Antônio Giglio, no centro de Osasco, na Grande São Paulo. Testemunhas, entretanto, disseram em depoimento que não houve troca de tiros e que Oliveira foi colocado em uma viatura policial ferido na perna e suplicando por sua vida. Ao chegar ao hospital, ele tinha sido alvejado por dois tiros no peito, segundo o laudo necroscópico.

A organização considera um avanço a resolução da Secretaria de Segurança Pública, de janeiro de 2013, que estabelece um novo procedimento para ocorrência policiais relativas a homicídios. A norma determina que os policiais que primeiro atenderem a ocorrência devem acionar, imediatamente, a equipe do resgate ou serviço local de emergência e comunicar o Copom, além de preservar o local até a chegada da perícia para que nada seja alterado. Também houve mudança no termo utilizado para registrar casos com participação de policiais como “morte decorrente de intervenção policial”, em vez de “resistência seguida de morte”.

Entre as recomendações emitidas às autoridades, a organização destaca a necessidade de responsabilizar os policiais infratores. Para tanto, pede a punição dos policiais que removerem vítimas em circunstâncias não explicitamente previstas. À Polícia Judiciária, a HRW sugere que seja feita a investigação integral das suspeitas de homicídios cometidos por policiais e que haja mais agilidade na notificação desses casos ao Ministério Público. Sugere também que os promotores estaduais sejam estimulados a monitorar rigorosamente as investigações feitas pela polícia nos casos em que há morte decorrente de intervenção da própria polícia.

África 21