Porto de Águas Profundas para Cabinda

porto_cabinda3O porto de águas profundas, a ser erguido na província de Cabinda, vai evidenciar a soberania do país sobre as águas territoriais do rio Zaire, através da presença constante dos transportes da rede de cabotagem que vão circular no referido espaço, disse o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.

O porto permitirá também impor sobre o rio Zaire um movimento comercial significativo de armação e de bandeira angolana, equibrando o poderio e o quase monopólio dos portos de Boma e de Matadi da República Democrática do Congo.

Segundo o ministro, que falava sobre “ As infra-estruturas de transportes e o desenvolvimento económico e social de Cabinda”, à margem de um Fórum Empresarial organizado pelo governo local, nos dias 26 e 27 de Maio, uma vez implementado o projecto, permitirá a existência de rotas comerciais nacionais num percurso de mais de 200 quilómetros de extensão (de Cabinda a Nóqui), que serão mais-valia para a criação de oportunidades de negócios.

Augusto Tomás prevê que as rotas comerciais nacionais dinamizarão mais actividades económicas e mais emprego às regiões ribeirinhas, hoje muito despovoadas, por falta de projectos de investimento e de iniciativas empresariais com verdadeira dimensão económica.

Para o ministro, se o projecto for implementado de acordo com os estudos feitos, onde se admite a possibilidade de, nas embarcações, poderem ser criadas condições para acolher material ferroviário a bordo (locomotivas e vagões), além de camiões de carga e viaturas de passageiros, o impacto será mais vasto e o significado económico da rede de cabotagem projectar-se-á para todas as regiões do país.

“Espera-se um projecto do tipo dos que vêm sendo incentivados e defendidos em vários pontos do mundo, com a designação de “auto-estradas do mar”. O elemento aquático funcionará como uma autêntica auto-estrada, no sentido em que não existem descontinuidades e a carga circula sempre sobre uma mesma plataforma – um camião ou um vagão”, disse o ministro.

A implementação do projecto está prevista para o período de 2013/2015.

Angop

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