Pelo Terceiro Ano Consecutivo Diminui a Emigração de Portugueses Para Angola

Há menos portugueses a emigrarem para Angola, naquela que é uma tendência que se mantém há três anos consecutivos. Os dados são dos consulados da República de Angola em Lisboa e no Porto e foram divulgados esta terça-feira, 3 de dezembro, pelo Observatório da Emigração.

De acordo com os números agora conhecidos, foram 1.910 os portugueses que entraram em Angola em 2018. No ano anterior, registaram-se 2.962 entradas.

A tendência de descida tem vindo a verificar-se desde 2015, quando o número de emigrantes portugueses para Angola atingiu um máximo de 6.715 entradas. Desde então, registou-se uma descida de 42% em 2016, de 24% em 2017 e, mais recentemente, de 36% em 2018.

“Tudo indica que aos efeitos da retoma económica em Portugal se tenham somado os efeitos recessivos da crise dos preços do petróleo sobre o mercado de trabalho angolano da imigração, sentidos com mais intensidade a partir de 2016”, de acordo com as conclusões publicadas esta terça-feira.

ANGONOTÍCIAS

 


Quatro em Cada Dez Angolanos São Pobres

A Universidade Católica de Angola estima que a taxa de pobreza no país ronda os 42% (a ONU fala em 52%), enquanto a da pobreza extrema se situa nos 20%. São números emblemáticos para demonstrar (mais uma vez) a incompetência dos governos – todos do MPLA – que estão no Poder desde 1975, ou seja há 44 anos.

O Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola (UCAN) estima que quatro em cada dez angolanos são pobres. Tomemos, embora não seja novidade, nota desta bandeira do Governo: 4 em cada 10 cidadãos angolanos são pobres.

Segundo o director do CEIC, Alves da Rocha, os números sinalizam a “degradação constante do nível de vida dos angolanos”, motivada pela crise que o país vive desde finais de 2014 e que mostrou que em matéria de competência e seriedade governativa Angola está entregue à bicharada. Bicharada que comeu tudo e não deixou nada, que mandou a diversificação da economia para as calendas criando, dessa forma, 20 milhões de pobres.

“Em 2015 a capacidade de crescimento da economia foi apenas de 0,5%”, notou o economista, que apresentou, em Luanda, o Relatório Económico de Angola 2018, salientando que “a partir daí, Angola entrou em processo de desaceleração económica, o que significa que, em cada ano, se produzem menos bens e serviços”. Desaceleração essa que, contudo, permitiu que mais uns tantos ficassem ainda mais ricos.


Em Angola Conseguirão Alguma Vez as Nossas Crianças Ser Gente?

Pelo menos cinco mil crianças foram vítimas de violência em Angola, de Janeiro a Outubro de 2019, com Luanda a liderar os casos, disse hoje fonte oficial, manifestando preocupação com a existência de “menores envolvidas na prostituição”. As crianças são gente? Às vezes, vezes a mais, parece que não.

Os dados que existem não são só de crianças, são de mulheres envolvidas e que no meio dessas senhoras há crianças, há menores. As menores envolvidas na prostituição existem e a situação é preocupante”, afirmou hoje à Lusa o director geral do Instituto Nacional da Criança (INAC) angolano, Paulo Kalesi.

Sem quantificar, o responsável deu conta que casos de crianças envolvidas na prostituição foram registados no distrito urbano do Zango, município de Viana, em Luanda, afirmando que na globalidade as “estatísticas de violência contra a criança aumentaram”.

Segundo explicou, “só no ano passado havia registo de 4.000 casos, agora só de Janeiro a Outubro de 2019 são já 5.000 casos” com Luanda com o maior registo seguida pelas províncias de Benguela, Huíla, Huambo e Cabinda.

Fuga à paternidade, abusos sexuais, queimaduras nos membros superiores ou inferiores, consumo de bebidas alcoólicas e inclusive mortes constam das tipificações de violência contra à criança em Angola, cenário que preocupa autoridades e sociedade civil.

Segundo Paulo Kalesi, para dar resposta aos casos, o INAC tem já elaborado um programa denominado Fluxograma de Resposta de Casos de Violência contra a Criança para “uniformizar os procedimentos para poder atender situações concretas que põem em causa o bem-estar da criança”.

