Cidade do Lubango – Fotos

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Repatriamento de Refugiados Angolanos

Agências das Nações Unidas lançaram, terça-feira (12), um apelo conjunto para a captação de US$ 21 milhões de dólares destinados a apoiar o regresso de milhares de refugiados angolanos ao seu país, noticia a rádio ONU.
Com a iniciativa, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, e a Organização Internacional para Migrações, OIM, esperam que mais 34 mil pessoas retornem a Angola, ainda este ano, e outros 26 mil em 2012.
Segundo a OIM, o maior número de retornados será proveniente da República Democrática do Congo (RD Congo). O país alberga actualmente mais de 111 mil refugiados angolanos.

Cerca de 10 anos após a guerra civil em Angola, e apesar de uma operação de repatriamento voluntário de larga escala ter encerrado em 2007, 146 mil refugiados angolanos continuam no Botsuana, República do Congo, na Namíbia e na Zâmbia.
Grande parte dos refugiados na RD Congo e na Zâmbia continuam a viver nos campos e a depender de assistência humanitária para sobreviver.
As agências alertam ainda que, no fim de 2011, os refugiados angolanos nos países de acolhimento deixarão de ter o estatuto, e caso queiram permanecer, deverão fazê-lo como migrantes.

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Cidade do Namibe-Fotos

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Está Concluida a 1ª Fase da Cidade Kilamba Kiaxi

Fotos Angop

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O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, inaugurou, ontem, a Cidade do Kilamba, a cerca de 20 quilómetros do actual centro de Luanda.
Numa primeira fase foram disponibilizados 115 edifícios, com 3.180 apartamentos, 48 lojas e dez quilómetros de estrada.

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A nova Cidade do Kilamba, cujo projecto global contempla 710 edifícios, 24 creches, nove escolas primárias e oito escolas secundárias, e 50 quilómetros de estradas, constitui um elo de transição para a nova urbe de Luanda, que se vai situar junto à margem do rio Kwanza.
Kilamba, com infra-estrutura e equipamentos sociais modernos, vem dar resposta, para já, a dois propósitos fundamentais do Executivo angolano – fazer face à carência habitacional e programar o crescimento urbano do país –, mas há ainda outro objectivo, apenas

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revelado ontem,

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que é o de colocar Luanda entre as maiores e mais belas cidades do mundo. “Não escondemos a nossa ambição de inserir Luanda no conjunto das maiores e mais belas cidades do mundo”, disse o Chefe de Estado, ao discursar numa cerimónia que juntou altos responsáveis do Gabinete da Presidência da República, deputados, membros do Executivo, representantes do poder local, diplomatas e entidades eclesiásticas.

José Eduardo dos Santos, que após discursar recebeu as chaves da cidade das mãos do presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Manuel Vicente,

considerou a inauguração da cidade do Kilamba o primeiro passo do Executivo para responder ao direito dos angolanos à “habitação com um mínimo de dignidade e de conforto”.
“É o maior projecto habitacional jamais construído em Angola e constitui, à escala global, um profundo exemplo da política social levada a cabo no país para resolver o défice habitacional”, disse.
José Eduardo dos Santos lembrou terem sido projectadas perto de uma dúzia de “centralidades ou cidades satélites de diversos tamanhos pelo então Gabinete de Reconstrução Nacional para serem construídas faseadamente nas 18 províncias do país”.


Dos cerca de 12 projectos, disse, quatro já estão em execução nas províncias de Luanda, Bengo, Cabinda e Lunda-Norte. Na capital Luanda, o projecto tem conclusão prevista para Outubro de 2012, e, até lá, o empreiteiro deve entregar mais 595 edifícios, que correspondem a 16.822 apartamentos e 198 lojas.
A inauguração da cidade do Kilamba serviu para juntar empreendedores privados, de vários ramos de actividade, num encontro que pretendeu apresentar os projectos de novas centralidades, idênticas à do Kilamba, nas províncias do Zaire, Malange, Kuando-Kubango, Namibe, Huíla, Benguela e Lunda-Sul.
José Eduardo dos Santos sublinhou que a apresentação dos projectos teve o objectivo de convidar empreendedores a participarem no processo que vem introduzir um conceito diferente de cidade, não com um, mas com vários centros.
“A criação da Cidade do Kilamba inscreve-se, pois, na forma moderna de se pensarem as cidades e enquadra-se nos esforços do Executivo para fazer face ao constante crescimento da capital do país, cujas infra-estruturas não estão preparadas para suportar a população de mais de cinco milhões que tem hoje”, referiu.

Divisão administrativa de Luanda vai ser revista

O Presidente José Eduardo dos Santos anunciou a revisão da divisão administrativa de Luanda e Bengo e, com ela, o surgimento de novas centralidades urbanas na região. Trata-se, como disse, de um esforço que se insere no processo de desconcentração em curso, visando a descentralização político-administrativa.
“Essa descentralização vai permitir aliviar a pressão sobre o centro antigo de Luanda, melhorar a participação do cidadão na gestão da coisa pública, dar resposta às necessidades crescentes de habitação e proporcionar melhor qualidade de vida aos seus habitantes”, defendeu.
José Eduardo dos Santos sublinhou que os futuros habitantes da cidade do Kilamba, além de um lugar digno para morar, vão dispor de “diversos serviços administrativos e comerciais, escolas, centros de saúde e áreas de lazer, num espaço saudável e com segurança organizada”.


