Balombo-Iniciativa de Camponeses


Angop – O novo administrador municipal do Balombo (Benguela), António Saraiva, considerou hoje (sexta-feira) positiva a forma como os camponeses da região se preocupam em desenvolver a actividade agrícola.

O responsável, que falava à imprensa para anunciar os projectos da administração, disse que, durante as visitas que efectuou a diversas localidades do município, os camponeses solicitaram meios de trabalho para desbravar a terra, como enxadas, charruas, para incrementar a produção.

“Em todas as comunidades que visitei ninguém pediu ajuda alimentar, como em algumas localidades em que os camponeses, em vez de apostarem na produção, pedem ou esperam por doações ou lamenta por falta de alimentos, afirmou.

Para o responsável, é salutar quando os camponeses compreendem que o combate à fome e à pobreza passa pelo incremento da produção agrícola.

Para satisfazer as necessidades dos camponeses, de acordo com o administrador, é necessário que se incentive a concessão de micro-créditos e criação de associações e cooperativas agrícolas.

Nesta época do ano, os camponeses estão envolvidos em campanhas de colheita e preparam terrenos para o cultivo de batata rena, feijão e milho, próximo de rios.

Balombo é um dos nove municípios da província de Benguela, dista a 180 quilómetros da cidade e tem mais de 160 mil habitantes, maioritariamente, camponeses.

Cultivaram, principalmente, milho, feijão, batata rena e doce e se dedicam à criação de gado bovino, caprino e suíno.


Ndalatando-Governo Requalifica Edifícios


Jornal de Angola-As pinturas e arranjos das fissuras nos principais edifícios públicos e privados da cidade de Ndalatando, capital do Kwanza-Norte, enquadrados no Programa de Investimentos Públicos, estão a ser encaradas com satisfação pelos cidadãos da urbe.
Os trabalhos, orçados em 29 milhões de kwanzas, estão a ser executados pela empresa “Gosmar” e, de acordo com o director provincial do Gabinete de Estudos e Planificação, Gonçalo Ribeiro, vão durar três meses.
Até ao momento foram já contemplados os imóveis das ruas das Palmeiras, Tomás José Marques, delegação das Finanças e Tribunal Provincial. Estão em obras os da rua da Missão (mercado da cidade até a Catedral da Igreja Católica).
Fausta Cabuço, munícipe, louvou o projecto e disse que a imagem que a cidade está a ganhar vai fazer esquecer as marcas de guerra que ainda eram visíveis em alguns edifícios.
Quem também falou para a reportagem do Jornal de Angola foi Adão Boa, que considera que os arranjos estão a melhorar a imagem da cidade. “Com estas obras, juntando-se à edificação dos passeios, lancis e estradas, aos poucos se vai devolver a Ndalatando a sua verdadeira imagem”.
Estão também em curso trabalhos de requalificação do edifício onde funcionam as direcções da Juventude e Desportos, Comunicação Social, Justiça e Educação, bem como o dos serviços de Registos e Notariados, a cargo das empresas Nicácio Guimarães e Lup Limitada, com orçamentos avaliados em 81.650.000 e 17.216.00 kwanzas respectivamente.
Um outro motivo que orgulha os citadinos de Ndalatando é a recuperação dos jardins e espaços verdes da cidade. A urbe, que entre as décadas de 70 e 80 já foi considerada cidade Jardim de Angola, tem conhecido nos últimos tempos melhorias significativas a nível do seu aspecto físico e saneamento básico.
Os exemplos mais recentes são a requalificação dos largos Primeiro de Maio e do Ambiente, que, entre os meses de Abril e Maio de 2008, foram totalmente ampliados e requalificados com canteiros relvados, postos de iluminação pública do estilo rústico com um metro e meio de altura, bancos com estruturas de metal e assentos em madeira, para além de outras plantas diversas.


Revista “Chocolate” Chega às Bancas Portuguesas

Angop – Após dois anos de sucesso em Angola, a revista mensal “Chocolate”, destinada ao público feminino, chega às bancas portuguesas, já a partir de Agosto, editada pelo Grupo Medianova.

