A Principal Aposta do Governo Angolano Deverá Ser a Agricultura Mecanizada

A agricultura mecanizada deve constituir a principal aposta do Governo, tendo em conta a necessidade de aumento da produção nacional e acelerar a diversificação da economia.A recomendação foi feita hoje, terça-feira, na cidade do Huambo, pelo engenheiro agrónomo Fernando Pacheco, durante o curso de especialização sobre Agro-Indústria e Controlo de Qualidade, organizado pela a Faculdade de Ciências Agrárias, da Universidade José Eduardo dos Santos.

Segundo o especialista, também membro do Conselho da Republica, o país não conseguirá diversificar a sua economia se insistir no actual modelo, em que maior parte da actividade agrícola ainda é tradicional.

Referiu que Angola possui cinco milhões de hectares de terras agricultáveis, mas, infelizmente, apenas 100 mil são cultivados com recurso a tractores e pouco menos de um milhão ou mesmo 500 mil são cultivados na base de tracção animal, enquanto a maior parte é utilizado para agricultura manual.

Fernando Pacheco, fundador da Associação de Desenvolvimento Rural (ADRA), lamentou, ainda, o facto da agricultura manual ser desenvolvida, na sua maioria, por mulheres, apelando, deste modo, as autoridades para uma maior intervenção, apostando em novas tecnologias, para que se tenha uma produção de qualidade e em quantidade, com base na definição de políticas mais correctas.


Terminou o Que Se Passava com o Negócio dos Diamantes em Angola

 

Pornográfico. Não consigo encontrar melhor definição para o que se passava até há bem pouco tempo no negócio dos diamantes em Angola. Com a cumplicidade de tudo e de todos.

Quando digo bem pouco tempo, digo pelo menos até Novembro de 2017, quando o recém-empossado Presidente João Lourenço decidiu quebrar o monopólio que vigorava praticamente desde 2007.

A última versão do modelo foi definida pelo decreto presidencial n.º 163/16 assinado pelo então Presidente José Eduardo dos Santos em 26 de Agosto de 2016, que aprovou “a política de comercialização de diamantes brutos”.

No mercado industrial que vale cerca de 90% do mercado de diamantes em Angola as coisas passavam-se mais ou menos assim.

O produtor de diamantes informava a SODIAM que tinha para venda um lote de “X” quilates distribuídos por “N” fracções avaliados em “Y” USD. Acto contínuo, a SODIAM, empresa responsável pela organização do processo de comercialização de diamantes e a arrecadação de receitas fiscais para o Estado resultante da venda dos mesmos, indicava um cliente preferencial, homologado pelo Ministério de tutela do sector mineiro, com o qual o produtor devia negociar a venda.


Revogação da Concessão do Porto da Barra do Dande Pode Levar Estado Angolano a Tribunal

A empresa a que foi concedida a construção e gestão do Porto da Barra do Dande, no Bengo, diz que tomou conhecimento pela comunicação social do Decreto Presidencial que revogou a adjudicação no mês passado.

Um comunicado divulgado ontem pela referida empresa indica que com a decisão “infundada” de revogar a concessão do Porto da Barra do Dande, na província do Bengo, o Estado angolano fica exposto ao pagamento de indemnizações previstas pela lei angolana e pelo Direito Internacional, o que implica custos adicionais para o Estado e, portanto, para o contribuinte. O mesmo documento, a empresa afastada do projecto sugere que a revogação implica ainda “uma perda de credibilidade de Angola nos mercados internacionais e uma maior dificuldade em encontrar soluções de financiamento mais sofisticadas e menos pesadas para o Tesouro público, no que se refere a grandes projectos”.

De acordo com o documento, ao longo do período de trabalho conjunto entre os investidores privados e as entidades públicas foram iniciados e assumidos compromissos com parceiros nacionais e internacionais envolvidos no projecto. “Foram avançados investimentos, com o devido suporte legal e sempre com o envolvimento do Executivo. Estes investimentos e compromissos terão que ser assumidos por todos os signatários do projecto, incluindo o Estado angolano”, lê-se ainda no documento, acrescentando que “esta concessão significa ter um porto construído em 24 meses sem recurso ao Orçamento Geral do Estado, com operadores portuários a funcionar de forma eficiente, diminuindo assim os custos portuários e contribuindo directamente para reduzir os custos da importação e exportação. A Atlantic Ventures assume, com o desenvolvimento do novo porto e área adjacente, a criação de 5.000 novos empregos nos próximos anos”.


Vendedores de Peixe na Praia da Mabunda é um Atentado à Saúde Pública em Luanda

Uma das principais preocupações no Distrito Urbano da Samba, em Luanda, é o lixo produzido pelos vendedores de peixe na praia da Mabunda, apontada como um dos exemplos mais bem acabados de atentado à saúde pública na capital do país.

