O Mistério do Triângulo das Bermudas

por Sílvio Anaz

Desde meados do século 19 uma área no Oceano Atlântico em forma de triângulo, com seus vértices na Flórida (EUA), em Porto Rico e na ilhas Bermudas, é considerada o local do misterioso desaparecimento de 50 navios e 20 aviões. As ocorrências naturais (ou sobrenaturais) atribuídas à região levaram os mais crentes a denominarem o lugar de “Triângulo do Diabo”.
Embarcações totalmente abandonadas, sem sinal dos corpos de seus ocupantes, e navios e aviões que sumiram sem deixar rastros são as principais evidências que sustentam as teorias sobrenaturais

sobre o que acontece por lá. Na verdade, características geofísicas da região e fatores climáticos são provavelmente as principais causas dos desaparecimentos. Além disso, há a possibilidade da corrente marítima, muito rápida e turbulenta, e falhas na correção da navegação levarem as embarcações a se perderem e envolverem-se em catástrofes.


A Água Viva

por Stephanie Watson – traduzido por HowStuffWorks Brasil
A água-viva é provavelmente uma das criaturas mais estranhas e misteriosas que você poderá encontrar. Com seu corpo gelatinoso e seus tentáculos bamboleantes, ela se parece mais com algo de um filme de terror do que com um animal de verdade. Mas se conseguir deixar a estranheza de lado, e o fato de que se você chegar muito perto de uma água-viva resultará em uma ardência terrível, irá descobrir que ela é muito fascinante. A água-viva existe há mais de 650 milhões de anos e é representada por milhares de espécies diferentes, sendo que novas espécies são descobertas a todo o momento.

Neste artigo, vamos aprender tudo sobre esses misteriosos animais e descobrir o que fazer se você cruzar com um urticante tentáculo de água-viva.

As águas-vivas são animais marinhos, que variam de tamanho, podendo medir de menos de 2,5 cm a cerca de 2m, com tentáculos chegando até a 30,5 m de comprimento. Embora muitas sejam planctônicas, ou seja, sua locomoção depende da mercê das correntes ou é tão limitada que não podem vencê-las, algumas água-vivas conseguem nadar lançando um jato de água.

A água-viva faz parte do filo dos Cnidários, (da palavra grega “urtiga que queima”) e da classe dos Cifozoários (da palavra grega “xícara ou taça”, referindo-se ao formato do corpo da água-viva). Todas as espécies dos cnidários têm uma boca no centro do corpo, e envolvida por tentáculos. Outros cnidários, parentes da água-viva incluem corais, anêmonas do mar e a caravela-portuguesa.

A água-viva é composta por cerca de 98% de água. Se ela encalhar na praia, praticamente irá desaparecer à medida que a água evaporar. A maioria é transparente e tem o formato de um sino. Seu corpo tem simetria radial, o que significa que os membros se estendem de um ponto central como os raios de uma roda. Se você cortar uma água-viva pela metade em qualquer ponto, sempre terá partes iguais. Ela tem um corpo muito simples: não possui ossos, cérebro nem coração. Para ver a luz, detectar odores e se orientar, a água-viva tem nervos sensoriais rudimentares na base de seus tentáculos.

O corpo da água-viva geralmente é composto de seis partes básicas:
  • a epiderme, que protege os órgãos internos;
  • a gastroderme, que é a camada interna;
  • a mesogléia, ou parte gelatinosa intermediária, entre a epiderme e a gastroderme;
  • a cavidade gastrovascular, que funciona como um conjunto do esôfago, estômago e intestino, tudo em um só;
  • um orifício que funciona como boca e ânus;
  • tentáculos que formam a extremidade do corpo.

Uma água-viva adulta é uma medusa, que recebeu este nome por causa de Medusa, a criatura mitológica com cobras no lugar do cabelo, que poderia transformar os seres humanos em pedra com um simples olhar. Depois que o macho libera seu esperma na água por seu orifício, o esperma nada até o orifício da fêmea e fertiliza os óvulos.

Várias dezenas de larvas de água-viva podem ser concebidas de uma só vez. Finalmente, elas flutuam nas correntes e procuram uma superfície sólida para se fixarem, como uma rocha. Ao se fixarem, elas se tornam pólipos, cilindros ocos com uma boca e tentáculos na parte superior. Posteriormente, os pólipos se desenvolvem em uma água-viva jovem, chamada éfira. Depois de algumas semanas, a água-viva se desprende e se desenvolve, tornando-se uma medusa adulta. Uma medusa vive cerca de três a seis
meses.

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Biologia e Formação dos Recifes de Coral

por Jennifer Horton

Se você já viu corais ramificados abrindo seus ramos como se fossem galhos de árvores, saberá por que cientistas achavam que os corais eram plantas. Mas essas criaturas minúsculas e frágeis são carnívoras, apesar de serem sésseis, ou presas a um ponto. Como seus parentes, a água-viva e a anêmona do mar no filo Cnidaria, cada coral individual, ou pólipo, possui células pontudas e cortantes chamadas de nematocistos que podem ser estendidos e usados para capturar presas – como zooplânctons ou peixes pequenos.

Embora os antigos cientistas tenham errado, é fácil entender o porquê. O coral quase podia ser considerado meia planta devido às algas zooxantelas que vivem dentro das paredes celulares de cada pólipo. O pólipo recebe das zooxantelas os subprodutos da fotossíntese e os transforma em proteínas, gorduras e carboidratos. Na verdade, o pólipo abriga as zooxantelas e fornece o carbono, os nitratos e os fosfatos que as algas precisam para a fotossíntese. Até 90% da energia produzida pela fotossíntese das zooxantelas são transferidos para o coral hospedeiro. Essa estrutura mutuamente vantajosa é chamada de simbiose.

Os pólipos de coral também utilizam a energia fornecida por suas algas simbióticas para produzir carbonato de cálcio, ou calcário. Eles secretam o calcário de sua base, criando um esqueleto protetor e uma cavidade chamada de taça. Os pólipos se escondem dentro da taça quando os predadores saem à sua procura.

Milhares de pólipos individuais se agrupam para formar esse único coral ramificado

Os pólipos raramente existem sozinhos. Geralmente, unem-se a outros pólipos para formar uma colônia maior que age como um único organismo. Embora os minúsculos pólipos individuais cresçam em média de 1 a 3 mm, as colônias podem pesar toneladas. Mesmo um único coral ramificado compreende milhares de pólipos individuais. Essas colônias podem se juntar, durante centenas ou milhares de anos, para formar um recife.

Os recifes crescem de duas maneiras. Uma é para complementar periodicamente sua base de calcário. Eles simplesmente secretam mais carbonato de cálcio embaixo e ao redor de sua taça, criando a estrutura do recife e fazendo-o crescer. Eles também crescem se reproduzindo. Os corais podem se reproduzir de forma assexuada, dividindo-se e produzindo clones idênticos, ou sexuada, através de óvulos ou espermatozóides.

De qualquer maneira, novos pólipos de coral se estabelecem no fundo do oceano até encontrarem uma base firme para se alojar, associando-se a uma colônia de corais pré-existente ou começando uma nova. Além de estarem presos pelas bases, os pólipos de coral se unem uns aos outros lateralmente por um tecido fino chamado de cenossarco. Os cenossarcos e os pólipos formam a parte viva visível do recife, enquanto a base de calcário forma a parte sem vida.

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