Empresários Obrigados a Contratar Mais Talentos Angolanos

A crise que assola Angola desde 2014 obrigou os empresários angolanos a reduzirem a mão-de-obra estrangeira e a olharem mais para os talentos angolanos da base ao topo, de acordo com as empresas de ‘research’ de talentos.

De igual modo, os empresários reduziram o peso dos consultores estrangeiros nas empresas, o que abriu uma janela de oportunidades para a “nata” de jovens talentosos angolanos. Com isso, as empresas reduziram os salários em moeda estrangeira, despesas com casas, viagens, que representava um peso elevado na estrutura de custos das empresas que se viram, de alguma forma, forçadas a substituir por pacotes remuneratórios com residentes cambiais.

De acordo com Anabela Marcos, especialista em gestão de recursos humanos e fundadora da GPT-Gestão Profissional de Talentos e o Clube de Talentos, a situação adversa de gestão de quadros expatriados trouxe, obviamente, oportunidades para profissionais angolanos que talvez ocupavam a segunda ou terceira linha de cargos de gestão.

Neste novo cenário, os quadros angolanos passaram, de repente, a ocupar a primeira linha (CEOs, administradores executivos ou chefes de departamentos). Os da terceira acabaram para a linha intermédia e os da linha intermédia acabaram para a segunda. Ou seja, gerou um efeito cascata, porque um nível puxou o outro gerando, assim mais oportunidades de progressão profissional para os nacionais.

“Os sectores que registam um movimento muito grande de profissionais são as áreas de tecnologias de informação e comunicação. Houve uma maior movimentação nos bancos, com uma necessidade premente de modernização e de conformar com a tendência do sector no mundo em termos de revolução tecnológica.


O Cartão Multicaixa Poderá a Partir de 2020 Ser Utilizado Fora de Angola

A partir do primeiro trimestre de 2020 o Cartão Multicaixa já poderá ser utilizado para operações financeiras fora de Angola com a adopção, pela Emis, da norma EMV – Europa, Master Card and Visa, revelou hoje à Angop o presidente do Conselho de Administração da empresa, Pedro Maiangala Puna.

O principal gestor da empresa interbancária de serviços – Emis, disse à margem do “Fórum Angotic 2019”, que com a adopção da norma EMV o Carta Multicaixa vai ter a funcionalidade do Master Card, Visa e outros meios de pagamentos internacionais.

Neste momento, segundo Pedro Puna, estão a trabalhar para adequar os mecanismos tecnológicos e consolidar as etapas já alcançadas, como é o caso do “Multicaixa Express” – serviço multifuncional que permite fazer operações financeiras a partir do telefone.

“Cada etapa que nós iniciamos deve ser consolidada e só depois avançamos para a seguinte, disse o PCA, recordando que para o lançamento da Rede Multicaixa levou muito tempo e passou-se dificuldades “, acrescentou o empresário, quando questionado sobre a possibilidade do uso do Multicaixa fora de Angola.


Para as Eleições Legislativas em Moçambique Apresentaram Candidatura 39 Partidos e 3 Coligações

A Comissão Nacional de Eleições de Moçambique (CNE) recebeu propostas de candidatura de 39 partidos e três coligações para as eleições legislativas e provinciais de 15 de outubro, referem dados daquele órgão eleitoral.

Os números fazem parte do balanço da CNE sobre o processo de apresentação de propostas de candidaturas, que terminou na segunda-feira (17).

Rodrigues Timba, vogal da CNE, citado hoje pelo diário Notícias, adiantou que aquele órgão vai marcar nos próximos dias o início da entrega dos requisitos necessários à participação nas eleições legislativas e provinciais.

O ato que encerrou na segunda-feira consistiu apenas na apresentação por escrito da manifestação de interesse de participação no escrutínio.

A apresentação das propostas de candidatura às presidenciais, também agendadas para 15 de outubro, ainda está em curso, devendo terminar a 16 de julho.


