Angola-Huila-Serra da Leba

Angola-Huila-Serra da Leba
Foto de Kodilu

10 Fevereiro 2010

Luanda-Cinquenta em Cada 100 Angolanos Têm Telemóvel


Angop Pelo menos cinquenta em cada em 100 habitantes em Angola utilizam telemóvel, segundo dados estatísticos do Instituto Nacional das Comunicações (Inacom), que Angop teve acesso ontem (terça-feira), em Luanda.

De acordo o órgão reitor das comunicações no país, esta cifra é referente ao ano 2009 e corresponde a oito milhões 69 mil e 421 usuários num universo estimado em 16 milhões de habitantes.

O Inacom revela que, em 2009, oito milhões 69 mil e 421 habitantes tiveram acesso à telefonia móvel, superando os seis milhões 773 mil e 639, atingido em 2008.

Das 18 províncias do país, Luanda é a que tem maior número de usuários de telefone móvel, com uma percentagem de 67, 23.

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09 Fevereiro 2010

Namibe



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Huambo




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Cabinda



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Barragem do Gove



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Benguela Não Vai Produzir Mais Cana-de-Açúcar


Correio do Patriota-Benguela está sem condições de voltar a produzir açúcar para o país, explica o director da agricultura e desenvolvimento rural que a densidade populacional que a província regista hoje impossibilita a existência de extensas áreas para a plantação de cana-de-açúcar.

Está praticamente arrumada a possibilidade da província de Benguela voltar a produzir e abastecer o país com açúcar. Outrora um gigante na sua produção, a província já não dispõe de condições territoriais para o seu fabrico.

Revelando o seu parecer na qualidade de técnico e director provincial da agricultura e desenvolvimento rural, Abrantes Carlos explica que esse é o seu diagnóstico fruto da actual realidade. Do ponto de vista climático, diz que as condições outrora apresentadas não se alteraram, mas o clima é um falso assunto quando se fala na reactivação em grande escala deste tipo específico de plantações.

A maior dificuldade reside na falta de espaços para plantar a cana-de-açúcar, matéria-prima indispensável para a abertura de novas fábricas ou a reactivação das açucareiras 4 de Fevereiro no Dombe Grande e 1.º de Maio na Catumbela. Contas feitas, para a viabilidade financeira de uma fábrica nesta região do país, seria indispensável haver módulos de vinte a cinquenta mil hectares.

Com a explosão demográfica, explica o director do Minader, a província, deixou de ter condições territoriais para esse tipo de cultura. "Hoje Benguela teria condições para plantações mais pequenas que não excedessem os cinco mil hectares". Lembra o interlocutor que a alternativa seriam culturas como o girassol, rícino e getrofa que a província já produziu em tempos idos e serviriam para a produção de combustível.

O Engenheiro agrónomo sustenta a sua posição com estudos que indicam a inviabilidade económica e financeira para este tipo de projecto. Ao contrário do que se fazia antigamente, em que cada açucareira precisava de apenas três a seis mil hectares. Com a elevada densidade populacional por quilómetro quadrado, o Dombe-Grande não dispõe de extensas áreas sem encontrar um camponês com a sua lavra para o sustento da família e igual cenário apresenta o resto do interior da província.

"A manter-se a pretensão de avançar para a reactivação das açucareiras, seria obrigatório desencadear um processo de reassentamento das populações", cenário prontamente desaconselhado pelo titular da pasta da agricultura, para quem Benguela tem a sua especificidade agro-industrial virada para os citrinos, ananás e soja, que não necessitam mais do que cinco mil hectares.

Recorrendo a exemplos colhidos de países como África do Sul e Brasil, Abrantes Carlos sugere a especialização do país por zonas, distribuindo as culturas em função dos estudos que analisam o solo, o clima e a tradição da população. Adverte ser necessário acabar com o pensamento de que só Benguela pode produzir açúcar.

“Se Malanje, Kuando Kubango e Cunene têm maiores áreas de terra disponíveis, porquê não deslocar a plantação da cana-de-açúcar para estas províncias? Até porque, à excepção do Cunene, não seria necessário nas outras regiões recorrer constantemente ao sistema de rega", explica.

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Luanda-Construção da Ponte das Salinas em Fase de Conclusão

AngopA construção da nova ponte na zona das Salinas de Cacuaco, em Luanda, encontra-se em fase de conclusão com a colocação da última camada de asfalto na faixa de rodagem, constatou ontem (segunda-feira) a Angop no local.

Iniciada em Janeiro deste ano, esta fase da empreitada decorre em toda a extensão da ponte, que possui cerca de 30 metros de largura, 96 de comprimento e 37 vigas de betão para a sua sustentação.

A ponte, que faz parte da construção da via expresso Boavista/Kifangondo, terá dois sentidos com quatro faixas de rodagem de cinco metros em cada lado e metro e meio de passeio em cada lado.

O projecto prevê ainda passeios, separadores centrais, iluminação pública, colocação de placas de sinalização e insere-se no programa de reestruturação rodoviária da capital do país, em curso desde 2007.

A via expressa Boavista/Kifangondo está dividida em dois lotes. O primeiro parte da Boavista e termina na vila de Cacuaco, junto às antigas salinas, enquanto o segundo inicia nas salinas e acaba em Kifangondo.

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08 Fevereiro 2010

Malange





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07 Fevereiro 2010

Angola-Modernização Custa Mais de 2 Biliões USD



Correio do Patriota-Ao contrário do que sucedeu com a rede ferroviária, o vasto programa de recuperação e modernização das infra-estruturas públicas, lançado após o alcance da paz, relegou para segundo plano a reabilitação da estrutura portuária.

Todavia, a dinâmica de crescimento que o País evidenciou entre 2002 e 2008 destapou lacunas na capacidade operacional da rede portuária, calculadas em perdas que ultrapassaram os 2 biliões de dólares por ano, abrindo-se assim o corredor para se pôr em marcha um amplo processo de reabilitação do tecido portuário.

Com um investimento global a superar já os 2 biliões de dólares, Luanda, Lobito, Namibe e Cabinda integraram a primeira fase do programa de modernização e ampliação das infra-estruturas portuárias. Na esteira, ao Porto do Lobito coube a maior fatia do investimento, tendo reclamando 1,8 biliões de USD para a sua ampliação e modernização, processo que incluiu a extensão dos portos comerciais, mineiro e seco, e a construção de uma ponte-cais, orçada em 500 milhões de USD.

Até final de Outubro, com a conclusão das obras de ampliação e modernização, iniciadas em Março de 2008 pela China Harber Engineering Company, o Porto do Lobito projecta aumentar a sua capacidade de atracagem simultânea de oito para vinte navios, para além de melhorar a qualidade dos seus serviços, que já atingiram níveis assinaláveis em 2007, expressos na distinção recebida em Frankfurt, como "o Melhor Porto de África".

Com o reatamento do corredor ferroviário que liga o País ao Congo Democrático, à Zâmbia, ao Zimbabué e ao Botswana, previsto para 2012, depois da conclusão do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), as ambições do Porto do Lobito alargam-se à dinamização do comércio regional, estando já a ser montada uma nova linha férrea para os comboios internos da empresa, para garantir a atracagem de diferentes tipos de carga.


Prejuízos acima de 2 biliões USD

Nos dois últimos anos, o retrato aéreo de Luanda permitia constatar os inúmeros navios ao largo da baía, aguardando a possibilidade de atracar. De 45 dias, o período médio de espera dos navios disparou para três meses, com as consequências a resultarem na alteração dos preços de frete e de sobreestadia, situação que resultou em custos adicionais para a economia nacional, que superaram os 2 biliões de dólares por ano, segundo denunciou o ministro dos Transportes, Augusto Tomás.

Do ministério saíram novas regras de monitoramento, e o Porto de Luanda conseguiu reduzir o tempo de espera dos navios de 80 para 10 dias, tendo contado com a "ajuda" do Porto do Lobito, para o qual foram desviadas algumas rotas, como alternativa.

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Luanda-Reforma Antecipada na TAAG Custa USD 29 milhões


Angop-Cerca de 29 milhões de dólares norte-americanos é o montante que as Linhas Aéreas de Angola (TAAG) deverão empregar em indemnizações no processo em que a companhia pretende livrar-se de dois mil empregados, com os quais encara cessar os contratos de trabalho de forma amigável, soube este jornal.

Trata-se de um processo lançado na segunda metade do ano passado visando eliminar a força de trabalho excedentária por via da reforma antecipada de metade dos empregados da companhia aérea angolana de bandeira.

A comissão de gestão da TAAG que entrou em funções em Novembro de 2008, depois do afastamento do último Conselho de Administração, verificou ao chegar à companhia que existiam cerca de dois mil trabalhadores a mais, razão pela qual a empresa incorria em gastos gigantescos, tornando-se menos competitiva que as suas congéneres de Angola e do estrangeiro.

