A economia de Angola registou um crescimento de 3,4% em 2011 devido às políticas prudentes que foram adoptadas pelo governo, informou o Fundo Monetário Internacional numa análise ao programa de empréstimo a Angola.
O Fundo deverá analisar em finais de Março a libertação da última fatia (130 milhões de dólares) do empréstimo de 1,4 mil milhões de dólares concedido a Angola em 2009 na sequência do abaixamento do preço do petróleo em consequência da crise financeira e económica internacional.
Mauro Mecagni, chefe da missão do FMI que se deslocou a Luanda, disse que as finanças de Angola foram ajudadas pelo aumento do preço do petróleo e pelo facto de o governo angolano ter conseguido conter o défice primário não-petrolífero em cerca de 44% do PIB não-petrolífero.
“As perspectivas macro-económicas para 2012 são genericamente favoráveis com o início da exploração de novos poços o que fará aumentar a produção para 1,8 milhões de barris por dia”, disse Mecagni no comunicado divulgado.
O FMI informou ainda que a maior parte de um montante de 32 mil milhões de dólares que faltam nas contas do Estado entre 2007 e 2010 poderá ser explicada por “operações quase-fiscais” efectuadas pela estatal Sonangol.
Na passada semana, o governo de Angola determinou que a Sonangol irá deixar de funcionar como agente financeiro do Estado, com a excepção temporária do pagamento do subsídio aos combustíveis e do serviço da dívida.
(angolahub)