Com Linha de Crédito de 100 Milhões de Euros Disponibilizada por Portugal em 2009,Cabo Verde Inaugura a Barragem de Salineiro

cidade_da_praiaA barragem de Salineiro, situada a cerca de 15 quilómetros a norte da Cidade da Praia, é a primeira a ser inaugurada no âmbito de uma linha de crédito de 100 milhões de euros disponibilizada por Portugal em 2009.

A barragem de Salineira, a segunda infra-estrutura do género para a retenção de águas pluviais em Cabo Verde, foi inaugurada sábado pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves.

Depois da barragem do Poilão, construída em 2005 pela China, no concelho de São Lourenço dos Órgãos, e que teve um grande impacto na melhoria da agricultura que se pratica na ilha de Santiago, o Governo cabo-verdiano está a implementar, neste momento, um conjunto de 17 outras barragens que quer ver concluídas até 2016.

A barragem de Salineiro, situada a cerca de 15 quilómetros a norte da Cidade da Praia, é a primeira a ser inaugurada no âmbito de uma linha de crédito de 100 milhões de euros disponibilizada por Portugal em 2009 para as áreas das energias renováveis e de mobilização de água.

Segundo o primeiro-ministro cabo-verdiano, a barragem do Salineiro, que teve um custo global de 562 milhões de escudos (5,1 milhões de euros), vai ajudar a desenvolver o setor agrícola na ilha de Santiago, gerar emprego e fomentar a indústria de transformação dos produtos agrícolas.

“Temos em mente revolucionar o mundo rural. Queremos é mobilizar água através da construção de barragens, reservatórios, perfurações e diques de captação”, disse José Maria Neves, anunciando para breve a inauguração de mais duas barragens na ilha de Santiago, enquanto estão em construção outras cinco (mais três na mesma ilha e uma em São Nicolau e outra em Santo Antão), segundo a Panapress.

“Queremos dar um salto enorme em termos de agronegócio, para criar mais emprego e dinâmicas de crescimento, combatendo a pobreza e melhorando a qualidade de vida das populações do meio rural”, acrescentou José Maria Neves, lembrando que o investimento feito até hoje é de cerca de 20 milhões de euros.

Segundo o chefe do Executivo cabo-verdiano, a par das barragens, o Governo está a desenvolver um programa integrado de formação de agricultores para que possam “produzir melhor e desenvolver a transformação dos produtos agrícolas”, de forma a entrarem, como já acontece, nos mercados, sobretudo hoteleiros.

Com a construção dessas infraestruturas hídricas, o Governo pretende transformar Cabo Verde de país em constante stress hídrico num dos mais ricos em termos de água por habitante, alterando significativamente a agricultura e o abastecimento às populações, ajudando também a travar o êxodo rural e a criar condições para o desenvolvimento económico no interior das ilhas

África 21


4.511 Armas de Fogo Foram Recolhidas Pela Polícia Nacional no Bengo

armasA Polícia Nacional no Bengo recolheu 4.511 armas de fogo, das quais 3.350 são do tipo AKM, no quadro do processo de desarmamento dos cidadãos que estão em posse ilegal de armamento militar.

O balanço semanal do Comando Provincial da Polícia Nacional divulgado ontem, indica igualmente a recolha de 23.486 munições, 1.396 carregadores, 342 explosivos e 26 projécteis de lança granadas.
No âmbito do programa, acrescenta o comunicado, foram instaurados 92 processos crime, com 160 detidos, tendo sido julgados sumariamente 26 cidadãos, dos quais 24 foram condenados a penas de dois a oito anos de prisão, dois absolvidos, enquanto 87 processos que envolvem 129 detidos aguardam julgamento.
O comunicado da Polícia Nacional no Bengo salienta ainda que durante a semana passada foram entregues voluntariamente duas armas do tipo AKM e um carregador, no município do Ambriz. Foi também feita a recolha coerciva de duas AKM, um carregador e munições no município do Dande.
O comando provincial da Polícia Nacional do Bengo intensificou, nos últimos dias, as suas acções operativas, visando a recolha coerciva de armas de fogo em posse ilegal de cidadãos.
O desarmamento da população civil contribui para a implantação da paz com a circulação de pessoas e bens e aumenta o sentimento de segurança da população nas comunidades. Apesar de o processo de entrega de voluntária de armas ter terminado, a Polícia Nacional continua a incentivar a população, principalmente aqueles que tenham armas em casa, no sentido de entregar à esquadra mais próxima.

Jornal de Angola


Recordações de Uma Viagem de Fim de Semana ao Uíge

Fotos de Luis Fernando

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Países Que Têm o Crioulo de Base Lexical Portuguesa Devem Fazer Parte da CPLP

cplp“Todos os países que têm o crioulo de base lexical portuguesa devem fazer parte da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa porque têm a língua que é nossa e têm uma outra língua que vêm do encontro da língua portuguesa com outras línguas.”