Para contornar a situação, a comissão de gestão liderada por Pimentel Araújo decidiu abrir um processo de reforma antecipada que inclui um pacote de incentivos para a demissão voluntária de trabalhadores. O primeiro passo, que incidiu fundamentalmente na realização de palestras a nível de todos os sectores, serviu para sensibilizar os funcionários e informá-los sobre o que se pretendia com a medida.

No segundo semestre do ano passado começou, entretanto, a vigorar o processo que conta com uma grande aceitação de acordo com Pimentel Araújo, coordenador da Comissão de Gestão, quando, na quinta-feira, 28, que falava à margem do encontro anual dos delegados da companhia no exterior.

De acordo com Pimentel Araújo, o processo está a resultar bem-sucedido, mesmo pelo facto de até àqueles dias, mais de 800 trabalhadores terem aderido e 400 outros já terem assinado a cessação de contrato de trabalho.

Segundo o Coordenador da Comissão de Gestão da TAAG, o pacote de incentivos à reforma antecipada foi criado porque a empresa não tinha a intenção de despedir ninguém, possuindo, no entanto, a necessidade de concretizar com êxito uma relação de eficiência entre a força de trabalho e os recursos materiais e financeiros da companhia.

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Musonguê da Tradição Assinala Terceiro Aniversário Com Semba


Angop - O programa Musonguê da Tradição, uma iniciativa do Centro Cultural e Recreativo Kilamba, assinalou hoje, em Luanda, o terceiro aniversario de existência com uma homenagem ao semba, ritmo angolano.

Para dar cor, alegria e movimentação do programa especial, a gerência da casa apostou num elenco de "peso" nacional, constituído por Maya Cool, Lulas da Paixão, Calabeto e Bangão.

Donos de um "cardápio" artístico rico, os músicos, que tiveram a Banda Maravilha como suporte instrumental, levaram ao local cerca de seis centenas de pessoas.

Com a abertura do evento sob responsabilidade da Banda Maravilha, que teve a oportunidade de brindar os presentes com seis temas do seu repertório, a jornada começou a com a subida em palco do Lulas da Paixão, o primeiro convidado do dia.

Interpretando algumas das canções que fazem a sua história, Lulas da Paixão preparou o palco para a entrada em cena de Calabeto.

Ao ritmo de “Issuma”, “Ndaya Ye”, “Ngui dyá Ngui Nua” , “Nguami Maka”,“Ngolo Yami”, entre outras, Calabeto levou o público a recordar algumas épocas da música angolana.

Dedicado exclusivamente ao semba e a uma mistura entre a veterania e a nova geração, a organização juntou o útil ao agradável, preenchendo o espaço com Maya Cool. Lançado no mercado ainda criança, Maya mostrou hoje estar em forma e em condições para não se deixar envergonhar perante as “velhas glórias” da música nacional.

Com “Ngongo”, original de Artur Nunes e “Ti Paciência”, Maya preparou o palco para o último convidado do dia, Bangão.

Ao seu jeito peculiar, Bangão desfilou músicas e os seus fatos, mostrando que, além da vida artística, também vive dentro do campo da moda.

Ao som de "Kanjila, “sembele”, “fofucho”, “dioguito”, entre outras, num total de cinco temas, o autor de discos com “Cuidado”, teve a honrar de encerrar a jornada, que marcou os três anos do programa.

O Musongue da Tradição é um programa que teve o seu início em Fevereiro de 2007 e visa a promoção, divulgação e valorização da música angolana produzida nos anos 1960/70 e 80. O agrupamento Jovens do Prenda e os artistas Zecax, Don Caetano e Proletário foram os primeiros convidados.

O Centro Cultural e Recreativo Kilamba, antigo Maria das Escrequenhas, tem em agenda vários programas, entre os quais “Farrar ao Antigamente”, “Show à sexta-feira”, “Musongué da Tradição” e o tradicional “Caldo do Poeira”.

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Sumbe-Qualidade de Vida Pela Arborização


Jornal de Angola-Um programa de arborização pioneiro, que decorreu no silêncio dos anos, mudou completamente o quadro ambiental da cidade do Sumbe, antes fustigada por erosões e desabamento de terras. A lição a tirar do sucesso da arborização do Sumbe, numa altura em que decorre a Semana Nacional do Ambiente, e que é válida para todo o país e outras facetas da vida, é que "o que é de todos deve ser discutido por todos.

A cidade do Sumbe, bem como os seus arredores, apresenta hoje um considerável manto florestal, graças aos projectos concertados de organismos do Governo, da sociedade civil e a população em geral. O surgimento da cobertura florestal inverteu o quadro desolador, e até então habitual, das épocas chuvosas, em que ventos fortes varriam os espaços livres e destruíam residências.
Hoje, para orgulho de todos, em cada esquina da cidade do Sumbe e seus arredores divisam-se plantas nos quintais e ruas dando um aspecto verde que não só é sinal da preservação do meio ambiente, mas também gera tranquilidade na mente dos munícipes.
À semelhança de outras cidades do litoral, o Sumbe apresentava, até à década de 1980, uma vegetação em que predominavam plantas características das regiões áridas e semi-áridas, com maior incidência para cactos e matebeiras. Durante o conflito armado, que na província do Kwanza-Sul devastou sobretudo as localidades do interior, milhares de cidadãos dos municípios de Cassongue, Seles, Mussende e Conda, só para citar alguns, foram forçados a instalar-se na cidade do Sumbe, em busca de maior segurança.
Os montes que circundam a cidade, revestidos com uma vegetação de cactos, eram o destino da maioria destes migrantes. Lá construíram as suas casas, de estrutura precária, derrubando o revestimento de protecção vegetal. Sem o saberem, ficavam assim expostos à erosão provocada pelas chuvas. As consequências, ao longo dos anos, foram catastróficas. Mortes, perda de património duramente amealhado, enfim, para muitos a vida foi um constante recomeçar a partir do zero, com uma existência que não passava do mero exercício de contar os dias e sobreviver no mais raso patamar.
A situação, que começou por degradar-se do ponto de vista ambiental, descambou em epidemias, casos de infecções de pele, conjuntivites, entre outros. Mas felizmente tudo isso faz parte do passado. De um passado que, apesar de ser recente, parece, na memória das pessoas, bastante remoto.
Actualmente a cidade do Sumbe possui um manto de protecção florestal comparado ao das cidades do interior da província e de outras localidades de Angola, graças ao projecto de reflorestamento desencadeado pela direcção provincial da Agricultura em colaboração com a ONG Acção Agrária Alemã.

Os primórdios do projecto

De acordo com o então delegado provincial da agricultura, Vasco Antunes do Amaral, em 1980, um cidadão alemão de nome Voon Krosick, ao serviço da Acção Agrária Alemã, descendente de uma família do antigo colonato alemão em Caulo, município do Libolo, adquiriu, numa universidade do seu país, 18 sementes da espécie “NEEM”, de nome científico “Azadirachta indica”, que foram plantadas no Centro de Multiplicação de Plantas do Sumbe, então tutelado pela delegação da agricultura local. Outra espécie também introduzida foi a acácia, de nome científico “Albizia”, que foi disseminada à entrada da cidade, no sentido norte, e no interior da urbe.
Após onze meses, as sementes brotaram e começaram a dar frutos, possibilitando a reprodução de mais plantas e dando lugar a um polígono florestal, com capacidade para atender as primeiras solicitações.
Vasco Antunes do Amaral, a caminho da reforma, é um quadro experiente do ramo agrário. Foi peremptório em afirmar que “é um milagre a introdução dessas plantas no Sumbe e na província em geral, porque estava remota a descoberta de uma espécie que se adaptasse rapidamente ao litoral”. O derrube de cactos nos arredores foi atenuado devido ao plantio da “NEEM” na região, mas defende que as pessoas devem ter a consciência de repor os cactos em locais não habitados, para prevenir o fenómeno erosivo do solo nas épocas chuvosas.

