Ocupação de Casas num Bairro Periférico de Luanda

Desde Janeiro do ano em curso que alguns populares provenientes maioritariamente dos bairros Hoji-Ya-Henda, município do Cazenga, Kikolo e da Chapa, município do Cacuaco, começaram a ocupar ilegalmente as residências da zona habitacional do Panguila, actualmente adjudicada à administração da província do Bengo, apurou O PAÍS.
Sábado, 18, testemunhámos a entrada de parte destes novos inquilinos nas casas cor-de-rosa, que configuram o que é conhecido naquelas paragens como Sector 10.
Trata-se de mais de 30 casas que agora se encontram na posse de clandestinos, quando terão sido construídas pelo Governo para albergar moradores que, por força de circunstâncias normalmente decorrentes do plano de requalificação da cidade capital, vissem as suas habitações demolidas. Foi o caso do pessoal dos bairros NGuayã e dos Ossos, município do Sambizanga, hoje estacionado no Sector um do Panguila, e cujas casas da zona de origem tiveram de dar lugar a uma estrada que liga a referida municipalidade com a do Cazenga.
De acordo com um dos moradores do referido sector, onde as casas ora se apresentam amarelas, ora cinzentas, a cor do cimento das paredes sem reboque, trata-se da segunda vez que o Panguila regista ocupações anárquicas de pessoas voluntárias.

“Em Dezembro de 2011, um grupo de cinco ou sete indivíduos ocuparam apenas quatro casas mas, após uma semana, foram retirados pelos homens do Governo da Província do Bengo, a quem agora diz respeito a nossa condição como residentes e titulares de apartamentos”, explicou o morador, questionando-se se, desta vez, os dirigentes de Caxito terão punhos para retirar mais 30 famílias daquelas que eles também consideram como casas sociais.
Na verdade, cada uma das 33 casas contabilizadas pela equipa deste jornal alberga mais de cinco elementos, pelo que o Governo da Província do Bengo tem em mãos um confronto directo com perto de 200 cidadãos.
Apesar do sentimento de cumplicidade estampado na expressão dos rostos da maioria dos populares que forçaram a vizinhança com outros provenientes de Luanda e que já vivem há mais de cinco anos no Panguila, os invasores nem por isso voltaram as costas à imprensa, dispondo-se a falar sobre a sua situação.

“Nós sabemos que a nova administração da província de Luanda passou a região do Panguila para o Bengo, o que significa claramente que estas casas já não serviram a quem o (GPL) queira mandar para aqui, então, fruto de uma pesquisa que fomos fazer em Caxito e no Dande, o povo está bem e não tem ambições de viver no Sector 10, daí que decidimos sair da capital para vir residir no Bengo”, desabafou um dos novos inquilinos, acrescentando que outros terão ouvido falar sobre a proeza cometida por ele e pelos seus quatro companheiros e seguiram o exemplo. Leia Mais


Volta a Angola de Moto

O projecto continua na forja: realizar uma viagem de volta a Angola de moto para saudar os dez anos de Paz que os angolanos desfrutam depois de décadas de conflito armado. A máquina está a ser preparada aos poucos, contudo existem outras necessidades que os fundos próprios têm dificuldades em cobrir. Se Deus quiser, conseguimos concretizar este sonho adiado ao longo dos anos e que agora se torna possível com a reparação das estradas inter-provinciais e o surgimento de uma indústria de turismo que proporciona serviços de nivel aceitável para os viajantes.
Retomamos um programa gradual de preparação a partir de Benguela. Primeiro com uma ida ao Lubango e duas viagens a Luanda, que serviram de teste importante, porque o espírito de aventura não se deve sobrepôr ao reconhecimento do grau de dificuldade e aos perigos que sempre estão presentes.
Num dos regressos de Luanda, num lapso de distração aliado ao cansaço sofremos um acidente de certa forma grave, que felizmente não teve consequêmcias maiores. Acontece que para um “motard” nunca se põe a questão de cair ou não de mota, resta apenas saber quando isso vai acontecer.
Por isso há que olhar em frente se não surgirem danos irreparáveis no homem e na máquina. A seguir demos uma “esticada” ao município do Cubal numa viagem facilitada pelo excelente tapete asfáltico que em Catengue, 100 quilómetros depois de Benguela, bifurca em dois ramais: um para o Lubango e outro para o Huambo. Foi esse que tomamámos para fazermos a entrada para a cidade do Cubal pela nova ponte de betão com traços modernos, que pôs fim a um arreliador desvio pela picada do Chimbasse, que tinha o seu ponto crítico numa placa metálica sem resguardos laterais para atravessar o rio.
Nas nossas viagens de fim-de-semana escolhemos finalmente como destino o Huambo e a vila do Bailundo. Os treinos têm como objectivo desenferrujar os ossos, melhorar os reflexos e perder uns quilos, se possível. O programa inclui o treino físico e com ele vem a habituação, ou o casamento com a moto.
Desta vez experimentámos dois dias extraordinários. Foram praticamente mil quilómetros percorridos. Procuramos assim ganhar a forma desejável e, ao mesmo tempo, descobrir recantos interessantes, que podem ser visitados pelos amantes das viagens e do turismo interno. Encontrámos muita gente a viajar pelo simples prazer de visitar locais de que antes só ouviam falar. É conhecer Angola por dentro, como nos disse uma senhora que viajava com o marido para o Cuito, de onde saiu em condições muito complicadas durante a guerra. Encontrámo-nos num restaurante com excelentes condições no Alto Hama.                          

