Plano de Desenvolvimento Sócio-Económico para a Gabela

O administrador municipal do Amboim, na província do Kwanza-Sul, Rui Miguel, anunciou na vila da Gabela que as autoridades administrativas efectuaram consultas aos vários segmentos da população para a elaboração do plano de desenvolvimento sócio-económico do município.
Em entrevista ao Jornal de Angola, Rui Miguel destacou o contributo das mulheres e jovens no documento final, que vai ser agora apreciado e aprovado pelos membros do Conselho de Auscultação e Concertação Social.
Rui Miguel apontou a área social como a que carece de mais “investimentos imediatos”, para responder aos anseios das populações. Dentre as acções constantes do plano para o próximo ano destacam-se o alargamento da rede sanitária e escolar, melhoramento do sistema de abastecimento de água potável às populações, consolidação do for­necimento da corrente eléctrica na cidade e arredores, bem como o incentivo à agricultura familiar, para o combate à má nutrição.
O plano de acções para 2013 contempla, igualmente, a realização de programas de defesa do ambiente e saneamento, a elaboração de estudos e projectos de requalificação dos bairros da Gabela, com o concurso de empresas privadas e o levantamento sobre o estado das vias secundárias e terciárias, para uma intervenção das estruturas competentes.
A reabilitação da piscina da Gabela, assim como a criação de outros espaços de lazer e do estádio da Aricanga, constam também do plano de acções para o próximo ano.
O administrador do Amboim mostrou-se preocupado com o atraso que se verifica na empreitada adjudicada à Odebrecht para a requalificação da cidade da Gabela, notando que “as preocupações dos munícipes crescem todos os dias e são necessárias acções práticas para inverter o quadro”.
A requalificação da cidade da Gabela e seus arredores carece de uma intervenção de grande dimensão e os recursos cabimentados para o município não satisfazem obras de tamanha empreitada, disse.

Rui Miguel apontou como “constrangimento” o estado crítico que a­presenta a maior parte das habitações, carecendo de reabilitação e pintura. Solicitou, por isso, a “tomada de consciência pelos proprietários das casas, no sentido de intervirem com acções para conferirem uma imagem mais digna à cidade.

Jornal de Angola/Casimiro José

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