Caminho-de-Ferro de Luanda Sem Capacidade Para Tanto Passageiro

 

caminhos_ferro_03O Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) deixou de ter capacidade de resposta para garantir o transporte de cada vez mais passageiros. Na maior parte das viagens, as carruagens estão superlotadas. O presidente do conselho da administração, Lobo do Nascimento, reconhece que a procura está a crescer de mês para mês. Nos próximos dias vai ser inaugurado o trajecto entre o Bungo e o Porto de Luanda.

O preço das mercadorias vai descer drasticamente porque diminui o preço do transporte dos contentores para o porto seco de Viana. Até ao próximo ano, o número de viagens diárias vai aumentar de 24 para 30 no percurso suburbano.
A chegada do comboio à estação do Bungo desde o passado mês de Abril, (antes só chegava à Boavista) veio aumentar os passageiros no percurso da linha de Viana, na sua maioria pessoas que trabalham e estudam na Baixa de Luanda no período da manhã.
Em Fevereiro, mês em que o comboio passou a chegar à estação do Bungo, foram transportados 145.­­738 passageiros. Em Março o número subiu para 206.316, e no mês de Abril, com a circulação do comboio no período nocturno, passou para 315.305 passageiros.
A jovem Augusta Damião vive em Viana e trabalha como empregada doméstica no centro de cidade. Para entrar ao serviço às 7h30, apanha o comboio das seis horas, o que a obriga a sair de casa às 5h30m. Mas às 4h30, as estações de Viana, Comarca, Estalagem, Gamek, Frescangol e Musseque concentram grandes quantidades de passageiros. O comboio que faz o trajecto tem entre seis e oito carruagens, e cada uma tem capacidade para cinquenta passageiros sentados e mais de cem de pé.
A reportagem do Jornal de Angola constatou que o comboio viaja abarrotado e quase ninguém respeita o companheiro de viagem. Nem os mais velhos e as crianças são respeitados. “Como existem poucos lugares sentados, todos querem entrar ao mesmo tempo para conseguirem um lugar para se sentarem e viajarem comodamente”, realçou Augusta Damião.
Nem todos os que viajam no primeiro comboio vão trabalhar para a Baixa de Luanda. Há passageiros “especiais” que se aproveitam do excesso de passageiros para fazerem o seu trabalho: “muitos são gatunos. Os passageiros devem sempre estar atentos às carteiras. Nas horas de ponta há sempre amigos do alheio a trabalhar por conta própria”, frisou.
O preço da viagem custa 30 kwanzas mas o grande problema é fazer uma viagem cómoda às horas de ponta. As carruagens metem o dobro ou o triplo dos passageiros. “Apesar dos incómodos, para nós que moramos aqui em Viana, é mais seguro e muito mais rápido viajar de comboio, porque evitamos ser atropeladas pelos candongueiros, que têm mais olho no dinheiro do que na vida humana”, disse.

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Nova Central Eléctrica Vai Entrar em Funcionamento em Malange

malanje_calandula_05Uma nova central eléctrica vai entrar em funcionamento ainda este ano em Malange com a montagem de sete grupos geradores para cobrir o défice de energia que se regista naquela cidade, informou quarta-feira em Luanda o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

De acordo com a agência noticiosa angolana Angop, o ministro adiantou terem sido aprovados na reunião do Conselho de Ministros diversos contratos que contemplam o fornecimento e a montagem does sete grupos geradores naquela cidade.

A construção da nova central eléctrica em Malange está inserida no programa de reparação e expansão das redes de baixa e média tensão e contribuir para o desenvolvimento sócio-económico da província.

O governo angolano aprovou igualmente a construção de subestações de transformação e das linhas de transporte para a electrificação de quatro sedes municipais na província de Cabinda.

João Baptista Borges adiantou que este projecto visa criar condições para a extensão da electrificação nas sedes comunais e respectivas circunscrições administrativas dependentes, num processo que vai decorrer até ao ano de 2021.

A província de Cabinda dispõe da central térmica do Malebo, que entrou em funcionamento em 2012, estando em construção mais duas centrais térmicas, que vão elevar a capacidade de produção, a nível da província, para 110 megawatts.

(macauhub


Decadência Económica no Ocidente Provoca Regresso em Massa de Africanos

0551C8F0-8921-4451-B28B-B28DBB2FF544_w640_r1_s_cx0_cy7_cw0Falta de perspectivas de emprego nos Estados Unidos e na Europa força o retorno dos africanos que têm esperança em novas oportunidades de crescimento económico do continente

Muitos africanos estão a abandonar os Estados Unidos e países ocidentais de regresso aos seus respectivos países. Esse retorno em massa da diáspora africana deve-se a falta de oportunidades no ocidente.

Jacob Sax Conteh é editor do Cocorioko um magazine online da Serra Leoa que recentemente publicou um artigo acerca deste tema. Para ele o declínio económico e a falta de emprego no ocidente tem sido a razão desta migração em sentido oposto.

“Olhando para as décadas de 70 e 80 em que os africanos vieram ca aos Estados Unidos porque podiam encontrar o emprego facilmente. Mas desde a decadência económica de teve início há dez anos, especialmente nos últimos 5 anos, há cada vez uma escassez de emprego. Portanto, muitos decidiram regressar a casa e procurar por novas oportunidades” dizia Jacob.

