Lubango a Namibe de Comboio

O comboio experimental proveniente da cidade do Namibe, com paragens nas novas estações do Saco Mar, Luso, Munhino, Bibala e Serra, chega hoje ao Lubango, com a comitiva do Ministro dos Transportes, Augusto Tomás, o governador provincial da Huíla, Isaac dos Anjos e outros convidados.
O comboio de passageiros vai percorrer 246 quilómetros, a uma velocidade que varia entre os 60 e os 80 quilómetros hora.
O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), começa a fazer viagens regulares no mês de Agosto. A fase experimental foi realizada com sucesso e começou em princípios do ano passado, entre a Matala, na Huíla, e Menongue, no Kuando-Kubango.
O Jornal de Angola apurou que os trabalhadores implantaram mais de 900 quilómetros de carris e construíram 56 estações.
As novas estações têm áreas de serviços administrativos, salas de espera, bilheteiras, restaurantes, agências bancárias e lojas. Os trabalhos começaram no município da Matala seguindo para Menongue e, posteriormente, da Matala para o Namibe.
Foi precisar ultrapassar grandes obstáculos, porque foram construídas abusivamente casas no canal ferroviário, nas zonas de Menongue, Matala, Quipungo e Lubango. Para prosseguir as obras foram demolidas dezenas de casas ilegais e os proprietários foram compensados com terrenos com mil metros quadrados, materiais de construção, e outros serviços básicos. A ilegalidade e o abuso, compensaram!
O projecto exigiu a edificação de 170 metros de túneis, 150 metros de sistemas de drenagem, 5.100 metros de pontes, modernização de todo o sistema ferroviário que permite ao comboio circular a uma velocidade máxima de 100 quilómetros por hora.
O presidente do Conselho de Administração dos Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, Daniel Quipaxe, informou que com a chegada ao Lubango do comboio experimental, novas perspectivas se abrem ao transporte de mercadorias e passageiros com a vantagem de ser seguro e os preços serem baixos.A circulação normal do comboio entre o Namibe e o Lubango só é possível graças à reabilitação de várias pontes, construção de raiz de uma ponte de 280 metros de comprimento no Giraul. “Em Agosto o comboio já sai do Namibe para Menongue com passageiros e mercadorias.
O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes tem equipamento moderno para o transporte de passageiros e mercadorias. Estão também disponíveis 87 vagões para transporte de cisternas e contentores. Está já na província da Huíla o primeiro lote de carruagens de passageiros e vagões restaurantes.
Daniel Quipaxe informou que chegam a Angola, no próximo mês de Julho, sete locomotivas novas que vão auxiliar as existentes na circulação regular do comboio entre as cidades do Namibe, Lubango e Menongue.
“As obras de sinalização e telecomunicações também estão em fase avançada com garantias de que no momento do comboio inaugural entre o Namibe e Menongue, tudo está a funciona”.

Mais empregos

Mais de 700 postos de trabalho vão ser criados com a circulação ferroviária. A selecção dos candidatos está marcada para o mês de Julho.
Foi contratada uma empresa especializada para se ocupar do concurso público e recrutamento dos novos quadros. Estão já preparados os cadernos de encargos. São admitidos jovens para garantir o funcionamento das áreas de serralharia, mecânica, maquinistas, bilheteira, restaurante, contabilidade, administração, electricidade industrial e comunicações.

                                 Jornal de Angola/Estanislau Costa e Arão Martins

Do Museu da Escravatura ao Mussulo a Pesca é Com Explosivos

Chegam de madrugada, por volta das 4:00h e actuam principalmente na área que vai do Museu da Escravatura ao Mussulo. Mas “pescam” também nas imediações do Morro dos Veados e Ilha da Cazanga. Das suas canoas, os homens atiram ao mar, onde suspeitam que há cardumes de peixes, explosivos que, ao explodirem, matam os peixes que estiverem na área. Depois de mortos, os peixes e outras espécies acabam por vir à superfície, cabendo aos homens a tarefa da recolha. O pior é o elevado número de peixes que acabam estraçalhados e abandonados, no mar ou em terra. E é em terra que são vendidos, principalmente à beira da estrada.
Este tipo de pesca predatória provoca sérios danos ambientais, destrói a biodiversidade marinha e cria desequilíbrios sócio ambientais, alguns moradores reclamam do barulho assustador. A VIDA foi ao local e constatou que, no combate a esta prática de caráter criminal está a Polícia Marítima e a Capitania do Porto de Luanda, em colaboração com Polícia Fiscal da esquadra do Mussulo e a Secretaria de Estado das Pescas. Segundo uma fonte local, não existe um programa especial de combate, mais sim um programa que faz parte da agenda de actividades normais, razão porque as patrulhas não são mais frequentes. A fraca actuação dos agentes permite a sensação de impunidade e, como consequência, a actividade está a expandirse a cada dia. Alguns destes pescadores justifi cam-se com a falta de emprego, a fraca captura do peixe com métodos convencionais e o preço alto dos materiais como redes, anzóis, linhas, etc. Acabando por ver nesta prática ilegal o meio mais rápido de se conseguir o pescado em grande quantidade para poder vendê-lo e obter dinheiro para manter a sobrevivência das suas famílias.

