1º de Agosto Apurou-se Hoje Para as Meias Finais da Liga dos Campeões Africanos

O 1º de Agosto qualificou-se nesta sexta-feira para a Liga de Clubes Campeões de África em futebol ao empatar a uma bola diante do TP Mazembe da RDC, em jogo da segunda-mão.

O feito inédito se deve ao empate nulo obtido dia 15 no estádio 11 de Novembro, em Luanda.

Na partida, que decorreu em Lumbumbashi, os anfitriões marcaram primeiro, aos 12 minutos, por Muleka. Mongo restabeleceu a igualdade, aos 34′.

O guarda-redes Tony Cabaça foi a estrela do jogo ao defender duas grandes penalidades.

ANGONOTÍCIAS


Na Província do Cuando Cubango Foram Desminados Mais de 37 Milhões de Metros Quadrados

Pelo menos 37 milhões, 335 mil e 565 metros quadros foram desminados na província do Cuando Cubango, num total de 537,5 quilómetros limpos de minas antipessoal, antitanque, engenhos não detonados, desde1996 a 2017, revelou hoje, sexta-feira, o chefe de departamento do Instituto Nacional de Desminagem, Paulo Taukondjele.

Em declarações à imprensa, para fazer um balanço dos trabalhos efectuados nos últimos anos, o responsável avançou que neste período foram removidos e destruídos duas mil e 180 minas antipessoal, 463 minas antitanque e 155 mil e 252 uxos (outros engenhos não detonados), resultante da desminagem de 98 áreas a nível daquela região do país.

Avançou que o processo de desminagem, a nível do Cuando Cubango, encontra-se paralisado há seis meses, por falta de recursos financeiros, adiantando que neste preciso momento a província conta com três brigadas de desminagem das Forças Armadas Angolanas (FAA), estacionadas no Triângulo do Tumpo, no município do Cuito Cuanavale, e uma do Instituto Nacional de Desminagem.

“Estas brigadas estavam engajadas no processo de desminagem naquela municipalidade. Do que estava previsto, eram 73 milhões de metros quadrados, destes 52 milhões já foram concluídos, como prioridade do projecto do Triângulo do Tumpo, que permitiu conclusão da terraplanagem do primeiro até ao terceiro tanque”, explicou.

Nesta altura, prosseguiu, as três brigadas de engenharia das Forças Armadas Angolanas (FAA), uma do INAD e uma outra da Polícia de Guarda Fronteira, afectas à Comissão Executiva de Desminagem, têm os trabalhos paralisados há seis meses.


Detido Hoje em Luanda Ex Ministro dos Transportes Augusto Tomás Por Suposto Desvio de Fundos

O antigo ministro dos Transportes de Angola Augusto Tomás encontra-se detido desde hoje em Luanda, por suposto envolvimento no desvio de fundos do Conselho Nacional de Carregadores, disse à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.

Segundo o porta-voz da Procuradoria-Geral da República de Angola, Álvaro João, foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva a Augusto da Silva Tomás e a “alguns membros do Conselho Nacional de Carregadores”.

Álvaro João referiu que, ainda hoje, será divulgado um comunicado de imprensa com mais esclarecimentos sobre o assunto.

A detenção de Augusto Tomás foi igualmente confirmada à Lusa por fonte dos serviços prisionais, que informou que o antigo governante angolano se encontra “privado de liberdade” desde a tarde de hoje no Hospital Prisão de São Paulo.

Augusto da Silva Tomás foi afastado do cargo pelo Presidente de Angola, João Lourenço, em Junho deste ano, não tendo sido avançados os motivos da sua exoneração.


Desafios Enormes Para a Cidade do Huambo Quando Festeja 106 Anos de Idade

Foto de Valentino Yequenha

A cidade do Huambo, que mais encantou os colonialistas portugueses em Angola, celebra hoje, sexta-feira, 106 anos desde a sua fundação, pelo então governador-geral de Angola, general José Mendes Ribeiro Norton de Matos.

