Preparar Mais de Cinco Milhões de Hectares de Terras Aráveis em Toda Angola

Foto ANGOP

Mais de cinco milhões de hectares de terras aráveis serão preparados em todo o país, para campanha agrícola em 2018/2019, com vista a produção em grande escala de cereais, tubérculos, frutas, vegetais e oleaginosa, visando reduzir as importações
Ao avançar hoje a informação, na cidade de Porto Amboím, o director nacional para Agricultura, José Carlos Benttecourt, disse que a aposta é a produção de cereais, como milho, soja, trigo e arroz, por constituírem as culturas de bases para o desenvolvimento do país.

“Na campanha agrícola 2018/2019, o Ministério da Agricultura e Florestas propõem-se em preparar mais de cinco milhões de hectares em todo país e superar um milhão 470 mil de hectares actuais”, referiu.

Para esta campanha, as famílias camponesas, um total de um milhão e 900 mil, vão preparar 2,9 milhões de hectares manualmente, enquanto 2,1 milhões de hectares preparados e 77 mil hectares com recurso à tracção animal.


Terminou Ontem a Transferência das 205 Famílias Que Residiam no Prédio “Treme Treme” em Luanda

A transladação das duzentas e cinco famílias residentes no prédio Siccal, mais conhecido por “Treme-Treme”, iniciada sexta-feira, terminou este domingo sem sobressaltos.

A confirmação é do director nacional da Habitação, Adriano da Silva, que disse terem transferido 55 famílias para a urbanização do Cazenga, e outras 150 na centralidade do quilómetro 44, município de Icolo e Bengo.

O responsável fez saber que nas duas localidades há boas condições de acomodação, com água potável, energia eléctrica, saneamento básico e segurança.

Disse que existe um posto de saúde em cada centralidade, bem como escola do primeiro e segundo ciclos.

“Além do comboio que passa nas proximidades, serão abertas, num curto espaço de tempo, linhas de auto-carros públicos e privados”, garantiu.

Em relação aos habitantes em espaços improvisados, no “Treme-Treme”, não foram abrangidos no processo.


Falta de Fiscalização e Caça Ilegal Afugenta Palanca Negra do Luando

Foto O PAÍS

As autoridades tradicionais da localidade do Luando, província do Bié, deixaram de ver as manadas compostas por 12 animais, o que acontecia entre quatro a duas vezes por ano

A falta de fiscalização e a caça ilegal na reserva florestal do Luando, município do Cuemba, província do Bié, estão a afugentar os antílopes, incluindo palancas negras gigantes, segundo o chefe local de departamento do ambiente, Raimundo Cufa.

O responsável afirmou que a província conta apenas com 35 fiscais, quando o necessário seria mais de 400 para pôr cobro à situação, o que dificulta o controlo destas zonas. “Nos últimos dois anos as autoridades tradicionais da localidade deparavam-se com manadas compostas por 12 animais, quatro a duas vezes por ano, o que já não acontece actualmente”, lamentou, em entrevista à Angop.

A instituição que Raimundo Cufa dirige, em parceria com outras instituições públicas locais, pretende levar a cabo uma serie de palestras junto das populações, a fim de desencorajar tais práticas. Esperam contar com a colaboração dos sobas, líderes religiosos e organizações juvenis nas actividades de sensibilização, assim como a denunciarem os infractores.


A Baixa na Produção de Petróleo em Angola Deve-se à Falta de Investimentos no Sector

O declínio na produção de petróleo que se verifica actualmente em Angola decorre da falta de investimento nos segmentos de prospecção, pesquisa e exploração, disse o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, quando em Porto Amboim se dirigia aos presentes no I Conselho Consultivo do Ministério da Indústria.

Diamantino Azevedo disse ser fundamental assegurar até ao final da presente legislatura que a produção de petróleo não baixe para menos de 1,5 milhões de barris por dia e recordou que o compromisso assumido com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo contempla uma produção de 1,6 milhões de barris por dia.

