Um Fim de Semana no Sumbe

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Delta do Okavango ou Cubango-Vida Selvagem-Safari Fotográfico

O rio Cubango (ou Okavango), é um rio da África austral que faz a fronteira natural entre Angola e a Namíbia, país onde dá nome a uma das suas regiões.
Nasce nos planaltos do interior angolano e corre em direção a sudeste, atravessando a faixa de Caprivi (na Namíbia) para chegar ao maior delta interior do mundo, em Botswana, num pântano com grande interesse ecoturístico, onde se dispersa no deserto do Kalahari, próximo ao pântanos temporários de Makgadikgadi. O delta em si cobre uma superfície entre 15.000km² e 22.000 km² durante as cheias, encontra-se ao norte do país, na região de Ngamiland, com capital em Maun, a 942 m de altitude.
No delta do Cubango existe a única população de leões nadadores; estes se vêem forçados a entrar na água, que durante as enchentes chegam a cobrir o 70% de seu território, para caçar antílopes e impalas.
Veja agora esta
espectacular colecção de fotos.


No Cuangar Culturas são Devastadas por Elefantes

Manadas de elefantes devastaram, no fim-de-semana, no município do Cuangar, Kuando-Kubango, 91 lavras de culturas diversas, segundo um documento dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, distribuído na terça-feira à imprensa. A administração local já solicitou ajuda ao governo provincial, para minimizar as consequências deste facto junto da população.
Os ataques dos elefantes no município do Cuangar ocorreram nas localidades de Mangondo, Cambendo, Nkoke, Suingongu, Missessi e Candendele, afirma a nota da Protecção Civil. Perante esta situação, muitas pessoas estão a abandonar as suas zonas de cultivo, refugiando-se na sede do município e na Namíbia, em busca de segurança e de subsistência.
O município do Cuangar fica a 400 quilómetros da cidade de Menongue e tem uma população estimada em 43.428 habitantes, que se dedica fundamentalmente à pastorícia e à agricultura de subsistência.
Carlos Paulino/Jornal de Angola

Huambo-Reprovado Projecto de Serração

Foto : Santos Pedro

A direcção provincial do Huambo de Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente reprovou, na semana finda, depois de uma consulta pública, realizada na Casa Ecológica, o projecto de uma serração denominada Unidade, Estratégias e Negócios (UEN – Serração Huambo Tuamutunga), por o local não ser viável.
O local escolhido situa-se na zona industrial da Cuca, num perímetro de aproximadamente 19.700 metros quadrados, defronte à unidade fabril da Sofar Kanine, no bairro do Kalilongue, e foi reprovado por ser uma área de risco e não reunir as condições exigidas pela administração local e pela direcção do urbanismo.
Jornal de Angola
A empresa destina-se ao corte de troncos e transformação em madeira para construção.
O administrador do município sede do Huambo, José Marcelino, mostrou-se satisfeito com a qualidade do debate e disse que qualquer empreendimento que se faça merece a avaliação de todos, para se tomar as medidas certas para o bem de todos. José Marcelino frisou que a área escolhida não convém para a serração, nem para outro tipo de empreendimento.
“Temos árvores com 40 anos que podem ser destruídas num dia, temos de ter cuidado com este aspecto”, frisou.
Por seu turno, o director do Instituto de Desenvolvimento Florestal, Andrade Baú, disse que qualquer empresa que explorar deve fazer também o repovoamento.
“Se as empresas têm como matéria-prima as árvores para o abate devem fazer também o repovoamento”, aconselhou.
A chefe do departamento de Prevenção e Avaliação do Impacto Ambiental, Sónia do Nascimento, disse que a empresa vai ter que procurar outras áreas para exercer a sua actividade. O acto, promovido pelo Ministério do Ambiente, em colaboração com a Direcção Nacional de Prevenção e Avaliação do Impacto Ambiental, contou com a presença de estudantes universitários, administradores do Huambo, Caála, Catchiungo, direcção da Indústria, Energia e Águas e população em geral.
Mário Clemente/Jornal de Angola


Reabilitadas Valas de Apoio à Irrigação

Foto : Jesus Silva

Duas valas de irrigação, com 12 e 20 quilómetros de extensão, foram reabilitadas na povoação do Culango, no âmbito de um acordo de cooperação entre o governo Japonês e a Associação para o Apoio ao Desenvolvimento Comunitário (AADC), visando combater a escassez de chuvas naquela região agrícola, da zona norte do município do Lobito.
As novas infra-estruturas são indispensáveis à sobrevivência das comunidades e custaram 92 mil dólares, financiados pelo governo do Japão. Vão beneficiar quatro mil pessoas, contribuindo para o aumento da produção agrícola com a intensificação da utilização da terra e reduzir a fome e a pobreza.

Jornal de Angola

No acto de entrega do “Projecto de Reabilitação do Sistema de Irrigação do Culango”, Ayno Ioroi, consultora da Assistência Financeira de Projectos Comunitários da embaixada do Japão em Angola, disse que a infra-estrutura foi entregue dentro dos prazos estabelecidos e é uma forma do governo do Japão ajudar os camponeses.
As valas melhoram os sistemas de irrigação e permitem à população diversificar as culturas e melhorar a sua dieta alimentar.
Para a consultora da Assistência Financeira de Projectos Comunitários da embaixada do Japão, esta ajuda serve para colocar os agricultores numa situação de independência e dar os primeiros passos no que concerne à sua sustentabilidade, com o aumento da produção agrícola e dos rendimentos para ajudar as suas famílias.
O camponês Domingos Paulino Kalui, em nome dos beneficiários, salientou que a reabilitação do dique de captação de água para as valas dá a possibilidade de passar de uma situação de dependência para a autonomia económica e social, o que permite responder às necessidades alimentares da população, que aumentam as áreas de cultivo, em quantidade. O aumento da produção garante mais rendimentos provenientes das vendas.
“O sistema de irrigação vai melhorar as condições de vida e a integração social. A distribuição de água cria condições para um desenvolvimento sustentável a longo prazo e assegura a continuidade da assistência e manutenção da infra-estrutura reabilitada”, reconheceu Domingos Paulino Kalui.
As obras tiveram a duração de um ano e contaram com a participação da comunidade. O projecto responde aos objectivos da luta contra a pobreza e permite a redução da vulnerabilidade das populações do Culango porque vai mitigar as crises alimentares e melhorar as condições de vida.
O projecto visa a diminuição da insegurança alimentar a nível qualitativo e da diversidade de alimentos e permite uma melhor satisfação das necessidades familiares de base, saúde, educação e habitação.
“As nossas necessidades não terminam aqui, porque é necessário que a Administração Municipal do Lobito nos ajude a qualificar as valas que transportam as águas para os terrenos de cultivo, pois, com o aumento de volume de água ainda existem algumas roturas no percurso”, assegurou.
Agostinho Henrique, em nome da Associação para o Apoio ao Desenvolvimento Comunitário sublinhou que para a reabilitação das valas de irrigação do Culango, com base nos estudos iniciais, foi elaborado um plano de actividades e necessidades materiais, para solucionar um dos maiores problemas da população da localidade.

Jesus Silva/Jornal de Angola