Lubango

Fotos de Teresa Sousa-Picasa


Recantos e Paisagens de Benguela

Fotos de Teresa de Sousa-Picasa



Sumbe

Fotos de Teresa Sousa-Picasa


Uma Ponte


Tem 880 metros de comprimento divididos em 16 vãos de 50 metros e 2 vãos de 40 metros. A superstrutura é mista com vigas metálicas e o tabuleiro em betão. A maior das pontes construídas e em uso em Angola tem duas faixas de rodagem com 4.5 metros largura cada.
Os seus pilares estão assentes em estacas de 1.2 metros de diâmetro e com profundidade de 30 metros.


É por esta ponte que passa a maior fatia no número de camiões sulafricanos e namibianos que se vêm a circular por Luanda, com as suas cargas. É também na área envolvente da ponte onde se pode assistir a um dos mais multicolores desfiles de pássaros no sul de Angola. E é também, ainda, sobre esta ponte, que se pode recuperar alguns dos momentos mais trágicos da guerra em Angola. Apenas lembranças, agora, felizmente. Para a sua execução, como em quase todas as obras desta natureza, nesta Angola que apenas conhece oito anos de paz, foi necessário lidar com as dificuldades conhecidas: minas de guerra, inundações durante a estação chuvosa e falta de mão-de-obra qualificada, ou seja, as empresas, algumas, com responsabilidade social, fazem elas próprias a formação de uma parte dos seus efectivos, ainda que recrutados nas proximidades de uma obra em execução e para aquela empreitada específica. O próprio material de construção não é coisa que se adquira com facilidade – Xangongo está muito longe dos grandes centros, um “contra” a mais, se se pensar que mesmo em Luanda o material de construção é ainda uma dor de cabeça, ainda que pelo preço apenas.

O INEA (Instituto Nacional de Estradas de Angola), dono da obra, teve a trabalhar para si a Aurecon, uma empresa com sede na África do Sul e que tem escritórios em 23 países. Olhando para o mundo confinando regiões, a Aurecon tem projectos em curso em 70 países em África, Ásia-Pacífico e Médio Oriente.

Jornal O País


USD 35 Milhões é o Valor do Novo Mega Cash


Inaugurado quinta-feira, 29, o Mega Cash Carry quer assumir-se como o maior centro comercial dedistribuição de produtos alimentares do país. Com cerca de 16 mil metros quadrados, o Mega Cash Carry, um edifício de dois andares, todo climatizado, com restaurante, pastelaria e padaria, vai oferecer aos seus clientes mais de três mil produtos diversos.

Orçado em USD 35 milhões (USD 25 milhões em infra-estruturas e USD 10 milhões em produtos), o centro comercial do bairro Palanca pretende focalizar o seu “core business” na área de perecíveis, dirigindo-se aos profissionais do canal de retalho alimentar,a hotelaria, restauração e cafés (HORECA), instituições e empresas.

De acordo com António Santos, director da empresa, uma sociedade anónima com capitais angolanos e portugueses, o investimento surge pelo facto de os administradores notarem um vazio neste segmento de negócio, o comércio.

“Vamos fazer aquilo que é mais dificil de fazer em Angola, isto é, trabalhar na área de perecíveis, produtos frescos. Queremos ser regulares ou fieis com os nossos produtos e clientes”, explicou.

Segundo o responsável, outro motivo animador e que dá confiança aos administradores é o facto de o Mega possuir 25 marcas próprias em várias categorias, além de possuir também um serviço de venda assistida, composta por jovens dinâmicos que vão garantir a entrega dos produtos Mega encomendados ao domicílio ou empresa, num prazo máximo de 48 horas.

Segundo o responsável, até 2020, a empresa pretende criar uma cadeia de lojas Cash Carry em todo o território nacional.

Dando início ao seu projecto de expansão, o grupo Mega espera inaugurar em 2011 mais duas lojas, uma em Benguela e outra na capital de Luanda.

“Queremos ser a referência da distribuição alimentar grossista em Angola, porque achamos que é um sector em franca expansão”, afirmou.

Por outro lado, acrescentou que um dos aspectos mais críticos na área da distribuição em Angola é a regularidade. É difícil encontrar os produtos habituais de marca com alguma regularidade nos estabelecimentos comerciais.

“Queremos ser pontuais na entrega dos nossos produtos ao domicílio ou às empresas, para tal temos 14 camiões climatizados. Queremos ser competitivos, realizando semanalmente campanhas promocionais”, frisou.

António Santos acrescentou que a prioridade dos produtos a serem comercializados no maior centro comercial de Angola (a placa de vendas tem 4.600 metros quadrados) serão nacional, desde que internamente os agricultores tenham capacidade de fornecimento.

“Andamos um pouco pelas maiores quintas agrícolas nas províncias limitrófes de Luanda para negociarmos o fornecimento de produtos com qualiade. Por exemplo, na área de bebidas predomina a nacional”.

Luís Faria/Jornal O País