A História dos 65 Anos da CUCA

 

Já lá vão sessenta e cinco anos desde que a Companhia União de Cervejas de Angola “CUCA” S.A.R.L. foi constituída, mas reza a história que foi apenas em Fevereiro de 1952, que a empresa iniciou a sua laboração e, exactamente aos 5 de Maio deste ano, seria inaugurada, marcando assim o início de uma longa história de sucesso que a transformou no maior grupo empresarial de Angola na época.

“Na realidade, a partir de 1965, a CUCA estava à frente de um conglomerado industrial e que, para além dos investimentos directos numa larga faixa de actividades industriais pioneiras em Angola, detinha ainda participações no capital de outras empresas não industriais. No total, a CUCA controlava ou detinha participações sociais menores em cerca de 45 empresas no tecido industrial angolano. Neste universo, só ela empregava cerca de 3500 trabalhadores”, segundo o historial da empresa.

Para se ter uma ideia da intervenção de larga escala da empresa, a CUCA tinha como objecto social o fabrico de cerveja, malte, gelo, refrigerantes, gás carbónico e rações alimentares, entre outras actividades, destacando-se nesta altura, exactamente, em 1959, a inauguração de uma fábrica na antiga cidade de Nova Lisboa (actual Huambo) e a propriedade de dois depósitos, um no Lobito, em 1955, e outro em Benguela, em 1960.

De 1976 até aos dias de hoje, a CUCA passou por uma série de transformações. Intervencionada pelo Estado angolano, por razões por demais conhecidas, e porque havia a necessidade de se inverter a deterioração económica e financeira registada logo após a Independência Nacional, o Estado tomou medidas de fundo por forma a recuperar a empresa. De se recordar que este quadro não era muito diferente das restantes empresas cervejeiras angolanas que eram detidas e controladas pela CERVAL, U.E.E. (entidade holding do Estado para o sector cervejeiro em Angola).

Anos mais tarde, por decisão do Estado, abre-se então um concurso com a finalidade de selecionar uma empresa internacional que pudesse oferecer garantias e condições de recuperação e gestão da unidade CUCA-LUANDA, concurso ao qual se apresentou o Consórcio BGI-SOBA (empresa de direito angolano).

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Segundo fonte da empresa, ”posteriormente, e tal como já manifestara ser sua intenção junto das autoridades competentes, a BGI veio a participar com 75% do capital social da “SOBA”, pelo que esta sociedade passa a fazer parte do Grupo BGI, que, entretanto, aos 15 de Abril de 1994, e por um período inicial de cinco anos, celebra um Contrato de Reabilitação e Gestão com vista à recuperação e relançamento da actividade cervejeira desta unidade industrial. O acordo duraria até 31 de Dezembro de 2005”.

Como sucedeu a privatização definitiva da CUCA-Companhia União de Cervejas de Angola, S.A.?.

Aconteceu exactamente no dia 1 de Janeiro de 2006, transformando- se assim numa Sociedade Anónima de Direito Privado, cuja repartição de capital representa-se da seguinte forma: Estado, com 1%, usufruindo da Acção Dourada, que permite, por exemplo, vetar determinadas decisões, intervir em questões como o aumento do capital, entre outras intervenções importantes no quadro geral do desenvolvimento da empresa; a UCERBA , 36%, que tem como accionistas cidadãos angolanos; o Grupo Internacional B.I.H. (franceses) e a SOBA (Empresa de Direito angolano) com 50%.

Nos tempos que correm, a CUCA – Companhia União de Cervejas de Angola, é, pois, uma sociedade de direito com sede em Luanda. Segundo rezam os estatutos desta empresa que recuperou de forma ousada e perspicaz o seu lugar no topo das empresas industriais do país, o objecto principal da sociedade é a produção de cervejas e respectiva comercialização, podendo, todavia, praticar quaisquer outras actividades económicas.
Segundo os seus actuais responsáveis, a partir de 1994 o Grupo Castel, para além da marca CUCA 31 cl e 50 cl, desenvolveu a Youki engarrafada de 33 cl, assim como a Cuca em barris de 50 litros. Em 1997 aconteceram algumas inovações que continuam a constituir sucesso no mercado angolano com a introdução da Youki bidon, substituindo as de garrafa. Em 1998 foram instaladas duas linhas de enchimento de garrafa PET, permitindo a fabricação das gasosas em garrafas de 50 cl , o arranque do enchimento da American Cola, e por via de consequências o abandono das garrafas de vidro branco.

“ Pelo facto de haver necessidade de desenvolver a nossa actividade cervejeira por razões da demanda do mercado, no início do ano 2004 cedemos à Coca Cola Bottling Luanda, os equipamentos necessários para a fabricação das gasosas. Ainda neste ano, parámos igualmente com a produção da CUCA em garrafas de 50cl, pois devíamos para o efeito dispor da nossa capacidade de produção de cerveja SAGRES, pela qual assinamos um contrato de licença com a Central de Cervejas em Portugal”, revelam as nossas fontes.
Sempre na da procura de maiores êxitos, a CUCA apostou fortemente na formação do seu pessoal e na aquisição de equipamentos com a última tecnologia utilizada actualmente nas indústrias cervejeiras, tendo instalado em Fevereiro de 2002, a primeira linha destinada ao enchimento de cerveja em lata “CUCA” e “CASTEL”, em latas de 33 cl, e outra linha de enchimento de barris de 50 litros.

O percurso notável como empresa de topo neste segmento industrial, prosseguiu com a instalação em 2005 de uma linha ultra moderna de enchimento de garrafas e em 2007/2008, a instalação de mais uma linha de enchimento de latas também mais moderna que a anterior e outra linha para enchimento de garrafas, que nos permitiu a partir desta data o lançamento no mercado angolano pela primeira vez, a cerveja CUCA em garrafas de vidro descartáveis de 31 cl, com um novo “design”, uma garrafa com um padrão mais moderno e comercial, tanto para o mercado interno como também para o externo, com o objectivo virado para a exportação, que deu uma imagem da evolução técnica, que vem sendo implementada na CUCA, até aos nossos dias.

Dentro desta dinâmica e com o aumento significativo da produção em 2009, procedeu-se à instalação de uma nova linha ultra moderna de enchimento de barris de 10 l, 30 l e 50 litros com a nova tecnologia de “FLAS PASTEURIZAÇÂO”, permitindo assim que a cerveja em barril passasse a ser pasteurizada.
De recordar que o quadro do pessoal da maior empresa cervejeira do país é de cerca de 1.600 trabalhadores, sendo 98 por cento nacionais e os restantes estrangeiros, testemunhando deste modo os esforços que foram envidados para desenvolver, tanto a capacidade de produção como a manutenção de um nível de efectivo que faz da CUCA, no domínio privado, a primeira empresa do país.

Figuras & Negócios

2 Responses to “A História dos 65 Anos da CUCA”

  1. andre diz:

    parece que ninguem conhece quem realmente foi o fundador da cerveja cuca.

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