Dívidas de 2 653 Milhões de Dólares Pagas Pelo Governo Angolano

O governo de Angola pagou dívidas no montante de 2 653 milhões de dólares a credores internos e externos no período entre 2003 e 2010, informou quinta-feira, em Luanda, o ministro das Finanças, Carlos Lopes.
De acordo com a agência noticiosa angolana Angop, o ministro informou ainda que em 2003 foram pagos 380 milhões de dólares, 271 milhões em 2004, 354 milhões em 2005, 363 milhões em 2006, 444 milhões em 2007, 513 milhões em 2008, 259 milhões em 2009 e 69 milhões de dólares em 2010.

Carlos Lopes, que falava numa conferência promovida pelo Bureau Político do MPLA, disse que o pagamento pelo Estado angolano do total da dívida atrasada foi feita através da emissão de Obrigações de Tesouro.
Do total de Obrigações do Tesouro emitidas foram resgatadas, até Dezembro de 2011, títulos no valor aproximado de dois mil milhões de dólares.

“Com isso o stock desses títulos, até 31 de Dezembro de 2011, situa-se em 644 milhões de dólares tendo o Estado pago pela sua emissão juros no valor de 325 milhões de dólares”, referiu o governante, salientando que esses são os esforços financeiros feitos pelo Estado angolano para regularizar a dívida de 2003 a 2010.

(angolahub)


Previsão de Aumento de Turistas em Angola

Angola vai ter, até 2020, um movimento de quatro milhões de turistas, segundo projecções apresentadas na terça-feira, em Luanda, pelo ministro de Hotelaria e Turismo, Pedro Mutindi .
De acordo com o governante, que falava na cerimónia de tomada de posse dos directores-gerais e adjuntos dos Pólos de Desenvolvimento Turístico, o sector prevê criar um milhão de postos de trabalho directos e indirectos, nos próximos oito anos.
Até lá, vai ser desenvolvido um plano de mobilização a favor do turismo interno, para que 60 por cento dos angolanos viagem mais por “Angola adentro”.
“O futuro que almejamos depende sempre da forma como alicerçamos o presente e como olhamos para o passado”, realçou Pedro Mutinde, para quem o turismo é a indústria da paz e do desenvolvimento sustentável de qualquer nação.
O ministro Pedro Mutindi pediu, ainda, maior mobilização em torno das acções do Plano Director do Turismo, na reformulação e adequação do pacote legislativo do sector e na criação de uma maior disponibilidade de oferta de equipamentos e, consequentemente, de preços competitivos, capazes de atrair e permitir a livre adesão dos turistas internos e externos.
Na sequência da instauração da paz, há dez anos, milhares de turistas estrangeiros têm escolhido Angola, que conta com muitos lugares de atracção turística em todo o território nacional

Jornal de Angola


3,4% Foi o Crescimento da Economia de Angola em 2011

A economia de Angola registou um crescimento de 3,4% em 2011 devido às políticas prudentes que foram adoptadas pelo governo, informou o Fundo Monetário Internacional numa análise ao programa de empréstimo a Angola.
O Fundo deverá analisar em finais de Março a libertação da última fatia (130 milhões de dólares) do empréstimo de 1,4 mil milhões de dólares concedido a Angola em 2009 na sequência do abaixamento do preço do petróleo em consequência da crise financeira e económica internacional.
Mauro Mecagni, chefe da missão do FMI que se deslocou a Luanda, disse que as finanças de Angola foram ajudadas pelo aumento do preço do petróleo e pelo facto de o governo angolano ter conseguido conter o défice primário não-petrolífero em cerca de 44% do PIB não-petrolífero.

“As perspectivas macro-económicas para 2012 são genericamente favoráveis com o início da exploração de novos poços o que fará aumentar a produção para 1,8 milhões de barris por dia”, disse Mecagni no comunicado divulgado.
O FMI informou ainda que a maior parte de um montante de 32 mil milhões de dólares que faltam nas contas do Estado entre 2007 e 2010 poderá ser explicada por “operações quase-fiscais” efectuadas pela estatal Sonangol.

