Um Fim de Semana no Sumbe em Fotos

sumbe_sede_benficaestrada entre o Lobito e Sumbe. Sumbe (pode-se ler: Camara Municipal de Novo Redondo - Mercado Municipal)
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A Sonangol Anuncia Início de Produção de Petróleo no Bloco 31

plutaoA Sonangol, Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola – Sonangol E.P., e a BP Exploration (Angola) Limited (Bloco 31) anunciaram hoje o início de produção do Projecto “PSVM” (Plutão, Saturno, Vénus e Marte) de águas ultra-profundas do Bloco 31 do offshore angolano.

A produção nesta fase inicial é proveniente de três poços do campo Plutão, prevendo-se atingir um nível de produção de 70 mil barris de petróleo por dia.

O Polo de Desenvolvimento PSVM atingirá uma produção máxima de 150 mil barris de petróleo por dia, com a entrada em produção dos campos remanescentes – Saturno e Vénus em 2013 e Marte em 2014.

A produção do “PSVM” é feita através da Unidade Flutuante de Armazenamento e Descarga – FPSO PSVM convertido, com uma capacidade de armazenamento de 1,6 milhões de barris de petróleo, o primeiro a operar em águas ultra-profundas em Angola. Um total de 40 poços produtores e de injecção de água e gás submarinos serão conectados ao FPSO através de 15 colectores e equipamentos associados.

O sector petrolífero nacional iniciou este ano a produzir ao mesmo nível de 2008, o que se fica a dever ao início da produção de novos poços e ao termo das operações de reparação e manutenção noutros. Ainda recentemente, como O País noticiou, a Economist Intelligence Unit, a unidade de análise da economia global do grupo “The Economist”, referia que a primeira carga proveniente do campo petrolífero Plutão, Saturno, Vénus e Marte (PSVM), deveria seguir ainda em Janeiro. Registe-se que o Orçamento Geral do Estado para este ano tem subjacente uma produção petrolífera da ordem dos 1,8 milhões de barris diários, acima da produção média diária verificada em 2012 e um preço médio fiscal do barril de petróleo de USD 96.

O País online/Luís Faria


Moçambique Vai Construir Refinaria de Petróleo em Nacala de Parceria com Grupo da Arábia Saudita

refinariaO Governo moçambicano já conseguiu parceiros para viabilizar o projecto de construção de uma refinaria de petróleo em Nacala, província de Nampula, norte de Moçambique, que falhou devido à crise financeira em 2008.

Trata-se da Radyolla Holding Co of Olayah Main Road, um grupo da Arábia Saudita, que vai igualmente construir um pipeline (oleoduto) no porto da Beira, na província central de Sofala, o qual beneficiará os países como a Zâmbia, Malawi, República Democrática do Congo, informa a agência AIM.

Para a materialização destes projectos, o presidente da Radyolla Holding, Abdul Aziz, e o presidente do Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE), Apolinário Panguene, assinaram, quarta-feira (30), em Maputo, um memorando de entendimento que expressa a vontade das duas instituições trabalharem juntas.

Segundo Paguene, a Radyolla poderá ser parceiro do IGEPE em outros seis projectos que estão numa fase de conclusão da sua definição.

“O IGEPE identificou um conjunto de projectos a ser implementados no país juntamente com outros parceiros e a Radyolla tem a vantagem de ter o músculo financeiro suficiente para nos ajudar a implementar este projecto. Temos uma lista de oito projectos, mas nem todos estão ao mesmo nível em termos de desenvolvimento. O que pensamos é começar com pipeline na Beira que vai servir para transportar combustíveis e torná-lo mais barato para os países do hinterland e o projecto da refinaria de Nacala”, explicou.

Panguene acrescentou que “a refinaria será o primeiro projecto a ser implementado. Portanto, estamos a trabalhar na materialização destes dois projectos enquanto trabalhamos na finalização e caracterização dos projectos que estão na carteira”.

De salientar que os dois projectos a serem implementados imediatamente terão impacto social considerável para Moçambique, bem como para os países do hinterland.

O pipeline vai reduzir os custos de transporte e disponibilidade dos combustíveis, que neste momento é efectuado através de navios, camiões e comboios.

Por sua vez, a refinaria vai minimizar os custos com combustíveis e reduzir a flutuação dos preços uma vez que Moçambique terá acesso a fonte directa, o que habilitará o país a produzir para o consumo interno e até mesmo para exportação.

Actualmente, Moçambique depende da importação de combustíveis já refinados, que representa uma factura na ordem 700 milhões de dólares por ano. Estes montantes poderão baixar drasticamente, para além da metade.

Depois da assinatura, Abduz Aziz disse que o grupo que dirige tem boas perspectivas de investimento em Moçambique e garantiu que vai fazer o melhor na implementação dos projectos estratégicos de infra-estruturas e dos projectos sociais que deverão financiar em Moçambique.

África 21


Angola Será Apoiada pela FAO no Desenvolvimento da Agricultura Familiar

campo_O director-geral do Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, afirmou, em Luanda, que Angola possui um forte potencial para o desenvolvimento da agricultura familiar.

Em declarações à imprensa, no final de uma audiência, quarta-feira, com o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, o mais alto dirigente da FAO informou que um estudo realizado por este órgão das Nações Unidas, em torno da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) coloca Angola acima do Brasil, com uma diferença considerável, em termos de produção familiar.

