Acusação do Movimento para a Democracia de Cabo Verde

O Movimento para a Democracia (MpD, oposição) acusou esta terça-feira, 30 de Outubro, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder) de praticar recorrentemente «nepotismo e excessiva partidarização» da administração.
Numa Declaração Política lida pelo seu líder parlamentar, Fernando
Elísio Freire, o MpD acusou o PAICV de «excessiva partidarização na administração pública em detrimento do mérito das pessoas», o que estará a contribuir para que determinadas empresas tenham um desempenho muito baixo.
Na sua declaração, a oposição citou o exemplo da recente nomeação do novo Conselho de Administração da Radiotelevisão Cabo-verdiana (RTC) em que um deputado do PAICV é designado Presidente. Também um ex-mandatário do candidato do PAICV para a Câmara da Praia, administrador, e a designação do ex-ministro das Comunicações e candidato presidencial do PAICV, Manuel Inocêncio Sousa, para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Cabo Verde Telecom, o que significa «pagamento dos favores políticos».

«A maioria das empresas públicas tem enfrentado dificuldades porque são dirigidas por militantes do PAICV, sem que tenham mérito para o efeito», denunciou o líder do grupo parlamentar do MpD.
Na sua óptica, a maioria dos serviços do Estado têm tido à frente militantes ferrenhos do PAICV.
«O país precisa urgentemente uma lei de incompatibilidade», sublinhou
Elísio Freire, para depois dizer que o «amiguismo tem de acabar em Cabo Verde».

Reagindo às declarações do MpD a bancada do PAICV esclareceu que no país existe uma lei de incompatibilidade, que data de 1995.
De acordo com líder do grupo, José Manuel Andrade, o PAICV está disponível para discutir a lei, se o MpD assim entender.José Manuel Andrade lembrou ao deputado que a Constituição estabelece que ninguém deve ser prejudicado por causa das suas convicções político-ideológicas.
Segundo José Manuel Andrade, o líder da bancada do MpD entra em contradição com aquilo que afirma. Todos os cidadãos devem ter igual oportunidade.

«Onde está escrito, em lei, que para os cargos na administração pública, tem que ser alguém não conotado com o PAICV?», interrogou o líder do grupo parlamentar do partido que sustenta o Governo, acrescentando que se trata de uma arrogância por parte do MpD, que entende que apenas os seus militantes são competentes e os outros não.

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Taxa de Mortalidade Infantil de Timor-Leste é das Mais Altas do Mundo

A taxa de mortalidade infantil em Timor-Leste é a mais alta, estando em terceiro lugar no mundo, depois do Afeganistão e do Iémen, segundo o relatório da UNICEF.
De acordo com o relatório de estimativas da Mortalidade Infantil de 2012, a que a PNN teve acesso, o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de quase 12 milhões, em 1990, para menos de 7 milhões, em 2011.Menos de cerca de 14 mil crianças morrem diariamente do que há duas décadas. Ainda assim, quase 19 mil crianças com menos de cinco anos morrem todos os dias.

A taxa global de mortalidade de menores de cinco anos caiu de 87 em cada mil nascimentos, em 1990, para 51 em mil, em 2011, segundo relatou a UNICEF.
As quedas mais acentuadas nas taxas de mortalidade de menores de cinco 1990-2011 (de pelo menos 50%) ocorreram em quatro regiões: América Latina e
Caribe, Ásia Oriental e no Pacífico, Europa Central e Oriental, da
Comunidade de Estados Independentes e no Médio Oriente e Norte de África.

O documento diz que 20 dos países com alta mortalidade reduziram as suas taxas em mais de metade desde 1990. Os quatro países – República Democrática Popular Lao (- 72%), Timor-Leste (- 70%), Libéria (- 68%) e Bangladesh (- 67%) – atingiram uma redução de, pelo menos, dois terços.
Em 2011, cerca de 50% do total de mortes em menores de cinco anos ocorreram em apenas cinco países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo,
Paquistão e China.
A África Subsaariana, embora aquém das outras regiões, também registou uma queda de 39% na taxa de mortalidade de menores de cinco anos, entre 1990 e 2011.

