Angola é um dos 4 Países Africanos Que Mais Gastam em Armamento

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De acordo com um estudo do Instituto Internacional de Investigação sobre a Paz de Estocolmo (SIPRI), a dificuldade em acessar aos números oficiais leva a uma subestimação geral dos gastos com a compra de armas.

Nan Tian, um dos autores do estudo, explica: “Nos últimos três anos, nenhum país da África subsaariana divulgou os seus gastos no relatório da ONU sobre compras para o setor militar. E nos últimos 10 anos, apenas cinco países o fizeram.

Constatamos que 45 dos 47 países da África subsaariana relataram seus gastos militares no seu próprio país através do Ministério das Finanças ou por meio de um site de pesquisa e transparência. A transparência é, portanto, pouca, mas há que admitir que é melhor do que se presumia”, afirma ainda Nan Tian, pequisador do SIPRI.

Angola é dos países africanos que mais gastam em armamento

Outra ilação do novo estudo: os números disponíveis mostram que os gastos são comparativamente altos, sendo os mais elevados no Sudão, na África do Sul, em Angola e na Nigéria.

Em média, os países da região gastam 1,7% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em investimentos militares. Note-se que, segundo o Banco Mundial, há países industrializados que gastaram muito menos: a Alemanha, por exemplo, gastou 1,2% em armamentos em 2017.


28 Mil Novas Infecções de Sida e 13 Mil Mortos por Ano é o Último Registo de Angola

Lubango

A Rede Angolana das Organizações e Serviços da Sida (ANASO) lamenta que o país, apesar de todos os esforços, “continua a perder a guerra” contra a Sida (Aids), registando anualmente 28 mil novas infeções e 13 mil mortes.

A Rede Angolana das Organizações e Serviços da Sida (ANASO) lamentou hoje que o país, apesar de todos os esforços, “continua a perder a guerra” contra a SIDA, registando anualmente 28 mil novas infeções e 13 mil mortes.

A posição foi hoje expressa em Luanda pelo secretário executivo da ANASO, António Coelho, à margem do arranque do ‘workshop’ de Validação do Relatório da Avaliação do Ambiente Jurídico-legal do VIH/SIDA, que termina quinta-feira, organizado pelos ministérios da Saúde e da Justiça e Direitos Humanos de Angola, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

António Coelho disse que em Angola a taxa de transmissão vertical de Sida, ou seja, de mãe grávida para o bebé, é de 26%, a mais alta da Comunidade de Desenvolvimento de Países da África Austral (SADC).


O Zimbabué Avançou Com a Saída de Mugabe?

Há um ano, o Zimbabué aguardava com expetativa a renúncia do então Presidente Robert Mugabe. A 15 de novembro, os tanques do exército invadiram as ruas da capital Harare, no que foi descrito como uma intervenção militar.

Mugabe tentou resistir, mas, seis dias depois, após várias tentativas de negociação falhadas e uma ameaça de impedimento, o chefe de Estado há 37 anos no poder acabou mesmo por ser forçado a renunciar no dia 21 de novembro.

A chegada ao poder do seu sucessor, Emmerson Mnangagwa veio, na altura, acompanhada de uma grande dose de euforia e esperança num futuro melhor para o Zimbabué. Mas agora, um ano depois, as opiniões dividem-se.

O sucessor de Mugabe, Emmerson Mnangagwa, tem em mãos uma crise económica que é já considerada por muitos como a pior dos últimos dez anos.

A oposição, que há um ano atrás apoiou a saída de Mugabe, entende que a população foi enganada. É o que diz Jacob Mafume, principal porta-voz da oposição.


Comportamento Discriminatório de Alguns Chineses em África Não Agrada aos Locais

O dinheiro da China é um dos grandes motores da economia africana. Mas o comportamento discriminatório de alguns chineses em África não agrada aos locais. Analistas criticam passividade das autoridades.

Nos últimos anos, a China tornou-se um parceiro-chave no desenvolvimento do continente africano. Seja na construção de hospitais, estradas, estádios ou centrais de energia, o dinheiro vem principalmente do gigante asiático.

Muitos dos trabalhadores dos mega-projetos em África são cidadãos chineses que além da sua força de trabalho trazem na bagagem culturas e perspectivas políticas distintas. E isto dá origem a conflitos, com a rotina diária muitas vezes marcada pela discriminação.