Apelo ao civismo e à boa conduta

O Presidente aproveitou a ocasião para fazer um apelo ao civismo, boa conduta e à colaboração, de modo a garantir a conservação e limpeza da nova cidade.
“Que todo este esforço do Estado seja correspondido pela nossa população, que deve adoptar um comportamento adequado a este tipo de habitação e colaborar para se assegurarem a conservação e a limpeza dos seus equipamentos e infra-estruturas”.

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José Eduardo dos Santos expressou o desejo de ver um “convívio social harmonioso” entre todos os habitantes e observado o respeito pelos direitos dos vizinhos “para se evitarem incompreensões e desentendimentos provocados pela poluição sonora, a ocupação indevida de espaços alheios ou outras acções inconvenientes”. Em rigor, disse o Presidente, o que se pretende é ensaiar um modelo de gestão urbana “funcional, simples, racional, transparente e cumpridor das suas atribuições, capaz de encontrar as melhores soluções para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”.
“Os quadros que integrarem a futura administração da cidade têm de possuir as competências técnicas necessárias para o bom desempenho das suas funções e também sensibilidade para perceber quais as prioridades e as decisões mais acertadas, susceptíveis de contribuir para o aumento da eficiência e eficácia da gestão urbana e da qualidade e produtividade dos serviços urbanos”, alertou, referindo que se o modelo for eficaz pode ser adoptado para outros centros urbanos.
Após assistir a um vídeo sobre o projecto da Cidade do Kilamba, o Presidente visitou a sede da administração da cidade, alguns serviços, como o Guiché Único do Imóvel (GUI), e comprovou a qualidade de acabamentos dos fogos habitacionais, percorrendo os compartimentos de um dos apartamentos.
De acordo com conceito de cidade perspectivado pelo Executivo, foram projectadas várias centralidades, entre as quais as do Lobito, Lubango e Namibe, cada uma com mais de cinco mil fogos habitacionais, para mais de 30 mil habitantes.
Também existem projectos para novas centralidades em Malange e Menongue, cada uma com mais de dez mil fogos habitacionais para mais de 60 mil habitantes.
A nova centralidade da Barra do Dande vai ter mais de cinco mil fogos habitacionais, onde se prevê venham a morar mais de 30 mil habitantes.
Kumuênho da Rosa/Jornal de Angola


Madya Kandimba

Com a gravação do clássico “Madya Kandimba”, em 1957, Garda inicia o processo de uma entrega romântica e desinteressada à música, enquanto cantora, compositora e instrumentista, transformando-se num símbolo representativo de resistência cultural, no feminino, nos primórdios da formação da Música Popular Angolana.
Garda, com apenas 7 anos, assistia, contrariada pelos progenitores, às tertúlias em casa e escondia-se sob a mesa para ouvir a conversa dos adultos e a música interprtada pelo pai, um homem que tocava bandola, instrumento de cordas, estruturalmente próximo do banjo.

Filha de Horácio de Oliveira e de Ana Andrade de Oliveira, Ildegarda de Oliveira nasceu, em Luanda, no dia 20 de Fevereiro de 1931, numa altura em que eram vivos os cantares da tradição luandense e emergiam, nos musseques, os grupos emblemáticos da massemba, também designada rebita, recordações que Garda conserva na sua desmesurada memória, de forma apaixonada e nostálgica.
O ouvido apurado e a total paixão pela música, levaram-na ao auto-didactismo, chegando a tirar, directamente da viola, as notas dos temas da cantora Ângela Maria e os clássicos do samba canção, discos que ouvia numa altura em que o baião brasileiro estava na moda, nos bailes de Luanda dos anos 50.
Mais velha de um conjunto de sete irmãos, Garda frequentou o quarto ano dos liceus e queria ser advogada para defender os mais fracos, contudo a música foi muito mais forte e, aos 18 anos, compõe o tema, “Meu violão”, a sua primeira canção: Meu violão adorado/ sempre lembrado/serás para mim o meu encanto/e nas horas vagas/ quando sozinha/ és tu que me acarinhas/Lá…lá…lá…lá…./Lá…lá…lá…lá…./ Chora, chora comigo/meu violão/ que eu estou chorando…
Garda diz ter escrito esta canção em situação de desolação e tristeza, pelas adversidades da vida, numa altura em que era obrigada a cuidar dos irmãos, sem tempo para se dedicar aos estudos.

Garda e seu conjunto

Inequivocamente possuída pela música, a cantora funda, em 1956, o grupo “Garda e seu conjunto”, com Horácio Júnior (viola), Alberto de Oliveira (acordeão) e Fernando Perez do Amaral (voz, viola e maracas), uma formação que se tornou paradigmática, no início da sua carreira, constituída, maioritariamente, por membros da família, incluindo o pai que se juntava aos filhos, de forma sazonal, para os acompanhar, executando a bandola. Embora não falasse quimbundo, no interior da sua família, Garda esteve próxima de figuras da música angolana, como Liceu Vieira Dias, Nino Ndongo, amigo do seu pai, Rui Legot, Voto Neves, Eleutério Sanches, e Alba Clington, com quem cantou, em dueto, a canção “Bessangana”, interpretada em público numa das festas do empresário Manuel Vinhas, proprietário da fábrica Cuca.
O grupo “Garda e seu conjunto” granjeou enorme reputação e prestígio, a tal ponto que, além das apresentações em Luanda, no governo-geral e na messe dos oficiais, foi convidado a deslocar-se a Portugal, em 1957, onde a título privado fez uma actuação na Festa da Quinta do Perú, propriedade do empresário Manuel Espírito Santo, com direito a aparições na televisão e no Casino Estoril. Nessa altura, conhece o editor Valentim de Carvalho, que a convida a gravar, e fez uma apresentação em Cascais, no Clube da Parada.

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