“Tanta Asneira Para Dizer Luanda é Bonita”

A peça “Tanta Asneira Para Dizer Luanda é Bonita”, encenada por Miguel Hurts, e que já foi vista por mais de 1.500 espectadores, em seis dias de apresentação em Dezembro, regressa hoje, às 20h30, ao palco no Cine Teatro Nacional, em Luanda.
Com um elenco de actores constituído por Orlando Sérgio, Raul do Rosário, Hélio Taveira, Edusa Chindecasse, Naed Branco e Yuri Sousa, a peça é uma comédia, com a duração de uma hora, que apresenta várias peripécias caricatas vividas por citadinos de Luanda.
Miguel Hurst referiu que ela pretende mostrar determinados comportamentos humanos através de personagens tipo, girando em torno dos paradoxos de algumas pessoas que vivem na capital angolana.
A convivência entre o bem e o mal é notória em Luanda, “cidade onde os pequenos e grandes crimes são frequentes em várias artérias de uma urbe que se torna violenta diariamente”. A comédia é o julgamento dos habitantes de Luanda, no qual os delinquentes são os juízes e advogados de acusação, enquanto as vítimas são os réus.
O director de produção do espectáculo, Orlando Sérgio, explicou que o objectivo é oferecer um teatro profissional e de qualidade, com uma estética mais cuidada e actores com currículos relevantes, com capacidade para interpretarem uma linguagem contemporânea. O objectivo do grupo é realizar duas a três representações anuais, de modo a pressionar os responsáveis pela produção de festivais a integrarem o teatro de baixo orçamento nas suas agendas. Além disso, pretende mostrar ao Ministério da Cultura e aos agentes culturais, o quadro que se pretende delinear para o teatro em Angola. “É necessário discutirmos urgentemente as leis que regulam o teatro e o sindicato de actores, de maneira a termos uma actividade mais organizada e coesa”, justificou.
Escrita por Nuno Milagre, o espectáculo é produzido pelo projecto Mukange e tem como assistentes de produção Adérito e Zezas. Participam ainda no espectáculo os artistas Keita Mayanda, Leonardo Wawuti e Nástio, responsáveis pela música da peça, Ulienge Almeida, que responde pelo som, Kalitoso, pela luz e desenho, Edson Chagas, pela fotografia, e Adelino Fernandes, pelo figurino. Representada por actores angolanos de cinema e teatro, a peça volta a ser exibida amanhã e sábado, na mesma sala, com sessões às 19h00 e 21h00. Os bilhetes são vendidos no local do espectáculo a dois mil kwanzas. As próximas exibições são no Huambo, Benguela, Huíla e Cabinda.

Jornal de Angola/Roque Silva

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