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Os meus votos de felicidades para o sofrido povo Angolano.




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A Capital do Bié, Cidade do Kuito Faz Hoje 87 Anos

O município do Kuito, capital da província do Bié, comemora hoje, 31 de Agosto, 87 anos desde que foi elevada, em 1925, à categoria de cidade, sob proposta dos seus habitantes.
O Kuito, denominado anteriormente por Silva Porto, é um dos nove municípios que compõem a província do Bié e está situado no planalto central de Angola, a 82 quilómetros do centro geodésico do país.

Habitam na cidade do Kuito vários grupos etnolinguísticos, sendo a maior parte ovimbundos e outros em menor quantidade como os ovinganguelas, tchokwes, songos e outros, habitam a capital biena, devido ao conflito armado que o país viveA tradição dos povos da região não se difere muito das outras localidades da província, caracterizada pelos usos e costumes e a gastronomia local associando-se a vários tipos de dança como Ocatita, Sawoia, Tchianda, Omenda, entre outras, bem como os seus rituais tradicionais.

Antes da chegada dos portugueses naquela parcela do país, o tratamento das doenças era feito tradicionalmente. Em 1931 foi construído o hospital indígena (actual hospital provincial) que só atendia pessoas que faziam parte da classe dos assimilados.
Anos depois, surgiram as missões do Kamundogo e Chilonda (da Igreja Evangélica Congregacional de Angola) e a da Chanhora, pertencente a igreja Católica, que contribuíram bastante na assistência sanitária à população local, bem como no processo de ensino e aprendizagem.
A semelhança das outras localidades do país, o Início da Luta Armada, a 4 de Fevereiro de 1961, e consequentemente a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, determinou o fim do regime da administração colonial no país.

Actualmente, a cidade do Kuito regista melhorias significativas, ruas e passeios reabilitados, residências em reabilitação, jardins recuperados, iluminação pública melhorada e fornecimento de agua potável em dia, fruto da implementação e execução de programas do executivo.
Quanto ao sistema bancário, o Kuito foi reforçado com quatro agências do Banco de Poupança e Crédito (BPC), dois do Banco Sol, e do Banco de Fomento Angola, Banco Bic, Millennium e BAI.
O governo, através da administração municipal, está igualmente a trabalhar para o aumento da produção agrícola, pesca artesanal, exploração de madeireira entre outras actividades de âmbito social e económica da região.

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Criação de Gado e Crocodilos em Moçambique

A maior atracção da 48a edição da FACIM é a feira de produção animal. Francisco Alexandre Mandlate é trabalhador da AAA Enterprise, uma empresa de criação e venda de pele de crocodilos. A firma de capitais privados internacionais tem, neste momento, três mil crocodilos, acomodados em pântanos artificiais em Namaacha, na província de Maputo, onde está a sede da empresa. 

O negócio de criação e venda de crocodilos é muito curioso. Alexandre Mandlate explica que os animais, quando crescidos, são vacinados e lhes retirados os dentes ponteagudos para que possam ser controlados pelo Homem e evitar o pior.

Crescem em pântanos artificiais, sob cuidados de especialistas e, depois de atingirem a maioridade, são mortos e lhes é esfolada a pele para a venda no mercado internacional, em particular na vizinha África do Sul e na União Europeia.

“Não há perigo nenhum neste trabalho. Nunca tivemos casos de morte ou acidentes com os crocodilos”, diz Alexandre Mandlate, sentado ao lado de dois crocodilos pequenos.

Nos últimos anos, de acordo com o nosso entrevistado, o principal mercado tem sido a União Europeia, onde a pele de crocodilo é usada para produção de vestuário, incluindo calçados, entre outros produtos.

Os animais, os cerca de três mil, reproduzem-se entre si, criando uma cadeia em que já não há necessidade de importação. No entanto, alguns crocodilos existentes nesta empresa foram caçados na província de Tete, concretamente em Changara, e outros foram transportados ainda na condição de ovos.

São alimentados de partes de frango inúteis para o consumo humano, especificamente, tripas, cabeça e patas. Nalguns casos, quando um crocodilo é abatido, a sua carne serve para o consumo dos que continuam vivos.

A nossa fonte disse que os alimentos dos animais são fornecidos pelos supermercados e pela Higest, uma empresa do ramo avícola baseada na província de Maputo.