Na passada semana, o governo de Angola determinou que a Sonangol irá deixar de funcionar como agente financeiro do Estado, com a excepção temporária do pagamento do subsídio aos combustíveis e do serviço da dívida.

(angolahub)


A Importância de Uma Estrada Nacional Para Angola

A viagem começa na cidade do Huambo e perorremos 470 quilómetros até à cidade de Menongue. Estamos em frente ao Hotel Roma Ritz. A caravana, composto por viaturas todo-o-terreno, transportava jovens filiados na JMPLA que percorrem o país para divulgar o programa “Diálogo Juvenil”. O primeiro secretário da organização, Sérgio Luther Rescova, dá orientações sobre a viagem.
Os carros deslizam no tapete asfáltico sem sobressaltos. O olhar vislumbra a cintura verde que delimita a cidade do Huambo. A velocidade do carro não permite tomar boa nota dos pormenores que a estrada e a natureza nos oferecem. A máquina fotográfica está bem posicionada nas mãos, para registar as imagens que enchem os nossos olhos. É a beleza das paisagens do Planalto Central. No horizonte, o verde das paisagens casa com o azul das nuvens. É formidável! É aqui que sentimos como é bom estar fora do frenesim de Luanda. Ar puro! São os frutos da paz, conquistada em 2002.
A alegria de andar pelas estradas do país leva-nos a paisagens nunca antes vistas. Os rios que se encontram ao longo da via são outra maravilha. Os lagos e as lagoas nas proximidades da estrada ornamentam a via. O brilho das águas reflecte o verde das árvores. O excelente estado da estrada entre as cidades do Huambo e Cuito e a capital do Kuando-Kubango, permite aos jovens de Menongue fazerem viagens turísticas para o Planalto Central. A mobilidade facilita os negócios.
A vida nos municípios do Catchiungo e Tchicala Tcholoanga é animada. Os kupapatas movimentam as vilas. É visível a alegria das populações. O Caminho-de-Ferro de Benguela serpenteia a estrada em direcção ao Cuito, na província do Bié. As lindas paisagens reclamam visitas turísticas. Estamos no desvio para o Bié em direcção ao Kuando-Kubango. As placas que indicam o trajecto sãos visíveis. Aqui a curiosidade do repórter começa. Não conheço a estrada das províncias do Bié e Kuando-Kubango. A distância que nos separa do desvio às terras do progresso é percorrida com distracção, dadas as imensas terras planas. Sem montanhas, as chanas parecem ser uma montagem. A Estrada Nacional número 140 é uma das melhores que o Executivo construiu no âmbito do processo da reconstrução nacional, como disse um companheiro de viagem.
O brilho do asfalto ao longe parece o brilho das águas dos rios Donde e Liapela, A via regista pouco trânsito, ao contrário da via que liga Huambo ao Bié.

As aldeias Calanga, Vipata, Chinque, Zequita, Chiungo Micha, Utále, Macova, Miveve e Chipita estão bem sinalizadas. De aldeia a aldeia vemos crianças a comercializarem produtos do campo. Galinhas e garrafas contendo mel são apontadas em direcção aos passageiros dos carros.

Estrada excelente 
 
As crianças das aldeias ainda alargam o conceito da utilidade da estrada. É também para elas um espaço de recreio, pois as aldeias não têm espaços de recreio e equipamentos para os tempos livres dos jovens. Com a nova estrada asfaltada as crianças das comunidades rurais tomam contacto com um país novo e com a paz definitiva.
As pessoas sentam-se nas bermas da estrada e com as costas voltadas para a faixa de rodagem. A estrada é um espaço de recreio, de comércio e de convívio social. Nas aldeias são notórias as bandeiras da República e dos partidos políticos, que simbolizam a independência e a existência de vários partidos políticos no país.
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“Tanta Asneira Para Dizer Luanda é Bonita”