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Nasce a Unidade de Polícia Montada em Angola

Manter a ordem e a tranquilidade pública é uma missão que se pode desempenhar com arte. Neste processo surge a cavalaria da Unidade de Polícia Montada. É um serviço de elite dentro da Polícia Nacional que se distingue dos demais órgãos da corporação, por fazer uso de cavalos.
A equipa de reportagem do Jornal de Angola foi ao Comando da Polícia Montada, localizado no distrito do Kilamba Kiaxi, Palanca. No interior da unidade os efectivos estavam na parada. Para alguns membros da Unidade de Cavalaria e Canina era um dia especial, porque iam ser promovidos ou graduados.
O comandante da unidade, o subcomissário Caly Mendonça, explicou à nossa reportagem como funciona o “binómio” agente-cavalo ou agente-cão.
Em Angola, há muito que a cavalaria passou a fazer parte das acções das forças da ordem. No caso da Unidade de Polícia Montada, órgão do Comando Provincial de Luanda, o objectivo da sua criação foi o patrulhamento das áreas suburbanas e urbanas, policiamento em actos políticos, culturais e locais históricos. Além das escoltas presidenciais e os patrulhamentos fronteiriços.

Trabalho combinado

As operações da unidade de cavalaria são feitas de forma combinada e sem uso de armamento. O comandante da Unidade de Policia Montada, Caly Mendonça, diz que existem técnicas que permitem aos agentes em serviço saber a posição a tomar num determinado momento.
“Nós não falamos. Fazemos sinais e com isto os efectivos tomam as suas posições de contenção”, explicou o subcomissário Caly Mendonça.
Diariamente, a Polícia de Cavalaria sai à rua em acções de proximidade ou de reforço às esquadras: “nós saímos quando há ordens do Comando Provincial de Luanda para missões de apoio que visam manter a ordem”.
Caly Mendonça realça que a unidade de cavalaria tem a vertente de formação para homens e animais. Dentro da cavalaria existem duas acções: o “moço”, que é a manutenção da ordem pública, e o “remoço” que é a reposição da ordem pública.
“O moço é a actividade que a polícia de cavalaria desenvolve em patrulhamento e manutenção da ordem pública, patrulhamentos diários de proximidade com os cidadãos. E o remoço é quando há desordem a cavalaria aparece para repor a ordem”, frisou.

Gostar de animais

Para fazer parte da Unidade de Polícia Montada, o agente deve gostar de animais para permitir a sua rápida socialização com o cavalo. A parte deste factor, considerado primordial, deve ainda ter idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos, boa capacidade física e um nível académico considerável.
O subcomissário Caly Mendonça esclarece que a exigência de níveis académicos elevados, deve-se ao facto da responsabilidade que a corporação tem: “nós para além de cumprirmos missões no país, temos sido convidados para o exterior e isto obriga que estejamos preparados técnica e academicamente”.

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6 Milhões de Barris de Petróleo Vendidos por Angola a Taiwan

A refinaria de petróleo de Taiwan CPC Corp adquiriu na passada semana 6 milhões de barris de petróleo em rama de Angola, uma decisão que poderá estar relacionada com as sanções impostas ao Irão, de acordo com a agência financeira Reuters.

No ano passado, Taiwan importou cerca de 30 mil barris por dia de petróleo iraniano, o equivalente a 1 milhão de barris por mês.

O acordo assinado na quinta-feira envolveu a aquisição de 3 milhões de barris de petróleo angolano Nemba, 2 milhões de barris de Cabinda e 1 milhão e barris Palanca a serem entregues em Maio próximo.

De acordo com informações divulgadas em Londres, a estatal angolana Sonangol vendeu 2 milhões de barris de Nemba e 1 milhão de barris de Palanca, a empresa chinesa Unipec, subidiária da Sinopec, vendeu 1 milhão de barris Nemba e 1 milhão de Cabinda e a norte-americana Conoco vendeu 1 milhão de barris de Cabinda.

(angolahub)


Uma Viagem Fotográfica por Angola


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