A pele de crocodilo é muito apreciada no mercado internacional, aliás, garante o emprego de mais de 50 pessoas só nesta empresa na Namaacha.

O GADO

A feira do gado, principalmente o bovino, não passa despercebida na FACIM. Estão expostos vários curais, com espécies melhoradas, ou seja, com maior peso, produção e produtividade. Falamos com Gil Nhantumbo, director-executivo da Vetagro, uma empresa que controla mais de cinco mil cabeças de gado.

Nhantumbo explica as dificuldades do sector, destacando que as características climatéricais não ajudam, na medida em que só há três meses de chuva e os restantes são de seca. Diz também que um dos maiores obstâculos são as queimadas descontroladas, que destrõem os alimentos dos animais.

O País online


O Futuro da Indústria Petrolífera de Angola Começa Aqui, no INP

 

Instalado no quilómetro 13 da estrada que liga o Sumbe a Porto Amboim, o Instituto Nacional dos Petróleos (INP) está a dar resposta às necessidades do mercado em matéria de mão-de-obra qualificada para a indústria petrolífera. Numa altura em que se pretende que cada vez mais quadros nacionais assumam postos de relevo nas companhias do sector, a instituição, além de formar técnicos nacionais, também recebe estudantes de outros países de África, com destaque para Moçambique.
O INP já assegura dez por cento das necessidades de mão-de-obra qualificada para o mercado petrolífero nacional, através de formação profissional e média técnica. A melhoria da formação neste ramo permite uma melhor absorção de técnicos para a indústria petrolífera nacional.
Melhorar os níveis de qualidade profissional é um dos grandes objectivos do INP, esclarece o subdirector pedagógico, Alegria Joaquim. À entrada do edifício onde está a biblioteca e os serviços administrativos, pode ler-se que “O futuro da Indústria Petrolífera começa aqui”, uma palavra de ordem que os estudantes procuram levar a peito.
Manuel da Conceição, estudante do curso de Mecânica de Instalação Petrolífera, explica que, fazendo jus ao seu lema, o INP possui todas as condições infra-estruturais e docentes para os formandos poderem começar a dar os seus primeiros passos neste sector.
“Realmente, o futuro da Indústria Petrolífera começa aqui, pois recebemos uma formação de qualidade, que nos permite, amanhã, garantir a continuidade e desenvolvimento sustentável do sector petrolífero nacional”, afirma Manuel da Conceição.
Para Bernardino dos Santos, do curso de Perfuração e Produção, o instituto veio cobrir uma lacuna na formação de técnicos, principalmente angolanos, no domínio dos petróleos, que lhes permite estar em pé de igualdade com os estrangeiros.
“Esta instituição começa a formar técnicos que em nada ficam a dever aos estrangeiros. Isso é resultado de uma aposta do nosso Executivo, que pretende, cada vez mais, mão-de-obra nacional qualificada, no sentido de depender menos dos técnicos estrangeiros”, diz.

No Instituto Nacional de Petróleos, além de estudantes nacionais, começa a aumentar o número de bolseiros vindos de outros países do continente. Délcio Pechiço, tal como outros 15 colegas, é moçambicano e está a frequentar o curso médio de minas. “O nosso país tem alguns recursos naturais. Por isso, está a formar os seus cidadãos para que eles assumam, num futuro breve, a gestão das minas e poços de petróleo. Quem custeia os meus estudos aqui é o meu Governo, por estar interessado em desenvolver o sector”, adianta.
Isagildo Zeca, 16 anos, igualmente moçambicano, da província da Zambézia, está a fazer o curso de Instrumentação Petrolífera. À semelhança dos seus companheiros, espera adquirir todas as competências necessárias e assim contribuir para o desenvolvimento do sector mineiro no seu país. “A formação aqui está a ser muito boa. Os nossos professores têm tido muita paciência connosco e, além disso, são qualificados”, reconhece.
O subdirector pedagógico afirma ser motivo de satisfação saber que a escola está a tornar-se, cada vez mais, uma referência do mercado petrolífero angolano. “Temos um conjunto de cursos que favorecem uma inserção rápida dos nossos formandos no mercado de trabalho”, sublinha Alegria Joaquim, realçando que muitos dos quadros ali formados ocupam lugares de relevo em empresas petrolíferas e outras instituições públicas e privadas.