Falando sobre a refinação, Diamantino Azevedo disse ter o governo definido já a estratégia para os próximos anos, que passa pela construção da refinaria do Lobito, com capacidade para processar 200 mil barris por dia, da de Cabinda, com 60 mil barris/dia e a modernização da de Luanda, que foi construída na década de 1950.


A Têxtil Angolana Alassola Colocou em Portugal 454 Toneladas de Fio de Algodão

A empresa têxtil angolana Alassola exportou 454 toneladas de fio de algodão para Portugal entre Outubro de 2017 e 12 de Maio corrente, ao abrigo do projecto de internacionalização do negócio, disse o director industrial, Hioshi Yamamoto, à margem da participação na 8.ª edição da Feira Internacional de Benguela (FIB), que decorreu de 16 a 20 de Maio.

Hioshi Yamamoto disse ainda à agência noticiosa Angop, em declarações proferidas sábado, que o quarto carregamento, com 154 toneladas em 10 contentores, partiu do porto do Lobito na semana de 6 a 12 do corrente mês.

O director industrial disse que o fio de algodão é um produto intermédio que a fábrica tem estado a vender enquanto procura soluções definitivas para iniciar toda a cadeia de produção, que se prendem com a necessidade de angariar mais 60 milhões de dólares para importar matérias-primas, nomeadamente algodão, corantes e outros produtos químicos primários e secundários.

A Alassola é uma empresa que opera na província de Benguela sucessora da extinta África Têxtil, que, depois de ter sido inaugurada em 1979, paralisou a actividade em 1998 e declarou falência em 2000.


Província de Benguela Uma Potência Económica

As suas potencialidades económicas vão desde o sector das pescas, da agricultura, da indústria extractiva e transformadora, e do turismo.

Os municípios do Lobito, Catumbela, Benguela e Baía Farta, todos do litoral, são os principais pólos de atracção económica da província. A agricultura e a pecuária são actividades concentradas mais para o interior, nos municípios do Balombo, Bocoio, Ganda, Cubal, Chongorói. Além dos novos investimentos nos sectores de energia e águas e que podem dar outro impulso à economia, a província tem uma bacia hidrográfica considerável, onde os rios Catumbela, Cubal e outros ajudam no fomento da agricultura nas localidades por onde passa.

As principais produções agrícolas são o Sisal, Algodão, Cana-deaçúcar, Café Arábica, Abacateiro, Banana, Batata, Batata-doce, Gergelim, Feijão Macunde, Girasasol, Goiabeira, Mamoeiro, Mangueira, Maracujá, Massambala, Massango, Milho, Plantas Aromáticas, Produtos Hortícolas, Rícino, Tabaco, Eucalipto, Pinheiro. Dos 39.826,83 km² de área total, cerca de 1 milhão de hectares são terras favoráveis ao desenvolvimento da actividade agrícola.


Buraco de Mais de 5.000 Milhões de Dólares no Maior Banco Angolano

O BPC, o maior banco angolano, totalmente detido pelo Estado, fechou 2017 com um buraco de 5.200 milhões de dólares (4.300 milhões de euros), essencialmente devido ao crédito malparado, o segundo pior registo da história da banca em Angola.

Os dados constam do prospecto da emissão de ‘eurobonds’ de 3.000 milhões de dólares (2.500 milhões de euros), a 10 e 30 anos e com juros acima dos 8,2% ao ano – concretizada pelo Estado angolano este mês -, que foi enviado aos investidores e ao qual a Lusa teve acesso.

No documento de mais de 200 páginas de suporte à operação de colocação de títulos da dívida pública angolana em moeda estrangeira, a segunda do género feita pelo país e denominada “Palanca 2”, é referido que em Dezembro de 2017, o Banco de Poupança e Crédito (BPC) tinha aproximadamente 874 mil milhões de kwanzas (5.200 milhões de dólares) de activos com baixo desempenho e em incumprimento.