“A nível dos municípios já há estruturas com esse fim e é nessa perspectiva que diria que há um acompanhamento permanente, e por isso é que esses casos vêm à tona”, adiantou.


Parafusos e Travessas de Carris Roubados da Linha do Caminho-de-Ferro de Luanda

Um documento do CFL, enviado hoje (segunda-feira) à Angop, refere que cidadãos não identificados estão a furtar os dispositivos de fixação dos carris, o que torna  a linha instável para a circulação dos comboios, e em consequência causar um possível descarrilamento.

A nota acrescenta que os parafusos foram retirados no espaço que separa as zonas da Boavista e do estabelecimento prisional da Comarca, no distrito urbano do Sambizanga.

Para possibilitar a circulação dos comboios, o CFL teve que repor o material furtado, permitindo assim a circulação do transporte ferroviário sem interrupção.

“ O CFL reprova atitude dos indivíduos que roubam os parafusos, colocando em perigo a vida de todos os utilizadores dos comboios”, refere a nota.

O CFL realiza, diariamente, 17 viagens de comboio suburbano de passageiros, transportando, nos três serviços, pelo menos seis mil pessoas que pagam 500 kwanzas em primeira classe, 200 na segunda e 30 na terceira.


Desde o Início da Crise em 2014 o Preço das Habitações em Luanda Baixam 44% e Rendas Caem 88%

Os valores de venda prime de habitação na cidade de Luanda caíram entre os 28% e 44%, consoante a zona, desde o início da crise do petróleo, em 2014, enquanto as rendas prime deste mesmo segmento de maior qualidade desceram entre os 75% e 88%, de acordo com cálculos do Expansão sobre o estudo da consultora imobiliária Zenki Real Estate, intitulado Angola Property Market, Balanço 2019, Perspectivas 2020.
 
Antes da crise dos preços do petróleo, Luanda liderava rankings como o das cidades mais caras do mundo para expatriados, e era notória a dinamização dos sectores da construção e do imobiliário em áreas como a residencial, os escritórios ou os espaços comerciais.
 
O imobiliário era dinamizado essencialmente por empresas do sector petrolífero, financeiro e consultoria, mas também pela classe alta e média angolana e expatriados, nomeadamente quadros médios e superiores das empresas.


No Interior do Parque Nacional da Quiçama Vivem 25 Mil Pessoas

25 mil pessoas residem no interior do Parque Nacional da Quiçama, uma situação que tem preocupado o administrador daquela área de conservação, já que muitos deles se dedicam à caça furtiva de forma alarmante.

Em declarações ao Jornal de Angola, por ocasião de uma visita do grupo regional da SADC do Fundo Global do Ambiente (GEF), Manuel Afonso disse que o ideal seria que aqueles cidadãos fossem retirados da zona, para salvaguardar, por um lado, a segurança dos mesmos e, por outro, ajudar no combate à caça ilegal.
Manuel Afonso apontou o difícil nível de vida destas pessoas, como uma das principais razões que leva a que muitas, optem por viver naquele lugar, de modo a obter sempre alguma coisa para o sustento da família.
“Muitos dos habitantes que aqui se encontram aparentam dedicar-se ao cultivo em pequenas plantações no interior do parque quando, na verdade, pretendem fixar residência, para diariamente caçarem animais que aqui coabitam”, explicou.
Para fazer face a esta situação, o administrador disse que têm regularmente, realizado várias acções de educação ambiental, por forma a aconselhar e sensibilizar as populações a abandonar esta prática.


80 Casas Para Acomodar Jovens da Província do Uíge Abandonadas Há 6 Anos

Um complexo habitacional com 80 casas, para acomodar jovens da província do Uíge, encontra-se abandonado há seis anos.
 
As residências apresentam um avançado estado de degradação, muitas delas com fissuras. Os imóveis, alegadamente pertencentes ao Banco de Poupança e Crédito (BPC), foram construídos num perímetro de mais de dois mil metros quadrados, no bairro Kilevu, arredores da cidade do Uíge, para acudir as necessidades habitacionais da juventude.
 
O projecto habitacional, com casas do tipo T3, começou a ser construído em 2010. Depois das obras serem concluídas, as casas foram abandonadas. Por concluir restavam os serviços básicos, como arruamentos, colocação de asfalto, mobiliário, água, energia, serviços de saúde e outros.
 