Papel da Acção Agrária Alemã

Em 1989, a Acção Agrária Alemã passou a distribuir alimentos aos deslocados, através do Programa Alimentar Mundial (PAM). Foi nessa altura que introduziu o projecto “Comida pelo trabalho”, com a entrega de pacotes alimentares, incluindo duas plantas por família. A iniciativa foi abraçada pelas pessoas beneficiárias e a população em geral.
O projecto definira três objectivos, sendo o primeiro proporcionar a sombra; o segundo garantir lenha; o terceiro visava efeitos medicinais, através da utilização das folhas para afugentar os insectos.
Naquela época, muitos se empenharam por causa da sombra que as árvores poderiam dar nos quintais e nas ruas. Outros faziam-no porque acima de tudo tinham consciência ambiental, sabiam que a plantação de árvores jogava um papel importante para o equilíbrio ecológico. O projecto resultou. Hoje todos beneficiam dos efeitos da arborização do Sumbe.
Armando Lopes de Almeida, que coordenou o projecto da Acção Agrária Alemã, disse à reportagem do Jornal de Angola que a sensibilização das populações desempenhou um papel importante, “porque passado pouco tempo já se viam plantas a crescer nos quintais e, na maior parte dos casos, as mesmas foram regadas até atingirem certa altura”.
A par da colaboração das populações, segundo Armando de Almeida, “o Centro de Multiplicação de Sementes desenvolveu as plantas rapidamente, o que deu lugar ao transplante de outras para formar os polígonos dos “Dois Morros”, “Hote”, “Seles” e a comuna do Gungo”.
Segundo explicou, o Kwanza-Sul foi a primeira província de Angola na qual foi ensaiada a espécie “NEEM” e só mais tarde as outras províncias começaram a beneficiar da mesma espécie. Em 1992, foi feita uma troca de experiências com a República do Quénia sobre o processo evolutivo da planta, tendo-se concluído que a mesma se desenvolve rapidamente no litoral.
Armando Lopes de Almeida não resistiu a manifestar orgulho pelo facto dos esforços empreendidos terem resultado num bem para as populações e mostrou-se disponível a abraçar qualquer acção que defenda as comunidades das catástrofes naturais. “Quando introduzimos o projecto foi apenas uma ideia, sem se pensar no impacto que teria na vida real das pessoas. Hoje sinto o dever cumprido junto das populações”, frisou.

Ganhos à vista

Actualmente, a cidade do Sumbe regista acalmia quando chove. As fortes tempestades são atenuadas pela acção das plantas, ao mesmo tempo que, embora ainda notórias em algumas artérias da cidade, as poeiras também vão sendo contidas.
Nos arredores, a confecção de alimentos com recurso à lenha deixou de constituir problema, como nos contou o cidadão Abel Futi, de 70 anos. “Quando plantámos essas árvores tivemos o trabalho de as regar todos os dias, porque aqui chove pouco. Mas agora estamos a aproveitar lenha e ao mesmo tempo sombra para os nossos filhos, netos e até para os nossos animais”, disse, com um visível sentimento de orgulho, partilhado pelos demais habitantes das zonas onde essa espécie de plantas está a oferecer comodidade e lazer.
A sede da comuna de Kicombo, situada a 15 quilómetros do Sumbe, é uma das localidades onde, no passado, os seus habitantes estavam expostos ao sol ardente. Hoje o cenário é completamente diferente, pois o reflorestamento com a espécie “NEEM” dá sombra nos quintais, ruas, mercados e ao mesmo tempo que o verde das plantas vai colorindo a paisagem da área.
Para efeitos medicinais, a “Azadirachta índica”, que é de origem indiana e birmanesa, tem folhas indicadas para o tratamento de paludismo e infecções da pele.
A sua introdução foi uma acção hoje tida, por muitos observadores ambientais e sem exageros, como a tábua de salvação da cidade do Sumbe.
Numa altura em que, a 31 de Janeiro último, o país assinalou o Dia Nacional do Ambiente, e em que ainda decorre a Semana Nacional, vale a pena reter aqui uma lição que decorre da experiência de arborização do Sumbe: as autoridades envolvidas na acção vão contar sempre com a colaboração da população, desde que envolvam os líderes comunitários na sua concepção e implementação. Além disso, os destinatários têm de interiorizar os benefícios concretos que terão na sua vida quotidiana com a sua materialização.
O exemplo do que é hoje a cidade do Sumbe deve ser transposto para outras regiões do país. E mesmo no Sumbe, deve ser tido como referência para outras acções de interesse comum, tendo em conta a aplicação do princípio segundo o qual “o que é de todos deve ser discutido por todos".

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Lobito - Nova Ponte "Cucula"

Foto gentilmente cedida por Nuno Silva Leal e o seu Linha de Rumo


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06 Fevereiro 2010

Luanda-Ilha

Fotos de Hammelkar







Esta requintada unidade 4 estrelas pertencente ao grupo Luna Hotels & Resorts, está estrategicamente situada à entrada da Ilha de Luanda, rodeada de magnificas praias e com uma vista deslumbrante para o mar e baía de Luanda. O Restaurante e Bar, localizados no último piso do Hotel, irão oferecer uma variada oferta gastronómica angolana e internacional, onde o ambiente relaxante e vistas magnificas, irão contribuir para que venha ser um dos mais exclusivos e requintados restaurantes de Luanda.

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Karianga



Na estrada que liga N´Dalatando ao Lucala a sensivelmente quatro quilometros de N´Dalatando.

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Luanda-Madrugar para obter visto na África do Sul


O País-Terça-feira, 2 de Fevereiro. São quase cinco horas da manhã e a reportagem de O PAÍS deu de caras com uma movimentação inusitada de pessoas defronte ao edifício onde funcionam os serviços consulares da embaixada da África do Sul, nas proximidades do Largo da Maianga, em Luanda. Àquela hora, dezenas de pessoas, sentadas no chão e outras a dormir em viaturas, aguardavam para serem os primeiros da lista para solicitação de vistos.

“Há muita gente neste momento que pretende deslocar-se à África do Sul, mas como a Embaixada só atende 45 pessoas por dia, sou obrigada a pernoitar aqui fora porque caso contrário não conseguirei tratar do visto”, comentou Gisela Mara, que pernoitou nas imediações.

Obrigada a sacrificar-se para obter visto de entrada para o seu filho que deseja visitar o pai que trabalha na África do Sul, Gisela Mara não teve outra alternativa senão pernoitar na calçada, suportando mosquitos e ventos húmidos da madrugada.

A nossa interlocutora contou que chegou ao local por volta das 03h00 e que ainda assim tinha à frente de si outras 19 pessoas, estando ela no 20º lugar da lista. Até ao momento em que a interpelávamos, os 45 lugares da lista estavam preenchidos e as fichas esgotadas, o que pressupõe dizer que os que apareceram depois tiveram maçada perdida.

“Acredito que serei atendida ainda hoje. Tenho pena daqueles que não puderam aparecer mais cedo, ou porque vivem em zonas distantes, ou não têm transporte pessoal para se locomover até aqui”,exprimiu.

Gisela Mara contou que é a quarta vez que vai ali tratar aquele documento, em três anos, e que de lá para cá, a única coisa que mudou foi a passagem da responsabilidade de fazer a lista das mãos dos seguranças para os funcionários da Embaixada.

“Na época em que os seguranças faziam este trabalho, podíamos assinar a lista por volta das 20h00 de um dia antes, mas quando chegávamos aqui no período da manhã, encontrávamos os nossos nomes no 15º ou 20º lugar, ainda que tivéssemos sido os primeiros”.

Francisco André chegou 20 minutos antes de Gisela e aguardava pacientemente pela hora em que os funcionários abririam as portas ao público, às 07h00 da manhã.

“A dificuldade que encontrei para tirar o visto foi ter que vir para aqui às 03h30 da manhã, porque há neste momento muitos angolanos que pretendem viajar para a África do Sul, mas que às vezes não conseguem devido à enchente que se regista”, explicou.

É a segunda vez que Francisco André recorre àquela Embaixada para tratar do visto para entrar na “terra de Mandela”, mas agora, ele acha que a desordem é maior.

Na sexta-feira, 29, Pedro Bráulio chegou à Embaixada da África do Sul por volta das 02h00 da manhã e ocupou o 21º lugar da lista, mas não foi atendido, segundo ele por causa de “manobras pouco claras” efectu-adas pelos guardas.

Naquele dia, Bráulio teve que passar a noite em casa de um amigo na Maianga, junto à Embaixada. Vive na Avenida dos Combatentes, município do Sambizanga.
Indeferimento sem explicação

Hélder Silva disse a O PAÍS que adiou a viagem de férias programada para a terra de Mandela, por não receber a quantidade de vistos que solicitou para si, sua esposa e duas filhas.

“O meu passaporte ficou sem visto e nenhum funcionário conseguiu explicar-me concretamente o que se passou.

Quando os questionei, disseram-me para ir passando”, frisou.

Na esperança de obter o visto, Hélder Silva deslocou-se por várias vezes àquela representação diplomática, mas não teve êxito: “Eu não tinha noção da forma como eles trabalhavam, o que considero repugnante. Tive um péssimo atendimento”, denunciou o jornalista.

“Como a emissão do visto de turista demora quatro dias, remarquei a viagem. E ainda assim não obtive o visto no prazo previsto e tive que voltar novamente à TAAG para cancelar o meu voo e remarcar outra vez, o que não será nada fácil”.

Segundo Hélder Silva apesar de a maioria dos trabalhadores deste departamento ser angolana e as regras de funcionamento serem sul-africanas, as coisas andam muito mal, porque nem sequer os passaportes estão organizados por ordem alfabética.

Hélder Silva, que já viajou para a África do Sul em outras ocasiões, disse que ficou estupefacto se deparar com a metodologia de trabalho do consulado, agora em vigor. Quando da primeira vez, nem sequer foi para lá. Quem tratou da aquisição do seu visto foi o departamento de relações públicas da sua empresa.