No mesmo mês, o Estado angolano já tinha emitido títulos de dívida pública no valor de 231 mil milhões de kwanzas (1.080 milhões de euros) a favor da sociedade estatal Recredit, para compra de valor equivalente de crédito malparado do BPC, que tentará depois cobrar.


Novo Embaixador Angolano Quer Estreitar Cooperação Com Portugal

A consolidação das relações de cooperação entre Angola e Portugal é uma das prioridades do novo embaixador angolano em Portugal, Carlos Carvalho Fonseca, que tomou posse hoje (17), em Luanda, durante evento com a participação do presidente da República, João Lourenço.

A intenção foi manifestada pelo diplomata, nesta quinta-feira (17),  em declaração aos jornalistas, em Luanda, no final do ato de de posse orientado pelo Presidente de Angola, João Lourenço.

Para o embaixador abre-se um novo capítulo na relação entre Angola e Portugal depois do “clima menos bom” vivido entre os dois governos.

As relações entre os dois países azedaram em função de um processo judicial no Tribunal da Relação de Lisboa (Portugal) no qual era arguido o ex-vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente, sob a acusação de corrupção.

Em função de acordos judiciais, as autoridades angolanas defendiam o envio do processo a Luanda, ao contrário do que defendiam as autoridades judiciais portuguesas.


Nas Universidades Portuguesas Frequentam Mais de 6 Mil Estudantes de Angola e Cabo Verde

O ensino superior português recebeu este ano letivo 42.141 alunos estrangeiros, oriundos de 167 países,  sendo 13.785 brasileiros, de acordo com dados da Direção Geral de Estatística de Educação e Ciência (DGEEC). Angola e Cabo Verde são os africanos lusófonos com mais estudantes no ensino superior em Portugal.

O Brasil continua a ser o principal país de origem de alunos estrangeiros, com um total de 13.785 alunos inscritos nas instituições portuguesas, dos quais 7.912 são mulheres. Seguem-se Angola, com 3.721 alunos, Espanha (3.224), Cabo Verde (2.812) e Itália (2.399).

França, Alemanha, São Tomé e Príncipe e China estão igualmente entre os países com mais de mil alunos inscritos em Portugal, segundo os dados apurados através de um inquérito anual dirigido a todos os estabelecimentos de ensino superior, relativos ao ano letivo 2017/2018.

Os alunos chegam também de fora da Europa e do universo lusófono. Entre a diversidade de nacionalidades e culturas nas instituições portuguesas, encontram-se alunos da Síria (79), do Irão (293), do Nepal (44), do Vietname (21) ou da Bolívia (19).


Relatório Sobre Transferências Ilícitas Divulga Nomes, Entre Eles José Eduardo dos Santos e Manuel Vicente

A história do combate à corrupção e repatriamento de capital continua a merecer a atenção dos angolanos, sobretudo de políticos e de organizações da sociedade civil, nomeadamente a Associação “Mãos Livres”.

Há menos de uma semana, Marcy Lopes, Secretário do Presidente da República para os Assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares, afirmou, na Assembleia Nacional, no âmbito da discussão na especialidade da proposta deLei do Repatriamento de Recursos Financeiros Domiciliados no Exterior do país, que o Governo tem dificuldades em identificar a quantidade de dinheiro existente no exterior. Face à esta declaração, a associação angolana de defesa dos direitos humanos “Mãos Livres” respondeu com um relatório que apresenta nomes de presumíveis infratores, imagens, contas bancárias, incluindo as transações feitas.
Segundo Salvador Freire, advogado e presidente da “Mãos Livres” “foi dito pelo próprio Governo angolano de que tem dificuldades para localizar as contas bancárias, e como nós associação Mãos Livres, temos feito este trabalho de investigação, com determinadas organizações não só nacionais, mas também internacionais, decidimos dar a nossa contribuição, dispensando relatórios que vêm com todos os dados importantes, onde constam as contas bancárias, os valores retirados e, naturalmente, a transacção que foi feita dentro deste processo de corrupção”.