Angola Dispõe de Recursos Para Relançar Agricultura e Industria


Angop – O presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), Paixão Franco, disse, esta quarta-feira, que as oportunidades nos sectores da agricultura e indústria podem ser transformadas em projectos exequíveis, porquanto o país dispõe de imensos recursos naturais.

Segundo o gestor, que falava durante a quarta sessão do “Jango de Desenvolvimento”, cuja abordagem centrou no “Desenvolvimento do Sector Privado Angolano”, relativamente à agricultura existe um clima propício ao desenvolvimento da actividade, vastas terras aráveis e recursos minerais, como o gesso e a argila, que permitem melhorar os solos, visando a obtenção de melhores resultados.

Quanto ao sector industrial, Paixão Franco disse que há inúmeras oportunidades neste segmento de actividade, porque, por um lado, o país importa quase tudo o que consome, por outro, tem matéria-prima (madeira, minerais, solos e outros) suficiente para sustentar o desenvolvimento da actividade industrial.

Apesar da imensidão dos recursos existente no país, o gestor do banco público reconheceu existir constrangimentos que entravam a actuação eficiente que se espera do sector privado, como a burocracia no funcionalismo público, a precariedade de algumas infra-estruturas, a descontinuidade no fornecimento de energia eléctrica e telecomunicações, embora reconheça-se haver já algumas melhorias.

Para o responsável, outras insuficiências que obstruem a actuação eficiente do sector privado tem a ver com a baixa base tecnológica, escassez de mão-de-obra especializada e a informalização da economia (empresas que não pagam impostos e não dispõem de
contabilidade organizada).

Noutra vertente da sua intervenção, Paixão Franco disse que o BDA, instituição que entrou em actividade em 2007, tem um programa de financiamento do sector produtivo nacional, no qual a escolha prioritária recai ao sector agro-pecuário, silvicultura, mecanização agrícola, industria dos materiais de construção civil, de modo a dar resposta aos desafios reconstrução do país e relançamento do ramo produtivo do país.

“Jango de Desenvolvimento” é um espaço de debate, criado pela representação do Programa das Nações Unidas em Angola, no qual responsáveis políticos, da sociedade civil e do sector empresarial debatem temas da actualidade ligados à economia, politica.


Diamante de 507 Quilates é Encontrado em Mina Histórica na África do Sul


Johannesburgo – Um grande diamante branco de 507 quilates foi descoberto há cinco dias na histórica mina de Cullinan, na África do Sul, mas a companhia Petra Diamonds divulgou a informação apenas ontem (29).

De acordo com a empresa, os estudos iniciais assinalam que a gema tem “cor e clareza excepcionais e com muitas possibilidades de ser um diamante de Tipo I”, ou seja, o mais puro possível. Outros detalhes do diamante, incluindo o grau de cor e clareza, serão divulgados quando as análises apropriadas da pedra forem finalizadas.

O diamante foi descoberto ao lado de outros três também brancos na mesma linha de produção, todos com cor e clareza similares. Dos outros três, o maior tem 168 quilates e os outros dois 58,5 e 53,3 quilates, respectivamente.

O CEO da empresa Petra Diamonds,Johan Dippenaar, exibe o diamante de 507 quilates e 100 gramas. Grau de pureza da gema é excepcional.

A gema de 507 quilates, com peso equivalente a cerca de 100 gramas, ainda não tem nome. Contudo, a empresa afirmou que ela está “entre os 20 maiores diamantes de grande qualidade encontrados no mundo”.

A mina de Cullinan ficou famosa por ser o local da extração do maior diamante do mundo, que tem 3.106 quilates.


Cabo Ledo-Praia Sangano

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Pensar Luanda …


José Octávio Van-Dúnem defendeu em Lisboa, durante a Experimenta Design, que o Estado angolano tem de abrir o debate sobre o futuro da cidade de Luanda à sociedade civil, sob pena de não conseguir solucionar os problemas que derivam da sobrelotação actual da mesma.

O excesso populacional da cidade de Luanda e a forma de ultrapassar as dificuldades que este excesso criou foram abordados num debate promovido pela Experimenta Design intitulado “Luanda: a anatomia da velocidade”, que decorreu em Lisboa, no passado dia 13, com intervenções do sociólogo José Octávio Van-Dúnem, do artista plástico Fernando Alvim e a directora do evento, Guta Moura Guedes.

O debate centrou-se num novo olhar sobre a Cidade de Luanda, cruzando o tema do tempo, da velocidade e da aceleração com os âmbitos da criação, da sociologia e do desenvolvimento urbano, algo que cria entropias no sistema, que urge resolver e que urge, sobretudo, saber como o fazer da forma mais adequada para quem vive e quer viver em Luanda e no seu centro.

Para José Octávio Van-Dúnem é preciso que a sociedade civil tenha um papel mais interventivo nessas mudanças, que acontecem a um ritmo quase frenético. “Temos todos os problemas gerados por uma cidade sobrelotada, que sofreu directamente com os fluxos migratórios de uma guerra. Temos um sistema de transportes completamente caótico. No entanto, dentro desse ambiente caótico encontramos regras de convivência organizadas, porque desenvolvemos outras formas de estar para ultrapassar esse caos”, disse.

