Angola-Cuba


Luanda – Angola beneficiará anualmente, nos próximos cinco anos, de mais de 200 novas bolsas de estudo, oferecidas pelo governo de Cuba, no âmbito da cooperação existente entre os dois países, no domínio da educação.
Deste número oferecido anualmente, metade serão para a área das Ciências da Saúde.
O anúncio foi feito hoje, terça-feira, em Luanda, durante o primeiro encontro de trabalho do ministro cubano da Educação Superior, Juan Vela Váldés, com responsáveis da Secretaria de Estado para o Ensino Superior (SEES).
Juan Vela Váldés, que se encontra desde hoje em Luanda para uma visita de quatro dias, referiu que o encontro marca a avaliação do trabalho efectuado desde a assinatura em 2007, do protocolo de cooperação que visa o reforço da presença de docentes cubanos no país.
Segundo o governante, o acordo tem igualmente como objectivo o aumento do número de bolsas aos estudantes angolanos nos próximos cinco anos nas áreas da saúde, engenharia, pedagogia, ciências naturais e agro-pecuária.
“Também vamos atribuir bolsas a nível da pós graduação, mestrado e doutoramento”, frisou Juan Váldés, acrescentando que a implementação do projecto inicia em 2009, prevendo-se para Fevereiro o curso de Medicina e Setembro para as demais áreas
“Nós estamos a transmitir a nossa experiência a Angola para que possam ser abertas mais universidades. Cuba tem actualmente 65 universidades e atingirá em 2009 um milhão de estudantes graduados, numa população estimada em 12 milhões”, frisou.
Na ocasião, o secretário de Estado para o Ensino Superior, Adão Nascimento referiu que mais uma vez Cuba mostra ser um parceiro seguro para o fortalecimento da formação de quadros em Angola e das suas instituições de ensino.
Segundo o secretário, esta parceria vai permitir a substituição gradual da mão de obra estrangeira pela nacional, bem como assegurar a qualidade dos seus serviços.
“Pretendemos tirar o máximo de proveito da presença destes peritos, além da docência vamos traçar programas de trabalho investigativo junto das comunidades em que estão inseridos”, salientou.
O processo de selecção dos bolseiros será feito com a participação directa dos técnicos cubanos, de modo a corresponder as exigências de admissão ao ensino superior naquele país.
Actualmente estão no país, 195 professores cubanos que trabalham na Universidade Agostinho Neto (UAN) em diversas províncias.
O programa de trabalho de Juan Váldés contempla encontros com responsáveis da UAN, da Universidade Técnica, docentes e médicos cubanos, visitas às províncias de Benguela e Huambo e ao Pólo Industrial de Luanda.
Ao longo da sua estadia, o governante manterá igualmente encontros com o primeiro-ministro, Paulo Kassoma, o primeiro-secretário do MPLA em Luanda, Bento Bento e o secretário do BP do MPLA para as relações internacionais, Paulo Teixeira Jorge.

One Response to “Angola-Cuba”

  1. Anonymous diz:

    >O MPLA COMO MARCA

    O MPLA como Marca representa um poder permanente em função de mais do que a sua história e multiplicidade de histórias e perpetuações das suas tradições.
    Um dos factores qualitativos de recriação da sua força consiste na lealdade da corrente regeneradora dos seus aliados.
    Os seus atributos, qualidade e expectativas criadas e uma amálgama de resultados e sua funcionalidade reforçam uma narrativa que impulsiona a sua existência.
    Não há dúvida de que as crenças sagradas, criações, metas e seu prestígio, sua visão e missão, capacidade de inovação reforçam o seu posicionamento.
    A sua suposta notoriedade e fidelização em constante construção criando boas ligações emocionais melhorarão consideravelmente essa marca.
    Sendo assim será que a marca MPLA é um sistema propulsor e fonte de criação de valor?
    Será que a notoriedade do MPLA continua a ser evocada de forma espontânea?
    Para que a marca MPLA se perpetue será necessário que as atitudes das pessoas correspondam a avaliações globais favoráveis.
    Não há dúvida que a força da marca MPLA quase se confundirá a um culto descentralizado e de interacções e laços fortes e experiências partilhadas que criam várias identidades verbais e simbólicas.
    Para falar da antiguidade da Marca MPLA teremos que falar forçosamente do seu núcleo fundador de Conacry dos anos 60.
    A marca MPLA se perpetua pelo seu prestígio devido as associações intangíveis, pelo seu simbolismo popularizado incontornável e grandes compromissos com o passado.
    O MPLA como marca, alem de possuir narrativas de sobrevivência, inclui testemunhos que dão a história, significados mais profundos e grande carácter de emocionalidade.
    A história do nacionalismo e luta de libertação pelos actores de renome a partir da fundação do MPLA em Conacry pelos seis fundadores bem personalizados, como Viriato da Cruz, Mário Pinto de Andrade, Hugo José Azancot de Menezes, Lúcio Lara, Eduardo Macedo dos Santos e Matias Migueis perpetuarão essa marca de forma reflectida.
    Poderemos então afirmar que os fundadores de Conacry foram os agentes prioritários e fundamentais da verdadeira autenticidade da marca MPLA.
    A dinâmica da história e a construção de identidades pressupõem estados liminares, pelo afastamento constante de identidades anteriores.
    Desenvolver a cultura da marca MPLA exigirá um constante planeamento e estratégias que permitirão reunir e sentir esta marca global.
    Para terminar apelaria que nas verdadeiras reflexões que a lenda da marca não obscurecesse a lenda dos fundadores verdadeiros artífices.
    Escrito Por:
    AYRES GUERRA AZANCOT DE MENEZES

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