A linha Madaraka Express, um projecto ferroviário no Quénia, é um dos investimentos da China no continente. Há um ano que faz a ligação entre a capital, Nairobi, e o porto de Mombasa, o maior da África Oriental. É o maior projecto de infraestrutura no Quénia, desde que se tornou independente do Reino Unido, em 1963.

No entanto, a fase de construção da linha ferroviária esteve várias vezes nas primeiras páginas dos jornais devido a alegações de racismo. Jornalistas quenianos expuseram casos de trabalhadores chineses que se recusavam a sentar-se à mesa com os colegas africanos à hora de almoço. Insultos e humilhação eram o prato do dia.


Combate à Corrupção em Angola “Precisa de Mais Ação” e Menos Legislação

Oposição e analista ouvidos pela DW África criticam o novo pacote anticorrupção aprovado pelo Governo angolano, mostram-se “céticos” quanto ao plano e dizem que o combate à corr

A “cruzada contra a corrupção”, o cavalo de batalha do Presidente angolano, João Lourenço, tem novos instrumentos de luta. O Governo de Luanda aprovou na quinta-feira (15.11) o novo “pacote anticorrupção”.  Segundo o Governo de Luanda, o pacote de medidas visa a prevenção e mitigação de riscos de corrupção.

Desde esta quinta-feira, o país conta com uma cartilha de ética e conduta na contratação pública, um guia anticorrupção, um guia de denúncias de indícios de corrupção e um manual sobre índice de perceção à corrupção. Estes instrumentos juntam-se a todos outros como a Lei de Probidade Pública e a Lei de Repatriamento de Capitais.

Em declarações à DW África, o jornalista angolano Ilídio Manuel diz que o pacote não vai trazer nada de novo por existir já legislação suficiente de combate à corrupção. “Angola já dispõe de muita legislação neste domínio. Infelizmente aqui não se cumpre. Há uma grande distância entre aquilo que se produz e o cumprimento das leis”.


Para Protecção da Produção Nacional a Pauta Aduaneira Angolana Sofrerá Reajuste

A nova Pauta Aduaneira em vigor desde Agosto último poderá sofrer alguns reajustes, depois da avaliação que será feita em relação as capacidades internas de produção, anunciou o ministro das Finanças, Archer Mangueira.

“Estamos a trabalhar com várias instituições no sentido de avaliar os domínios em que há capacidade de satisfação da procura interna e aí teremos certamente necessidades de fazer alguns reajustamento” disse à imprensa o ministros das Finanças quando visitava, sábado a Expo-Indústria e Projekta 2018, que decorreu de 14 a 17 do mês em curso na Zona Económica Especial (ZEE), em Luanda.

O reajuste na Pauta Aduaneira, acrescentou, será feito sempre e quando for observado que a produção interna já satisfaz ou pelo menos contribua (a produção), significativamente para a redução das importações.

Lembrou que o Projecto Lei do Orçamento Geral do Estado 2018 incluiu determinadas normas no sentido de permitir que o Titular do Poder Executivo possa fazer ajustamentos pontuais à Pauta Aduaneira 2017.


Vítima de Doença Morreu Ontem em Luanda o Poeta Angolano António Panguila


Mensagens de dor e de pesar chegam de várias instituições e de entidades ligadas ao Universo das Letras, e não só, incluindo da União dos Escritores Angolanos, a Maior Casa das Letras do país.


Faleceu Sábado, no Hospital Josina Machel, em Luanda, aos 55 anos, vítima doença, o poeta angolano, António Panguila, informou Carmo Neto, secretário- geral da União dos Escritores Angolanos. O escritor deu entrada naquela unidade hospitalar e teve uma paragem cardíaca, tendo falecido por volta das 16 horas.

Mensagens de dor e de pesar chegam de vários cantos, instituições e de entidades ligadas ao Mundo das Letras, incluindo da União dos Escritores Angolanos, a maior Casa das Letras do país.

”A União dos Escritores Angolanos cumpre o doloso dever de anunciar a morte do poeta António Panguila. Nesta hora de dor e luto, a direcção da União dos Escritores Angolanos apresenta à família sentidas condolências”, disse Carmo Neto.