A UNICEF diz que, em alguns países, o número total de mortes de menores de cinco anos aumentou: República Democrática do Congo, Chade, Somália, Mali, Camarões e Burkina Faso têm experimentado um aumento da sua carga nacional de menores de cinco mortes por 10.000 ou mais, em 2011, em comparação com 1990.
Oito dos dez países com as maiores taxas de mortalidade infantil estão em conflito ou em situações de fragilidade.

Vários países de renda média tiveram rápidos declínios na taxa de mortalidade infantil, nas últimas décadas, entre 1990 e 2011: A Turquia (7,4% – taxa de redução anual (ARR)), o Peru (6,8% ARR) e El Salvador (6,6% ARR).
As mais baixas do mundo estão em Singapura, países nórdicos, alguns países europeus e no Japão.
Entre os países com mortalidade infantil muito baixa, um grupo diversificado alcançou as mais acentuadas reduções nas taxas de mortalidade de menores de cinco anos no período entre 1990 e 2011: Omã (8,1% ARR), Estónia (8,1% ARR), Arábia Saudita (7,3% ARR), Portugal (6,9% ARR) e Sérvia (6,6% ARR).

(c) PNN Portuguese News Network


Trânsito em Luanda Transformou-se Numa Fonte de Preocupações

 

Carros colados à traseira de outros, buzinas ensurdecedoras, a­gressões verbais e motoristas apressados a circularem em sentido contrário, com os perigos que daí advém, são o cenário do trânsito em Luanda, onde a situação piora a cada dia. A solução para o problema parece cada vez mais distante, numa altura em que ainda há estradas secundárias e terciárias em mau estado, embora bastantes delas estejam a ser reabilitadas.
Numa cidade com mais de cinco milhões de habitantes, andar de carro deixou de ser um luxo e transformou-se numa fonte de preocupações para quem viu na compra de uma viatura a solução para os problemas de deslocação.
As principais vias de acesso ao centro da cidade registam engarrafamentos que deixam qualquer pessoa com os nervos à flor da pele. Ontem, por exemplo, quem circulou pela Estrada Hoji-Ya-Henda viveu um dia para esquecer.
O engarrafamento começava na rua de Olivença e prolongava-se até ao largo da Mutamba. Face à ausência de um agente regulador do trânsito, o resultado apenas podia ser o que se verificou, com os automobilistas que circulavam no sentido congolenses/Mutamba, prin­cipalmente os candongueiros, a criaram quatro faixas paralelas, o que impossibilitou que os carros que vinham em sentido inverso circulassem sem constrangimentos.
No cruzamento entre a avenida Hoji-Ya-Henda e a rua Soba Mandumbe, junto ao local onde se situava o edifício da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC), o caos era total.
Todos queriam passar ao mesmo tempo. Ninguém dava prioridade a ninguém. “Mas onde anda a Polícia?”, perguntou Miguel da Silva, trabalhador de uma agência bancária na Baixa.
Em resposta, David Bernardo, outro automobilista, respondeu: “Estes agentes de trânsito, quando a situação se complica, fogem à sua responsabilidade”.
Eugenia dos Santos, ao volante da sua viatura, tentava manter a calma: “é extremamente difícil chegar ao local do trabalho a horas com este trânsito infernal”.
Moradora em Viana, Eugénia disse que acompanha com apreensão a evolução do caos no trânsito em Luanda e que não acredita que o Governo Provincial tenha alguma solução mágica para acabar com os engarrafamentos.
“Com este trânsito e o comportamento das pessoas, estamos todos doentes, isto está cada dia pior e o Governo Provincial, parece-me, ainda não tem solução para o problema”, lamentou.
António Macedo, motorista numa empresa de rent car, referiu que, face a actual situação, aprendeu “a conviver com o constrangimento”.
“O problema do trânsito continua o mesmo. Não me resta outra solução senão acostumar-me a estes congestionamentos e adaptar-me à realidade”, declarou, com ar conformado.

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Angolanos em Portugal Querem Regressar ou Não?

