O Abandono das Salas de Cinema em Luanda

Há quase duas décadas que grande parte das salas de cinema da cidade de Luanda deixou de funcionar. Muitas estão votadas ao abandono total e em estado de grande degradação. As que ainda resistem ao tempo acolhem actividades culturais, políticas e religiosas.
Uma aparelhagem de som foi montada à entrada do cine Kilumba, em Viana, para dar suporte a um grupo de jovens sentados em cadeiras de plástico, que procedia à venda de bilhetes para um acto cultural, previsto para aquele fim-de-semana no local.
As paredes do cine denunciam a necessidade urgente de reabilitação. O bar também deixou de funcionar há alguns anos, albergando familiares de dois antigos funcionários de uma sociedade ligada à área do cinema, que moram no local desde 2002, com a finalidade de garantirem a segurança.
A maioria das cadeiras de ferro resistem ao tempo, mas algumas estão partidas e abandonadas à volta do quintal. O tecto está perfurado e permite a entrada de raios de sol e da água das chuvas.
Com uma arquitectura antiga, possui uma cobertura que se limita apenas ao espaço da assistência enquanto o palco se situa ao ar livre. As fissuras são visíveis e vários fios eléctricos foram instalados de forma desordenado ao longo das paredes da sala.
O capim tomou conta do quintal e invadiu o antigo jardim e o velho passeio, que criou pequenos buracos. O lixo, deixado pelos utentes do espaço, permanece no local por falta de limpeza assídua.
“As pessoas que alugam a sala do cinema têm a responsabilidade de fazer a limpeza, antes de realizar a sua actividade”, explica Brito Ambriz, responsável pela segurança do cine Kilumba.
Os postos de iluminação há muito que deixaram de ter lâmpadas e os suportes estão enfarpelados de teias de aranha. Nas árvores, observam-se pássaros que cantam minuto a minuto, dando mostras de se sentirem tranquilos no seu habitat.
Brito Ambriz confirmou que o cine Kilumba deixou de exibir filmes com regularidade em 1992 e, nos últimos anos, tem albergado espectáculos de músicos nacionais, sobretudo kuduristas. “Os realizadores angolanos têm exibido filmes neste local, mas têm contado com uma presença diminuta de vianenses”, explica.

Cine Cazenga

A rua de acesso ao cinema recebeu algum trabalho de terraplanagem. O Cine Cazenga começa a ter nova aparência graças à mão de uma Associação Juvenil dos Naturais do Tala Hady. A sala tem um tecto novo e as paredes estão a receber outra pintura.
“As obras seguem a bom ritmo, mas ainda há muito trabalho por fazer”, disse Hélder António, acrescentado que quando chegaram ao cinema as instalações estavam submersas pela água das chuvas.
“Não se podia entrar por causa da lagoa que é provocada pelas chuvas”, disse Hélder António, membro da Associação, que existe há sete anos e tomou conta do espaço, por ser o único local de lazer no município do Cazenga.
A organização está a reabilitar o cinema com o dinheiro das quotas dos membros, que estão preocupados com a ocupação da juventude.
A sala principal tem recebido actividades culturais, como teatro, espectáculos musicais e de dança. No entanto, vários grupos culturais também aproveitam o local para fazer os seus ensaios.
As obras vão prosseguir, nos próximos 15 dias, nas outras áreas do cine Cazenga, no restaurante e nas casas de banho.
A organização prevê dificuldades no momento de adquirir as cadeiras e outros equipamentos de suporte para exibição de filmes. “Esperamos contar com o apoio da Administração do Cazenga para a compra de alguns meios”, adiantou, esperançado. É ali que funciona a sede da Associação, da Comissão de Moradores e do Clube Desportivo.

O velho Ngola

A entrada principal está gradeada. O reclame “Ngola Cine” ainda resiste à ferrugem e degradação das infra-estruturas. Papelão recortado cobre os espaços de bilheteira, mas uma abertura permite-nos ver uma mochila e outros haveres do pessoal que guarda o espaço. Mesmo com muita tralha, a segurança aproveita a sombra daquele espaço para descansar.

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Em Caimbambo Feira de Produtos Agrícolas e da Galinha

Uma feira da galinha e de venda de diversos produtos agrícolas, decorre desde sexta-feira, no município de Caimbambo, 116 quilómetros a sul da cidade de Benguela, numa promoção da administração municipal.
A feira visa valorizar principalmente a criação da espécie e a produção dos camponeses, que se circunscreve no programa de combate à pobreza.
Com efeito, a comissão municipal organizadora da feira da galinha, desdobrou-se desde segunda-feira última, em equipas de trabalho, para garantir as condições de exposição dos produtos dos feirantes, da sede do município, comunas da Canhamela, Catengue, Cayave e Wiyangombe que afluem o local, erguido no bairro Catuyo.

