
Angop - O "mítico" Estádio dos Coqueiros, em Luanda, será cenário para montagem de estratégias de selecções apuradas à Taça de África das Nações, a disputar em Angola entre 10 e 31 de Janeiro de 2010, e mostrará ao continente a nova face, resultante da remodelação feita em 2005.
Incluído no lote de quatro recintos para a preparação das equipas do CAN2010, além do Catetão, 22 de Junho e Cidadela, o antigo Estádio Municipal voltará à ribalta em provas internacionais, como campo de apoio, durante a prova e uma das selecções a treinar no "velhinho" remodelado poderão ser os Palancas Negras, caso "abram" mão da "catedral" Cidadela.
O último grande evento desportivo realizado nos Coqueiros foi a 12 de Agosto de 2005, por ocasião da cerimónia de abertura dos V Jogos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e desde então tem albergado partidas do Campeonato Nacional de Futebol da primeira divisão (Girabola) e das afrotaças.
Fundado em 1947, o "mítico" dos Coqueiros é o primeiro estádio de Angola, mas, curiosamente, é o mais novo, após longa e profunda remodelação, que custou aos cofres do Estado 18 milhões, 42 mil e 885 dólares norte-americanos. Em função disso, ao contrário dos outros de apoio, este deverá beneficiar de menor intervenção, por estar ainda em condições para prática do futebol.
Com uma estrutura nova, de "velhinho" o estádio só conserva a estrutura arquitectónica da fachada principal. À volta do Estádio há espaço para 26 lojas, com 64 metros quadrados para cada uma, 16 escritórios para as associações provinciais, num espaço de 34 metros quadrados, e uma zona administrativa de 222 metros quadrados. Estão também reservados 324 metros para restaurantes.
Tem uma capacidade para 12 mil espectadores sentados, dois elevadores de acesso à tribuna vip e cabines de imprensa. A irrigação do relvado é feita de forma automática. Há seis portas de acesso para os adeptos, duas para jogadores e uma vip.
No Girabola2009, o recinto foi utilizado pelas equipas do Santos FC, Benfica de Luanda, ASA e Kabuscorp do Palanca, sempre que estas formações jogassem na condição de visitadas.
O rejuvenescimento não se tratou de simples restauração, mas de uma estrutura completamente nova, embora coerente com o seu traço histórico. As bancadas metálicas foram substituídas pelas de betão, com assentos plásticos, e, de "velhinho", o estádio quase nada tem, excepto a parte frontal.
Com capacidade para oito mil espectadores, em face da colocação das cadeiras individuais resultante da remodelação e investimento governamental, o Estádio dos Coqueiros já foi palco para grandes equipas, nomeadamente América, Fluminense (Brasil), Académica de Coimbra, SL Benfica e FC Porto (Portugal).
Situado no perímetro da Cidade Alta, abaixo do Palácio Presidencial, o recinto é propriedade do município da Ingombota, sendo o seu futuro promissor em termos de novos serviços, dotado que está a ser de galeria de lojas e amplo restaurante, entre outros melhoramentos.
Com maior número de acessos e entradas, dá igualmente para a zona baixa de Luanda, estando a poucas centenas de metros da Marginal, do Largo do Atlético e do Museu das Forças Armadas Angolanas.
Dotado de pista de tartan de dimensões internacionais, o "velhinho" Coqueiros contribui, além do futebol, para o desenvolvimento do atletismo de alto rendimento na capital e dentro do mesmo complexo possui um clube de ténis.
1 comentários:
Caros amigos.
Falar do "campo dos Coqueiros", é recordar as cerca de duas décadas em que pratiquei atletismo, servindo sempre o glorioso Clube Atlético de Luanda, sob a batuta do que terá sido o desportista e homem exemplar em quem reconheci sempre inegáveis qualidades e que dava pelo nome de Demósthenes de Almeida.Lembro os meus camaradas de clube, casos do Zé Mingas, Barceló de Carvalho, Mário Torres, Ruy Clington, Helder Benge, Fernando Fortes "Kilombelombe", Job Francisco, Tavares Alves, César Augusto, Gastão Augusto, Victor Huo, Dário Ferreira, Hugo Vaz Pereira, João de Almeida Teixeira, Jacques Gomes, Manuel Soares daq Silva, Pedro Rezende, João Manuel Milagre, Henrique Anapaz, Luis Gonzaga, Daniel Necongo, Horácio Juventus, José Diungo, Abílio Pinto Alexandre, e tantos outros. Para os falecidos vão as minhas humildes homenagens e para os vivos os votos de que não deixem morrer o atletismo angolano. Um kandando do Henrique Mota.
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