Salientou que dados do referido estudo indicam que Angola actualmente tem ocupado, na agricultura familiar, 13 milhões e 200 mil pessoas, enquanto o Brasil contabiliza 12 milhões pessoas neste sector. “Portanto, Angola tem um milhão de pessoas a mais ocupadas na agricultura familiar em relação ao Brasil”, precisou.

Segundo José Graziano da Silva, o Brasil foi muito bem sucedido em promover a agricultura familiar, e Angola tem um potencial muito grande que motiva desenvolver essa área.

Por esta razão, disse o responsável da FAO, os dois países estão interessadas em cooperar em matéria de investigação e experimentação, com a intermediação das Nações Unidas.

“A FAO (Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) vai intermediar a relação com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para poder fazer a cooperação triangular e acelerar o processo de recuperação da área de pesquisa e experimentação de Angola para melhorar a performance do país nesta matéria”, garantiu.

Quanto à audiência com o ministro angolano, José Graziano disse que serviu para tratar do portfólio dos projectos entre a FAO e o governo angolano, reflectidos numa cooperação/colaboração que se amplia cada vez mais.

“As novas áreas que nós consideramos hoje (durante o encontro) de prioritárias foi dentro do apoio que estamos a dar à agricultura familiar e à comercialização. Tornar os agricultores mais voltados para o mercado, mais presentes e estimular que eles aumentem a produtividade para que este excedente possa abastecer os mercados locais”, frisou.

Acrescentou que a reunião serviu também para as partes analisarem a cooperação sul-sul com outros países, na qual ressalta o papel da cooperação com a Embrapa do Brasil, na recuperação da capacidade de pesquisa e experimentação por parte de Angola.

Segundo Graziano Silva, Angola teve no passado, antes da guerra, um sistema de pesquisa agropecuária e veterinária que se equiparava ao da África do Sul, e em algumas áreas tinha a liderança em relação a este país da África Austral, pelo que só agora, com o fim do conflito armado pode ser recuperado.

Este processo, advertiu, demora tempo e envolve investimentos, mas afigura-se como uma oportunidade para integrar os jovens angolanos que estão a se formar nas universidades, quer em Angola quer no estrangeiro, para poderem trabalhar no seu próprio país e ajudar a fortalecer, em particular, a agricultura familiar.

Por sua vez, o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, enalteceu as relações de amizade e de cooperação com o Brasil, por permitirem a transferência de tecnologia, de conhecimentos e o diálogo, além da assistência técnica.

O governante angolano destacou igualmente a experiência do Brasil em matérias de agropecuária, admitindo ser um parceiro certo.

África 21


“No Fly Zone” Exposição de Obras Angolanas Aberta no Centro Cultural de Belém

Obra de Paulo Kapela

obra_kapelaA exposição “No Fly Zone”, que integra um conjunto de obras de artistas angolanos, foi aberta na noite de quarta-feira (30 de Janeiro), no Museu Colecção Berardo, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

A inauguração simbólica coube ao embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, que, satisfeito com a iniciativa, exaltou os criadores angolanos na promoção e na divulgação dos valores culturais angolanos.

Por sua vez, o comendador Joe Berardo, detentor do Museu Colecção Berardo, destacou a relação entre Portugal e Angola e manifestou-se disponível, através do Museu, em apoiar o projecto, contrariamente a certas instituições lusas.

Entre os presentes destacou-se a cônsul-geral de Angola em Portugal, Cecília Baptista, e António Monteiro, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas (entre 2004 e 2005) e ex-representante de Portugal junto da então Comissão Conjunta Político-Militar para a paz em Angola (em 1991).

Na véspera da abertura do evento, Fernando Alvim, um dos três curadores do certame, considerara que a exposição marca a “desconstrução do preconceito contra Angola e os angolanos”, onde “os jovens artistas exprimem-se livremente, sem preconceitos, descrevendo a realidade do país”.

Para ele, os artistas Paulo Kapela, Yonamine, Kiluanji Kia Henda, Edson Chagas, Binelde Hyrcam e Nástio Mosquito “abordam o nosso referencial artístico sem renegar o passado, porque a nova geração tem grande necessidade de conhecer a história de Angola”.

“Uma pessoa que nunca viveu em Angola não pode dizer seja o que for do país”, dissera Alvim, para quem a exposição no Museu Colecção Berardo era também sinónimo de “luta contra o poder ideológico fascista”.

Na exposição, Kapela reproduz numa espécie de altar, a história recente angolana, particularmente a da cidade de Luanda, recorrendo a recortes de jornais, desenhos, objectos encontrados e textos; Kiluanji analisa a relação de Luanda com o seu passado colonial, enquanto Mosquito “desconstrói o discurso ocidental sobre África (…)”, segundo a curadora Suzana Sousa.

Já o artista Chagas retira do contexto antropológico as máscaras africanas, atribuindo-lhes uma identidade actual, processo semelhante utilizado por Hyrcan, na obra “Thirteen Hours (2011)”, “onde as galinhas assumem características humanas e papéis sociais”, enquanto que Yonamine destina para a história europeia e mundial o trabalho do arquivo da memória, disse.

A exposição “No Fly Zone”, ante-câmara da terceira Trienal de Luanda (Novembro e Dezembro deste ano, na capital angolana), decorrerá durante todos os dias da semana até 31 de Março, contemplando ainda uma mesa redonda, denominada “Unlimited Mileage”, prevista para um de Fevereiro, às 18 horas.

Nesta mesa redonda serão discutidos a exposição “No Fly Zone” e o contexto que justifica a sua realização, tendo como plano alargado o artista africano na arte contemporânea e a terceira edição da Trienal de Luanda.

Angop