 

O sentimento reparte-se quando se trata de voltar ou não a Angola. Não existem dados concretos mas, estimam-se que o número de pessoas que não querem voltar a Angola deve estar equiparado aquele que tem vontade de regressar de vez.
A grande questão que se coloca, como já referimos são as condições em que é feito esse retorno. Quem saiu de Angola, salvo raras excepções, deixou tudo para trás. Começou uma vida nova, construiu família, formou-se, tem casa, carro, emprego, tudo o que é essencial para o bem-estar de qualquer cidadão.
Os temores do passado ainda fazem sombra no sentimento de muitos angolanos e retornar é uma palavra forte demais e que envolve um conjunto de atitudes que nem todos os que outrora partiram de Angola têm coragem e vontade de tomar.

Problemas como falta de informação ou mesmo informações contraditórias, dificuldades em regularizar a documentação, assistência médica, comunicações, oportunidades de trabalho, sistema de ensino, falhas de energia, o nível salarial, habitação, transporte, entre outras, são motivos mais do que sufi cientes que levam a pensar duas vezes antes de arriscar a voltar para Angola.
“Especialmente os angolanos. A diáspora angolana faz falta em Angola e em Portugal Porque sabemos que quando regressamos não vamos na condição de expatriados e logo aí perdemos direito a habitação, carro e boas condições salariais, como os estrangeiros têm”, acrescenta Carlos Ngombe.

Outros motivos, como a especulação imobiliária, custo de vida elevado, choque de valores, dificuldade de adaptação ao modo de vida são barreiras a este reencontro com as raízes.

Para regressar à sua terra natal, muitos angolanos prosperam por salários mais elevados dos que os que ganham neste momento, têm vontade de contribuir para a reconstrução do país, muitos procuram oportunidades de negócio e tentam fugir da crise em Portugal e um pouco por toda a Europa.
Angola está virada para o crescimento e tem potencial para crescer muito nos próximos anos, há perspectivas de progressão na carreira, de forma a cumprir um sonho ou objetivo antigo que é regressar à terra prometida.

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Reabilitação dos Caminhos de Ferro de Moçambique

A empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) está a aplicar mais de um milhão de dólares na reabilitação das estações ferroviárias implantadas ao longo das linhas férreas de Sena e Machipanda. Nalguns casos, trata-se de erguer obras de raiz, como as que estão a decorrer na vila de Inhaminga, distrito de Cheringoma, na província de Sofala.
Falando a jornalistas que o acompanharam, recentemente, na viagem de zorra no troço Moatize/Beira, o director da Brigada de Recostrução da Linha de Sena (BRLS), Sancho Quipiço Júnior, explicou que “este ano vamos passar dos cerca de um milhão de dólares porque não chegamos a fazer uma avaliação total por causa da emergência que tínhamos”.
“O que nós fazemos é que à medida que vamos fazendo o levantamento, vamos construindo porque se tivéssemos ficado à espera de fazer o levantamento de tudo o que necessitamos, até hoje estaríamos a fazer o levantamento. Então, vamos trabalhando em função daquilo que a operação diz que é importante para esse momento, fazendo o levantamento e construindo”, acrescentou.
Sublinhou que “primeiro começamos por sítios onde havia necessidade de abrir estações porque não existiam. Depois vamos, paulatinamente, ir reabilitando as existentes para melhorarmos as condições de trabalho, nas estações, e de acomodação, nas habitações para os trabalhadores”.
Em relação às estações já reabilitadas, Sancho Júnior indicou as de Mecito, Sinjal, Manga, Dondo e Moatize, estando em obras as de Sena, Caia e Inhaminga.
Sobre a de Inhaminga, onde decorreu a entrevista, o director da BRLS disse tratar-se da construção de um novo imóvel, uma vez ser muito onerosa a recuperação da estação que existia no local. “Com o aumento do número de comboios, viu-se a necessidade de se reactivar esta estação e, do estudo e avaliação que fizemos, vimos que saía-nos muito mais caro reabilitar o antigo edifício, onde era a estação, e optamos por construir um novo edifício”, frisou.
No que toca ao antigo edifício, o nosso interlocutor afirmou que vai ser reabilitado para servir para outros serviços “mas já não teremos a pressão que temos agora, de rapidamente esta estação funcionar, o que vai acontecer até finais deste ano, na pior das hipóteses.”

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