Novas Fábricas na Huíla

A província da Huíla vai contar com novas
indústrias para para garantir o desenvolvimento
sócio-económico
Fotografia: Jornal de Angola


Jornal de Angola A província da Huíla vai contar nos próximos três anos com a implementação de 27 novas unidades fabris nos diversos ramos de actividade no âmbito do programa de relançamento do sector da indústria.
A informação foi avançada quarta-feira pela directora provincial da Indústria, Geologia e Minas na Huíla, Paula Joaquim, para quem o sector vai conhecer dias melhores com as novas unidades.


“Até ao momento, 27 projectos para a implementação de novas unidades fabris já deram entrada no direcção provincial da Indústria, que aguarda pelo aval positivo do Ministério”, esclareceu.
Dos projectos, realce para as fábricas de colchões de molas, arcas frigoríficas, transformação de hortoflorícolas, moageiras, arame farpado, malha sol, fertilizantes, cerâmicas, estruturas metálicas e outras.
Apontou ainda os pólos de desenvolvimento industrial dos municípios da Matala e de Cassinga, na Jamba, que vão proporcionar milhares de postos de emprego aos angolanos.
Paula Joaquim explicou que o projecto de relançamento do sector da indústria para o triénio 2009/2012 já foi aprovado pelo Governo central, o que falta é a implementação pelo Ministério de tutela.
Referiu que, actualmente, estão a trabalhar com um grupo de técnicos do Ministério para o início da primeira fase, que vai contemplar 20 projectos maioritariamente de iniciativa privada.
A directora da Indústria considerou de mais valia a entrada em funcionamento destas unidades fabris, uma vez que vai impulsionar o desenvolvimento socio-económico.
Para além de proporcionar milhares de postos de trabalho, estas unidades vão desincentivar a importação de determinados produtos e contribuir para a redução dos preços praticados, salientou.

 


Criação de Empregos ultrapassou Expectativas


AngoNoticias – A economia angolana criou, no ano passado, mais de 320 mil novos empregos, ultrapassando a meta anual prevista pelo Executivo. Os dados foram ontem anunciados pelo ministro de Estado da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, durante a conferência de imprensa de balanço dos 100 primeiros dias de governo.

Apesar da redução de 40 por cento nas receitas do país, fruto da queda dos preços do petróleo e da crise económica e financeira mundial, a economia angolana teve um crescimento de 2,7 por cento, em 2009. Num ano em que as economias africanas cresceram em média 1,9 por cento, o desempenho positivo da economia angolana foi impulsionado pelo sector não petrolífero, que aumentou em média 8,9 por cento.

A agricultura foi o que mais contribuiu, com um crescimento de 29 por cento, seguido da construção, com 23,8 por cento, e da energia, que teve um desempenho de 18, 3 por cento. O sector petrolífero, o principal exportador, teve um decréscimo de -5,4 por cento.

“A nossa economia está a seguir a trajectória que pretendemos e vamos prosseguir no sentido de aumentarmos o número de empregos”, disse o ministro Manuel Nunes Júnior, explicando que, desde 2006, as taxas de crescimento do produto não petrolífero são superiores às do produto petrolífero, o que vai garantindo uma sustentabilidade à economia do país.

“Para aumentar ainda mais a participação da agricultura no Produto Interno Bruto, o Estado está agora a construir canais de irrigação, através de investimentos públicos, e a reparar as estradas, que vão facilitar a escoamento dos produtos do campo para a cidade”.

Vão também ser concedidos créditos para investimentos na produção agrícola e na pecuária. No ano passado, foi aprovada uma linha de crédito especial para o sector agro-pecuário. O crédito já foi regulamentado e vai, brevemente, ser posto em benefício dos pequenos e médios agricultores, através de bancos comerciais.


Etnia Escondida de Angola

Angola Digital – Muhimba, mukubal,mutimba, mudimba, muhakaona, mutua, mudimba e muchivicua. Se pouco sabe dessas tribos, está no mesmo patamar da maior parte das pessoas que vivem em Angola, onde a etnia Herero, que engloba todos esses grupos, representa aproximadamente 1% da população.
Disposto a retratar o quotidiano de costumes chocantes para olhares preconceituosos, o publicitário e fotógrafo pernambucano Sérgio Guerra passou cerca de 60 dias viajando pela região Sul angolana e acampando junto a essas comunidades. O resultado está no belíssimo livro “Hereros – Angola” (Editora Maianga), lançado esta terça-feira na Livraria Cultura Villa Daslu, em São Paulo.

Acompanhado de equipa, Guerra conquistou a confiança dos grupos, que têm na criação de gado um dos pontos fundamentais de sua cultura.

