Luanda – Barcos de Pesca


Angop – Angola dispõe de 440 embarcações de pequena e grande dimensão, distribuídas nas principais províncias piscatórias do Zaire, Bengo, Cabinda, Luanda, Kwanza Sul, Benguela e Namibe, informou hoje (sexta-feira), na capital do país, o director do Instituto de Desenvolvimento da Pesca Artesanal e Aquicultura (IPA), Caholo Duarte.
Em entrevista à Angop, na qual participou também a directora do Fundo de Apoio à Indústria Pesqueira e da Agricultura (FADEPA), Verónica Naquela, o responsável esclareceu que das 440 embarcações, 190 são provenientes de Espanha, e 250 da China.
Quanto às embarcações espanholas, disse haver 160 de 7.40 metros, 20 de 13.80 m, e 10 de 12 metros de cumprimento, enquanto as chinesas, 100 são 9.60 metros e 150 são de 7.40 metros.
As referidas embarcações, munidas de material de alta tecnologia, disse, possuem equipamento electrónico de origem japonesa (GPS, sistema VHF, rádio), e equipamento auxiliar de pesca de fabrico Norueguês.
Por outro lado, Caholo Duarte informou que a opção de equipar os barcos com motores de patente americana Jonh Deere e de origem japonesa Yahama, aconteceu devido ao facto destas marcas possuírem representações em Angola que são asseguradas pela empresa Jembas.
Segundo sublinhou, o programa denominado “Renovação da Frota” é um projecto que tem como principal objectivo a substituição de barcos obsoletos, feitos de madeira e pau cavado, para embarcações de maior segurança, feitas a base de aço.
Segundo o director do IPA, a meta é, até 2010, substituir cerca de três mil embarcações das seis mil existentes na pesca artesanal marítima.
No final de 2010, disse, far-se-á uma avaliação dos resultados do programa, podendo continuar-se até 2012, com a substituição das restantes embarcações.
O director informou que para 2009 estavam previstas a chegada de mais mil embarcações, mas devido aos cortes surgidos nos Planos de Investimento Público, o número poderá ser reduzido.
Relativamente aos custos dos barcos, informou que as embarcações de 9.60 metros foram entregues às cooperativas num valor de 100 mil dólares cada, reembolsáveis num período de 10 anos, as de 7.40 estão avaliadas em USD 80 mil, enquanto as 7.40 metros em 87 mil euros (cerca de 118 mil dólares).
Por sua vez, a directora do Fundo de Apoio a Indústria Pesqueira e da Agricultura (FADEPA), Verónica Naquela, informou que existem ainda no país 26 embarcações semi-industriais e oito industriais, distribuídas pelas provinciais de Luanda (6 semi-industriais e 7 industriais), Namibe (11 semi-industriais e 1 industrial), Kwanza Sul (3 semi-industriais) e Benguela (6 semi-industriais).
O programa de renovação da frota de pesca, uma iniciativa do Governo de Angola, será executado num período de 10 anos, e terá uma média de entrega de 600 embarcações/ano. O programa é financiado pela República da China na ordem de USD 250 milhões, Polónia 27,5 milhões e Espanha 81 milhões de euros.

5 Responses to “Luanda – Barcos de Pesca”

  1. Anonymous diz:

    >Então portugal com optimos estaleiros e ficou de fora, o governo de Angola só se lembra de Portugal para fazerem campanhas para doenças e fome.
    O Governo Angolano já tem a má esperiencia com a china na construção civil e agora vai-lhes entregar a construção de uma frota pesqueira.
    E o burro sou eu!!!!!

    Sesimbra

  2. Anonymous diz:

    >Portugal ficou de fora porque TALVEZ não tenha tido a iniciativa ou agressividade comercial para se habilitar ao fornecimento. Por outro lado o fornecimento dos barcos é feito sob uma linha de credito para o efeito ou global. Era bom que portugal fizesse uma aproximação ao Min Pescas nesse sentido, e mais; Que negociasse um acordo de formação e de inclusão de mestres e marinheiros nas equipas de trabalho. Angola precisa de conhecedores da industria de pesca a falar a nossa língua, Os estaleiros portugueses são bons e podem fornecer bons equipamentos a bons preços porque os aplicados vindos da china ou da LUA são caríssimos e não sei se o Gov de Angola alguma vez os vai recuperar, pois não são oferta aos beneficiários, apesar de muitas vezes até parecer… . Mas teem que ter a iniciativa de apresentar as propostas. OU QUEREM QUE LHES PEÇAM POR FAVOR PARA APARECEREM COM PROPOSTAS?????

  3. Anonymous diz:

    >Portugal ficou de fora porque TALVEZ não tenha tido a iniciativa ou agressividade comercial para se habilitar ao fornecimento. Por outro lado o fornecimento dois barcos é feito sob uma linha de bredito para o efeito ou global. Era bom que portugal fizesse uma aproximação ao Min Pescas nesse sentido e mais; Que negociasse um acordo de formação e de inclusão de mestres e marinheiro nas equipas de trabalho. Angola precisa de conhecedores da industria de pesca a falar a nossa língua, Os estaleiros portugueses são bons e podem fornecer bons equipamentos. Mas teem que ter a iniciativa de apresentar as propostas.OU QUEREM QUE LHES PEÇAM POR FAVOR PARA APARECEREM COM PROPOSTAS?????

  4. Anonymous diz:

    >O programa de entrega de barcos para renovação da frota de pesca é louvável. É uma medida que está a resultar, mais timidamente nuns casos que noutros, dependendo da capacidade de gestão dos gerentes ou sócios gerentes das empresas. Era bom que este programa continuasse mas também seria bom que se avaliasse o desempenho dos beneficiário e das mais valias que conseguem introduzir no pescado. Isto é devem beneficiar quem salgue e seque e/ou congele. Então que apoiem novas instalações frigoríficos, com preferências aos industrias locais.

  5. SHEILA CARINA diz:

    ANGOLA ESTA NUMA ECONOMIA COMERCIAL PESQUEIRA BEM SUCEDIDA MAIS DEVERIAMOS TER MAIS EQUIPAMENTOS E METODOS DE PESCA.

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