A Degradação da Cidade do Lobito

Foto Quitos

Lobito era considerado na época colonial o “chumbo” dos arquitectos, devido à complexa morfologia, caracterizada por uma parte baixa limitada em espaço e abundante em lagoas e mangais e uma parte alta, hoje dominada por bairros construídos sobretudo no início dos anos noventa. Nessa altura registou-se um fluxo sem precedentes de pessoas, do interior para o litoral, que procuravam segurança e melhores condições de vida. Mas, estas pessoas construíram sem preocupações de ordenamento urbano e de atendimento às questões de saneamento básico, mobilidade e segurança. Ocuparam linhas de escoamento de águas pluviais, obstruindo a rede de valas de drenagem, situação que ultimamente tem provocado tragédias humanas de grande monta quando se verifica a ocorrência de chuvas. O Jornal de Angola conversou comAmaro Ricardo, que durante uma década foi administrador municipal do Lobito.

O senhor já foi administrador do Lobito durante cerca de 10 anos. O que aconteceu para o Lobito chegar a este ponto crítico?


Reafirmação na Aposta do Executivo na Criação de 250 Mil Postos de Trabalho em Angola

O programa, cujo valor de execução está avaliado em 21 mil milhões de Kwanzas, foi aprovado recentemente pelo Presidente da República, João Lourenço, em decreto 113/19 de 16 deste mês, e inclui, ainda, 10 mil microcréditos e a distribuição de 42 mil kits profissionais.

Além dos beneficiários directos, pretende-se, com a distribuição dos kits profissionais, promover o associativismo e beneficiar indirectamente 250 mil cidadãos.

Jovens desempregados e os que procuram o primeiro emprego são o público-alvo do PAPE.

A implementação do programa contará com a intervenção de diversos sectores ministeriais, como a agricultura, pescas, pecuária, construção civil, energia e águas, turismo e outros, propondo-se o ajustamento dos perfis profissionais dos cidadãos às reais necessidades do mercado de emprego e da economia nacional.

Para a concretização do plano, o Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPTSS) está a reabilitar e apetrechar os centros de formação técnico profissionais e de emprego do país.


Angola Tem Feito Avultados Investimentos em Infra-Estruturas de Telecomunicações

Já quase se torna inquestionável, até para os cidadãos mais cépticos, que o Estado angolano tem feito avultados investimentos em infra-estruturas de telecomunicações e tecnologias de informação, tendo em vista os desafios da quarta revolução industrial.

Nos últimos 10 anos, o país procura alargar e modernizar a rede de telecomunicações e assegurar serviços eficientes, que correspondam às exigências das novas tecnologias.

À semelhança do que vem ocorrendo em outras partes do Mundo, Angola não quer ficar de fora deste inevitável “boom” tecnológico e vai investindo em infra-estruturas tecnológicas de telecomunicações de ponta, com particular destaque para o Angosat1.

Trata-se de uma das mais importantes apostas do Governo angolano, que fez um investimento global de 360 milhões de dólares para a construção desse seu primeiro satélite, formação de técnicos e construção de dois centros de controlo, sendo um em Angola e outro na Rússia.


Grande Investimento em Moçambique Por Consórcio de Exploração de Gás Natural

O plano de desenvolvimento da Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, a província mais a norte de Moçambique, está avaliado em 25 mil milhões de dólares – o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do país, ou seja, a riqueza que o país produz a cada ano.

A cerimónia de decisão final de investimento está marcada para terça-feira e esta é só metade da prosperidade prometida, porque um plano de dimensão semelhante já foi aprovado pelo Governo para outro consórcio, que vai explorar a Área 4, na mesma bacia, e cujo anúncio final pode acontecer até final do ano.

Os projetos de gás natural devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia do país a crescer mais de 10% ao ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras entidades.

Para lá chegar, a Área 1 vai investir 25 mil milhões de dólares que vão ser utilizados para furar o fundo do mar, sugar o gás natural através de 40 quilómetros de tubagens para uma nova fábrica em que vai transformado em líquido, na península de Afungi, distrito de Palma.

Ao lado desta fábrica vai ser construído um cais para navios cargueiros especiais poderem ser atestados com gás natural liquefeito (GNL), que vai ser vendido sobretudo para mercados asiáticos (China, Japão, Índia, Tailândia e Indonésia), mas também europeus, através da Eletricidade de França, Shell ou a britânica Cêntrica.