O evento de apresentação da revista em Portugal decorreu quarta-feira, em Lisboa, numa festa com as cores e os sons vibrantes
de Angola.

Presenciaram o acto, o presidente do Conselho de Administração do Grupo MediaNova, Álvaro Torre, e o director de programas da TV
ZIMBO, Guilherme Galiano, entre centenas de personalidades do universo da política, moda, televisão e música de Angola e de
Portugal.

Com uma tiragem inicial de 10 mil exemplares e uma equipa editorial repartida entre Luanda e Lisboa, sob a direcção de Sofia Costa e de Lara Pereira da Silva, respectivamente, a “Chocolate” tem uma edição única, distribuída nos dois países.

A revista destina-se, fundamentalmente, à mulher angolana residente em Portugal, mas também à mulher portuguesa, que se interessa pelo universo feminino angolano.

Para o Presidente do Conselho de Administração do Grupo MediaNova, Álvaro Torre, “o lançamento da Chocolate em Portugal
evidencia a solidez de um projecto e é a prova de como em Angola se fazem produções de índole cultural e social com elevado interesse.”

O Grupo MediaNova prepara-se para lançar brevemente em Angola mais três publicações – a revista Exame, a “newsmagazine” Saiba e o jornal semanal Semanário Económico.

Sob o mote «uma delícia de mulher», a “Chocolate” apresenta uma linha gráfica e uma produção editorial modernas e de elevada
qualidade, com destaque para as produções de moda com manequins em cenários etno-chic, que revelam toda a sensualidade e
sofisticação da mulher angolana.

Da Moda à Beleza, da Cultura à Sociedade, da Carreira e Negócios à Actualidade e Lazer, da Saúde e Bem-estar à Família, a Chocolate aborda temáticas actuais e de interesse ao longo das suas secções.

A “Chocolate”, fundada em Janeiro de 2007, é a primeira revista feminina em Angola e é dirigida à mulher empreendedora, corajosa e
independente, empenhada no progresso da sociedade angolana.

Em Maio de 2009, o proprietário da Chocolate, a editora Visão, lançou no mercado angolano duas novas publicações sob a mesma marca, mas dirigidas a públicos diferentes: a revista infantil MiniChocolate e a revista de culinária Pimenta e Chocolate.

O Grupo Medianova, editor da “Chocolate”, detém também um leque alargado de órgãos de comunicação social em Angola, entre os quais o semanário O País, a TV Zimbo e a Rádio Mais.

A revista “Chocolate” é vendida em Portugal ao preço de três euros.


Isenção de Direitos Para os Materiais de Construção Civil

A importação de alguns materiais de construção para habitações sociais fica isenta de direitos aduaneiros e de imposto de consumo. O Governo aprovou ontem o Decreto-Lei que dá benefícios na importação de mercadorias destinadas à construção de casas ou à prossecução da política habitacional complementar do Estado.
A decisão do Executivo surge como resposta às contribuições apresentadas pela sociedade civil durante a Conferência Nacional da Habitação, realizada em Abril último. Em Diário da República, o Governo vai publicar a lista de materiais a serem isentados de impostos e taxas, entre os quais estão lâmpadas de baixo consumo, caixilharia de alumínio, parafusos, fechaduras e artefactos de madeira.
O objectivo, de acordo com o ministro do Urbanismo e Habitação, José Ferreira, é que todo o sector privado intervenha no programa habitacional do Governo.
O decreto-lei define como sendo de superior interesse público, para efeitos de concessão de isenções aduaneiras, a construção de habitações sociais, isto é, a habitação de baixa ou média renda apoiada pelo Estado ou pelas pessoas colectivas de direito público e destinadas a criar melhores condições de vida às pessoas com menor capacidade aquisitiva.
Ontem, o Conselho de Ministros abordou a problemática habitacional, uma das prioridades de resolução do Governo, tendo em conta as crescentes necessidades populacionais. O Governo aprovou o Decreto sobre as normas regulamentares referentes à estrutura financeira, funcional e organizacional do Fundo de Fomento Habitacional.