“Eles têm muito interesse em manter suas tradições, querem ser conhecidos. Por isso nos deixaram chegar perto”, conta Sérgio. A viagem ainda rendeu um CD de áudio com gravações de campo que está encartado no livro e deve se transformar em uma série documental para a TV.

A julgar pelos registros de Guerra, a relação de confiança e respeito estabeleceu-se totalmente. Parto, luto, sacrifício de animais, circunscisões, extração de dentes, festas e ritos de passagem. A nação herera não escondeu do fotógrafo nenhum dos aspectos que fazem com que o homem contemporâneo os considerem primitivos.

Os depoimentos explicitam também as riquezas hereras, representadas pelo gado e a solidariedade. Eles não fazem uso do cuanza novo, a moeda angolana. Qualquer negociação que façam é por meio dos animais, utilizados também como herança e dote. É do leite que extraem o material que passam na pele para se limpar – tomar banho não faz parte dos costumes.

Mas, por mais exóticos que os hábitos sejam, a convivência mostrou que o principal aspecto desse povo é o afiado senso de solidariedade. “Eles dividem o que têm entre todos, das crianças aos mais velhos. É uma lição para nós, que estamos acostumados a valorizar o individualismo. E depois ainda dizem que eles é que são primitivos”, afirma o fotógrafo.

Este é o quinto livro que Guerra publica sobre o país africano. Há 12 anos que é responsável pela comunicação angolana e divide seu tempo entre Luanda e Salvador durante o ano.


Angola – Exportar Refrigerantes Para Países da CPLP

Angop – A Refriango, empresa de direito angolano, vai aumentar a produção de bebidas de 600 milhões de litros/ano para um bilião, até final de 2010, e passará a exportar os seus produtos para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), informou hoje (28) à Angop o coordenador de marketing da empresa, Eurico Feliciano.

Segundo o interlocutor, “Moçambique é um dos países que já manifestou interesse em importar produtos da Refriango e a empresa pretende expandir a marca e os seus produtos até mesmo na Europa, onde já é publicitada em Portugal, concretamente na liga portuguesa.

A empresa produz água purificada e tónica, refrigerantes, vinhos e sumos, com as marcas “Pura, Welwitschia, Blue, Tutti, Cuia, Red Cola, Flash, American Cola, Speed, Gaivota e Don Cacho.

Em Angola, a empresa tem clientes em todas as províncias que recebem os produtos por meio de 240 viaturas que fazem a distribuição.

No mercado angolano, os refrigerantes da Refriango chegam ao consumidor final a preços variados entre 50 a 150 Kwanzas (AKZ, moeda angolana), uma lata de 33 centilítros de refrigerante, enquanto o litro de sumo é comprado a 250 AKZ e meio de água purificada 150 AKZ

A Refriango é uma empresa de direito angolano com capitais misto (luso-angolano). Iniciou as suas actividades no mercado em 2004, e emprega dois mil trabalhadores, 95% nacionais e 5% expatriados.


Pepetela é Distinguido Com Título de Doutor “Honoris Causa” Pela Universidade do Algarve

Pepetela, um dos escritores mais lidos
da língua portuguesa, disse, na ocasião,
ser impossível separar a obra e vida de
um escritor da história e cultura do seu povo”.


África 21 – O escritor angolano Pepetela, pseudónimo de Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, foi distinguido, quarta-feira (28), pela Universidade do Algarve, no sul de Portugal, com o título de doutor “honoris causa”.

Pepetela, um dos escritores mais lidos da língua portuguesa, disse, na ocasião, ser impossível separar a obra e vida de um escritor da história e cultura do seu povo.

“Compreendo o gesto como vontade de homenagem que ultrapassa o próprio homenageado, mas também, e principalmente, visa uma literatura e uma nação, a angolana”, disse Pepetela, em discurso pronunciado durante o evento.

“Dedico-o também à minha mãe, que, como se verá de seguida, teve um papel decisivo no meu percurso, e à minha mulher, infelizmente ausente nesta ocasião, responsável por, pelo menos, metade daquilo que tenho produzido”, afirmou o escritor.

Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos é natural de Benguela, cidade do litoral sul de Angola, onde nasceu em 1941. Licenciado em Sociologia, Pepetela participou activamente do movimento de libertação de Angola, nas fileiras do MPLA.

O seu primeiro romance, Mayombe, retrata as vidas e os pensamentos de um grupo de guerrilheiros em Cabinda, durante a luta de libertação. Da sua bibliografia fazem parte títulos como Yaka, A Geração da Utopia, A Gloriosa Família, Lueji, Jaime Bunda, Predadores, O Quase Fim do Mundo e O Planalto e a Estepe.

Além de escritor, galardoado com diversos prémios internacionais, entre eles o Prémio Camões, Pepetela é docente da Faculdade de Arquitectura da Universidade Agostinho Neto, em Luanda.