Droga no Campo do Independente

Agentes da Polícia à paisana surpreenderam um grupo de cidadãos estrangeiros, na manhã da última sexta-feira, que tentavam comercializar droga entre os assistentes no “Campo do Independente” ao bairro Golf, enquanto decorria uma partida de futebol.
Segundo um morador da área, que disse ter presenciado o acto de captura de pelo menos um vendedor, a partida em referência opunha duas equipas integradas por cidadãos oriundos da Nigéria residentes no município.
“Nós vimos o rapaz que foi preso com um saco que continha um pó branco”, afirmou a testemunha que admitiu tratar-se de cocaína o que viu, dando de seguida mais detalhes sobre esta operação relâmpago da Polícia.

“Vimos quatro senhores a chegar nos seus carros e ficaram a observar como se fossem assistentes. Momentos depois gerou-se uma confusão e correram atrás de uns jovens, mas só apanharam um e os outros fugiram”, esclareceu a testemunha.
Segundo contou, os agentes ainda terão chamado a atenção dos moradores do bairro pela sua permissividade em relação à venda de drogas disse terem confirmado ser cocaína-, a céu aberto sem que fizessem uma denúncia à polícia local.

O grupo de trabalho, segundo adiantou, não partiu de nenhuma unidade do Golf, porque “um deles disse que tinha sido retirado da sua esquadra na Ingombota para cumprir esta missão aqui no Kilamba Kiaxi”, acrescentou.
Por aí, percebe-se que se trata de uma rede sob acompanhamento dos órgãos policiais vocacionados no combate ao tráfico de drogas entre os cidadãos da parte ocidental do continente africano integrado maioritariamente por países em pobreza extrema e buscam Angola como ponto de enriquecimento fácil.

Com sucessivas abordagens na media local, o domínio do pequeno comércio é segmento preferencial do seu investimento, fazendo em tão pouco tempo elevadas fortunas que são exportadas depois para os seus países de origem.
Há, entretanto, questionamentos que põem em causa a acumulação de riqueza em tão pouco tempo, quando estes supostos investidores não aportam capital, abastecem-se dos produtos de revenda nos mesmos pontos que a população, mas apresentam “uma facilidade de enriquecimento”.
Por aí deverá passar também a rede de tráfico de drogas, segundo alguns observadores que deve ser alvo de um cerco policial cerrado.

A proximidade da droga pesada como a cocaína aos bairros periféricos de Luanda, de onde se reporta um clima de alta instabilidade por causa da delinquência, pode tornar a situação muito mais perigosa nos próximos tempos.

Eugênio Mateus/Jornal O País

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