Escolhem o peixe grande

O peixe Macoa é o mais procurado, chegando a medir até 1,24 metros e a pesar 32 kg.
A venda é feita no mercado informal, no mercado do Benfica, e na estrada que liga a Samba ao Ramiros.
A maior parte dos pescadores são ex-militares das FAA (Forças Armadas Angolana). Diz-se nas comunidades vizinhas que talvez os ex-colegas do exército lhes facilitem a obtenção desses engenhos.

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Grupo Português Acail Inaugura 3 Novas Fábricas em Angola

Três unidades industriais especializadas na produção de postes em betão, gases medicinais, alimentares e industriais e de aço laminado a frio foram inauguradas terça-feira pelo ministro da Geologia e Minas e da Indústria, Joaquim David, informou a agência noticiosa angolana Angop.
As três fábricas são um investimento de 38 milhões de dólares da empresa Acail Angola, subsidiária do grupo português Acail, e visam manter uma oferta competitiva, constante e estável em quantidade e variedade no mercado angolano.
Uma das unidades vai produzir postes em betão para os apoios de cabos eléctricos de transporte de energia em baixa, média e de alta tensão, incluindo postos de transformação aéreos, alinhamento e amarração de linhas eléctricas.

Preparada para produzir postes até 16 mil postes/ano, a administração da fábrica prevê vir a produzir tubos em betão de grandes dimensões para saneamento e transporte de água, prevendo-se uma capacidade produtiva de 12 mil tubos/ano.
No Pólo Industrial de Viana, a Acail Angola vai produzir aço laminado a frio, malha-sol em rolo e painel bem como armaduras para estacas de fundações, devendo, a prazo, vir a dispor de uma linha de produção para corte em alta definição de chapas de aço.

Finalmente, a terceira unidade vai produzir gases medicinais, alimentares e industriais, nomeadamente oxigénio líquido medicinal, até uma capacidade instalada de 25 mil litros por dia.
O grupo Acail iniciou a sua actividade em Angola em Março de 2006, com a comercialização de produtos siderúrgicos, cimento e gás industrial, medicinal e alimentar. (macauhub)


Terminal Internacional e Torre de Controlo do Aeroporto da Catumbela

A empresa portuguesa de construção civil Somague foi contratada pela brasileira Odebrecht para realizar trabalhos de acabamentos no terminal   internacional e torre de controlo do aeroporto da Catumbela, entre  outros, no valor de 68 milhões de dólares, informou a Somague em  comunicado.

Um outro contrato foi já celebrado com a Empresa Nacional de  Exploração e Navegação Aérea de Angola (Enana) para a instalação de  correntes fracas, equipamentos dos balcões, RX, mangas, transportadores,   mobiliário, sistema de navegação aérea e coordenação e gestão de  projectos, no valor de 54 milhões de dólares.

Para além do aeroporto da Catumbela, a Somague tem estado envolvida  na remodelação e ampliação do Aeroporto 4 de Fevereiro em Luanda, tendo agora ganho o projecto para o terminal de voos domésticos, que consiste   na montagem de um terminal provisório, demolição do terminal existente e  edificação do novo terminal com 8 200 metros quadrados de construção em  2 pisos mais sobreloja, no valor de 32 milhões de dólares.

Estes dois projectos fortalecem a carteira prevista para a Somague em   Angola, que ascende já a cerca de 400 milhões de dólares.

 (macauhub)


5,043 Mil Milhões de Dólares Para o Desenvolvimento da África Austral

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) anunciou que 5,043 mil milhões de dólares vão ser investidos, até 2017, na construção de portos, aeroportos, caminhos-de-ferro e estradas a nível da região.
A informação consta de um documento distribuído em Luanda, à imprensa, no encontro de peritos da SADC ligados ao sector de infra-estruturas regionais, que prepara a conferência de ministros prevista para hoje na capital angolana.
De acordo com o documento, para o sector dos transportes estão previstos 12 projectos, alguns dos quais em curso, como a construção de uma estrada que liga o Botswana à Zâmbia (orçada em 250 milhões de dólares), iniciada este ano e com termo previsto para 2014.
Os projectos de modernização do aeroporto do Huambo, que vai facilitar a ligação aérea com outros pontos da região austral de África, assim como o Corredor do Lobito, que liga através de estrada e via-férrea Angola, Zâmbia e a República Democrática do Congo, têm prazos de conclusão previstos para 2014 e 2016. Ambos estão avaliados em 440 milhões de dólares.
Os projectos de infra-estruturas de transporte são mais dispendiosos em relação aos de outros sectores económicos , como os de turismo (avaliados em 114, 8 milhões de dólares), de tecnologia de informação e de comunicações (1,2 mil milhões), energia (2.03 mil milhões), águas (13,40 milhões) e meteorologia (192 milhões).
O programa de execução das infra-estruturas de transportes até 2017 tem previsto o melhoramento, ampliação e construção de estradas e pontes, caminhos-de-ferro e de aeroportos para facilitarem as trocas comerciais e a circulação de pessoas e bens a nível da região.
Angola tem em construção o ramal dos Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes, que atravessa as fronteiras do Sul do país é pode estabelecer ligação com a Namíbia.
A SADC é uma integração regional composta por 14 países, participada pela África do Sul, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Ilhas Maurícias, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.