O complexo encontra-se actualmente rodeado de capim e árvores. A população que vive próximo do condomínio está a aproveitar os espaços previstos para os arruamentos para a plantação de ginguba, milho, quiabo e ervilha.
 
O director do Gabinete Provincial de Infra-estruturas e Serviços Técnicos, António Vicente Lima, lamentou o facto das residências, com condições de habitabilidade, se encontrem abandonadas. Esclareceu que o projecto habitacional não é da responsabilidade do Governo Provincial, mas sim do Banco de Poupança e Crédito.


Em Lisboa Concerto da Coragem Com Participação de Mayra Andrade, NBC, Bonga, Ikonoklasta

O Concerto da Coragem, “de homenagem aos/às defensores/as de direitos humanos em África”, contará com a participação de Mayra Andrade, NBC, Bonga, Ikonoklasta e Orquestra de Batukadeiras de Portugal.

Ikonoklasta, nome artístico do ativista luso-angolano Luaty Beirão, a Orquestra de Batukadeiras de Portugal e a cabo-verdiana Mayra Andrade, entre outros, atuam a 05 de dezembro em Lisboa, no Concerto da Coragem, promovido pela Amnistia Internacional Portugal.

O Concerto da Coragem, “de homenagem aos/às defensores/as de direitos humanos em África”, contará com a participação de Mayra Andrade, NBC, Bonga, Ikonoklasta e Orquestra de Batukadeiras de Portugal e apresentação da atriz Cláudia Semedo, de acordo com informação divulgada pela Amnistia Internacional Portugal.

O início do espetáculo, que decorre no Lisboa ao Vivo – LAV, está marcado para as 21:00 de 05 de dezembro e os bilhetes custam 15 euros.


Autoridades e Investidores Russos Pretendem Investir Dez mil Milhões de Dólares em Angola

Autoridades russas e investidores privados estão disponíveis para investir cerca de dez mil milhões de dólares (nove mil milhões de euros) para financiar projetos com impacto socioeconómico em Angola, segundo um responsável da Federação Russa.

Chepa Alexey, vice-presidente da Comissão Parlamentar para as Relações Internacionais da Federação Russa, citado pela agência Angop, disse à saída de uma audiência com o Presidente da República de Angola, João Lourenço, que o dinheiro resulta de uma linha de crédito conjunta, da Federação Russa, setor privado russo e investidores internacionais.

De acordo com a agência noticiosa angolana, o político russo indicou que os projetos estão ligados ao setor energético, incluindo a construção de barragens hidroelétricas, produção de energia eólica, painéis solares, linhas de transporte de energia elétrica, construção de estradas, habitações e outras infraestruturas.

O dinheiro destina-se a financiar “projetos de grande envergadura” do interesse comum da Federação Russa e de Angola, adiantou Chepa Alexey, líder de uma delegação de empresários russos que vai manter encontros bilaterais com representantes de congéneres angolanas.


Foi Com os Marimbondos Que Começou a Crise Económica em Angola

A maioria dos angolanos, mesmo sem formação económica ou financeira, sem saber ler, nem escrever, sequer aprendido tabuada, conhece a fúria da crise mundial por lhe ser recordada quando sente fome, tem água e electricidade para pagar.

O momento dificílimo que vivemos muito por culpa, é verdade, da crise económica internacional, a qual muitos de nós jamais pensaram que nos atingia por ser “coisa de países ricos”, mas chegou, embora já em tempo de ressaca noutras paragens, deve-se, igualmente, a outras razões evitáveis, desde que, a partir de determinada altura, não tivesse tido o desnorte a nortear Angola.
A crise que nos foi antecipadamente anunciada, surgiu noutras latitudes, às quais aportou sem aviso prévio, semeando um oceano de dramas de toda a espécie, não foi, como devia, preparada entre nós.
Parecia, inclusive, que escarnecíamos dela, a desafiávamos, aqui no nosso canto, mas, também, quando íamos lá fora, a revelar o habitual novo-riquismo tão próprio da pequena burguesia bacoca, no exibir cartões multicaixa e de crédito de todas as cores, em restaurantes luxuosos, na altura vazios, característica de sociedades fustigadas por dificuldades económicas, tal como em ourivesarias, casas de moda, todas elas, igualmente, às moscas, a encher sacos e sacos de compras levados ao carro por solícitos empregados que depois de os verem partir os cobriam de nomes que não ouso escrever por respeito a pudicas mentes.