Totalmente recuperada dos destroços causados pelos longos anos de conflito armado, a urbe, que em 1928 foi proposta à capital do país, pelo então governador-geral de Angola, Vicente Ferreira, que a baptizou de Nova Lisboa, vive uma fase de novos e enormes desafios.

Além da manutenção do seu peculiar perfil arquitectónico, a cidade vem encetando um conjunto de acções que a poderão tornar, a médio prazo, na 1ª capital ecológica do país, um desafio assumido pelas autoridades em 2007.

A assumpção deste desafio tem engajado o governo e seus parceiros sociais a um amplo trabalho de preservação dos espaços verdes, manutenção do saneamento da urbe e educação ambiental da população local.

Aos poucos, vê-se uma cidade mais limpa, mais verde e auto-sustentável ambientalmente, o que está, seguramente, a contribuir para o reforço da distinção de Huambo capital ecológica e na melhoria da própria saúde pública, com vista à promoção do bem-estar da população.

Paralelamente ao desafio de transformar-se na capital ecológica do país, as autoridades também esmeram-se, ao máximo, para resgatar a tradição académica da antiga Nova Lisboa, que, até 1991, era famosa na formação de quadros em diversos ramos do saber.


Ainda o António Costa e as Suas Jeans

Foto Correio da Kianda

Nunca antes uma visita de um chefe do Governo português provocou tanto alarido entre Luanda e Lisboa, como aconteceu na passada segunda-feira, 17, com a chegada a Luanda de António Costa, Primeiro-Ministro português.

O líder Socialista chegou ao aeroporto 4 de Fevereiro, sem qualquer cerimónia, trajando uma calça “jeans”, camisa branca, blazer, calçando uns mocassins.

O traje do político, que apesar de ter ido à Angola numa visita oficial, acabou por incendiar as redes sociais, e não só, dos dois países onde chegou mesmo a ser acusado pelos mais extremistas de “desrespeitar os Angolanos”.

Caloroso como sempre, Costa foi recebido com honras de Estado pelo ministro das Relações Exterior de Angola, Manuel Augusto, que vinha vestido a rigor, apesar de Luanda estar a viver naquele dia um feriado nacional, dia em que se comemora mais um aniversário natalício do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.


Discurso do Presidente Angolano Por Ocasião da Visita de Trabalho do 1º Ministro Português

Discurso de Sua Excelência João Lourenço, Presidente da República de Angola, por ocasião da visita de trabalho a Angola de Sua Excelência António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal. Luanda, 18 de Setembro de 2018.

– Sua Excelência António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal,

– Senhores Ministros,

– Senhores Embaixadores,

– Minhas Senhoras, Meus Senhores,

– Excelências,

Em representação do povo angolano e do Executivo que encabeço, recebo Vossa Excelência de coração aberto, neste contexto muito particular da visita de trabalho que efectua a Angola, durante a qual teremos seguramente a oportunidade de passar em revista as nossas relações bilaterais com realismo e objectividade, para que se tornem estáveis e profícuas no presente e no futuro.

Aproveito este momento para dar as boas vindas a Vossa Excelência e à delegação que o acompanha.

Senhor Primeiro-Ministro,

Excelências,

As relações entre Angola e Portugal são históricas, seculares e com uma profunda carga afectiva, de amizade e solidariedade entre seus povos, por isso na abordagem que faremos durante este encontro sobre o caminho a seguir para reforçarmos os laços que nos ligam, não devemos ignorar o manancial de experiências acumuladas até aqui, assim como as oportunidades que se nos oferecem para que projectemos o futuro com pragmatismo, em função dos nossos valores e interesses nacionais.


Governo Angolano Assume Já 105 Milhões de Dólares em Dívida Certificada a Empresas Portuguesas

O ministro das Finanças, Archer Mangueira, estimou hoje em 105 milhões de dólares a dívida já certificada de entidades públicas a empresas portuguesas e a não certificada na ordem dos 350 milhões de dólares.

Archer Mangueira avançou com esta estimativa na abertura do Fórum Empresarial Angola-Portugal, no qual também discursou o primeiro-ministro, António Costa, adiantando que tenciona fechar a parte maioritária do processo de certificação de dívidas a empresas portuguesas até Novembro próximo.