Ainda segundo este sociólogo, do ponto de vista cultural há um renascimento despoletado por essas mudanças, não fazendo, por isso, sentido falar apenas numa cidade mas sim num conjunto de várias cidades; que convivem com um denominador comum, com formas de actuar diferentes até do ponto de vista do relacionamento. Um cenário disperso, que dificulta o entendimento e o próprio ordenamento do território, numa cidade em constante metamorfose.

“O Estado tem uma tarefa longa e árdua, pois é muito difícil criar um plano director que resolva todos estes problemas. Não há estrutura de Governo que consiga definir políticas públicas eficientes para dar resposta a um crescimento como o que se verificou em Luanda”. A solução, diz o sociólogo, passa por abrir a discussão e o debate sobre o futuro da cidade à sociedade civil. “A cidade chegou a um ponto em que precisa de uma discussão aberta para resolver os seus problemas”.

E isso ficou bem patente na questão do Mercado do Kinaxixe. “Há soluções que são tomadas que têm efeitos fortíssimos na vida do colectivo e que, consequentemente, deviam ser amplamente discutidas, deviam poder contar com a colaboração e o apoio de todos os interessados. Acha que o Kinaxixe vai ser um marco na nossa história para que outros Kinaxixes não venham abaixo tão cedo em Luanda”.

O problema, no entanto, “reside no facto de todas as discussões serem hoje em dia muito politizadas e da nossa sociedade civil não estar preparada para lidar abertamente com esse facto. Temos de ter a responsabilidade de criar um caminho que permita às futuras gerações viverem de uma forma mais harmoniosa nesta cidade”, explica o sociólogo. Opinião corroborada por Fernando Alvim, que alertou para o facto da evolução, em Luanda, depender obrigatoriamente de uma mudança substancial.

“Temos de colocar Luanda ao nível de outras grandes cidades do mundo e, para isso, é preciso alterar, mexer, construir. E as pessoas não podem ser resistentes à mudança, porque as cidades não podem ficar estáticas. Têm de intervir e colaborar nessa mudança necessária”, disse.

“‘Luanda é uma cidade para ser feita a várias mãos”

Na opinião dos intervenientes neste debate, o que se passa é que está tudo a acontecer ao mesmo tempo, a uma velocidade surpreendente, o que faz com que tudo o que está a ser feito não saia perfeito. “Somos ansiosos por natureza e essa ansiedade mata a criatividade”, justifica José Octávio Van-Dúnem, que considera que em Angola está muito presente a ideia de que as coisas só vão acontecer duma forma local se houver uma janela aberta para o global e para isso é preciso estar de mão dada com o outro.

“Eu acredito que Luanda vai encontrar o seu caminho justamente nessa perspectiva de parceria com o outro, porque Luanda é uma cidade que deve ser feita a várias mãos, que deve ser vista e concebida por vários olhos”.

Para este sociólogo, o maior desafio, no meio desta sucessão de acontecimentos, será repensar o futuro de Luanda de forma a evitar conflitos que já aconteceram noutras cidades mundiais, para que a capital angolana possa ser, tal como enfatizou Guta Moura Guedes, “o case study perfeito do século XXI no domínio do desenvolvimento urbano”.


Entrepostos Para Conservação de Produtos Foram Inaugurados em Viana e Cacuaco


Jornal de Angola-O ministro das Pescas, Salomão Xirimbimbi, inaugurou, na segunda-feira, no município de Viana, em Luanda, um entreposto com capacidade para 300 toneladas, que visa a conservação de produtos pesqueiros e agrícolas.
Salomão Xirimbimbi disse, à imprensa, que, com a inauguração deste empreendimento, o Ministério das Pesas pretende atingir, entre outros objectivos, o cumprimento do programa de reestruturação do sector.
“Temos um programa, cujo contrato foi aprovado o ano passado e que ainda não está em execução”, afirmou o ministro das Pescas.
Com este programa, frisou, foi possível localizar e realizar projectos nas províncias do Uíje, Huambo, Malanje, devendo ser estendido, nos próximos tempos, a outras regiões do país.
A criação deste entreposto, salientou, vai permitir que os produtos da pesca sejam comercializados através destes canais em condições higiénicas e sanitárias adequadas, de acordo com a legislação angolana.
O ministro garantiu que os entrepostos do país têm todas as condições e que os empresários do ramo, que pretenderem exportar, são submetidos a uma avaliação rigorosa.
O entreposto de Viana foi financiado pelo Governo, através de um crédito bancário. Os beneficiários angolanos devem fazer os reembolsos mediante condições previamente acordadas, no prazo máximo de dez anos.
O ministro Salomão Xirimbimbi inaugurou, no mesmo dia, no município de Cacuaco, no bairro dos Pescadores, um entreposto, com capacidade para 750 toneladas.
O empreendimento, que emprega oito trabalhadores, ocupa uma área de 570.924 metros quadrados e tem como objectivo socioeconómico, fabricar gelo, conservar pescado e produtos agrícolas.
O administrador municipal de Cacuaco, Carlos Alberto Cavuquila, disse que é um bem que se vem juntara outros que a zona tem e vai ajudar a resolver o problema de venda de produtos de pesca e da conservação de produtos agrícolas.
O presidente da cooperativa dos pescadores do Kilanda, Generoso António, reconheceu que ele e os companheiros têm a vida facilitada na compra do gelo que levam para o mar para a conservação do pescado.