Selda Jovem Cantora Angolana Com CD de Estreia “Morena de Cá”

 

seldaSelda é uma jovem cantora angolana conhecida no music hall nacional pelo CD de estreia “Morena de Cá”, lançado no ano passado no Parque da Independência, em Luanda.

De nome próprio Guiselda Tainara Salgueira Portelinha, Selda entrou no mundo da música aos nove anos na província da Huíla. Ali viveu com os pais até aos dez anos. Foi influenciada pela avó que gostava de cantar fado e do pai que nos tempos livres exercia a actividade de DJ.
Revelou que para além do pai tocar canções de vários estilos, a mãe é fã de músicas de Whitney Houston, Roberta Miranda e de Celine Dion, um ambiente que tinha em casa que a transformou em cantora.
Nasceu na província do Huambo, a 4 de Julho de 1989. Passou uma boa parte da sua infância na cidade do Lubango. Passou a juventude em Luanda, onde vive até à presente data, depois de ter uma curta passagem por Lisboa.
Anos depois começou a participar em vários festivais nas escolas da capital. Aos 14 anos foi apresentada ao cantor Zé Maria Boyote. O seu talento convenceu Zé Maria Boyote a convidá-la a frequentar o seu estúdio para ter mais conhecimentos sobre a música.
No ano seguinte conheceu dois jovens músicos, Toty Samed e Caetano, que tinham uma banda, onde ela teve a oportunidade de ensaiar. Realizaram as primeiras actividades musicais do grupo no King Club, na Vila Alice.
Aos 16 anos foi convidada por Jomo Fortunato para interpretar uma das músicas de sua autoria no festival da Luanda Antena Comercial (LAC). No ano seguinte foi convidada pelo cantor Konde para participar no concurso musical da Cidade de Luanda interpretando a canção “Kianda Luanda”.

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Angola “Corre o Risco de Ser a Lixeira de Portugal”

jornalistasUma “invasão” de jornalistas portugueses nas redacções dos media angolanos está a provocar ansiedade e descontentamento entre profissionais angolanos da informação.

Com efeito assiste-se de momento a um fenómeno de substituição de jornalistas angolanos por profissionais provenientes do estrangeiro, sobretudo portugueses.
Este êxodo está a preocupar os profissionais nacionais.

Celso Malavoloneke jornalista e professor universitário afirma que Angola
“corre o risco de ser a lixeira de Portugal”.

“Com a crise em Portugal, os que estão a trabalhar são os bons, os que são menos bons, para não dizer maus, são os que perdem emprego e rumam para lugares como Angola,” disse.

Segundo o docente universitário este “fenómeno teve o seu início na televisão publica passando-se agora para os jornais privados”.

“Primeiro começou pela TPA, canal 2, pelas mãos de dois filhos de sua excelência presidente da república, agora estendeu-se aos semanários privados Novo Jornal e Jornal Agora,” disse o professor de Comunicação Social para quem existe em Angola um complexo de inferioridade, para com os que vem de fora.

“Nós aqui temos complexo de colonizado que por ser português, por ser branco é necessariamente ou automaticamente melhor que o angolano,” disse.

“Eu tenho duvidas que estes luso-angolanos que estão a vir para aqui vão conseguir fazer um jornalismo como deve ser,” disse o professor e jornalista.

Eco dessas dúvidas fez outro jornalista Félix Miranda.

“Muitos dos que estão a ser importados talvez tenham menos capacidade, experiencia e menos conhecimento da realidade sócio cultural, política e económica da nossa Angola,” disse o jornalista do Folha 8 que acredita que isso poderá ter consequências graves

“Os nossos colegas angolanos estão a ir para desemprego, estão a ser humilhados e exonerados caindo para o desemprego, criando problemas sociais enormes,” acrescentou-.

Miranda acha que o fenómeno prejudica também a economia angolana.

“Cada técnico português ganha duas ou três vezes mais que o angolano e o dinheiro que se dá ao português nunca será investido em Angola mas sim em Portugal,” disse.

Voz da América


Proíbida Manifestação e Detenções Ontem em Luanda

luanda_manifestaçao_Governo provincial de Luanda recebeu instruções para abortar manifestação

Espancamento e detenção foi o que se registou na manhã de ontem quando os jovens tentavam se organizar defronte ao Cemitério do Sant’Ana, para protestarem contra o regime do Presidente José Eduardo dos Santos a prestar esclarecimentos públicos sobre o desaparecimento de dois activistas, Alves Kamulingue e Isaías Cassule, desaparecidos há quase um ano.

No local o superintende chefe Francisco Notícia Comandante de Divisão do Sambizanga, no comando da tropa, afirmou terem recebido orientações do Governo Provincial de Luanda para abortarem a manifestação.

“Nós recebemos uma carta do Governo Provincial de Luanda que proíbe a manifestação de um determinado grupo, por isso nos viemos pôr ordem” frisou.

Segundo a Deputada da UNITA, Navita Ngolo presente no local dos protestos o mais caricato foi ver os jornalistas a serem também impedidos de trabalhar, e pressionados a se retirarem do local. “Até os jornalistas não proibidos de trabalhar” disse.

“Esta repressão não se justifica porque a juventude escreveu e deu a conhecer ao governo de Luanda, isto é um escândalo para mim” acrescentou a deputada.