Um dia antes de ir à Embaixada da África do Sul, Francisco André esteve numa agência de viagens e diz ter ouvido o relato de um cidadão que adiou a viagem porque a agente não conseguiu obter o visto e muito menos teve justificação para o sucedido.

“Na agência onde fui comprar o bilhete de passagem, a recepcionista informou um jovem, que recorreu àquela empresa para tratar do visto, que teria de adiar a viagem por mais alguns dias, porque o seu pedido ainda se encontrava na lista de espera”, contou, sem mencionar o nome da empresa para não criar dissabores.

Depois de prever os transtornos que este atraso poderia causar a outro jovem, Francisco André não hesitou em ir pessoalmente tratar do visto, tendo para o efeito madrugado perto das instalações do consulado.

“Um outro senhor pretendia viajar no sábado passado, mas teve que alterar a data de partida, porque a agência não conseguiu o visto nos prazos previstos”, relatou.
Inglês, o empecilho

A maior parte dos angolanos que se desloca ou pretende deslocar-se à África do Sul não domina a língua inglesa, razão pela qual justificam não estar fixado na vitrina nenhum documento que faça referência aos papéis necessários para tratar dos diferentes tipos de visto.

“Acho que as coisas seriam mais fáceis se eles fixassem na vitrina em português os documentos necessários para tratarmos determinado visto, tendo em conta que algumas pessoas se sacrificam para serem as primeiras, passando a noite aqui fora, mas no momento em que for atendido são informadas que não poderão tratar um determinado documento porque há falta de algo”, disse a O PAÍS o jovem Pedro Bráulio.

Bráulio deslocou-se à embaixada por volta da 01h00 da manhã. Era o 14º da lista e recebeu a respectiva ficha que lhe possibilitaria tratar do visto de estudante, como é seu desejo.

Uma das contrariedades resultantes da falta de informação em português, prende-se com o facto de o jovem ter tratado inicialmente o registo criminal em folhas brancas, mas só depois é que lhe foi informado que o Governo sul-africano só aceita este documento emitido em papel de cor azul.

“Acredito seriamente que não sou a única pessoa que falhou neste sentido, porque na maior parte das repartições municipais de justiças emitem estes documentos em papel branco e não azul”, disse o cidadão que pretende deslocar-se àquele país para aprender a língua inglesa.

Era intenção de O PAÍS obter os devidos esclarecimentos por parte da Embaixada da África do Sul sobre os relatos avançados pelas nossas fontes, mas não foi possível porque os elementos da segurança do edifício impediram a entrada do jornalista, alegando que o encarregado de negócios se encontrava ausente do consulado.

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Benguela-Palanca Cimentos Investe 420 milhões de Dólares

O País-A nova fábrica da Palanca Cimentos, representando um investimento de USD 420 milhões, em Hanha do Norte, província de Benguela, aguarda apenas a aprovação do Conselho de Ministros para arrancar, disse a O País José Leitão, presidente do grupo Gema, que detém 50% do capital da sociedade.

O projecto resulta de uma parceria estabelecida entre os angolanos do grupo Gema e a Camargo Corrêa Escom Cement B.V. a sociedade holandesa que, integrando a construtora brasileira Camargo Corrêa e o grupo Escom, detém os restantes 50% da Palanca Cimentos.

O projecto foi apresentado à ANIP, Agência Nacional para o Investimento Privado há “sensivelmente um ano”, adiantou José Leitão.

A nova unidade situa-se perto da nova refinaria da Sonangol e irá produzir anualmente entre 1.600 e 2.000 toneladas de cimento, destinadas primordialmente ao mercado nacional – “assim que conseguirmos abastecer o mercado interno vamos ter capacidade para exportar”, precisou José Leitão, que admite que a nova unidade industrial possa vir a aumentar a sua capacidade “depois de terminada a análise económica e financeira” do projecto de eventual expansão da produção.

O financiamento do projecto recorre, na totalidade, a capitais alheios, os quais serão assegurados por um sindicato bancário liderado pelo BESA, Banco Espírito Santo Angola.

O período de construção da nova unidade cimenteira será de dois anos após a respectiva aprovação; José Leitão prevê que o arranque se verifique em Março deste ano.

Registe-se que o grupo brasileiro Camargo Corrêa, que se encontra presente em 20 países, com vendas que ascendem a cerca de USD 8 mil milhões em 2008 e emprega mais de 54 mil trabalhadores, acaba de ver, pelo menos em princípio, gorada a sua tentativa de fusão com a principal cimenteira portuguesa a Cimpor, após a entidade reguladora do mercado de capitais lusa ter entendido que a operação teria que traduzir-se forçosamente numa OPA (Oferta Pública de Aquisição).

Embora responsáveis do grupo brasileiro não descartem a hipótese de avançarem mesmo com a OPA o certo é que a posição da CMVM fez, para já, malograr os intentos da Camargo Corrêa passar uma parte significativa do capital da cimenteira portuguesa.

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05 Fevereiro 2010

Luanda-TPA Com Nova Imagem Gráfica e Cenográfica


Angop-A Televisão Pública de Angola (TPA) apresentou hoje, sexta-feira, a nova imagem gráfica e cenográfica que suportará os principais serviços informativos da estação, no âmbito do programa de reestruturação técnica em curso, indica uma nota de imprensa do Ministério da Comunicação Social.


Segundo o documento, a que a Angop teve acesso, em Luanda, a renovação gráfica e cenográfica, com recurso à tecnologia de última
geração, beneficiará igualmente os principais programas de entretenimento da grelha da estação pública, nomeadamente 10/12 e "Janela Aberta".

A nova técnica prevê igualmente a renovação da imagem dos principais programas da Televisão Pública de Angola.

"No culminar das recomendações apresentadas pela Comissão Técnica de Reestruturação, a Televisão Pública de Angola está a beneficiar de uma profunda remodelação técnica, cujos trabalhos estão a ser ultimados e abrangem a renovação técnica, digitalização da emissão e a digitalização e renovação dos principais estúdios", realça a fonte da Angop.

A reestruturação técnica na TPA insere-se no programa geral do Governo 2009-2012 e do Plano Nacional 2009, aprovado pelo Conselho de Ministros.


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Lobito-Ponte Cucula

Angop - O governador de Benguela, Armando da Cruz Neto, considerou quarta-feira, no Lobito, a construção de estradas e pontes como base para desenvolver os projectos socio-económicos do país, em particular da região.

Intervindo na inauguração da ponte sobre o mangal, localizado entre os bairros da Caponte e Comercial, na cidade do Lobito, o governante considerou a estrutura rodoviária um pilar para o relançamento da economia.

A construção da ponte designada "Cucula" permitirá a rápida circulação de veículos pesados no perímetro que liga as principais vias que dão acesso ao porto do Lobito.

A nova ponte da Cucula possui quatro faixas de rodagem, 500 metros de comprimento, 20 de largura e um passeio de dois metros para peões e capacidade de suportar 40 toneladas por eixo.

O administrador do Lobito, Amaro Segunda Ricardo, referiu que a ponte da Cucula vai permitir desviar todo o movimento rodoviário de viaturas pesadas que vão de e para o porto
comercial do Lobito.

A construção da ponte da Cucula se enquadra no programa de expansão e modernização de infra-estruturas do porto comercial do Lobito.

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Repórter de Serviço no Dia 4/02/10

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04 Fevereiro 2010

Angola



O 4 de Fevereiro de 1961 é considerada a data de início da luta armada de libertação nacional, pois foi nesse dia em que um grupo de homens, munidos de catanas e paus, atacou as cadeias de Luanda para libertarem os seus companheiros que lá se encontravam presos.

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Lobito a Nº 1











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Luanda

Fotos de Matthias Offodile









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Namibe











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Benguela









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Lubango








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Malange-Hotel Yolaka - Kalandula






Fotos de Anton Van Schalkwyk

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03 Fevereiro 2010

Luanda-Economia de Angola a Crescer 7,5 %

Jornal de Angola-A retoma económica em Angola este ano está garantida e o crescimento vai situar-se nos 7,5 por cento, anunciou ontem o Banco Mundial. Esta previsão surge após um ano de forte abrandamento que colocou o crescimento em menos de um por cento em 2009.
Segundo o Banco Mundial, o mau desempenho da economia angolana no ano passado deve-se à queda brusca do preço do barril de petróleo o que “provocou a perda de 30 por cento das reservas monetárias e uma desvalorização do kwanza de 25 por cento em relação ao dólar”.

O Banco Mundial tinha feito uma previsão de crescimento para a economia angolana em 2009 na ordem dos três por cento mas fez uma correcção em baixa para meio por cento, “uma queda brutal em relação ao crescimento económico dos últimos quatro anos durante os quais o crescimento foi sempre de dois dígitos”.
Ricardo Gazel, o economista chefe do Banco Mundial em Angola, anunciou que este ano a produção de petróleo vai aumentar de 1,7 para 1,9 e que o preço do barril registou um aumento substancial. Ainda segundo os números do Banco Mundial, a inflação no ano passado ficou pelos 13,9 por cento. “A paisagem económica melhorou nitidamente em 2009 mas as debilidades da economia permanecem devido à grande dependência do petróleo durante os próximos anos”.
Angola disputa com a Nigéria o primeiro lugar de produtor de petróleo em África e é o principal fornecedor dos EUA e da China.