A parte portuguesa estima que a dívida não certificada de entidades públicas angolanas a empresas portuguesas, sobretudo firmas de construção civil e obras públicas, ronda “no mínimo” entre os 466 e os 583 milhões de dólares.

Na sua intervenção, o ministro das Finanças de Angola referiu que, após uma análise feita às “regularizações atrasadas” a empresas portuguesas, concluiu-se que “o maior volume não fazia parte do Sistema Integrado de Gestão do Estado”.


António Costa Cria Polémica em Luanda Por Trajar Camisa Branca Sem Gravata e Calças de Ganga,

Foto RTP

Costa chegou a Angola na manhã desta segunda-feira para uma visita de Estado muito aguardada depois de as relações entre os dois países terem andado por caminhos trocados. Costa aterrou no Aeroporto 4 de Fevereiro e abriu logo uma polémica nas redes sociais por causa da sua indumentária.

“É com grande satisfação, entusiasmo e profunda confiança no reforço das relações entre #Portugal e #Angola que aterrei esta manhã em Luanda para uma visita oficial”, anunciou António Costa na sua conta oficial no Twitter, o que originou vários comentários (a maioria) a criticar a escolha da roupa.

O texto era acompanhado por uma foto com Costa sobre a passadeira vermelha do aeroporto de Luanda ladeado pela guarda de honra militar e acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores.

Só que o primeiro-ministro trajava uma camisa branca sem gravata, sob um blazer preto e calças de ganga. Uma indumentária pouco habitual numa visita de Estado que logo fez disparar críticas nas redes sociais.


Agora Compete-nos Construir o Futuro. o Passado Ficou no Museu, Diz António Costa em Luanda

O primeiro-ministro afirmou hoje que o passado nas relações luso-angolanas ficou no museu e que os dois países se preparam para fechar um novo acordo de cooperação estratégica, num sinal de confiança em relação ao futuro.

Palavras proferidas por António Costa no primeiro ponto do programa oficial de dois dias a Angola, depois de ter visitado o Museu Nacional de História Militar na Fortaleza de Luanda.

“Vamos assinar o Acordo de Cooperação Estratégica para os próximos anos e vamos dar um sinal de confiança para o aprofundamento das nossas relações económicas”, declarou o líder do executivo nacional, num momento em que estava ladeado pelos ministros angolanos Manuel Domingos (Relações Exteriores) e Salviano Sequeira).

Perante os jornalistas, António Costa referiu que a sua visita “começou precisamente no Museu de História Militar”.


Entrevista de António Costa ao Diário de Notícias “Quanto Mais Angola Melhor”

A primeira visita de um primeiro-ministro português a Angola desde 2011 e um pacote optimista para discutir a cooperação. A António Costa, um pragmático, agradalhe o pragmático João Lourenço. Durante o último ano, os encontros entre as mais altas autoridades portuguesas e angolanas foram intensos. As relações continuavam, naturalmente. 

Mas o caso Manuel Vicente inquinava. João Lourenço declarou quais as balizas impostas por esse “irritante” (palavra usada por Costa e replicada pelo novo MNE angolano Manuel Augusto): haveria trabalho mas não conhaque. O trabalho prosseguia (além dos encontros referidos na entrevista dada por António Costa, há que relembrar a ida de Marcelo Rebelo de Sousa à tomada de posse de João Lourenço, e a vinda da primeira-dama angolana, Ana Dias Lourenço, a Belém), mas não haveria conhaque – nem ida do chefe de Governo português a Luanda nem do PR angolano a Lisboa.

Caso Manuel Vicente resolvido – essencialmente, o Ministério Público português reconheceu o óbvio: teve de reconhecer como idónea a Justiça angolana – as balizas caíram. E, hoje, António Costa desembarca em Luanda. O fio da conversa com o DN, a única entrevista que o primeiroministro acordou com um jornal português, andou nisto: Angola é importante para Portugal e quanto mais importante Angola for, melhor para Portugal. A receita é clara. Tanto melhor se forem pragmáticos a aplicá-la.