Obras Sociais em Benguela de Péssima Qualidade Constata Governador

O governador de Benguela disse estar desapontado com algumas obras de reabilitação de escolas e que há empreiteiros que “estão a despachá-las” para obterem lucros rapidamente.
Armando Cruz Neto visitou no Lobito cerca de 30 empreendimentos estatais e privados, que após concluídos vão contribuir para melhorar a vida da população e modernizar a cidade
A construção, no bairro Chimbuila, de uma escola do I ciclo, com 20 salas, afirmou o governador, é um exemplo da péssima qualidade de algumas obras em Benguela, pois foram cometidos vários erros na sua elaboração, o que vai obrigar a correcções.
O governador também referiu estar preocupado com o estado de degradação da escola António Agostinho Neto, no bairro do Liro, apesar de ter beneficiado, há relativamente poucos anos, de obras de reabilitação.
O estabelecimento tem os vidros todos partidos e, disseram os professores, quando há chuvas mais fortes registam-se inundações e os alunos ficam semanas seguidas sem aulas.
Sobre a requalificação do bairro da Luz, o governador pediu ao empreiteiro “um trabalho eficaz nas valas de drenagem de águas pluviais” para se evitarem “os cenários dos anos anteriores”, quando o local ficou totalmente lamacento e o asfalto desapareceu.
O bairro da Luz é o primeiro da cidade a ser abrangido pelo Projecto Integrado de Infra-estruturas de Benguela (PIIP), aprovado pelo Concelho de Ministros, que estabelece a colocação de asfalto em todas as ruas, redes de esgotos, passeios, lancis, valas para escoamento das águas pluviais, iluminação pública, construção de um pequeno parque infantil, sanitários e bancos públicos e recintos desportivos.
As obras deste projecto, afirmou o administrador municipal do Lobito, Amaro Ricardo, já em execução, são financiadas por uma linha de crédito do Brasil de 54 milhões de dólares e contemplam também canais de drenagem das valas do Lobito, de Benguela e da Baia Farta.

Leia Mais


Mbanza Congo Recupera a Imagem da Cidade

A cidade de Mbanza Congo, província do Zaire, está a apresentar um novo cenário. A avenida Comandante Dangereux e outras ruelas adjacentes que integram a zona urbana recebem, neste momento, um novo tapete asfáltico, uma acção muito aplaudida pelos habitantes locais, devido à melhoria da circulação rodoviária e à maior comodidade que representa para os peões.
A renovação das ruas da cidade de Mbanza Congo tem atraído satisfatoriamente a atenção da população, que vê assim concretizado um sonho adiado durante anos a fio.
Gabriel José Tambo, 27 anos, residente em Mbanza Congo há dez, afirmou ao Jornal de Angola que as estradas esburacadas e terraplanadas atormentavam o estado emocional dos habitantes.
Por isso, a intervenção que está a ser levada a cabo é por ele elogiada, ao mesmo tempo que reconhece ser fruto dos esforços que o governo imprime no sentido de melhorar os serviços e as condições de vida das populações. “Um ganho que resulta dos dez anos de paz”, acrescentou Gabriel Tambo.
Para ele, a recuperação da imagem da cidade vai influenciar a presença de potenciais investidores nacionais e estrangeiros com interesse em relançar o adormecido sector empresarial na região.
“Estamos satisfeitos com o governo, porque a circulação de viaturas e de peões vai dar outra dinâmica à cidade, na fase conclusiva da empreitada (asfaltagem). Já não duvidamos que estamos a dar passos seguros para o desenvolvimento sustentável que aspiramos. A nova imagem que a cidade está a ganhar dignifica-nos e faz-nos sentir orgulhosos”, garantiu

Leia Mais


Jovens de Elite Com Feira de Emprego para Angola

São cada vez mais os angolanos que decidem regressar a casa. A crise financeira que se abateu no países mais ricos, que está a atirar a taxa de desemprego na Europa e nos Estados Unidos para valores recorde, está a contribuir para este regresso da diáspora. Mas esta é apenas metade da história. O crescimento rápido da economia nacional também está a abrir as portas do país a milhares de angolanos que há muito procuram por uma janela de oportunidade para voltarem a viver e a trabalhar em Angola. Essa vontade ficou bem patente no último fórum de recrutamento da Elite Angolan Careers, realizado, em Março, em Lisboa, patrocinado pela Chevron e pela Odebrecht.

Feira de lisboa: Foi o décimo evento da Elite — quarta vez em Portugal — e o maior de sempre

No espaço de três dias foram 575 os candidatos que compareceram no Hotel Sheraton, um complexo hoteleiro de cinco estrelas localizado numa das principais artérias da capital portuguesa, para se candidatarem às ofertas de trabalho das mais importantes empresas a operar em Angola (30 firmas e 125 delegados). De acordo com a organização, “a quarta edição do fórum foi o maior evento realizado pela Elite Angolan Careers, em Lisboa.” Ao todo, foram realizadas 1355 entrevistas, das quais 879 foram pré-agendadas e mais 476 acabaram por ser realizadas durante o evento. “Na sequência do êxito de eventos passados — como os decorridos na Cidade do Cabo e em Luanda — este ano, em Lisboa, fomos novamente bem-sucedidos no nosso esforço de recrutar os melhores talentos angolanos,” revelou à EXAME Yuri da Silva, director de recrutamento da Chevron em Angola, que durante o evento concretizou 20 ofertas de emprego. Tânia Mandavela, responsável da área de recrutamento da FMC Technologies, também salientou a forte adesão dos candidatos: “É a terceira vez que a FMC participa neste evento e noto que este ano há muito mais candidatos do que no ano passado”, referiu.