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Luanda-Pobreza é a Principal Causa da Violência

Jornal de Angola-A pobreza é apontada como sendo a principal causa da violência que existe na sociedade angolana. Esta conclusão vem expressa no relatório de um estudo que a Development Workshop (DW) e o Centro de Estudo da Violência e Reconciliação (CSVR) da África do Sul realizaram em Luanda e apresentado ontem, em Luanda, na presença de várias entidades.

A funcionária da Development Workshop, Eunice Inácio, defendeu que as políticas de combate à pobreza em Angola devem ser mais eficazes, “porque combatendo a pobreza muitos males sociais, como a violência física, psicológica, cultural e estrutural, podem diminuir”, referiu. Considerou, além disso, que as organizações governamentais e não governamentais que implementam programas de combate à pobreza devem ter em conta as reais necessidades das populações.
“De uma forma geral, em todos os países saídos de conflito, mais de 50 por cento dos seus membros enfrentam incidentes de violência devido à insatisfação das necessidades básicas da vida”, disse.
Durante os estudos, a Development Workshop e o Centro de Estudo de Violência e Reconciliação identificaram as causas da violência, as formas como as vítimas são tratadas e o seu grau psicológico devido aos traumas da violência. As duas instituições constataram também a necessidade de se recorrer a técnicos especializados para ajudarem a fazer o acompanhamento das comunidades que sofrem os traumas da violência.
A DW e CSVR realizaram em Luanda um encontro com instituições governamentais, sociedade civil, igrejas e pessoas singulares durante o qual fizeram o levantamento das necessidades das pessoas que sofrem os traumas da violência em Angola.
O relatório, para consumo público, é uma contribuição que as duas instituições estão a dar, para que as pessoas leiam e analisem a situação real vigente sobre as causas e traumas da violência na República de Angola.

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Angola-Sumbe-Pesca de Carapau Proibida no Kwanza Sul


Angop O director das Pescas do Kwanza Sul, Miguel Joaquim Vicente, anunciou hoje que o seu organismo vai proibir a pesca do carapau, no âmbito das medidas de gestão e protecção dos recursos marinhos para o ano em curso.

Em declarações à Angop, o director disse estar em curso trabalho de inspecção e fiscalização, de modo a fazer cumprir as medidas do Ministério das Pescas.

Com o propósito de proteger os recursos, os serviços nacional de fiscalização do Ministério das Pescas ordenou a paralisação definitiva dos navios com arte de arrasto.

O director defendeu a necessidade da descentralização do sistema de prorrogação das licenças de pesca, passando desta forma sob responsabilidade dos governos provinciais, bem como a redução do número de embarcações de pesca marítima industrial, semi-industrial e artesanal.

A direcção das pescas, segundo o responsável, se propõe em apreender os artefactos de pescas de arrasto na zona litoral da província, no sentido de proteger as espécies mais vulneráveis.

A disseminação da legislação sobre pescas, medidas de ordenamento e gestão constam dos planos da direcção local, assim como a supervisão da qualidade higieno-sanitário do pescado consumido pela população.

Em 2009, foram capturadas 15 mil e 626 toneladas de peixe.

A província do Kwanza Sul conta com uma faixa marítima de 178 quilómetros lineares, rica em crustáceos e peixes de diversas espécies.

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02 Fevereiro 2010

Dondo



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Caála



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Benguela





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Angola-As ilhas de Negala e Kalenge


Jornal de Angola-A Cruz Vermelha de Angola ofereceu sábado, à população das ilhas de Negala e Kalenge, no município de Icole e Bengo, na comuna de Cabiri, província do Bengo, dois barcos e igual número de motobombas.

O secretário-geral da Cruz Vermelha de Angola, Walter Kifica, disse que a oferta tem como objectivo minimizar as dificuldades que a população das referidas áreas atravessa no escoamento dos produtos agrícolas e garantiu que a sua instituição vai continuar a apoiar a população destas ilhas, para ajudar a resolver alguns problemas que se vivem nas comunidades. Pediu ainda às populações de Negala e Kalenge que preservem os meios, para que possam tirar o maior proveito deles.
O coordenador da ilha de Negala, António Domingos, disse, em nome das duas localidades, que “é uma grande alegria, porque há muito tempo que nós precisávamos destas embarcações para escoarmos os nossos produtos agrícolas, e das motobombas para aumentarmos a produção”.
As duas ilhas estão separadas por uma distância de três quilómetros, possuem uma população estimada em 1.500 habitantes e têm como meio de subsistência a agricultura e a pesca.

Unaca reabilita fazendas

A reabilitação das fazendas agrícolas dos municípios da província do Bengo constitui uma das apostas para 2010 da direcção local da UNACA – Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuárias.
O presidente da UNACA, Marques Miguel, disse ao Jornal de Angola que, para a concretização dos objectivos preconizados, foram já reorganizadas cerca de 30 cooperativas nos municípios da província do Bengo.
“No universo das cooperativas antigas e agora organizadas para o processo produtivo consta a “Vitória é certa”, localizada no Ngombe, onde, no passado, se produziam elevadas quantidades de café”, disse Marques Miguel, acrescentando que esta cooperativa recebeu recentemente, do governo provincial do Bengo, um tractor. A cooperativa agro-pecuária “Maduraria”, na comuna do Úcua, já possui, por seu turno, escritura pública.
A UNACA controla, no Bengo, cerca de 189 associações em todos os municípios.
“Estamos no bom caminho e a nossa tarefa tem sido a transmissão de conhecimentos aos nossos associados, sobre a importância das cooperativas no desenvolvimento da produção agrícola na nossa província”.
A UNACA - Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuárias assinala no próximo dia 6 o seu 20º aniversário.
(*) Com Noé Jamba

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01 Fevereiro 2010

Luanda-Novas Construções




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Lubango-Novo Aeroporto





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Lobito-Novas urbanizações



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Catumbela-Nova Ponte




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Soyo-Novo Hotel

Fotos de Anton Van Schalkwyk



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31 Janeiro 2010

Luanda-Ilha do Mussulo












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Pedra de Água-Centro Industrial e Turístico é Riqueza Estagnada


Jornal de Angola-O centro turístico e industrial da Pedra de Água, situado na comuna da Botera, município do Seles, precisa de investimentos dado ao seu potencial industrial e turístico. A sua reabilitação constitui um dos pilares para o relançamento da indústria de joalharia na província do Kwanza-Sul e o enchimento da água medicinal gaseificada natural, com características únicas em Angola e no mundo.

Localizado a 500 metros da margem do rio Cubal, o local denomina-se “Unchila Wonjamba”, que em português significa “Cauda do Elefante”. O centro industrial e turístico da Pedra de Água tem uma nascente de água gaseificada natural na área da Bamba e à medida em que corre vai ficando em pedra, aglutinando folhas e galhos de árvores. E assim, a partir da nascente de água termal se vai formando uma formosa pedra que só a natureza sabe qual vai ser o tamanho e o fim do processo.
A Pedra de Água é indicada para a cura de muitas enfermidades e tem características digestivas. O português João António Veiga construiu em 1956 uma estrutura para o enchimento da água medicinal a partir da nascente. A marca Pedra de Água era de alto consumo em Angola e já tinha clientes no estrangeiro. Hoje a fábrica e outras estruturas erguidas na época estão em escombros.
O actual regedor da Catanda, soba Filipe Correia, foi trabalhador na fábrica da Pedra de Água durante muitos anos até a sua paralisação em 1980, devido à guerra.

Oficina de joalharia

De acordo com o soba Filipe Correia, o centro industrial e turístico da Pedra de Água contribuiu para o desenvolvimento social e económico do município do Seles. Além do enchimento da “Pedra da Água” havia no local uma indústria de joalharia. A oficina foi construída em 1971 e o seu funcionamento incentivou a exploração de pedras preciosas e semi-preciosas na região o que na época gerou 350 empregos.
“No tempo que funcionava o centro da Pedra de Água, todos nós tivemos apoio em bens alimentares, sabão, roupa, calçado e nada nos faltava. Hoje as pessoas têm de se deslocar à sede do município para conseguirem esses produtos, percorrendo 40 quilómetros a pé”, desabafou o ancião.
O soba, de 63 anos, recorda os bons momentos vividos, naquela época, destacando o fornecimento da corrente eléctrica através da mini-hídrica que o centro dispunha e que permitia a realização de vários serviços em benefício dos habitantes da região.
“Nós vivíamos bem aqui, até as nossas mulheres não se esforçavam a preparar a fuba porque com a luz da mini-hídrica tínhamos as moagens”, disse.