“Nossa casa” no Presild

Os materiais de construção para o projecto de auto-construção podem ser adquiridos à baixo preço no PRESILD (Programa de Reestruturação do Sistema Logístico e de Distribuição).
O Governo aprovou o projecto “Nossa Casa” cujo objectivo é vender materiais de construção para os projectos de construção de habitações sociais. O kit “Minha Casa” do projecto “Nossa Casa” vai comercializar todos os materiais necessários para a construção de uma casa social.
O kit pode ser adquirido em qualquer uma das lojas do projecto “Nossa Casa”, rede de comercialização de materiais de construção a ser implementada pelo PRESILD, com o intuito de contribuir para a redução dos preços dos materiais de construção no mercado.
O ministro do Urbanismo e Habitação, José Ferreira, afirmou que o programa de construção de habitações sociais vai precisar em todo o país de cerca de 600 mil lotes de terreno para cerca de 700 mil casas de auto-construção dirigida.
A preocupação do Governo, de acordo com José Ferreira, é fazer com que a nível de cada província haja lotes disponíveis para a população, para que quem adquirir um kit saiba onde colocar a sua casa.


Apresentado em Luanda Projecto de Urbanização


Jornal de Angola-O projecto de urbanização “Morro da Cal” foi apresentado, ontem em Luanda, pela empresa de direito angolano Empul, Construção Limitada. Com uma urbanização que se estende por 462 hectares, integrada numa zona de baixo relevo, a escassos metros da lagoa do Panguila, propõe casas e edifícios de baixo, médio e alto rendimento, espaços comerciais e estacionamentos, creches e outros serviços.
O sócio-gerente do projecto, Joaquim Baião, afirmou, durante a apresentação, que este se baseia na necessidade circunstancial do momento que Angola vive e na política do Governo em construir um milhão de casas. O “Morro da Cal” é um projecto concebido para 350 mil pessoas, estando a primeira fase projectada para 60 mil pessoas.
O número de edifícios, moradias e a colocação dos serviços sociais, vão ser definidos pelas empresas e imobiliárias que adquirirem os espaços urbanizados.
O “Morro do Cal”, sublinhou Joaquim Baião, tem um impacto positivo de cariz qualitativo e inovador, baseado na gestão do Governo, em padrões urbanísticos elevados e na diversidade de edificações que vão integrar este projecto.
O responsável disse ser intenção, quer dos promotores, quer dos projectistas, introduzir neste plano urbanístico níveis de multiplicidade, distribuídos por construção do tipo vertical e horizontal, de forma a torná-lo auto sustentável.
O projecto, que começa pela infra-estruturação, comporta uma rede viária (eixos primários, arruamentos secundários e arruamentos terciários), dotada de estacionamentos, passeios e sinalização vertical e horizontal.
Sistema de captação, armazenamento, tratamento e abastecimento de água potável, bem como recolha e tratamento de águas residuais, rede de distribuição de energia eléctrica e iluminação pública, de distribuição de gás, drenagem de águas pluviais, são outras das infra-estruturas que o projecto prevê.
Duas soluções estão previstas em termos de fornecimento de águas às infra-estruturas: uma por furos nas proximidades da urbanização, e a outra através de fornecimento público e ainda uma Estação de Tratamento de Águas (ETA) provida de filtragem e desinfecção, que garantirá a potabilidade da água fornecida.
O projecto prevê ainda abastecimento de gás, a partir de reservatórios de propano com rede de distribuição própria. Numa primeira fase, o abastecimento abrange 60 mil habitantes, com 6.000 m3/dia, enquanto a segunda fase vai abranger 250 mil habitantes, através de 25 mil metros cúbicos por dia.
Quanto à distribuição de água, prevê-se um consumo médio diário de 12 metros cúbicos por dia, de 400 a 500 milímetros para 60 mil habitantes, na primeira fase, e 50 mil metros cúbicos por dia para 250 mil habitantes, tendo em consideração o consumo doméstico, industrial, comercial, rega, combate a incêndios afectados de um coeficiente de simultaneidade.
Presenciaram o acto de apresentação do projecto a 2ª vice-presidente da Assembleia Nacional, Joana Lina, a ministra-governadora da província de Luanda, Francisca do Espírito Santo, deputados e homens de negócios.