Três dias que podem mudar uma vida

Durante três dias, o Sheraton foi tomado por uma onda de jovens angolanos ambiciosos. Pelos cantos do hotel era visível a agitação entre os candidatos. Os nervos estavam à flor da pele, sobretudo na zona de entrevistas onde muitos acabavam por ser recrutados na hora, terminando o dia como parte integrante da equipa de engenheiros da Total, da Cummins ou da Unitel, ou como bancários do Millennium Angola ou do Standard Bank. Para muitos, maioritariamente recém-licenciados com nenhuma ou com reduzida experiência profissional, o evento foi um verdadeiro bilhete para o sucesso. “Tive quatro entrevistas e estou na fase final de um processo de recrutamento que correu muito bem”, revela José Gunza que, tal como a maioria dos presentes no evento, nasceu em Angola, mas estudou em universidades portuguesas. Todavia, havia excepções. Miguel Vieira, director-geral da Elite Internacional Careers para África e América Latina, refere que a decisão da organização em realizar o evento em Lisboa prendeu-se não só por “o maior número de candidatos angolanos fora de Angola estar em Portugal”, mas também porque, “mesmo aqueles candidatos que estão fora de Portugal, mas a viver na Europa, de uma forma directa ou indirecta, têm sempre uma base em Portugal que os pode apoiar durante este fim-de-semana, não precisando assim de gastar dinheiro com a estada num hotel”. Daí haver muitos jovens angolanos a circularem pela feira com licenciaturas e mestrados tirados em faculdades do Reino Unido, França e outros países europeus.

No plano da formação profissional, a maior parte dos participantes eram licenciados em engenharias do ramo das ciências naturais, não fosse Angola um dos principais produtores e exportadores de petróleo e de outras matérias-primas. Segundo os dados da Elite, mais de um quarto dos participantes detinha uma licenciatura nestas áreas. A completar o pódio das habilitações dos candidatos estavam as áreas relacionadas com as tecnologias de informação, a gestão e o marketing. Todavia, Edna Santos, responsável da Baker Hughes, a terceira maior empresa mundial de serviços petrolíferos, referiu à EXAME que “nas mais de 20 entrevistas que realizei tive contacto com uma boa amostra de candidatos com boas qualificações para a área administrativa. Infelizmente o mesmo não ocorreu com os candidatos para áreas mais técnicas”. Edna destaca como ponto negativo “a pouca experiência dos candidatos”.

Leia Mais


As Elevadas Barreiras Comerciais Entre os Países Vizinhos de África

Um estudo lançado, em Abril, pelo Banco Mundial, intitulado “De-Fragmenting África”, prova que o continente perde anualmente milhões de dólares devido às elevadas barreiras comerciais entre os países vizinhos. Segundo os dados do organismo, o comércio inter-regional em África ronda apenas os 10% dos produtos importados. Na América Latina esse valor é de 15%, entre os países asiáticos atinge os 20% e na União Europeia chega aos 60%.

RIO CONGO: O bilhete 
de travessia nos dois sentidos do rio custa entre 40% e 80% do salário médio dos cidadãos de Kinshasa

Os especialistas concluem que os países africanos sentem mais dificuldade em negociar entre si do que com o resto do mundo, um facto que os impede trocar bens e serviços em condições mais vantajosas e os coloca numa situação de dependência face ao exterior. A título de exemplo, o Banco Mundial prevê que, este ano, a crise europeia seja responsável por uma quebra de 1,3 pontos percentuais na média do PIB do continente. “África não está a aproveitar o potencial do comércio inter-regional, apesar das vantagens evidentes ao nível da redução de custos, da diversificação da economia e da redução da pobreza”, escreve a economista nigeriana Obiageli Ezekwesili, vice-presidente do Banco Mundial para África.

Desta vez, o Banco Mundial resolveu acompanhar a publicação do relatório com a produção de um vídeo sobre o tema (consulte no site da instituição). Um dos casos abordados é o das zungueiras que negoceiam na fronteira entre a República Democrática do Congo (RDC) e os países vizinhos dos Grandes Lagos. As vendedoras queixam-se de ser alvo de abusos frequentes dos funcionários alfandegários. Os crimes incluem pedidos de “gasosa”, ameaças violentas e até assédio sexual. “Eu compro os ovos no Ruanda onde são mais baratos. Assim que atravesso a fronteira para o Congo eu tenho de dar um ovo a cada funcionário que encontro pelo caminho. Algumas vezes chego a ter de oferecer mais de 30 ovos”, conta uma dessas mulheres empreendedoras.
Outro exemplo esclarecedor é o da cadeia sul-africana de supermercados Shoprite (também presente em Angola). Os responsáveis contam que só na Zâmbia a empresa é forçada a despender 20 mil dólares por mês em licenças de importação de produtos básicos como carne, leite e vegetais. Um problema paralelo é o da burocracia. “Em média, cada camião da Shoprite que atravessa a fronteira da África do Sul tem de vir munido de 1600 documentos para não ter problemas nas alfândegas. Uma vez, um dos nossos fornecedores teve de esperar três anos pela permissão para exportar carne seca para a Zâmbia”, lamentam.

Leia Mais


Fotografias das Maravilhas da Huila




Veja Mais Fotos