Falta de investidores

A reabilitação do centro, de acordo com o administrador municipal do Seles, Rui Feliciano Miguel, é uma das prioridades do município, mas a não concretização das intenções dos empresários que se propuseram investir está a adiar o desejo das autoridades e das populações.
Para pôr em marcha o plano de reabilitação e exploração dos recursos do centro, a Administração Municipal do Seles pretende efectuar um concurso público para se apurarem potenciais investidores.
O administrador do Seles, Rui Feliciano Miguel, revelou ao Jornal de Angola que para estimular os potenciais investidores, o seu executivo está empenhado na reparação da via que dá acesso ao local o que considerou “uma tarefa que deve contar com a colaboração da classe empresarial da província do Kwanza-sul, do município e do país em geral”, dizendo que o centro da Pedra de Água é uma referência internacional.
O município do Seles tem nove centros turísticos, “Nduva”, “Pedra de Água”, “Mundo Wkua”, “Local dos Hipopótamos”, “Camira”, “Piscina Municipal”, “Quedas do rio Luai”, “Caxita” e "Morro do Nduinguiri".

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Luanda-Selecção do Togo Fora das Duas Próximas Edições do CAN


Angop - O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, anunciou hoje (sábado) que a selecção do Togo foi suspensa e ficará fora das duas próximas edições da Taça das Nações, em virtude das interferências governamentais que levaram à retirada da equipa da Taça de África da Nações Orange-Angola2010.

De acordo com o site da CAF, a decisão tomada pelas autoridades políticas do Togo transgride os regulamentos da confederação.

De acordo com o regulamento do CAN, “a ausência declarada a menos de 20 dias do início da competição final ou durante o torneio implicará uma multa de 50 mil dólares e a suspensão da selecção nacional pelas duas edições seguintes da Taça Africana”.

Pouco antes do início da Taça Africana, a selecção togolesa foi vítima de um atentado na região de Cabinda. O autocarro que transportava a delegação foi metralhado por rebeldes da Flec. Duas pessoas morreram no ataque: o treinador assistente da selecção do Togo, Abalo Amelete e o chefe de imprensa, Stan Ocloo. O motorista ficou ferido, assim como o guarda-redes suplente Kodjovi Kadja Obilalé, este levado para a África do Sul, onde passou por uma cirurgia.

Depois do atentado, os jogadores decidiram participar da competição para “honrar os mortos”, mas o governo de Togo exigiu de forma taxativa o retorno do grupo.

A selecção estava no Grupo B (Cabinda), ao lado da Côte d’Ivoire, Burkina Faso e Ghana.

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Luanda-Final do CAN2010


Angop - A final da Taça Africana das Nações em Futebol Orange-Angola 2010, a ser disputada hoje pelas selecções do Egipto e do Ghana, no Estádio Nacional 11 de Novembro, em Luanda, constitui destaque de alguns diários desportivos nacionais e internacionais.

O Jornal de Angola refere que os ghanenses e egípcios chegam à decisão final com mérito, sobretudo os faraós que continuam invictos.

No seu artigo, o Jornal de Angola refere que a selecção egípcia, detentora do titulo e favorita à vitória na partida de hoje, mostrou ao longo da prova muita disciplina e boa organização, enquanto o Ghana apresenta uma excelente capacidade de gestão do jogo, sobretudo quando se encontra em vantagem.

O Jornal dos Desportos destaca que pela primeira vez na história as selecções do Ghana e do Egipto disputam uma final da Taça Africana das Nações em Futebol.

Traz ainda referência na sua edicção de hoje do jogo de sábado, no qual a selecção da Nigéria venceu a sua similar da Argélia, conseguindo assim a terceira posição da prova.

Anuncia, por outro, que a Confederação Africana de Futebol vai investir mais no futebol feminino.

Já o jornal A Bola destaca na sua manchete "Chegou o grande dia. Uma ponta de amargura por os Palancas Negras não terem chegado à final do CAN-2010".

Este órgão desportivo argumenta que a par da tristeza de ver chegar ao fim a mais bela festa do futebol africano aumenta a ansiedade, à medida em que se aproxima o momento de ver quem se sagrará campeão africano, o poderoso Egipto ou o renovado Ghana.

Sublinha o anúncio de Issa Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol, segundo o qual a selecção do Togo está impedida de participar nas duas próximas edições do Campeonato Africano das Nações (CAN).

A decisão de suspender o Togo foi tomada devido à "interferência do Governo" daquele país, que levou a retirada da equipa do CAN2010.

Já o jornal O Jogo aventa que a selecção do Egipto, recordista em triunfos na Taça das Nações Africanas, parte à procura do terceiro título consecutivo na final com o Ghana, em Luanda.

Os egípcios, que já triunfaram por seis vezes no CAN, disputam a oitava final e apenas perderam uma, em 1962, frente à Etiópia, que venceu no prolongamento por 4-3.

Os ghanenses têm sete presenças no derradeiro encontro da competição africana, mas apenas festejaram o título por quatro vezes, em 1963, 65, 78 e 82.

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30 Janeiro 2010

Isto É África







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Angola-Mais de 300 Escolas Católicas no País


O PAÍS apurou que existem mais de 300 escolas católicas no país, 30 das quais em Luanda. Segundo a madre Maria da Conceição, a falta de reconhecimento e de apoio da sociedade tem dificultado a sua expansão: “Já estamos cansadas de falar sobre as escolas católicas porque os discursos são todos muito bonitos, quando é para as pessoas arregaçarem as mangas para ajudar notamos uma certa inércia. Para a sociedade esse número pode não dizer nada, mas para nós diz muito e por isso vamos continuar a trabalhar conscientes que Deus reconhece os esforços que temos desprendido”, desabafou a responsável.

Maria Adelina reconhece que, apesar das escolas católicas serem uma minoria, e das dificuldades que enfrentam, não deixaram de existir desde há mais de 2.000 mil anos: “A missão destas instituições é transmitir valores religiosos, morais e culturais.

Nós continuaremos a fazer tudo para cumprir a missão que nos proposemos, por isso é que as nossas escolas estão em zonas do interior onde não há outras”.

Nesta época do ano toda a gente fala sobre as nossas escolas. Nós já fizemos vários apelos através da Rádio Ecclésia e da TPA, mas de nada adiantou porque as pessoas mostram-se insensíveis a esse tipo de acções. Por isso, já não temos muito interesse em falarmos sobre esse assunto”, rematou a madre.

Por outro lado, o sociólogo Afonso Francisco António considera que a procura de vagas nas escolas da Igreja Católica deve-se ao facto de, para além da formação académica, elas incutirem nos estudantes valores morais, razão pela qual são consideradas de instrutoras.

“Não vou falar apenas das escolas da Igreja Católica porque existem as outras religiões que também prestam este serviço à sociedade. Se formos a ver, um indivíduo formado numa dessas escolas adquire um tipo de mentalidade, na maioria das vezes, diferente daqueles que estudaram nas escolas do Estado”, explicou.

Afonso António é de opinião que as pessoas procuram estas instituições porque querem que os seus filhos tenham uma formação de qualidade e com bases bem sólidas: “E, como essa qualidade não é visível em algumas escolas públicas recorrem a esses estabelecimentos de ensino”, explicou.

Questionado sobre se o facto de os educadores se sujeitarem a passar a noite ao relento para conseguirem vaga não demonstra que existe falta de confiança nas instituições de ensino público, o sociólogo disse que “as pessoas passaram a noite defronte às escolas católicas na busca da qualidade que julgam que não encontrariam nos estabelecimentos de ensino público, como acontece em muitos países”.

Afonso António pensa ainda que essa procura poderá resultar nos próximos tempos numa sociedade melhor formada e recta, porque os estudantes que frequentam esses estabelecimentos recebem uma boa educação, nutrida de valores culturais e morais.

“Com esses valores as pessoas depois de formadas estão em melhores condições de contribuírem para o desenvolvimento da nossa sociedade e, por outro lado, prova disso é que da Igreja Católica saíram pessoas que hoje constituem uma grande franja que observa os valores morais”, frisou.

Diante de tal situação, segundo o nosso interlocutor, o Estado não deve agir como inimigo da Igreja, mas encará-la como um parceira e agradecer-lhe pelo trabalho que tem prestado à sociedade, que consiste em educar o homem para garantir o amanhã.

‘As pessoas seguem qualidade’

A representante em Angola da Congregação das Irmãs de São José de Cluny, Maria da Conceição Adelina, esclareceu esta quarta-feira, 28, O PAÍS que a instituição tem apenas 55 vagas e os critérios de selecção consistem em dar prioridade aos filhos das primeiras pessoas que assinaram a lista.

“Nós não mandamos as pessoas passarem a noite ali fora, até porque considerarmos esse acto desumano. Mas elas acharam que só assim conseguiriam a vaga e fizeram”, disse Maria Adelina.

De acordo com a madre, a instituição segue à risca as normas e os regulamentos do Ministério da Educação e foi em cumprimento de tais obrigações que realizaram as matrículas no dia 26.

A madre garantiu que “colaram primeiro um papel na porta anunciando o início das matrículas para a iniciação, as pessoas aderiram em massa e como há poucas vagas sujeitam-se a isso”.