A peça “Tanta Asneira Para Dizer Luanda é Bonita”, encenada por Miguel Hurts, e que já foi vista por mais de 1.500 espectadores, em seis dias de apresentação em Dezembro, regressa hoje, às 20h30, ao palco no Cine Teatro Nacional, em Luanda.
Com um elenco de actores constituído por Orlando Sérgio, Raul do Rosário, Hélio Taveira, Edusa Chindecasse, Naed Branco e Yuri Sousa, a peça é uma comédia, com a duração de uma hora, que apresenta várias peripécias caricatas vividas por citadinos de Luanda.
Miguel Hurst referiu que ela pretende mostrar determinados comportamentos humanos através de personagens tipo, girando em torno dos paradoxos de algumas pessoas que vivem na capital angolana.
A convivência entre o bem e o mal é notória em Luanda, “cidade onde os pequenos e grandes crimes são frequentes em várias artérias de uma urbe que se torna violenta diariamente”. A comédia é o julgamento dos habitantes de Luanda, no qual os delinquentes são os juízes e advogados de acusação, enquanto as vítimas são os réus.
O director de produção do espectáculo, Orlando Sérgio, explicou que o objectivo é oferecer um teatro profissional e de qualidade, com uma estética mais cuidada e actores com currículos relevantes, com capacidade para interpretarem uma linguagem contemporânea. O objectivo do grupo é realizar duas a três representações anuais, de modo a pressionar os responsáveis pela produção de festivais a integrarem o teatro de baixo orçamento nas suas agendas. Além disso, pretende mostrar ao Ministério da Cultura e aos agentes culturais, o quadro que se pretende delinear para o teatro em Angola. “É necessário discutirmos urgentemente as leis que regulam o teatro e o sindicato de actores, de maneira a termos uma actividade mais organizada e coesa”, justificou.
Escrita por Nuno Milagre, o espectáculo é produzido pelo projecto Mukange e tem como assistentes de produção Adérito e Zezas. Participam ainda no espectáculo os artistas Keita Mayanda, Leonardo Wawuti e Nástio, responsáveis pela música da peça, Ulienge Almeida, que responde pelo som, Kalitoso, pela luz e desenho, Edson Chagas, pela fotografia, e Adelino Fernandes, pelo figurino. Representada por actores angolanos de cinema e teatro, a peça volta a ser exibida amanhã e sábado, na mesma sala, com sessões às 19h00 e 21h00. Os bilhetes são vendidos no local do espectáculo a dois mil kwanzas. As próximas exibições são no Huambo, Benguela, Huíla e Cabinda.

Jornal de Angola/Roque Silva


Angola, “Plantar uma Árvore é Salvanguardar a Vida”

A esposa do primeiro presidente de Angola, Maria Eugénia Neto, lançou hoje, quinta-feira, no município de Catete, província do Bengo, a campanha “Plantar uma Árvore para Agostinho Neto”, no quadro do seu 90º aniversário natalício, a assinalar-se este ano(17 de Setembro), e do “31 de Janeiro”, Dia Nacional do Ambiente.
A primeira árvore foi plantada num dos recintos do Centro Cultural Doutor Agostinho Neto, localizado em Catete, na presença de membros do Executivo, entre eles, a ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, e seu vice-ministro, Syanga Abílio, deputados da Assembleia Nacional, membros da Fundação Agostinho Neto e representantes de diversas organizações ambientais.
Em companhia da sua filha Irene Neto, Eugénia Neto manifestou a sua satisfação quanto à iniciativa do Club Angolano de Amigos da Ecologia da Fundação Vida (CAAE), que pretendem lançar à terra 20 mil árvores autóctones, com base nos ensinamentos de Agostinho Neto, que defendeu a conservação da natureza.
O lançamento da campanha decorreu momentos antes da abertura do workshop sobre “O Pensamento Ambiental Sustentável de Agostinho Neto”, uma iniciativa da mesma fundação, cuja abertura será presidida pela ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim.
Com vista a combater ou fazer face às alterações climáticas, o projecto “Plantar uma Árvore para Agostinho Neto”, contempla também a construção de uma “Escolinha Ambiental”, onde os populares da comunidade de Kachicane poderão acorrer para o aprimoramento de conhecimentos com relação a esta temática, segundo o coordenador da comissão de gestão da associação, Jorge António.

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