300 Mil Dadores de Sangue é Quanto Necessita Angola

O banco nacional de sangue necessita de 300 mil dadores voluntários, para colmatar o défice nesta área e melhorar a assistência às unidades sanitárias, afirmou, nesta sexta-feira, em Luanda, o secretário de Estado da Saúde para a Área Hospitalar, Leornado Inocêncio.

Actualmente, o país, com mais de 26 milhões de habitantes, conta com apenas 10 mil dadores.

Desse número (10 mil), 90 por cento são familiares de pacientes com necessidades de transfusão sanguínea, de acordo com dados oficiais do Governo.

As autoridades referem que o Instituto Nacional de Sangue necessita, anualmente, de pelo menos trezentas mil unidades de 450 ml de sangue, para responder à demanda dos hospitais.

Segundo Leonardo Inocêncio, que falava à imprensa, no âmbito do 14 de Junho (Dia Mundial do Dador de Sangue), há um esforço, da parte do Governo, para inverter a situação actual.

Para tal, sublinhou, foram reequipadas as hemoterapias do país e preparados os técnicos.

Por seu turno, a directora-geral adjunta para a área técnica do Instituto Nacional de Sangue, Eunice Manico, afirmou que existe um plano estratégico destinado ao atendimento personalizado aos dadores regulares.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, para a segurança funcional das unidades hospitalares, um por cento da população deve doar sangue.

A OMS recomenda aos governos e aos serviços de hemoterapia a trabalharem juntos para a alocação de recursos adequados, com vista a implementar-se um sistema e infra-estruturas para aumentar a colheita de sangue a dadores voluntários, prestar serviços e cuidados especiais de qualidade, bem como promover e implementar o uso clínico.

À margem da actividade, foram distinguidos alguns dadores com medalhas pela sua contribuição regular com a doação de sangue destinado a salvar vidas.


Dinheiro Devolvido Por Manuel Vicente ao Estado Angolano

Manuel Vicente e outros antigos altos cargos do governo angolano obrigados a reembolsar ao Estado angolano os empréstimos que requereram as empresas que detém.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana, através da Serviço Nacional de Recuperação de Ativos, identificou sete empresas privadas criadas com financiamentos do Estado angolano, que até à presente data não foram ainda reembolsados, tendo sido determinado o arresto de três delas.

Entre as empresas que tinham (ou tiveram) dívidas ao Estado angolano, estava a Lektron Capital, de Manuel Vicente, antigo vice-Presidente de Angola.

A Lektron Capital e a Geni beneficiaram de financiamentos do Estado, através da Sonangol, para a aquisição de participações sociais no Banco Económico, antigo Banco Espírito Santo Angola (BESA), informa a PGR. O documento esclarece que a empresa Lektron já entregou de forma voluntária as participações sociais ao Estado, enquanto a Geni assumiu o compromisso de proceder ao pagamento da dívida que, caso não aconteça, será instaurado imediatamente pela PGR “o procedimento cautelar de arresto das referidas participações”.


FMI Detecta os 5 Problemas da Economia Angolana

O Programa de Financiamento Ampliado foi aprovado a 7 de Dezembro de 2018 e prevê uma duração de três anos, permitindo o acesso a um financiamento global de 3,7 mil milhões USD e a assistência técnica para apoiar o Programa de Estabilização Macroeconómica e o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022.

Embora o FMI considere a primeira avaliação deste programa positiva, a verdade é que Angola saiu de um financiamento de mil milhões USD (primeira tranche) para 248 milhões USD (segunda tranche), ou seja, equivalente a ¼ do primeiro valor. Nesta primeira avaliação, o FMI indica cinco desafios que Angola deve continuar empenhado em superar:

1- Diversificação económica

2- Estabilização do sistema financeiro.

3- Consolidação orçamental (isto é, melhoria da qualidade da despesa, a redução dos subsídios a preço e de bens fixados e aplicação de medidas de diversificação da base das receitas não petrolíferas).

4- Redução dos riscos que se colocam à sustentabilidade da dívida.

5- Acelerar a reestruturação das empresas públicas (isto é, melhorar a gestão do risco de crédito nos bancos públicos bem como o seu sistema de governação).

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