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve ser ampliada para abrigar os chamados espaços virtuais. A opinião é do ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio Sousa. Segundo ele, a CPLP deve se tornar uma comunidade de povos que falam o português ou idiomas baseados na língua portuguesa.

Em entrevista à Rádio ONU, o ministro disse que essas reflexões terão que ocorrer mais cedo ou mais tarde com a chegada da economia criativa no mundo.

“Todos os países que têm o crioulo de base lexical portuguesa devem fazer parte da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa porque têm a língua que é nossa e têm uma outra língua que vêm do encontro da língua portuguesa com outras línguas. Isso aumenta a comunidade. Você tem Macau, tem o Curaçao, que fala o mesmo crioulo que nós [Cabo Verde]. Então o Curaçao não faz parte da CPLP? Deveria fazer parte. Assim como a Galiza. São reflexões que a economia criativa vai obrigar porque com o desaparecimento dos terrritórios para espaços virtuais vão surgir novos espaços intangíveis.”

O ministro esteve em Nova York para participar do Encontro de Alto Nível sobre Cultura e Desenvolvimento.

Para Mario Lúcio Sousa, a língua portuguesa representa um grande ativo de economias baseadas na cultura e na nova era da tecnologia e da informação.

África 21


Desactivação de Minas Anti-Pessoal Com Ajuda de Ratos Vindos da Tanzânia

ratosRatos vindos da Tanzânia começam a ser utilizados em Julho no processo de desminagem na província de Malange.A desactivação de minas anti-pessoal é uma iniciativa do Programa de Desminagem Humanitária (APOPO) da Bélgica e Apoio Popular da Noruega (APN).

No total, 20 ratos já estão no país, mas os mentores do projecto perspectivam reforçar a actividade com mais 40 nos próximos meses.As duas organizações, com experiência nesta área, têm parceria com a Comissão Nacional Intersectorial para a Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH), para tornar o país livre de minas.
Com actividade no Kwanza-Norte e Zaire, o APOPO escolheu a província do Uíge como o próximo destino dos ratos, que têm faro de localizar este tipo de engenho explosivo, responsável pela mutilação de muitas pessoas. O especialista em métodos operacionais da APN, Havard Bach, disse que a organização trabalha na área de pesquisa e desminagem com sapadores manuais e máquinas. “Ainda há muitas minas em Angola”, admitiu, acrescentando que de 1992 até à obtenção da paz foram colocados muitos engenhos. Havard Bach esclareceu que estes ratos são muito diferentes dos que se encontram nas cidades, por apresentarem um tamanho maior e habitarem nos campos.
A APOPO treinou todos os ratos que vão ajudar na localização de zonas minadas. “Estes ratos têm qualidade, são fáceis de ser tratados e transportados, e apresentam menos probabilidades de apanhar doenças, por se alimentarem de produtos de campo”, acrescentou. Havard Bach informou que o mamífero pode fazer um trabalho rápido e reforçar a combinação de máquinas e sapadores, no sentido de garantir um sistema mais efectivo de desminagem.
Moçambique foi um dos países africanos que utilizou com sucesso este animal, depois do fim do conflito armado em 1992.
Em Angola, os programas de desminagem permitiram abrir amplas áreas ao desenvolvimento, com grandes espaços livres de minas.
As autoridades definiram como prioridade as estradas, pontes, estações de tratamento de água e torres de transportação de energia eléctrica. O processo de desminagem permitiu a realização de operações que contribuíram para o processo de realojamento das populações, extensão da administração do Estado e reconstrução de infra-estruturas. Não obstante, minas terrestres e outros explosivos continuam a ameaçar a segurança pública e a dificultar o desenvolvimento de muitas zonas do país.
Dados da CNIDAH indicam que em Angola estão implantados 72 tipos de minas anti-pessoal, provenientes de dez países diferentes, o que faz com esteja entre os mais minados do mundo. Para estar livre de minas, Angola solicitou mais cinco anos, tendo recebido, em Dezembro do ano passado, o aval dos Estados-membros da Convenção de Otava. Nos últimos cinco anos, o Estado angolano aplicou mais de 50 mil milhões de kwanzas no financiamento de programas de acções contra as minas.
Em 2012 foram desminados mais de 118 mil milhões de metros quadrados, tendo sido desactivadas 5.577 minas anti-pesssoal e 511 anti-tanque. No primeiro trimestre deste ano foram desminados mais oito mil milhões de metros quadrados. Neste período, foram desactivadas 328 minas anti-pessoal e 26 anti-tanque.

Jornal de Angola/Rodrigues Cambala