Maria Adelina disse, por outro lado, que contrariamente ao ano lectivo passado em que só leccionavam da iniciação à nona classe, este ano prevêem aumentar para a 10ª classe, visto que o estabelecimento passou a contar, desde o ano passado, com o espaço onde anteriormente funcionava a Universidade Católica de Angola.

No entender da religiosa, as pessoas acorrem ao São José de Cluny não só pelo baixo preço mas também pela garantia da qualidade da educação, porque existem muitos colégios que cobram valores altíssimos mas com baixa qualidade.

Na tabela de preços do ano passado consta que da iniciação à 4ª classe os encarregados de educação devem desembolsar 61 dólares e da 5ª à 9ª classe apenas 66 dólares.

“As pessoas pensam que nós temos muito dinheiro, mas isso não condiz com a realidade e se assim fosse de certeza que construiríamos mais escolas”, realçou a madre.

O salário dos professores desta instituição é pago pelo Estado e o dinheiro arrecadado das mensalidades, segundo a nossa interlocutora, serve para pagar apenas o salário dos seguranças e empregadas de limpeza.

Das mensalidades sai também a remuneração dos professores que ainda não auferem a partir do Ministério, para a manutenção do posto médico e do próprio edifício. A escola fornece uma refeição por dia aos alunos.

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Angola-Prémio Nacional de Literatura Infantil


Jornal O País-O Instituto Nacional das Industrias Culturais (INAIC) aposta no surgimento de novos autores no domínio da literatura infantil. Para o efeito, instituiu o Prémio Literário Jardim do Livro Infantil.O director da instituição outrora designada Instituto Nacional do Livro e do Disco, António Fonseca, revelou a O PAÍS que já tem também divulgado o regulamento do prémio e espera ter um bom resultado.

O projecto visa estimular os educadores e encarregados de educação com talento e habilidades a tentar escrever para os mais novos. No seu entender, é importante que haja mais recursos públicos para este género literário, visto que é por ele que também se forma o carácter, a identidade e personalidade das crianças.

“A nossa literatura tradicional tem textos belíssimos e ricos, e seria de muito interesse que os nossos autores não os ignorassem e que pudessem trazer para a literatura infantil”.

Indagado quanto à participação dos candidatos no referido galardão, António Fonseca avançou que não há, de momento, sinais elucidativos, uma vez que o concurso é feito sob anonimato.

Adiantou igualmente que os resultados serão divulgados depois de seleccionados os trabalhos dos autores pelo corpo de jurado para determinar efectivamente o número de professores e educadores candidatos ao prémio.

“Só depois de conhecer os trabalhos dos autores é que poderemos determinar o número de professores e educadores como candidatos ao prémio. Em todo o caso seria apreciável se fossem muitos e mesmo que não tenham ganho, pelo menos haveriam novos originais, novas obras, que com maior ou menor grau de dificuldades serão publicados”.

Preocupações A falta de editoras dedicadas à literatura infantil no país tem sido também, para o Instituo, um dos grandes obstáculos no domínio da escrita e edição, facto que se reflecte negativamente nas criações de alguns autores.

Muito deles possuem trabalhos, mas não conseguem publica-los por falta de recursos. Preocupado com esta situação, António Fonseca apela à intervenção das instituições ligadas ao processo no sentido de dar maior cobertura de modo a expandir este género literário.

“Acabamos de criar o Prémio Literário Jardim do Livro Infantil que tem o patrocínio da TottalEP e que visa trazer novos autores para o domínio da literatura infantil.

Esperamos que o resultado final seja um sucesso. Continuamos a receber originais até 29 de Fevereiro.

Apesar de poucas, as editoras a trabalhar em torno da literatura infantil, o Instituto Nacional das Industrias Culturais conseguiu registos de entradas para edição da literatura na União dos Escritores Angolanos, Chá de Caxinde e da Texto Editora.

Literatura e autores

Tanto quanto se sabe, a literatura infanto-juvenil no país nasceu, no período pós-independência, pela mão do Instituto Nacional do Livro e do Disco, com autores que inicialmente pertenciam à mesma instituição.

Durante os primeiros anos de independência foram publicadas algumas obras como “Na Floresta os bichos falaram” de Maria Eugénia Neto e “As aventuras de Ngunga” de Pepetela. Do ponto de vista da literatura infantil, o último título produzido pela instituição foi o livro Jardim do Livro Infantil, de Maria Celestina Fernandes.

Ainda que poucos, novos autores foram surgindo como é o caso de Yola Castro, Jhon Bella e Canguimbo Ananás. São nomes que se vêm juntar aos tradicionais Dario de Melo, Octaviano Correia, Cremilda de Lima, Gabriela Antunes, Rosalina Pombal, Zaida Dáskalos.

Para maior incentivo,o Instituto criou um movimento em torno do livro e da leitura, bem como o conceito de oferta de livros em ocasiões festivas. Na mesma perspectiva, fez renascer o Jardim do Livro Infantil, um evento de promoção do livro e da leitura e de incentivo ao gosto pela leitura dos petizes, com periodicidade anual, e que aos poucos se vai expandindo para as outras províncias. Malanje, Zaire e Huíla são as províncias que experimentaram o projecto no mesmo período.

“Fizemos renascer o Jardim do Livro Infantil, que felizmente se vai expandindo para as outras províncias.

O ano passado Malanje, Zaire e Huila, realizaram-no também. Esperamos ver neste ano outras províncias a aderirem ao projecto. A instituição já está a trabalhar em novas edições de modo a proporcionar novidades para a próxima edição do Jardim do Livro Infantil, a decorrer em Junho do presente ano.
Rede de leitura pública

Apesar de algumas insuficiências, Luanda possui um número razoável de bibliotecas que vez têm servido o público leitor. Citam-se os casos das bibliotecas Nacional, Municipal, Alliance Française, Maria Sunta do Complexo Nossa Senhora da Luz, Centro Cultural de Viana, Agostinho Neto, de Katete, Cacuaco, Instituto Camões, Museu de História Natural, Museu da Escravatura, Casa de Cultura do Brasil em Angola, Biblioteca Científica da Força Aérea Nacional, entre outros.

Entretanto, está a ser desenvolvido um vasto trabalho de organização, no sentido de fazer crescer e manter disponíveis os volumes nestas bibliotecas, para além dos que já têm adquiridos.

Há aqui a referir a obra completa de Óscar Ribas, editada no quadro da conferência realizada o ano transacto no Palácio dos Congressos em Luanda e outras de autores nacionais da Colecção Vozes D´África, que vêm sendo editadas pelo Instituto Nacional das Indústrias Culturais.

Música Infantil

No domínio da música infanto-juvenil, não existem quaisquer estatísticas, mas apenas algumas iniciativas manifestadas por alguns jovens, entre os quais os Amigos do Bairro Saneamento, o que no entender de António Fonseca, espera ser um dos parceiros na próxima edição do Jardim do Livro Infantil, a decorrer em Junho.

Por último, apelou a todos quantos estiverem envolvidos neste processo para que o façam com maior qualidade de modo a que transmitam uma imagem de confiança a quem o vai patrocinar. “Tive a oportunidade e prazer de ter mais uma iniciativa do grupo de amigos do Bairro Saneamento e esperamos que venham a ser nossos parceiros no próximo Jardim do Livro Infantil. Surgiram novos nomes que procuram recursos para edições neste domínio e esperamos poder ajudá-los. Há também iniciativas de diversos programas de rádio e de diversos produtores musicais infantis”, concluiu.

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Angola-Mais Água Para Reduzir Importações


Jornal O País-A nova fábrica de produção de água mineral “Cristalina”do Grupo Mostratus SGPS situa-se na província do Bengo (Catete), comuna de Masoso, a cerca de cinquenta quilómetros de Luanda. O empreendimento ocupa uma área de vinte e três hectares, sendo 2.400 metros quadrados zona de produção, 2.400 de stock e 800 metros quadrados preenchidos por escritórios.

Segundo o director administrativo e jurídico da Mostratus, João Pinto, o lançamento desta unidade fabril é uma mais-valia para o país e contribuirá para o crescimento do sector.

Por outro lado diminuirá as importações excessivas que se registam no mercado nacional.

A indústria conta com máquinas de última geração e uma tecnologia de ponta, possui de quatro sectores de funcionamento estratégico, nomeadamente o sector de transformação dos recipientes com uma capacidade de três mil garrafas por hora, uma zona de enchimento com capacidade de encher sete mil litros por hora, a terceira parte aplica a data de fabricação e durabilidade do produto e a última forma as paletes e embala as garrafas.

A fábrica produz garrafas de 0,33 centilitros as mais pequenas, e de meio litro as outras. Também são produzidas garrafas de litro e meio e de cinco litros. A indústria conta ainda com um aquífero que trabalha 24 horas, com capacidade de encher 12 mil metros cúbicos por hora.