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Em Moçambique Está a Aumentar a Pobreza

Segundo Carlos Nuno Castelo-Branco em Grande Entrevista.

O economista diz que o modelo de distribuição da renda em Moçambique está a aumentar a pobreza, para além do fosso entre ricos e pobres, pois os de baixa renda gastam 85% dos seus rendimentos em comida, cujos preços aumentam rapidamente, quando os ricos só gastam 15%.

O presidente da República, tem chamado nomes aos que criticam o governo, apelidando-os de distraídos, apóstolos da desgraça, etc. Sendo uma das pessoas que dirige uma instituição que por vezes critica as políticas adoptadas pelo governo, sente-se visado por essas críticas?

Não. Sentir-me-ia visado se eu pensasse que sou distraído, que sou apóstolo da desgraça, etc. Se eu pensasse nisso seria afectado. mas eu não penso nisso, por isso não me afecta, nem ao IESE, nem a todas as pessoas que são sérias em relação a essas questões. Num dos últimos discursos, se não me engano, nas celebrações do 50o aniversário da Frelimo, teria dito que ia irritar os críticos. Um Chefe de Estado não pode dizer coisas desse género, deve estar acima desse tipo de questões. Deve ter a estatura do Estado suficiente para lidar com a crítica social e saber distinguir qual é aquela crítica que vem da academia ou aquela crítica social que vem da sociedade no geral.

Ele não sabe distinguir?

Se chama qualquer crítico apóstolo da desgraça, distraído, etc., está a pôr tudo no mesmo saco, e, ao fazer isso, perde a oportunidade de beneficiar do contributo social mais amplo, e não só daquelas pessoas que apenas aplaudem, porque essas não dão nenhum contributo, só estão a aplaudir, só estão a dizer que sim, a abanar a cabeça. Mas, para realmente mobilizar as forças vivas da sociedade, para mobilizar a intelectualidade, os grupos sociais activos nas diferentes frentes de luta neste país, é preciso respeitá-los.

Alguma vez foi pressionado por aquilo que fala?

Não sou pressionado, não serei e não vou aceitar nenhuma pressão. Sou um académico, o IESE é uma instituição académica, os investigadores do IESE são académicos.

O que a investigação social e económica tem estado a oferecer à planificação, também, social e económica no nosso país? Essa informação é usada por aqueles que decidem, no caso o governo e o parlamento?

Eu penso que, em parte, é usada, e, em parte, não. Vamos pegar num exemplo. há 12 anos, começou-se a discutir a questão dos mega-projectos em Moçambique. Na altura, o Banco Mundial chamou-nos loucos, o governo de Moçambique também, o presidente da República na altura não nos chamou apóstolos da desgraça, porque não é o estilo dele insultar, mas quase, não chegou lá. Hoje, é verdade que não há muita coisa que mudou, mas já há algumas mudanças. A lei do incentivo aos investimentos foi alterada, já se fala da questão da tributação dos ganhos extraordinários do capital com as transacções entre empresas que têm activos mineiros em Moçambique, que no passado ninguém queria falar. Hoje em dia, quando se fala de desenvolvimento económico de Moçambique, em qualquer fórum, seja quem for que esteja lá presente, ninguém deixa de falar dos mega-projectos, da tributação e, inclusive, o próprio governo já faz isso.

Alguns países que apoiam o orçamento do Estado já anunciaram que vão deixar de o fazer e outros estão a reduzir os valores que normalmente dão. Não será esta uma oportunidade para resolver esta questão da eliminação dos excessivos incentivos fiscais aos grandes projectos?

Eu penso que pode ajudar. Portanto, a redução da ajuda externa pode ser uma oportunidade importante para darmos os saltos que precisamos fazer, para mobilizar recursos domésticos mais intensamente e ligar as receitas do Estado ao crescimento da economia. Mas, nos últimos tempos, o governo tem recorrido ao endividamento público doméstico e estrangeiro para aliviar as pressões. Mas o endividamento público doméstico é muito caro, afecta a disponibilidade do capital para o investimento, encarece o capital para todas as actividades internas e contribui para apreciar a taxa de câmbio. Essas coisas são altamente desfavoráveis para o aumento da competitividade da economia nacional.

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