Conteh adiantou ainda que mesmo nos sectores da enfermagem e os cuidados de saúde que tem sido fontes seguras para o recrutamento de muitos imigrantes africanos, tornou-se difícil por causa de políticas que têm limitado a abertura de novas vagas para além de licenciamentos e reduções do pessoal.

“Costumava ser para muitos que aqui chegavam depois de três meses de formação tornar-se num ou numa assistente diplomada de enfermagem, podendo trabalhar sob iniciativa própria ou numa numa enfermaria. Mas muitos desses empregos desapareceram porque muitas empresas estão a reduzir as despesas. Agora os hospitais enquanto principais agencias de recrutamento, estão a procura de pessoas com grau académico de Bacharelato, e por pessoas que exercem essa actividade há mais de 20 anos ou mais. É muito difícil regressar a escola,” concluiu Jacob Sax Conteh.

O editor do magazine serra-leonês acrescentou também que a perspectiva de uma promissora economia em África, incluindo os sectores mineiros e dos petróleos tem igualmente sido um factor por detrás desse movimento migratório de volta a África.

Voz da América/James Butty


Lubango 90 Anos Desde que Foi Elevada a Cidade em 1923

lubango_IMG_2955A cidade do Lubango comemora nesta sexta-feira 31 de Maio 90 anos desde que foi elevada a esta categoria em 1923.

Infraestruturas precisam de ser melhoradas, diz população. É preciso sujar menos, diz administrador

Reza a história que foi nessa data que chegou pela primeira vez à antiga Sá da Bandeira o primeiro comboio de passageiros e mercadorias depois de vencer o deserto do Namibe e a Serra da Chela.

Ontem com uma população estimada entre 50 a 60 mil habitantes, hoje o Lubango passa do um milhão de munícipes.

O saneamento básico, a necessidade de mais vias de acesso, o verde que já caracterizou o velho Lubango e o melhoramento dos serviços sociais básicos são os pedidos dos munícipes. Começamos por ouvir Isaac Calenga:

“ Ainda verificamos as estradas completamente esburacadas até no centro da cidade e acreditamos que com a idade que a cidade vai completar são situações que devem melhorar já, já e também na questão que tem que ver com a situação verde da cidade, as árvores praticamente não existem os jardins alguns estão abandonados.
“ Estamos a ver algumas melhorias e vamos ver se de facto daqui a mais um ano dois anos temos melhorias de facto nessas estradas que são as que precisam de uma intervenção para desanuviar o engarrafamento que se vê na cidade”.
“ Lubango precisa de muitas melhorias sobretudo na questão de ruas e mesmo digo para os seus imóveis, passando pela rua a pessoa vê a cidade não está como anteriormente. Eu pelo menos conheci a cidade do Lubango em 1976 era uma bela cidade tinha bons jardins”.

A requalificação da cidade, o frágil saneamento básico e o alargamento do Lubango para as novas áreas habitáveis são as apostas das autoridades municipais que pretendem preservar o velho com organização e construir o novo com os olhos no futuro.

O administrador municipal do Lubango, Silvano Levi, fala de uma cidade em franco crescimento e mais exigente. Aponta a expansão da cidade como indicadores para a transformação do Lubango numa das melhores do país e para se atingir tais metas.

“ É preciso agora instrumentalizar esta cidade com elementos com infraestruturas suficientes para as performances de cidade verdadeira. Agora tem que se organizar o território tem que se levar os enfoques do desenvolvimento territorial as pessoas que precisam,” disse

O anúncio para a entrada em breve de uma empresa de saneamento básico afigura-se como uma das novidades da edilidade, mas Silvano Levi alerta: 

Para a gente viver numa cidade digna temos que sujar pouco não é limpar muito”.

Voz da América


Populações Dizem que Autoridades Ignoram Pedidos de Ajuda Devido á Seca no Namibe

 

P1140587A seca na provincia do Namibe continua a afectar milhares de pessoas e muitas queixam-se de que os seus pedidos de socorro não estão a ser ouvidos.

As zonas mais afectadas são aquelas dos Municípios do Tombwa e do Virei onde os residentes afirmam que o governo central e provincial pouco ou nada fizeram para que a fome que ameaça vidas humana seja mitigada.

Para uma população tradicionalmente pastoril, uma outra preocupação com quem se debatem, tem a ver com o gado que morre todos os dias por falta de água.

O soba António Mbeapé disse que a situação nas áreas pastoris de Obwo e Pediva, Município do Tombwa, é grave grave que está em perigo a sobrevivência das pessoas e animais.

Já o Soba grande do Município do Virei Bernardo Mussonde alerta as autoridades governamentais afirmando que a fome está a apertar cada vez mais o seu povo.
Muitas vidas humanas disse ele correm o perigo de sucumbir no próximos dias.

Juliana Fonseca Administradora do Município do Virei, portanto um dos Municípios mais críticos em estiagem prolongada e diz que a situação é insuportável, apoios de emergência são necessários em socorro da população afectada.

O segundo Secretario Provincial do Namibe do MPLA Carlos da Rocha Caito confirma que todos os dias recebem o grito das comunidades assoladas pela seca. Aquele político fez saber que diligencia foram feitas junto das entidades de Luanda de se viabilizar apoios necessários para a população assolada pela seca nesta região da província.

A seca afecta também outras províncias do sul de Angola nomeadamente o Cunene.
Recentemente foio noticiado que milhares de pessoas, incluindo crianças estavam a abandonar as suas zonas devido á seca e que milhares dessas pessoas estavam em perigo de morrer de fome.

Voz da América