Possui ainda um laboratório de análises de alta qualidade, onde se fazem os primeiros estudos e tratamento da água, antes de ir para a zona de enchimento. A segunda fase do projecto contará com um complexo residencial com aproximadamente 60 suites, uma piscina e um restaurante.

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Huambo-Casas Sociais Para a Juventude


Jornal de Angola-O secretário executivo do Conselho Provincial da Juventude do Huambo, Isaías Alfredo, garantiu ontem, naquela cidade, que as primeiras 50 casas, construídas no município da Caála no quadro do projecto do Governo “Angola Jovem”, são entregues no primeiro trimestre deste ano.

De acordo com o secretário do Conselho Provincial da Juventude, o projecto continua em curso, com o objectivo de apoiar a juventude e minimizar a carência habitacional que enfrenta a camada mais jovem. Disse, por outro lado, que neste momento falta apenas a fase de acabamento e apetrechamento das 50 casas já construídas, para se proceder à entrega das mesmas e dar, posteriormente, continuidade ao projecto nas outras áreas da província.
As casas agora concluídas destinam-se a jovens de todos os estratos sociais, e aqueles que queiram aderir ao projecto terão de reunir alguns critérios, consignados no Diário da República. “Basta ser cidadão angolano, ter idade compreendida entre os 20 e os 35 anos, ocupação remunerada, residir habitualmente na localidade de inscrição há mais de dois anos e não possuir uma habitação própria”, realçou.
As casas fazem parte de um projecto do Governo central, em parceria com o governo local. Numa primeira fase, os jovens poderão entrar com uma quantia monetária avaliada em seis mil dólares, para posteriormente passarem a fazer os restantes pagamentos.
As casas, de tipologia T3, possuem uma sala, três quartos, quarto de banho, cozinha e uma sala de jogos, todas elas apetrechadas e mobiladas, dispondo dos serviços de água, energia, esgotos, entre outros.



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Pólos Industriais no Dondo e Lucala

A cerâmica do Lucala paralizada há mais de 20 anos vai
ser reabilitada para voltar aos tempos áureos


Jornal e Angola-A província do Kwanza-Norte vai dispor, até 2012, de dois novos pólos industrias, a serem construídos nas vilas do Dondo e do Lucala, orçados em 50,3 milhões de dólares cada um, no quadro de um projecto do Governo de relançamento da indústria transformadora.

O pólo industrial do Dondo, 75 quilómetros a sul de Ndalatando, financiado por uma empresa canadiana, vai ser erguido na zona do Mucozo, próxima da Estrada Nacional 230.
A empresa está em negociações com o Governo e com o Ministério da Indústria, no sentido de se criarem as infra-estruturas necessárias, como luz eléctrica, esgotos e água necessários para uma fábrica poder funcionar.
Com o investimento estatal, prevêem-se, de princípio, o surgimento de fábricas de sabão, azeite de palma e serração de madeira. O projecto está aberto a pessoas individuais e empresas privadas.
As obras do pólo do Lucala, 36 quilómetros a norte de Ndalatando, orçado em 30 milhões de dólares, financiado pela empresa indiana Angelic, começa este ano, com a construção de valas de drenagem e montagem da canalização de água potável e energia eléctrica, entre outras instalações necessárias para a uma fábrica.
O pólo industrial do Lucala, além da fábrica de água de mesa, vai dispor de cerâmicas, uma vez que há muitas solicitações de empresas privadas interessadas em investirem neste ramo, pois na região existem fontes de matéria-prima, como argila.
O director provincial do Kwanza-Norte da Indústria, Geologia e Minas, Emanuel Ferreira António de Sousa, afirmou que, a par destes investimentos, a província vai beneficiar, dentro de dois anos, da construção de uma fábrica de sabão, com custos até seis milhões de dólares, e de outra de branqueamento e embalagem de arroz, calculada em um milhão de dólares.
Na província do Kwanza-Norte estão a ser construídas duas fábricas de azeite de palma, orçadas em 13 milhões de dólares, duas de torrefacção e embalagem de café, que vão ficar em um milhão de dólares, uma gráfica e uma fábrica de engarrafamento de água mineral, com custos entre cinco e 4,500 milhões dólares.

Indústria de Cambambe está a renascer dos escombros

O município de Cambambe, 87 mil habitantes, o município de Cambambe já foi um importante centro de produção industrial.
O parque industrial da província do Kwanza-Norte, praticamente todo localizado neste município, é constituído pela cervejeira Eka, a têxtil Satec e a companhia de bebidas licorosas Vinelo e Banangola.
A Eka, modernizada recentemente, tem uma capacidade de produção de 40.322 grades por dia, contra as anteriores 8.870, ultrapassando os níveis históricos de 1973.
À Satec põe-se a questão da matéria-prima. A produção de algodão no país é escassa, o que torna difícil a recuperação da indústria, sendo necessária a exportação da matéria-prima.
A empresa, de origem italiana, foi instalada em 1967. Anteriormente, a matéria-prima vinha maioritariamente da Tanzânia. Emanuel de Sousa revelou que o Japão, através de um banco, pretende investir na recuperação da Satec, com cerca de 50 milhões de dólares na Satec.
A Vinelo, além de uma destilaria de álcool e anis, tem uma linha de produção de vinhos, a partir da fermentação do ananás, laranja e banana e de ananás e laranja em calda.
A empresa fabrica, também, bebidas espirituosas, concentrado e sumo de tomate e latoaria para latas para o feijão em conserva.
A Vinelo, paralisada há mais de 20 anos, mas há vários interessados em reactivá-la. O entrave é que foi adjudicada ao grupo Mello Xavier, questão que pode ser resolvida juridicamente.
A Banangol era uma fábrica de farinha láctea, à base da produção de banana do Mucoso. Apesar do incremento da plantação deste fruto, a reactivação da empresa só possível se houver alguém interessado em começar tudo de raíz, dado o avançado estado de degradação das instalações e da maquinaria existente no local.

Novos sectores da indústria

Um sector da indústria que vem se desenvolvendo muito rapidamente é a exploração de inertes, encontrando-se já licenciadas na província, pelo Ministério da Geologia e Minas, cerca de 57 empresas, das quais funcionam apenas 15. O director provincial da Indústria, Geologia e Minas disse que as outras empresas esperam pelos financiamentos para poderem iniciar a actividade, pois é um tipo de indústria requer equipamentos muito caros.
As empresas exploram burgau, areia, granito e basalto usados na construção civil e operam nas localidades de Cassualala, Zenza do Itombe (Cambambe), e na zona da Trombeta, entre o município do Golungo Alto e Ndalatando.
Actualmente, está em funcionamento no Dondo a indústria de água de mesa Santa Isabel, que, apesar de não atingir ainda o máximo da produção, é um dos grandes investimentos feitos na região, a par da fábrica de água mineral Cristalis, na cidade de Ndalatando.
Um pouco por toda a província do Kwanza-Norte há padarias e pequenas oficinas de marcenaria, carpintaria, soldadura, mecânica, de móveis e de reparação de viaturas automóveis e motociclos.



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Benguela-Quinhentos Mil Alunos Frequentam Ano Lectivo


Angop-Um total de quinhentos mil alunos entre crianças, adolescentes, jovens e adultos, de ambos os sexos, frequentarão o ano lectivo 2010, na província de Benguela, anunciou nesta sexta-feira, o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Joaquim Domingos Pinheiro.

Domingos Pinheiro que falava no acto provincial da abertura oficial do ano lectivo 2010 realizado no município do Bocoio, 102 quilómetros a nordeste da cidade de Benguela, afirmou que para o efeito estarão ao serviço do ensino 20 mil professores, mil dos quais são novos docentes do concurso público do ano 2008.

O responsável, que presidia o acto em representação do governador da província de Benguela, Armando da Cruz Neto, disse ainda que, no presente ano lectivo estarão igualmente disponíveis 300 novas salas de aulas, que se juntarão as outras duas mil salas antigas já existentes nos nove municípios na província de Benguela.

O director pediu aos pais e encarregados de educação a cumprirem com maior responsabilidade a nobre missão de acompanhar de forma sistemática a formação académica dos filhos.

O acto central provincial da abertura oficial do ano lectivo 2010, que decorreu no pátio da escola do primeiro ciclo de ensino secundário "Rei Mandume" do Bocoio, os alunos e encarregados de educação nas suas mensagens pediram ao governo da provincial, a construção de mais salas de aulas, admissão de mais professores e a institucionalização de um núcleo de ensino superior no
município.

Por seu turno, a administradora municipal do Bocoio, Deolinda Valiangula, na sua intervenção manifestou-se regozijada, pelo facto do município que dirige ter albergado pela segunda vez, o acto da abertura oficial do ano lectivo 2010 a nível da Província de Benguela.

O programa encerrou com visita de ajuda e controlo do director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, ladeado pela administradora municipal do Bocoio, Deolinda Valiangula e a delegação que acompanhou, as obras administrativas e sociais já na fase conclusiva na comuna do Monte Belo.

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