Os feirantes, entrevistados pela Angop, acolheram com satisfação a iniciativa, ao afirmarem que é uma oportunidade para comercialização dos derivados do campo, como a galinha, caprinos, bovinos, ovos, mandioca, batata-doce, rena, cereais, leguminosas e fuba.
Os citrinos, nomeadamente a laranja e o limão e tangerina, figuram da diversidade dos produtos agrícolas que estão expostos a preços acessíveis.
A Angop apurou, ainda que o município do Balombo, vai fazer-se representar nesta feira com produtos diversos, como feijão e bata rena, principais culturas agrícolas daquela região.

Mais de catorze de viaturas, foram colocadas a disposição pela administração municipal de Caimbambo, para apoiar os feirantes das comunas, de modo a viabilizar o escoamento de produtos para o recinto da feira.

A cerimónia inaugural, foi presidida pelo administrador municipal local Jacinto Tomé Amaro, com presença dos membros do executivo e convidados.

Angop


Fotos de Leila Lopes Miss Universo 2011

Leila Luliana da Costa Vieira Lopes nasceu a 26 de Fevereiro de 1986, na Província de Benguela em Angola.
Estudo Gestão de Negócios na University Campus Suffolk, em Ipswich-UK.

Em São Paulo,Brasil, a 12 de Setembro de 2011 foi eleita Miss Universo 2011.

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A Vitória do Cuito Cuanavale

A efeméride marca a derrota imposta pelas exForças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), conjuntamente com internacionalistas de Cuba, contra militares do antigo regime do apartheid sul-africano, que, na altura, invadiam Angola a partir desta região sudeste do país.

A derrota, em 1988, das então forças militares sul-africanas obrigou o regime do apartheid a promover conversações quadripartidas, que levou à assinatura do acordo de Nova Iorque (EUA) e, consequentemente, a independência da Namíbia e a democratização da África do Sul, com o fim do regime do Apartheid.

A intervenção sul-africana em Angola teve início no período colonial português, com o objectivo de ajudar os colonialistas na luta contra os grupos de guerrilheiros que na altura existiam. A principal base da África do Sul, na altura, estava localizada na região do Cuito Cuanavale.

Após a independência, estas forças voltaram a invadir o país, posicionando as suas tropas até ao sul do Ebo, província do Kwanza Sul, de onde sofreram uma derrota e tiveram de se retirar.

Após este recuo, instalaram-se na Namíbia e daí realizavam incursões no território angolano, sempre com o pretexto de que combatiam os militantes da Swapo e do ANC.

Durante quase mais de uma década, o regime sul-africano tinha como objectivo manter um território no sul de Angola, onde operariam livremente contra o exército angolano.

Ainda durante este tempo, o exército angolano realizou várias operações ao sul do território, com o objectivo de destruir as bases da Unita, e nela foram empregues quatro brigadas (16, 21, 45, 59), que avançaram até às margens do rio Lomba.

A ofensiva das FAPLA estava a ser coroada com grandes êxitos até os sul-africanos introduzirem directamente forças como a brigada 61 motorizada, batalhão búfalo e outras que conseguiram, na altura, parar a ofensiva do Governo angolano.

Animados com este resultado, resolveram realizar outra operação denominada “Hooper”, cujo objectivo era destroçar as brigadas das FAPLA e tomar o Cuito Cuanavale.

As forças governamentais decidiram então abrir duas frentes, sendo uma no Kuando Kubango e outra no Cunene, com o objectivo de realizar uma ofensiva em direcção à fronteira namibiana.

Após grandes combates de artilharia, tanques e bombardeamentos aéreos, que duraram oito horas, as FAPLA conseguiram derrotar as tropas sul-africanas, obrigando-as a se retirar. Nesta batalha, segundo fontes militares, foi quebrado o mito da invencibilidade do exército racista da África do Sul e alterou, “de uma vez por todas”, a correlação de forças na região austral do continente.

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Taag Aumenta Frota Com Mais 3 Boeing 777-300ER

A companhia aérea de bandeira angolana Taag assinou, terça-feira, em Luanda, quatro acordos com a norte-americana Boeing para a compra de três aviões, avaliados em mais de 600 milhões de dólares, de acordo com a agência noticiosa angolana Angop.

Os acordos, assinados pelo ministro dos Transportes de Angola, Augusto da Silva Tomás e pelo director de vendas da Boeing em Angola, João Miguel, estipulam a entrega do primeiro aparelho Boeing 777-300ER em finais de 2014 ou Março de 2015, o segundo em Setembro do mesmo ano e o último em 2016.

Na ocasião, João Miguel disse que “a Taag pediu-nos para acelerar a entrega de um dos aviões a fim de que a companhia possa competir no mercado europeu em que se vai lançar”, referiu o gestor.

O presidente da companhia aérea angolana, Pimentel Araújo, informou que a compra dos novos aviões vai permitir a abertura de novas rotas ainda por definir e a substituição dos aparelhos mais antigos da companhia nomeadamente os Boeings 747.

(macauhub)