Já a escritora Amélia da Lomba, no seu perfil no facebook, consternada com a perda de mais um confrade, referiu que António Panguila, o poeta, “deixou-nos fisicamente em pleno Novembro onde as chuvas despontam pelas madrugadas da esperança”.


Em 6 Anos 26 Mil Pessoas Morreram em Angola por Acidentes de Viação

Foto O País



Em seis anos, 26 mil pessoas morreram em todo o país vítimas de acidentes de viação. Estes dados foram avançados, ontem, durante a abertura da 1ª fase da campanha Nacional de Sensibilização e Mobilização da Sociedade Angolana para o combate à Sinistralidade Rodoviária, organizada pela Direcção Nacional de Viação e Trânsito e o Ministério da Comunicação Social

Entre 2011 e 2017 morreram, nas estradas do país, um total de 26 mil pessoas. No mesmo período, 100 mil pessoas ficaram feridas em acidentes rodoviários. Foram ainda registados mais de 30 mil atropelamentos, aproximadamente 7 mil capotamentos e mais de 22 mil colisões entre veículos.

Vista como uma preocupação nacional, o Ministério da Comunicação Social e a Direcção Nacional de Viação e Transito (DNVT) estão empenhados no combate à sinistralidade rodoviária e apelam para a veiculação desta campanha nacional que visa combater este problema de mortalidade a nível do país.

A abertura da campanha é feita numa altura em que se assinala o Dia Internacional em Memória às Vítimas nas Estradas, que, por norma, acontece no terceiro Domingo do mês de Novembro. A actividade está constituída em quatro fases, sendo que cada uma terá a duração de seis meses, perfazendo assim um período de dois anos.

“A primeira fase visa mobilizar a população e vai decorrer de Novembro de 2018 a Maio de 2019; a segunda fase, que visa sensibilizar, terá início em Junho de 2019 e termina em Novembro de 2019; a terceira, que tem como objectivo a prevenção, vai de Dezembro de 2019 a Maio de 2020 e a quarta, e última fase, com foco na educação, vai de Junho de 2020 a Novembro de 2020”, disse o superintendente- chefe António Pinduka, da DNVT.


As Construtoras Portuguesas Têm em Angola o Seu Principal Mercado Externo

 

No ano passado, Angola aumentou o seu peso nos negócios internacionais das construtoras portuguesas. 

Angola continuou a ser o principal mercado externo do setor português da construção, responsável por 28% da faturação no estrangeiro em 2017, o equivalente a 1.415 milhões de euros, segundo dados da AICCOPN.

De acordo com mais recentes dados da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), estes 28% representam um aumento de 22% face a 2016.

No ano passado, Angola foi também o país com valor mais elevado de novos contratos assinados pelas construtoras nacionais: 1.574 milhões de euros, equivalentes a 29% do total e a uma subida de 12% face ao ano anterior.

No total, o volume de negócios da construção e imobiliário nacionais nos mercados externos ascendeu a 10,8 mil milhões de euros (contra 10,01 milhões de euros em 2016), o que representa 15,9% das exportações portuguesas nesse ano.

E se, na sua actividade internacional, as construtoras portuguesas estão distribuídas por cerca de 40 países, o continente africano é a zona geográfica onde têm maior presença, sendo aliás Portugal o quarto país europeu com maior faturação no mercado africano da construção, cifrado em 2,4 mil milhões de euros, depois da Turquia, França e Itália.


João Lourenço Quer Encontrar “os Esconderijos do Dinheiro de Angola”Que Saiu do País Durante o “Banquete”

João Lourenço, o homem que sucedeu a José Eduardo dos Santos na presidência de Angola, que esteve 38 anos à frente do país, diz que também ficou “surpreendido” quando Eduardo dos Santos deixou o poder, mas garante que não está arrependido de decisões como a exoneração de Isabel dos Santos da Sonangol. João Lourenço diz que quer encontrar “os esconderijos do dinheiro de Angola”, dinheiro que saiu do país durante o “banquete” que se viveu ao longo de vários anos.

Estas são algumas das principais ideias da entrevista ao semanário Expresso (acesso pago). João Lourenço diz que não houve “uma verdadeira passagem de pasta” e que não lhe foram “dados a conhecer os grandes dossiês do país”.

Apesar de João Lourenço ser o sucessor de Eduardo dos Santos, teve a imposição de um vice-presidente, Bornito de Sousa.