“Aqui chegam pessoas de quase toda a parte, mas a higiene é a nossa grande preocupação”, diz ao NJOnline Domingas Santas, vendedora de peixe há 13 anos.

“Como vê, aqui o peixe é vendido entre amontoados de lixo”, aponta a vendedora, lamentando que “o que mais interessa para muitos neste mercado é obter lucro”, sem qualquer respeito pelas normas de higene.

A falta de hábitos de limpeza na praia da Mabunda, um dos pontos de comércio mais importantes de Luanda, onde se negoceia o peixe que diariamente abastece os consumidores, é também motivo de inquietação para quem vive ali perto.

“Uma praia dessa, com um movimento de grande envergadura, deveria ser bem limpa e cuidada”, conta à nossa reportagem Sebastião Neto, que mora a menos de 300 metros do local.


A Fazenda Crisgunza em Camabatela Prevê Produzir Mais de 10 Hectares de Flores Diversas

Localizada em Camabatela, na província do Cuanza-Norte, a Fazenda Crisgunza prevê produzir mais de 10 hectares de flores diversas, com destaque para rosas de porcelana, helicónias, roseiras. O grupo diz estar disposto a participar na diversificação agrícola de modo a reduzir o índice de importação de flores

Durante as várias reportagens efectuadas nos 28 mil metros quadrados do pavilhão onde decorre a 34ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), uma empresa chamou a atenção da equipa de reportagem de OPAÍS, pelo tipo de negócio que expunham. Trata-se do grupo empresarial Crisgunza Angola, que se dedica à produção agrícola, particularmente, a floricultura. Com uma fazenda localizada a 21 quilómetros do município sede da província do Cuanza-Norte, a Fazenda Crisgunza está a desenvolver um projecto agrícola que vai produzir flores naturais diversas numa área de 10 hectares, com destaque para a produção de rosas de porcelana, helicónias e roseiras. Na conversa com um dos seus responsáveis, o engenheiro agrónomo Augusto Capango, ficou-se a saber que a empresa quer abastecer o mercado angolano com flores naturais originárias da província do Cuanza-Norte.

“Pretendemos dar resposta ao apelo do Governo no que toca à diversificação da agricultura. Montamos uma estufa para cobertura e produção de matéria-prima verde. Estamos a desenvolver o cultivo de palmeira de dendém que tem como suporte o cultivo de flores”, disse. O responsável disse que numa primeira fase, o projecto arrancou com um viveiro de 2 hectares para o cultivo de helicónias, roseiras e rosas de porcelana. Até 2019 a fazenda prevê atingir cerca de 10 hectares para a produção de flores e 500 hectares para o cultivo de palmeira de dendém. “Os benefícios são múltiplos 18 O PAÍS Sábado, 14 de Julho de 2018 para o país. Temos verificado que em todos os grandes eventos como casamentos,


O Maior Expositor Estrangeiro na 34ª Edição da FILDA Foi Portugal

O país europeu continua a ser o maior expositor estrangeiro da Feira Internacional de Luanda (FILDA), com 25 expositores.

À semelhança das edições passada, este ano Portugal foi o maior expositor da 34ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que encerrou no final de semana, na Zona Económica Especial. A empresa de telefónia móvel “UNITEL” venceu o prémio “Grande Vencedor” da maior bolsa de negócios do país, onde concorreram mais de 300 participantes, entre nacionais e estrangeiros. Com um stand de 500 metros quadrados, a empresa procedeu a demonstrações dos seus mais variados serviços e tecnologias, com destaque para o segmento da música, como o “Unitel Estrelas ao Palco”, “Festa da Música e Kisom Som”, além de venda de ships e recargas.

O júri atribuíu ainda os prémios de melhor participação em “bebidas” à empresa Gin Kianda e o de “alimentação” à empresa Quinta dos Jugais. O prémio de melhor participação na “indústria nacional” foi arrebatado pela empresa Afriperfil, enquanto o de “produto nacional” coube à empresa Carnes Natura, da província da Huíla. A categoria de melhor participação de entidade e empresas públicas, o prémio foi entregue ao Instituto Nacional de Segurança Socia (INSS), no de melhor “utilidade pública o júri distinguiu a Administração Geral Tributária (AGT). A ENSA – Seguros de Angola ficou com o prémio Melhor Participação em Seguros.


Sete Mil Animais Selvagens a Importar Por Moçambique Para Repovoar Vários Parques e Reservas Nacionais

O Governo moçambicano aguarda pela transferência de sete mil animais selvagens de países vizinhos para os parques e reservas nacionais até 2019, disse à Lusa fonte da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

O diretor interino dos Serviços de Conservação e Desenvolvimento Comunitário da ANAC, Armindo Aramani, afirmou, em entrevista à Lusa, que o total de animais selvagens movimentados dos países vizinhos para Moçambique vai passar no próximo ano para cerca de 15 mil desde que o plano de repovoamento dos parques e reservas naturais moçambicanos começou, em 2001.