Mbanza Hanza disse ainda que pela sexta vez a juventude vai fazer uma queixa-crime contra a repressão e abuso das autoridades já condenada pelo Comité de Direitos Humanos das Nações Unidas.

“O Governo não pode começar a pisar a lei desta forma. Pela sexta vez vamos abrir uma queixa contra esses abusos” frisou Mbanza Hanza e a repressão violenta contra os manifestantes na manhã deste sábado, em Luanda.

Voz da América


De Temporária Passou a Definitiva a Suspensão Para os Pescadores do Namibe

6260892376_b5e1f326d1Dezenas de pescadores queixam-se de estarem a ser discriminados no Namibe depois de terem sido forçados a abandonar a sua zona habitual de trabalho.

A Construção da nova ponte cais de descarga de derivados de combustíveis na zona piscatória do Saco-mar, no Namibe, é a razão do conflito.

Numa carta subscrita no passado dia 11 de Março, assinada pelo superintendente da Sonangol logística Bernardino Honda este afirmou que se iria fazer uma suspensão temporária das actividades dos pescadores no perímetro Star Fish e porto Mineraleiro, até 22 de Março, para dar espaço a manobra do navio de grande porte que trouxe material de construção da nova ponte cais.

Mas a suspensão temporária acabou por se tornar permanente deixando os pescadores sem possibilidade de continuarem as suas actividades no local.

A Associação de pesca artesanal, cujos componentes da própria direcção são igualmente funcionários dos diversos sectores do estado, segundo os visados abandonaram os pescadores sem lugar certo para poderem desenvolver a sua actividade.

Os homens dizem que pagam contribuições fiscais pelo que deveria haver no mínimo o dialogo .

Wendinga Etoko é pescador desde o tempo de contratado, ainda no tempo colonial e diz que este é o primeiro constrangimento que enfrenta na sua vida, num pais que se diz democrático e de direito

Perante este cenário, mais de duzentos pescadores dizem estar de braços atados, sem qualquer probabilidade de resolver os problemas escolares de seus e das famílias entregues a indigência.

Procuramos ouvir autoridades governamentais afins, mas sem sucesso, por estas alegarem falta de tempo.

Entretanto, o Secretário Provincial do Namibe, Vitorino Ndunduma que também esteve no local, alega que a falta de políticas sociais claras no país é um dos motivos que relegam os angolanos cada vez mais a humilhação e sofrimento.


20 Mil Famílias Cabo-Verdianas Vão Beneficiar do Fundo de Investimento Social

cidade_velha_03O Fundo de Investimento Social do Millennium Challenge Account – Cabo Verde (MCA-CV II), apresentado quinta-feira, na Cidade da Praia, vai beneficiar 20 mil famílias cabo-verdianas com ligações domiciliárias, nos próximos cinco anos, apurou a PANA na capital cabo-verdiana.

O MCA II, que gere os 66,2 milhões de dólares americanos atribuídos a Cabo Verde no âmbito do segundo pacote deste programa norte-americano de ajuda pública ao desenvolvimento, pretende melhorar o acesso à água e ao saneamento fora da rede e financiar ligações domiciliárias a famílias de baixo rendimento, sobretudo as chefiadas por mães solteiras.

O programa pretende igualmente consciencializar os Cabo-verdianos para os benefícios que resultam na saúde, na segurança e na qualidade de vida, através de investimentos no setor da água para uso doméstico e instalações sanitárias.

O diretor da Unidade de Gestão do MCA-CV II, Hélder Santos, revelou que qualquer pessoa pode concorrer ao fundo, através de Organizações não Governamentais ou de qualquer instituição de apoio a pessoas carenciadas, desde que apresentem projetos neste sentido, devendo os melhores ser selecionados.

Segundo Hélder Santos, parte dos recursos distribuídos através do Fundo Social deve ser reembolsada para o realimentar e alargar o pré-financiamento para ligações domiciliárias a mais famílias.

“Queremos que o fundo se mantenha, não só para continuar a financiar mais pessoas, como também para envolver mais parceiros privados, nacionais e estrangeiros, que queiram contribuir para solucionar a problemática da água e saneamento no país”, precisou.

O Fundo, que conta já com um donativo de 400 mil dólares americanos da Coca Cola Africa Foundation, vai ser gerido no quadro do Fundo Social de Mecanismo de Apoio às Infraestruturas de Água e Saneamento (IGF), contando com a parceria do MCA-CV II na sua implementação.

A identificação dos beneficiários ficará a cargo das Organizações não Governamentais, a quem cabe em conjunto com as operadoras prestadoras de serviços de água e saneamento, avaliar os projetos apresentados.

O segundo compacto MCC inclui 41 milhões de dólares só para a vertente água, em que 22 milhões de dólares são para apoio às famílias vulneráveis, que não têm condições para fazer a ligação domiciliar.

Governo cabo-verdiano está a implementar, com os fundos do MCA-CV II, uma reforma nas áreas da água e saneamento, que prevê a criação de uma agência para regular e coordenar os dois setores.

Dados das Nações Unidas recentemente divulgados indicam que a água potável em Cabo Verde ainda não chega a casa de 20 porcento da população, dado que, porém, inverte o que se passava no país em 1975, quando apenas aquela percentagem de habitantes tinha acesso ao precioso líquido nos domicílios.

África 21