“Temos parques e reservas elegíveis para o repovoamento”, declarou Armindo Aramani, adiantando que há, no país, seis locais em condições de receber novos animais.

Os parques da Gorongosa, Limpopo, Zinave, Banhine, a Reserva do Gilé e a Reserva Especial de Maputo são santuários da vida selvagem moçambicanos, aptos a ser repovoados por animais bravios, assinalou.

Armindo Aramani não especificou o número de animais que vão passar a viver nos parques e reservas moçambicanas após 2019, entre os transferidos e os nativos.


Angola e Portugal Têm Tudo para Definitivamente Avançar para “Uma Relação de Amor e Não Mais de Ódio” Escreve o Jornal de Angola

Em editorial, intitulado “As relações entre Angola e Portugal”, o jornal estatal angolano aborda as reuniões mantidas esta semana, em Lisboa, pelo ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, com o primeiro-ministro e o Presidente da República.

“Os povos angolano e português têm interesse em que as relações entre Portugal e Angola atinjam um nível que possa dinamizar a cooperação económica entre os dois países”, escreve o jornal, editado pela empresa pública “Edições novembro”.

Ao mesmo tempo que recorda que “os portugueses têm empresas em Angola” e que os “angolanos têm capitais aplicados em Portugal”, o jornal sublinha que “é por isso do interesse dos empresários de ambos os países que haja boas relações políticas e diplomáticas entre Angola e Portugal”, para “impulsionar, por exemplo, as relações comerciais”.

“Angola e Portugal têm tudo para estabelecer exclusiva e definitivamente uma relação de amor e não mais de ódio. Angola e Portugal têm condições para se constituírem num bom exemplo de cooperação, na base do respeito mútuo”, lê-se no mesmo editorial.

O primeiro-ministro, António Costa, visita Angola a 17 e 18 de setembro, anunciou hoje em Bruxelas o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Augusto Santos Silva.


Inaugurada Ontem em Viana Nova Fábrica de Transformação de Bens Alimentares

A ministra da indústria, Bernarda Martins, inaugurou ontem, quinta-feira, no Pólo industrial de viana, em Luanda, uma unidade fabril denominada Casa dos Frescos indústria, com capacidade instalada para produzir três mil e 500 toneladas de alimentos ano

A “Casa dos Frescos Indústria”, como é denominada a unidade fabril, vai proceder, entre outras actividades, a transformação de bens alimentares (panificação, pastelaria, horto-frutícolas e carne) em resultado de um investimento avaliado em USD 9.6 milhões e tem uma capacidade instalada para produzir 3.500 toneladas por ano. Com a sua abertura foram criados 115 novos postos de trabalho, 113 dos quais para nacionais e dois para expatriados.

Na ocasião, a ministra da Industria, Bernarda Martins, referiu que “com a entrada em funcionamento desta fábrica aumenta a capacidade de oferta para consumo interno e para exportação”, declarou, acrescentando que é intenção do grupo empresarial exportar os seus produtos para os países da região Austral de África. Segundo ainda a governante, industriais de pastelaria e panificação existem um pouco por todo o país, mas existem muitas que não têm condições de operar. Todavia, vão surgindo. “Sendo o pão um produto básico, o Executivo tem estado a trabalhar para que chegue à mesa do cidadão com qualidade”, referiu.


1 Milhão de Ovos é Quanto a Fazenda Filomena Localizada na Província do Bengo Pretende Produzir Diariamente

A Fazenda, localizada na província do Bengo, actualmente com uma produção de 350 mil ovos, quer chegar ao milhão por dia, porém a crise económica que o país atravessa constitui o seu maior obstáculo

A Fazenda Filomena, uma das empresas nacionais das mais de 200 que participam na 34ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), prevê produzir diariamente um milhão de ovos. Mas a meta está longe de ser alcançada devido a problemas conjunturais, com destaque para a escassez de divisas destinadas a importar matéria-prima. Por isso, a directora da fazenda, Ana Maria Domingos, procura novas oportunidades de negócios na FILDA.

“Actualmente temos uma produção diária de 350 mil ovos. Pretendemos chegar ao milhão de ovos, logo que terminarmos a fazenda e apretecharmos as quatro naves com cerca de um milhão e cento e oitenta mil galinhas”, revelou. Segundo a empresária, há uma grande dificuldade para aquisição de farelo, soja e óleo bruto de soja, matérias-primas fundamentais para o fabrico de ração. “Solicitamos mais abertura da banca. Temos muitas cartas de crédito à espera de respostas, o que tem criado muitas dificuldades à produção”, desabafou Ana Maria Domingos.